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sexta-feira, 1 de Maio de 2009

1 de Maio - Dia do Trabalho. A data internacional surgiu após protestos e mortes de operários.

Imagenes para tu hi5 y myspace Homenagem. Aos artesãos povoenses ou radicados na Póvoa de Lanhoso. "O Dia Mundial do Trabalho foi criado em 1889, por um Congresso Socialista realizado em Paris। A data foi escolhida em homenagem à greve geral, que aconteceu em 1º de maio de 1886, em Chicago, o principal centro industrial dos Estados Unidos naquela época। Milhares de trabalhadores foram às ruas para protestar contra as condições de trabalho desumanas a que eram submetidos e exigir a redução da jornada de trabalho de 13 para 8 horas diárias. Naquele dia, manifestações, passeatas, piquetes e discursos movimentaram a cidade. Mas a repressão ao movimento foi dura: houve prisões, feridos e até mesmo mortos nos confrontos entre os operários e a polícia. Em memória dos mártires de Chicago, das reivindicações operárias que nesta cidade se desenvolveram em 1886 e por tudo o que esse dia significou na luta dos trabalhadores pelos seus direitos, servindo de exemplo para o mundo todo, o dia 1º de maio foi instituído como o Dia Mundial do Trabalho."

202 comentários:

1 – 200 de 202   Mais recente›   Mais recente»
Anónimo disse...

Bela Foto do museu do ouro de Travassos.

Gazeta Lusófona disse...

Homenagem

Testamento 1... 2004

...Quando eu morrer,
A ti responsável!
Quero pedir e querer,
Que sejas incansável:
Daquilo que no suposto fique a dever...
Quero que efectues todos os pagamentos!
Mas também todos os recebimentos!
Que serão muito maiores...
E cobrem com certeza os outros valores...
- Pois eu quero ir, eu quero,
Para aquela gelada cova,
Daquele cemitério!...
Mas quero que me levem devagar...
E com muito jeitinho,
Para eu ter a certeza, penso...
Que ainda por mim tendes carinho!...
Mas não te esqueças,
Mesmo que mereças,
Os incertos recebimentos,
São manuscritos no testamento...
E serão repartidos,
Pelas minhas filhas,
Nas partilhas:
- Que eu quero ir sossegado,
E, mesmo gelado,
Quero ir feliz,
Pelo bem que eu fiz...
Todo o outro património,
Faz parte do nosso matrimónio,
Que deves gerir...
Para um dia repartir...
Quanto ao resto,
Desejo-vos felicidades,
E atesto...
Sejas feliz de verdade! –

Serei grato na interinidade… 093


Testamento 2...

– Pois, eu adiante não existo,
Nas vossas vidas,
Mesmo assim, persisto,
Que sejas feliz...
Que tenhas quem vos ampare,
Assim como eu fiz...
- Só quero pedir só mais uma coisa,
Ex. aqui o meu critério,
Não quero ir para aquele cemitério!...
Tu sabes qual!
Prefiro ir para a campa n.º um,
Por bem ou por mal,
Por detrás daquela capela,
Para me proteger daquele ou daquela,
Do sol, do vento e da geada,
Que será gelada?
E poderá queimar a relva,
Que asseia verdejante,
O jazigo de minha Mãe...
Que quero repartir um dia também
Seja por mal ou por bem!

Eu fiz um PEDIDO; não quero ir, mas levai-me!

O Autor é um cómico… 0094

In, Inspiração do Compositor, GráficAmares, João Carlos Veloso Gonçalves, “Quelhas” pág. 94/95

Director: Adelino Sá

http://www.gazetalusofona.ch/

ALICE VALENTE disse...

Ética e moral


Sempre se confundiu ética com moral. Considero que já devia de se tornar bem definida esta distinção, tudo seria muito mais fácil e o entendimento entre humanos e em seu meio ambiente já se teria dado.

É que a ética não precisa de moral, enquanto que a moral inevitavelmente sempre precisou e continuará a precisar da ética. Isto é, a moral evolui regendo-se pelo que a ética (tão natural quanto humanamente) vai introduzindo de ético nessas mesmas leis morais. E a ética enquanto valor primordial da vida é a base de sustentação de todas as leis (morais) feitas pelos homens para vivermos em sociedade. Ainda de notar que Ética enquanto Valor estará sempre associado e lado a lado com o Valor Estética. E exactamente porque a Ética e a Estética são os Valores primordiais da vida ou da existência de se Ser. A Moral, essa terá sempre de sujeitar aos valores da Ética e da Estética através das suas leis de sociabilização. E por isso sempre e para melhor a Moral foi sendo alterada pelos Valores Éticos e Estéticos, valores estes que não precisam de leis exteriores para existir, precisamente porque existem em nós, interior ou intrinsecamente e sem qualquer tipo de regras a serem impostas obrigatoriamente através de leis. E porque ética e estética são a mais-valia ou virtude maior de seres que somos com Pensar e Sentir.

E sim estamos na maior crise de todas: a crise de valores!

É que a Moral até aqui foi tida como um valor que se colocou lado a lado com a Ética e com a Estética. E assim , esta crise poderá ser considerada como a maior de todas as crises. É que ainda por cima a Moral nesta nossa contemporaneidade quer ser tida como um Valor primeiro e obrigatório a ser cumprido com todas as suas leis através dos muitos e interessados fazedores dessas mesma leis, esses mesmo que até estão numa desenfreada tentativa de superiorizá-la à ética e estética. E claro está que isso jamais irá dar certo, nunca deu.

A desumanidade jamais poderá dominar sobre o VALOR DA VIDA e em seus Valores de Ética e Estética. É que enquanto existir vida humana e em seu pensamento, a ética e a estética tratarão do resto com toda a naturalidade.

Coisas da Suíça disse...

Protestos e “clima de revolução”
Centenas de milhares de pessoas participaram de manifestações pacíficas (com raras exceções) deste 1° de Maio na Europa. Em Zurique, cerca de 12 mil pessoas participaram de uma passeata que contou também com representantes de sindicatos e da esquerda de países vizinhos. Após a marcha pacífica pelo centro, algumas dezenas de militantes mascarados (extremistas de direita e esquerda, hooligans e jovens) travaram uma batalha com a polícia, que usou gás lacrimogêneo e balas de borracha para conter os tumultos - 82 pessoas foram detidas, 22 delas menores de idade.


Em Basileia, militantes do chamado “bloco negro” incendiaram pneus nas ruas, provocando nuvens de fumaça. De resto, a passeata de cerca de 2.500 pessoas foi pacífica, como também em Genebra ou Berna. O tema dos protestos de 1° de Maio na Suíça foi a crise financeira ou, nas palavras de um manifestante, “contra a crise, por empregos e segurança social”. “Não vamos pagar a crise de vocês”, era o slogan.

O sociólogo Ueli Mader disse em Basileia que “a crise financeira é também uma crise de sentido”. A dirigente do Sindicato Unia, Vania Alleva, pediu um programa de investimentos de pelo menos 5 bilhões de francos para a Suíça.

A mobilização na Suíça - onde o 1° de Maio não é feriado nacional - foi fraca se comparada, por exemplo, com a da França, onde mais de cem mil pessoas foram às ruas para protestar contra a crise e o governo do presidente Nicolas Sarkozy. “Clima revolucionário na França” – foi a manchete com que o jornal suíço NZZ descreveu os protestos no país vizinho. Os franceses mandaram um aviso a Sarkozy: “Sarko, lembra-te de 1789 (ano da Revolução Francesa). O povo está com raiva!”

Cotidiano de Geraldo Hoffmann

lusojornal disse...

O LusoJornal é o semanário gratuito dos portugueses de França.
Tem informação de proximidade e está disponível nos principais pontos de passagem dos Portugueses.


email : contact@lusojornal.com · Site web : www.lusojornal.com

França

Andam brincando aos poetas disse...

Aos poetas

©Shirley Carreira


Quando os poetas se calam
Eu ouço os gritos do silêncio
Eu vejo a escuridão do caos
E pressinto a noite que se achega
À árida terra dos homens.
Quando os poetas silenciam
Formam-se as grandes lacunas,
Os espaços não preenchidos
De todas as paixões humanas
Sublimadas ao infinito
Nos rastros do cotidiano.
Quando os poetas se calam
No céu, as estrelas choram
E a lua solitária se lamenta.
O perfume da noite se esvai;
Não há mais ninguém
Para cantar o amor.




Poeta...

Tiago Enrique dos Santos


Poeta é estar vivo e querer morrer
ser poeta é estar morto e querer ser rei
Ser poeta é ter um espírito franco e indagador
Posso ser poeta sem querer ser

Ser poeta não é ser santo
é ter porres de bebedeiras
falar besteira entre amigos
e dar risada sobre seus próprios sentimentos

Ser poeta é ser sozinho
ser poeta é não ser entendido
ser poeta é viver sem sentido.




Andam brincando aos poetas

Sergio Augustine


Andam brincando aos poetas e com sentimento deles por não terem que fazer... Lamento. Aqui quem brinca são os poetas com suas palavras ao vento que trazem no pesamento.




Se sou poeta tenho vida? Se era poeta deixo de a ter, apenas soudades!

João Gonçalves "Quelhas"

…Um dia quando morrer hei-de dar a vez a uma criança nascer…

Anónimo disse...

Ao Quelhas dai-lhes Senhor o eterno descanso.

Perdeu-se um homem da letras.

Ficou a sua obra como memoria.

Anónimo disse...

Retirado do blog Casa das Agras:

Faleceu o Quelhas
Fui surpeendido pela notícia que acabei de ler noutros blogs - Castelo de Lanhoso e Avante Póvoa de Lanhoso -, de que faleceu o Quelhas. Embora não seja apreciador da sua escrita, pois ainda não consegui ler nenhum dos seus livro até ao fim, para além de considerar que de facto carecia de qualidade narrativa para se aventurar na senda da publicação, apesar perceptível, últimamente, uma gradual melhoria, não posso deixar de reconhecer que habitava nele um espírito lutador e inconformista. Por tudo isso, para ele, os meus respeitos. Para a família, os meus pêsames sinceros.



É mais uma vida que se vai numa fase ainda verde da sua existência quando trilhava novos caminhos na busca da sua realização pessoal e de uma existência menos atribulada.



Mas a vida é assim. Um sopro antes da morte!

O "Quelhas" está vivo e bem vivo e de saúde. disse...

Brincadeiras de mau gosto!

Tem acontecido coisas ridículas nestes blogues, apagam comentários e fazem notícias falsas.
Como se não bastasse, ainda comentaram um dia destes o caricato, que mal eu fiz aos cobardes?
Pensam que brincar com coisas sérias, não feri as pessoas!?
Mais grave ainda e tenho a certeza de que, quem anunciou a falsa morte, foi a pessoa que preferiu dizer, ("matai o "Quelhas",) bem estamos a correr para a fim do mundo.
Antes que seja tarde rezai em vivos por vossas próprias almas, mas, desconfio que já não tem perdão pelos actos miseráveis que cometem...
Fiquei triste quando a minha própria família me telefonou, aliviaram do coração, porque lhes falei do outro lado.
Série de contactos via e-mail, blogues e hi5 onde tenho apagado tudo que esteja relacionado à mentira da minha falsa morte.
Peço o favor que apaguem todos os comentários e desmintam a todos aqueles que souberam desta falsa e inevitável tristeza mentirosa e iludida.
Por favor apaguem e desmintam.
Um abraço para quem se preocupou comigo.

"Quelhas" sempre! O escritor mais fraco da Póvoa de Lanhoso para quem o preferir…

João Carlos Veloso Gonçalves

Zurique, 03/04/2009

Anónimo disse...

Ainda bem que é mentira, o nosso poeta ia deixar apenas os livros e as suas comiquisses em memória, assim temo-lo em corpo e alma para nos alegrar.

Para: Casa do SLB da Póvoa de Lanhoso disse...

Assunto: FUTEBOL EM DIRECTO

Data: 3/Mai 13:13

http://falamos-futebol.blogspot.com

HOJE VEJAM EM DIRECTO A LIGA SAGRES

MARÍTIMO - F C PORTO

GUIMARÃES - NAVAL


NÃO PERCAM TAMBÉM A LIGA ITALIANA, ESPANHOLA, FRANCESA, E O FINAL DO CAMPEONATO PAULISTA..

SO ACESSAR

http://falamos-futebol.blogspot.com

Anónimo disse...

Para os bons momentos, gratidão.
Para os maus, esperança...
Para cada dia uma ilusão.
E sempre, sempre, felecidades para o "Quelhas"

SENTA AI NEGA! disse...
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SENTA AI NEGA! disse...
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SENTA AI NEGA! disse...

- Oi
- Oi :)
- seu pai tem boi? :B
- NÃO, tem vaca seu babaca!
- pensei que tinha seu galinha!!
- pensou errado seu viado!!!
- desculpa sua buta. (voipcuvoizuxoviucxzvx)
- desculpo não, seu anão.
- então cala boca bisha loca o/
- ih! fico irado? Ô coitado.
- irado é o caralho :@
- ih! nem rimo, chupa o bau do seu avô
- aaah VTNC! Tchau
- Cara-de-pau.

SENTA AI NEGA! disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
BPI PERSEGUE CLIENTES “TESOS” disse...

O BPI tem andado a perseguir clientes que têm as suas contas-ordenado sempre em valores negativos, sobrecarregando-os com despesas mensais para manutenção de conta ou outras despesas administrativas, de forma a convencê-los a abandonarem os seus serviços, de acordo com testemunhos de alguns clientes que têm sido vítimas desta política discriminatória dos “mais pobres”, que contraria inúmeras medidas anunciadas pelo Governo para facilitar a vida às pessoas que estão a sofrer com a crise. Existe mesmo quem se queixe de cobranças ilícitas nas suas contas, por edição de cartões de débito e crédito não pedidos, que muitas vezes se sobrepõem nas datas de caducidade com poucos meses de diferença. Na opinião de alguns clientes, o BPI abusa dos seus poderes contratuais com estes, cobrando valores e taxas demasiado elevados, quando comparados com os montantes disponíveis nos saldos de muitos clientes. Considerado actualmente o banco com taxas bancárias mais elevadas e uma política infalível de cobrança de taxas mensais bem como por exercer demasiada pressão sobre os clientes com saldos em dívida, está a levar ao encerramento de contas numa escalada sem precedentes, dado o descontentamento generalizado desta política comercial tão agressiva, lesiva dos direitos dos clientes, que se queixam de criação de inúmeros problemas criados, “muitas vezes por uns míseros euros”, e que levam não poucas vezes a terem de perder o seu tempo a resolver burocracias ou problemas criados por este excessivo controlo e gestão das contas bancárias.

CRISE GLOBAL: MAIS 50 MILHÕES DE POBRES NO MUNDO disse...

preocupante cenário social global: mais pobres, mais fome, mais epidemias, menos comida


Caíram na pobreza extrema mais 50 milhões de pessoas em todo o mundo e a tendência é para chegar ao dobro até fim de Dezembro. Considerada “finalmente” uma catástrofe humana (pelos responsáveis do Banco Mundial) sem precedentes na história a pobreza mundial é agora o tema da ordem do dia, pois este facto social acarretará consequências imprevisíveis para as próximas duas décadas. Mais pobreza, menos produção industrial, mais fome e epidemias, mais desemprego, maior número de falências, economia em derrocada, são tudo acções e situações interligadas, face da mesma moeda… Países terceiro-mundistas, subdesenvolvidos e em vias de desenvolvimento ficarão completamente de fora no que respeita à economia global futura. E soluções, se as há, ninguém as discute…

MEIO MILHÃO DE DESEMPREGADOS EM PORTUGAL…!!! disse...

a cada dia que passa, o número de sem-abrigo aumenta exponencialmente nas ruas


O número de desempregados inscritos nos centros de emprego atingiu um número alarmante: meio milhão de pessoas que de um dia para o outro deixaram de ter acesso ao dinheiro para as suas despesas ou para pagarem as suas dívidas, sendo cerca de 10% licenciados. Em meados de Abril de 2009 já se tinham perdido cerca de 100.000 empregos desde Agosto de 2008 (é preciso notar que muitas pessoas nem sequer se inscrevem nos centros de “desemprego”) numa média de 1.000 empregos por dia perdidos, ou seja 1.000 pessoas que “perdem” a sua vida de um dia para o outro. Muitos dos desempregados, a recibos verdes, nem sequer têm direito a nenhum subsídio, pois tendo património não se podem candidatar ao rendimento mínimo.



O Crédito malparado subiu 32% ou seja o equivalente a um total de 773 milhões em cobranças duvidosas (a uma média de 5,75 milhões por dia), dos quais 76% são empréstimos por pagar, de empresas. No caso dos particulares o malparado incide essencialmente sobre os empréstimos de compra de habitação. Da mesma forma nos impostos os pagamentos fraccionados estão a substituir os pagamentos a pronto e muitos contribuintes não conseguem mesmo cumprir as suas obrigações fiscais. Indiferente à crise, as finanças continuam a aplicar as suas pesadas multas, independentemente da situação financeira de indivíduos ou famílias…

Anónimo disse...

e viva o quelhas, tourada para o chão!
dizia o irmão do ze ferreiro.
e quelhas, não o neto, mas sim o avô, atirava com a tourada para o chão com medo do tolinho.
este dizia viva!
e o joaquim gonçalves dizia viva.
viva o quelhas, viva...

caso para dizer viva o quelhas junior e neto do sargento quelhas.

e que vivas por muitos anos e a gente que os conte, para um dia nossos netos saber destas coisas que contam os passados no presente.

viva a vida

EMOS CANDIDATOS CDU!? disse...

No blogue Avantepovoadelanhoso:

NENHUMA REFERÊNCIA A NOME DE CANDIDATOS...

No site oficial da CDU:

Notícias: Nada de 30 de Abril...

Candidatos: Nada de Póvoa de Lanhoso...


ISTO É INFORMAÇÃO?

A CDU APRESENTOU CANDIDATOS NA PÓVOA DE LANHOSO?

OU JÁ HÁ PROBLEMAS...?

Auditoria à Junta das Taipas disse...

Assembleia de Freguesia

Auditoria externa à Junta desencadeia participação ao Ministério Público

O anúncio foi feito pelo Secretário da Junta de Freguesia, Armando Abreu, dando conta de uma deliberação tomada pelo executivo na qual é referido que decorreu uma auditoria externa à Junta de Freguesia tendo sido esta, por decisão dos auditores, suspensa temporariamente. A Junta entende haver matéria e factos já apurados para comunicar ao Ministério Público.
(4 comentários)

O actual elenco da Junta de Freguesia tomou esta decisão depois de confirmar algumas suspeitas que indiciam desvio de valores monetários, como é caso das receitas da feira e verbas destinadas às cantinas das escolas da Charneca e Pinheiral, ao longo dos últimos anos e mandatos.

Outro assunto amplamente discutido, aquando da apreciação do inventário de todos os bens, direitos e obrigações patrimoniais da freguesia, foi o facto do edifício onde se encontra sediado a Junta de Freguesia não pertencer formalmente à freguesia.

A conta de gerência e relatório de gestão de 2008 foram aprovados com os votos da maioria PSD, 2 votos contra do PS e 2 abstenções, uma da CDU e outra do deputado João Pedro do Partido Socialista.

Outros assuntos, como é caso do negócio da carrinha, festa da cerveja, propinas dos pobres , Lar de Idosos e obras realizadas, foram abordados nesta primeira sessão ordinária de 2009 da Assembleia de Freguesia. Daremos nota dos mesmos na próxima edição do REFLEXO.

José Henrique Cunha

www.reflexodigital.com, 2009-05-01

Caso Taipas, comentários... disse...

TRANSPRENTE COMO ÁGUA LIMPIDA
Por: Marques da Costa 2009-05-01


Não sendo necessário fazer nenhuma introdução ao assunto, fica a pergunta: de que tem MEDO O PS, para votar contra esta auditoria? A resposta é fácil, e já há muitos anos que os mais atentos sabem! Vai ser lindo...ai vai, vai! Esperemos então pelos próximos desenvolvimentos!

Taipas
Por: Taipas 2009-05-01


Agora fiquei a preceber porque é que o bruxo de Fafe se encontava, horas antes da assembleia, junto da sede da junta. E TUDO BRUXARIA.


auditoria
Por: joão pereira costa - BI 3577123 2009-05-01

O senhor Marques da Costa que eu não conheço, mas que disse ter nascido por cima do senhor Bichas Sapateiro, portanto é das Taipas e também disse que saiu de cá hà 28 meses, pergunta de que de que tem MEDO O PS, para votar contra esta auditoria?
Ó senhor Marques, o PS não votou contra a auditória, porque ela nem sequer foi posta à votação, foi aprovada pelo Junta e não pela assembleia, que nem se pronunciou sobre isso, foi apenas informada do facto pelo senhor secretário.



CORRECÇÃO
Por: Marques da Costa 2009-05-02

Tem razão o SR João P Costa, e agradeço a chamada de atenção, mas só em relação á votação que não existiu, porque quanto ao resto...vai ser lindo...ai vai, vai!!!!!

(Fonte: www.reflexodigital.com)

Solidariedade para comigo “Quelhas” disse...

Grato pelos telefonemas que tem chegado da Suíça, França, Mónaco, Espanha, Luxemburgo, Alemanha, Portugal, Açores, Brasil, América do Norte.

Um obrigado ao Blogue Casa das Agras pela sua preocupação e ansiedade de pensar ter sido inútil, desde já compreendo a atitude a que se submeteu.

Obrigado aqueles que comentaram nos blogues e aos bloguistas que aceitaram todos os comentários, até aquele ao engano, pois não tiveram culpa no cartório.

Felicíssimo por depois de ter sido dado morto, falar com meus amigos ao telefone e MSN, r e-mail e blogues.

Tenho sido abordado por Zurique e as pessoas saúdam-me e abraçam-me de forma diferente, sinto a pura amizade de todos os conhecidos.

A minha família ficou exausta pela notícia falsa, também receberam montes de telefonemas a partir de toda a Suíça e principalmente de Portugal.

As filhas ficaram assustadas, até queriam que iluminasse todos os blogues e hi5,s.

Só eu tive a calma, pois estava de boa saúde, o resto era treta de má intenção, até porque era dia 1 de Maio e não 1 de Abril, alguém se enganou ou estava bêbado ou drogado.

Ainda não comuniquei com o (Lusitano), o titulo apresentava-se como tal, mas como sei que nada teem a ver, e muito menos não conheço a directora pessoalmente, seria desnecessário estar a incomoda-la.

Não o fiz e não o faço, seguidamente vinha um título com nome de (Gazeta) com um poema meu em homenagem, nada tem a ver com meu amigo pessoal, teria me ligado se fosse também ele no engodo.

Como se não chegasse, um terceiro titulo em nome de (Fri-luso) com uma prosa minha.

Ainda um quarto (Andam a brincar aos poetas) onde tinha uma celebre frase minha.

Normal ou anormal é, e não deve ser coincidência que, a mesma pessoa divertiu-se e meteu os nomes das comunicações sociais que escreve mensalmente, por brincadeira de mau gosto ou para me prejudicar…

Na sequência, mensagens de pesar e de carinho, falta apagarem a verdadeira/falsa notícia nos blogues, Quelhas agradece.

Obrigado e desculpem pela pessoa que o fez, talvez nesta altura se tenha vindo a arrepender, pois gostaria de saber quem é quem!? Perdoara-lhe caso se mostrasse arrependido...

Um abraço de apresso e amizade, pois ainda teem muito que me aturarem, espero eu, como dizia um dos posts, ainda agora falei com o Quelhas e parece-me estar bem de saúde, como ele é de palavra quando vier a Portugal vai pagar uma fresquinha, pois adiou a sua morte!

Um abraço, amigo, para Sobradelo da Goma e a todos no geral.

Quelhas sempre, antes e depois...

visita de cortesia. disse...

O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, está amanhã de visita ao Rainescença Zürich Hotel, onde trabalham muitas mulheres povoenses.
A grande chefe mandou todos os funcionários irem vestidos a rigor, e limpos, sapato preto engraxado, calça preta vincada, tendo uma bata do hotel bem passada a sobrepor a blusa de qualquer cor.
Amanhã se não coincidir com meu trabalho darei mais notícias, a dizer a que se deve aquela visita de cortesia.

"Quelhas"

Anónimo disse...

O Armando Fernades se preocupa-se com o PSD e com o Jacinto de Sousa é que fazia bem.

Anónimo disse...

afinal o cerco estasse a apertar à esposa do dr. lourenço. ai isto vai ser bonito, ai vai vai...

http://coisasdasuica.swissinfo.ch/ disse...

ABRAM AS GAIOLAS
O lucrativo, e ilegal, tráfico de animais selvagens - em particular, aves raras de cores exuberantes - foi denunciado nesta segunda-feira, 4, pela mídia na Suíça.



Sob a manchete “Abram as Gaiolas”, nosso ex-correspondente Jean-Jacques Fontaine, radicado no Rio de Janeiro, assina uma página inteira do jornal ‘La Liberté’ de Friburgo, destrinchando os meandros desse tráfico, “a atividade mais lucrativa, depois do comércio de drogas e de armas”, estimado anualmente em 20 bilhões de dólares.

No mesmo dia, em seu horário nobre, o principal canal da televisão da Suíça Romanda difundiu uma reportagem de Fontaine sobre o mesmo assunto.

Esse tráfico de animais selvagens – envolvendo pássaros, tartarugas, macacos e mesmo quadrúpedes de grande porte – obedece a uma lógica qualificada de cruel pelo diretor de uma ONG especializada na luta contra o contrabando (Renctas), porque as espécies mais ameaçadas são as de maior valor e as mais buscadas. O diretor em questão, Dener Giovanini, acha que a Suíça é um centro de distribuição de animais para outros países europeus.

Quando o mundo se inquieta com a gripe suína (que a OMS faz questão de chamar de “gripe A – H1N1”), Giovanini alerta para o perigo não apenas de empobrecimento das espécies: o perigo de propagação descontrolada de vírus, “com terríveis consequências para a saúde pública”. Um animal tirado de seu meio, conclui, pode ser uma bomba biológica.

Enquanto isso, “500 mil animais são vítimas do lucrativo comércio.”

Gabriel Barbosa

Cotidiano, Economia de Claudinê Gonçalves

Aves Indígenas em Portugal disse...

Aves Indígenas em Portugal

Criar ou manter aves indígenas em cativeiro em Portugal é ilegal, podendo mesmo, em alguns casos, ser considerado crime pelo quadro jurídico em vigor actualmente.

Seria esta a interpretação de qualquer jurista ou advogado sobre a nossa realidade. Pouco mais adianta dizer perante a verdade fria da lei e da imparcialidade que esperamos da parte das autoridades a quem compete a sua aplicação. Qualquer argumento possível que os criadores apresentem será refutado pelo disposto na legislação actual (DL nº 140/99 de 24 de Abril).

Neste documento restam numa primeira apreciação jurídica poucas dúvidas sobre este aspecto, dai que com muita dificuldade se compreenda as incertezas e dúvidas de muitos criadores nesta matéria. A lei simplesmente estipula a proibição da “captura, detenção, abate, exposição para fins comerciais, venda, troca, oferta e transporte de todas as espécies de aves que ocorrem naturalmente no estado selvagem no território nacional”.

Existem no artigo 20º deste documento algumas derrogações ao atrás disposto nomeadamente no que se refere à venda de exemplares criados em cativeiro sobre os quais seja possível comprovar a sua origem. Resumindo brevemente estas “excepções” é permitida a venda de exemplares anilhados (única exigência da regulamentação europeia para aves indígenas criadas em cativeiro) a qualquer loja ou vendedor desde que este possa provar qual a origem destes exemplares. Não é no entanto, e incompreensivelmente, possível aos criadores adquirirem estas aves…

Também os híbridos e mutações (variedades unicamente domésticas) estão proibidos sendo obviamente alvo de apreensão caso sejam encontrados pelas autoridades competentes.

Seria portanto de esperar um quadro legal simples e inequívoco, não fossem as diversas inconsistências deste decreto quando comparadas com o cenário ornitófilo do nosso pais e mesmo com os nossos vizinhos europeus.

Muito se tem falado e escrito nos últimos tempos nos círculos ornitófilos acerca da legalidade ou não da criação de aves indígenas no nosso país. È do conhecimento de todos que diversos criadores nacionais mantêm estas aves seja para a criação de espécies puras ou híbridos.

Há pouco mais de um ano contactei pessoalmente o ICN - Instituto de Conservação da Natureza - aquando da preparação de uma viagem à Alemanha onde tinha o contacto de alguns criadores de aves indígenas. Questionei na altura os serviços do ICN-DAC - Departamento de Aplicação de Convenções - sobre a possibilidade de adquirir algumas destas aves devidamente registadas no seu país de origem assumindo que isso seria suficiente para que fossem legais no nosso país. Foi com grande surpresa que dias antes da minha partida recebi a resposta dos serviços onde me informaram que mesmo aves obtidas legalmente noutros países europeus (e portanto abrangidas pelos regulamentos comunitários de livre circulação de bens) eram consideradas ilegais.

Todavia a situação que me suscitou um maior interesse no aprofundamento legal desta questão foi quando questionei esta instituição sobre uma espécie em particular: o chapim de bigodes (Panurus biarmicus), espécie esta não catalogada no nosso pais segundo qualquer estudo ornitológico que eu conheça mas que me informaram ” ocorre, pelo menos acidentalmente em Portugal, e como tal é objecto de todas restrições referidas anteriormente”.

Foi nesta altura que me interessei sobre esta situação, no meu papel de criador de aves exóticas apaixonado por aves indígenas. A aceitação inicial de uma verdade legal, à partida irrefutável, deu lugar ao inconformismo com esta situação.

Quantos de nós observámos já nos mercados de aves gaiolas apinhadas de aves indígenas, quantas delas em péssimas condições? Destruição de habitats em favor de interesses imobiliários ou agrícolas? Desinformação e desprezo pela vida destas mesmas aves, para ao mesmo tempo sermos acusados de responsáveis pela sua captura para fins meramente comerciais e ou recreativos?

Já várias vezes de debateu este assunto e julgo que a opinião geral é de que nada se altera, contudo permito-me, talvez ingenuamente, acreditar que compete aos criadores reunir esforços para mostrar o nosso verdadeiro interesse e paixão por estas aves. As mesmas aves que muitos de nós vimos nos campos desde criança mesmo antes de conhecermos que existem milhares de outras espécies de aves por esse mundo, muitas delas oriundas de países distantes, as quais, ironicamente, podemos manter sem qualquer controle ou restrição.

“As leis servem os homens” esta frase deve permanecer na mente de cada um de nós, em particular aqueles que com maior ou menor protagonismo podem intervir junto dos criadores e autoridades ou órgãos de soberania para alterar a situação actual.

Não disponho de qualquer formação jurídica, apenas cientifica na área agrícola e cinegética, mas também de algum bom senso que julgo acompanha a maioria dos colegas criadores. Acredito verdadeiramente que a proibição pura e simples nada resolve, a história mostra-nos isso mesmo e vejamos as alterações introduzidas nas ultimas décadas na legislação comunitária ou nos diversos estados nossos vizinhos referente a este assunto. Afinal qual é o nosso panorama?

A proibição legal é assumida, irrefutável, todavia as instituições que a implementam incapazes a nível físico e cientifico de fundamentar e aplicar essas medidas. A fiscalização das importações é reduzida, o tráfego nas fronteiras livre, a inércia das autoridades uma constante. Em exposições um pouco por todo o pais podemos encontrar aves indígenas (incluindo no campeonato Nacional de 2000 e no campeonato do mundo em Janeiro de 2001), o nome e contacto dos seus criadores é indicado no catálogo de exposição disponível ao público, na maioria dos mercados que abundam por esse país fora assistimos à presença de autoridades com capacidade de actuação nesta matéria mais ocupadas em fiscalizar licenças de vendedor ou estacionamentos enquanto desfilam em frente a gaiolas perfeitamente visíveis com pintassilgos, verdelhões, dom-fafes ou tentilhões.

Compreendo que de um modo geral estamos, culturalmente, pouco informados e sensibilizados para estas questões, no entanto, as leis servem os homens, mas têm de ser estes a colocá-las em prática.

Perante o enquadramento legal vigente acautelem-se os criadores de canários, uma vez que a criação de híbridos e mutações de aves indígenas é também proibida, e que mais são os canários que vemos em qualquer loja e maioritariamente em exposições de aves e mercados senão híbridos e mutações da espécie ancestral Serinus canaria, existente em território nacional? Apreendam então os canários para depois serem libertados sem qualquer adaptação à vida selvagem e morrerem aos milhares, é esse o seu justo destino legal e a recompensa merecida dos criadores, actuais ou passados, pelos mais de 600 anos de história desta ave em cativeiro.

Esperemos que outros Priolos (Dom-Fafe dos Açores - Phyrrula phyrrula murina) surjam em perigo de extinção em vez de trabalharmos em conjunto com as autoridades na sua recuperação, talvez ai se reconheça finalmente o papel de preservação e divulgação da ornitofilia.

O mercado para estas aves existe, sejamos claros nesse aspecto. Apenas as autoridades parecem decididas a não o reconhecer, masa menos que seja abastecido por via de aves legalmente criadas em cativeiro, mediante criação regulamentada e controlada, ou que as autoridades reforcem e imponham medidas eficazes para o impedir, será sempre uma razão para a captura (e infelizmente morte) de milhares de aves selvagens.

Na Austrália por exemplo, o problema surge na forma inversa, qualquer criador necessita de ter um registo de todas as suas aves exóticas. Existe uma entidade fiscalizadora activa que aplica penas pesadas aos infractores mas ao mesmo tempo trabalha com os criadores na divulgação das aves. Qualquer pessoa que adquira uma ave a um criador de aves exóticas em território australiano é obrigada a identificar-se quer pela sua licença de criador ou, caso não a possua, com um qualquer documento pessoal, sendo da responsabilidade do criador que vende a ave informar os serviços de fiscalização que vendeu a ave a um determinado indivíduo. São os próprios serviços que posteriormente contactam o indivíduo para que este se legalize, caso contrário as multas são pesadas, assim como as penas de prisão… Todo o criador é obrigado a manter registos precisos e actualizados das aves que tem, nascem, morrem etc. Deste modo quem cria aves legalmente é protegido e beneficiado tornando demasiado arriscada a clandestinidade.

Numa visita recente à Bélgica encontrei uma grande abundância e variedade de espécies de aves indígenas desde o dom-fafe aos pintassilgos, lugres e tentilhões, inclusive em mutações até outros menos comuns como piscos, alvéolas e chapims, todos anilhados e perfeitamente adaptados à existência em cativeiro a preços extremamente acessíveis. No nosso país, pelo contrário, equiparamos as aves capturadas ilegalmente da natureza com as que são adquiridas legalmente a criadores estrangeiros, e em nada beneficiamos quem pretende cumprir a lei e preservar a natureza sem prejuízo da sua paixão pelas aves.

Quando os estudos sobre avifauna nacional são espaçados mais de 15 anos e os resultados puramente teóricos como podemos definir “espécie existente em território nacional em estado selvagem”? Vejo frequentemente aves exóticas de diversas espécies em torno dos meus viveiros exteriores, entre elas amarantes, bicos de lacre, viúvas, mandarins, periquitos, muitos deles retornam com regularidade demonstrando que sobrevivem em liberdade no nosso pais, mesmo que enquadrados na rubrica de “espécie que ocorre acidentalmente”. Serão pois as licenças de importação destas espécies legais segundo esta realidade?

Tomemos o exemplo do bico de lacre (Estrilda astrild e E. troglodytes) existente abundantemente hoje em dia em Portugal e todavia frequentemente importado de África. Como podemos distinguir as aves selvagens “legalmente” importadas das existentes em território nacional, legalmente protegidas?

Comparemos agora com as espécies de natureza cinegética entre as quais encontramos, estranhamente, o melro-preto (Turdus merula). A sua posse dá lugar a pena de prisão além de coima. No entanto qual a razão para ser permitida a criação legal, por exemplo, de perdiz vermelha (Alectoris rufa) em cativeiro, mediante alvará e determinadas restrições de registo, e a proibição de criação do melro? Serão as perdizes mais valiosas? E as aves de cetaria como os falcões? Porque motivo são protegidas por medidas extremas e penas pesadas para os infractores e ao mesmo tempo permitido o seu uso na cetaria? Em que são diferentes do pardal ou chamariz? Estarão as autoridades conscientes da dimensão dos cerca de 8.000 criadores nacionais filiados aos quais se juntam decerto muitos outros anónimos, impossíveis de quantificar? Da antiguidade de alguns clubes - como a AAP com mais de 66 anos de história e galardoada com a ordem de Mérito Agrícola?

Surge aqui outra questão de natureza mais delicada no que toca à definição de criador. O que é legalmente um criador de aves? Ninguém pode responder a esta questão uma vez que, apesar da constituição legal dos clubes e federações nacionais, legalmente não existem criadores em Portugal, uma vez que não existe um estatuto de criador. Talvez aqui a maior falha seja dos próprios criadores, mas onde está o relacionamento necessário com as autoridades? Quem consultou os criadores para saber a sua posição neste assunto? Estando legalmente constituídas as federações não poderá ser por desconhecimento das autoridades que não o fizeram…

Perdoem-me os leitores pelo extenso artigo mas muito mais haveria para dizer. Não podemos esperar que o panorama se altere para abranger as nossas pretensões, têm de ser os criadores a manifestar o seu interesse aos autoridades mas, se me é permitido dizê-lo, devem ser os clubes e federações a reunir esforços nesse sentido promovendo o esclarecimento e debate com as autoridades, certos de que dai virão avanços positivos.

Os resultados do Portugal no mundo da ornitofilia são cada vez mais merecedores de mérito e decerto que se nos permitirem as mesmas condições dos nossos colegas europeus não deixaremos de as aproveitar.

Cada vez mais numa altura em que as preocupações ecológicas se fazem ouvir é altura de serem os criadores a assumir o seu papel na preservação das espécies selvagens.

Escrito por Ivo Leite
10-Sep-2008
Aves Indígenas em Portugal

Autor: Ricardo Pereira (Membro COM-P)

post de Quelhas

SCMF - VETERANOS - AFB disse...

17.ª Jornada

Adaúfe 1 - 5 M. Fonte

Classificação:

1. Realense, 44
2. Vilaverdense, 43
3. MARIA DA FONTE, 42
4. Nogueirense, 24
5. B.Misericórdia, 20
6. Batuço, 20
7. Ucha, 19
8. Palmeiras, 12
9. Adaúfe, 8
10. Tadim, 7

18.ª jornada

M.Fonte - Ucha

TU ÉS RATO... disse...

Segunda-feira, Maio 04, 2009

Com três campanhas eleitorais pela frente o borbulhar político, típico destes períodos, começa a ganhar forma. Já se vêm os inestéticos mas necessários outdoor’s, já se notam as estratégias partidárias, já se percebe quem tem força e quem dela necessita… Enfim, quem tem unhas tocará viola e quem as não tem baterá palmas, na melhor das hipóteses...
Confesso que, apesar de serem muito importantes, as eleições legislativas e europeias não me despertam o entusiasmo que as locais causam. As eleições autárquicas são realmente as que mais fazem vibrar o comum dos mortais, talvez por serem as que mais perto estão de nós e por conhecermos bem os protagonistas.
Cá pelo “burgo”, já sabemos que Manuel Baptista pretende reforçar a actual maioria e contará com o Dr. António Lourenço como adversário principal. Nesta fase será natural que a oposição vá apresentando as suas ideias e avaliando o trabalho desenvolvido por quem detém o poder. É de esperar que o adversário do PSD coloque a “carne toda no assador”, pois faltam apenas 6 meses para a eleição. Isto é, mostre o seu projecto, apresente a sua equipa e ponha no terreno a sua campanha de imagem e comunicação. Quem quer conquistar o poder tem de mostrar força. Não pode partir “manco” para o combate...
O Partido Socialista reuniu recentemente a sua “família” dando provas de boa mobilização a pretexto das comemorações do dia 25 de Abril. Nós sabemos que não é fácil juntar tanta gente, apesar de também conhecermos os “meios” usados... Mesmo assim, nota positiva para a moldura humana.
Estou convencido que a maioria dos participantes foi a esse jantar para ouvir a mensagem do candidato à Câmara, pois a proximidade das eleições assim justificava. Estou ainda mais convencido que estes simpatizantes da “causa socialista” estavam à espera de uma mensagem mobilizadora que lhes permitisse, nas suas freguesias, defender um projecto e um rosto. É óbvio que eu não estive presente no jantar e por esse motivo não ouvi o discurso mas, a acreditar no que algumas pessoas que estiveram presentes me contaram, a decepção foi grande.
Se já na atabalhoada apresentação da candidatura o protagonista nada transmitiu de novo, desperdiçar a presença de cerca de 1.000 camaradas seus e nada dizer é realmente incompreensível. Pelo que é público António Lourenço transmitiu apenas duas mensagens. Com ele o executivo será mais “magro”, pois terá apenas 2 vereadores a tempo inteiro. Além dessa “grande medida”, a autarquia poupará dinheiro pois ele é reformado... Meus caros, até poderão dizer que eu não percebo nada de política. Mas entendo que neste momento seria de esperar uma clara definição do que António Lourenço pensa das políticas culturais, sociais ou de juventude. Do que pensa o homem sobre as medidas a adoptar para se conseguir o desejado desenvolvimento sustentado do concelho, da Agenda 21 Local, do apoio às empresas, das novas competências na educação, dos Centros Educativos, dos equipamentos sociais, das IPSS´s, das redes de água e saneamento... De projectos âncora para as freguesias, que tanto defende… Será que a 6 meses das eleições o Dr. António Lourenço nada mais tem a dizer aos povoenses do que dar a conhecer que é um “sortudo reformado” com 47 anos de idade, auferindo mais de 2.300 euros mensais?
Perante estas duas mensagens principais, que passou no seu discurso do 25 de Abril, imagino o embaraço dos seus camaradas mais atentos... Se agora só são necessários 2 vereadores a tempo inteiro, o que é que andou a fazer o terceiro no período do Dr. Tinoco de Faria e do Lúcio Pinto? E sobre “poupar” dinheiro à autarquia por estar reformado, que dirão os povoneses com 61 anos de idade sobre a choruda reforma conquistada “à boleia” da política, com pouco mais de 40 "primaveras", quando eles ainda têm de trabalhar mais 4 para terem umas míseras centenas de euros? Será que eram estas as duas mensagens que esperavam ouvir os cerca de 1.000 camaradas presentes? Pior ainda é afirmar que vai poupar dinheiro pelo facto de estar reformado. O dinheiro da reforma não é pago com os mesmos impostos que pagam as despesas da autarquia? Então é só fazer as contas... Se aos 2.300 euros juntarmos as despesas de representação e um terço do vencimento, o Dr. António Lourenço passaria a ganhar cerca de 4.000 por mês, mais 1.000 euros do que ganha o presidente Manuel Baptista... A sorte é que isto nunca vai acontecer. Mas já todos percebemos por que “caminhos” vai andar a campanha socialista!... Apetece-me dizer como o simpático elefante da publicidade do Jumbo: tu és rato...
O mote está lançado. Trata-se de um tema que, certamente, merecerá a participação activa dos amigos e amigas bloguistas. Vamos a isso?

MAIS FORÇA À CDU disse...

Quarta-feira, 29 de Abril de 2009

A CDU - coligação eleitoral que reúne o Partido Comunista Português, oPartido Ecologista Os Verdes e a Associação Intervenção Democrática - é comprovadamente um espaço de participação de milhares de cidadãos e cidadãs independentes. Sabem-no todos os homens e mulheres que, sem filiação partidária, encontram ano após ano na CDU, nas suas listas e no activismo político da coligação, o lugar para uma enriquecedora intervenção cívica e política.


A Comissão coordenadora da CDU da Póvoa de Lanhoso vai promover amanhã dia 30 de Abril pelas 20H30m no Hotel da póvoa de Lanhoso um jantar com apresentação dos candidatos às presidências da CMPL e AM.


Enquanto tudo ainda está guardado no segredo dos deuses,cabe-nos ,desta vez ,ser os primeiros no concelho a divulgar o nome do cabeça de lista à AM.


E sobre o lema "MAIS FORÇA À CDU,PARA UMA VIDA MELHOR" contamos com a participação de todos os que queiram associar-se ao projecto CDU

Bem Prega Frei Tomás disse...

Segunda-feira, 4 de Maio de 2009

A recente alteração da lei do financiamento partidário, foi aprovado por todos os partidos ao arrepio dos principais debates que se têm verificado na sociedade portuguesa, nomeadamente no que tange à transparência e à corrupção.

Esta lei vem escancarar as portas aos favores pagos com dinheiro vivo, sem qq controle. Deixa de ser necessário emitir recibos em nome de um qq Jacinto Capelo Rego e quejandos.



Numa altura de sérias dificuldades ao nível económico e social, legislar sobre esta matéria e nos termos em que foi feito, só serve para aumentar o fosso entre a a classe política e o eleitorado. Para além disso, não me pareceu ético invocar a necessidade de resolver um problema ao P.C. por via da contabilização das receitas da festa do Avante. Se a questão fosse essa - ou apenas essa - sempre haveria forma de a ultrapassar. O PC foi mero bode expiatório, neste caso. Aos partidos políticos que aprovaram a lei - e foram todos, repita-se - bem se lhe pode aplicar o velho adágio popular: "Bem Prega Frei Tomás"...

A preferência de Brasileiros e o ridículo. disse...

Terra das (Marias) da Fonte ou fontanário, história com histórias...

http://inovalar.blogspot.com/


Brasileiros são os que mais casam com Portugueses entre imigrantes em Portugal! Brasileiras são os que mais casam com Suíços entre imigrantes na Suíça! Isto e seguidamente às preferências das pessoas do sexo aposto das suas nacionalidades… A pobreza extrema no Brasil faz com que muitos preliminares Brasileiros fujam de sua terra Natal, indo parar a maior parte à Europa, principalmente a Portugal e Suíça. O assunto que trago à ribalta é relativamente à prostituição e às mulheres Brasileiras ilegais na Suíça. A maioria das mulheres e crianças da nacionalidade Brasileira vem ao engano para a Europa, ou seja, existe grupos organizados e particulares a fazerem tráfego de mulheres para se servirem delas e explora-las em vários tipos de vida e escravatura. Aliás quero aproveitar de dizer a esta parte que a Suíça é um país de exploração a todos os níveis no trabalho, pagam pouco e querem muito, falarei deste assunto noutra oportunidade! O tráfico de mulheres adultas não é somente no Brasil, mas também nos países da América do Sul. Na Suíça é proibido a entrada a pessoas fora da Europa, por esse motivo todos e quaisquer uns dos povos a viver na Suíça entram ilegais, uns como forasteiros em férias, outros como asilados ou refugiados, então, os europeus entram com passaporte legal e com direitos a residência e contracto de trabalho. O motivo mais provável dos ilegais é ficarem por cá, uns pedem auxílio. Outros ficam fugindo da polícia para não serem encontrados. Para os leitores reflectirem como as pessoas das antigas colónias Portuguesas entram legais em território Helvético, deixo uma dica, em primeiro lugar entram em Portugal e arranjam trabalho e passaporte Português, e ficam com dupla nacionalidade, depois sim, se entra legal na Suíça, como emigrante europeu, refiro-me ao Brasil, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo-Verde e São Tomé e Príncipe. Devo dizer que todos aqueles que possuírem passaporte português tem facilidade de arranjar trabalho com contrato e direito a Permisso, para assim poder estar legal na Suíça. Caso contrário cai nas malhas da droga, álcool e prostituição…
“O tráfico de pessoas é o recrutamento, o transporte, a transferência, o alojamento ou o acolhimento de pessoas, recorrendo à ameaça ou uso de força ou a outras formas de coação, ao rapto, à fraude, ao engano, ao abuso de autoridade ou à situação de vulnerabilidade ou à entrega ou aceitação de pagamentos ou benefícios para obter consentimento de uma pessoa que tenha autoridade sobre outra, para fins de exploração. A exploração inclui, no mínimo, a exploração da prostituição de outrem ou outras formas de exploração sexual, os trabalhos ou serviços forçados, escravatura ou práticas similares à escravatura, a servidão ou a remoção de órgãos.”
As mulheres que, na prostituição vendem o seu corpo, mais tarde vêm a arranjar marido através da mesma. Depois de muitos processos, de voltas e mais voltas, depois de muitas tristezas e mágoas, vem o consolo de um lar, mas, nem sempre duradoiro. A mulher Brasileira é a mulher mais “caliente” do planeta terra, o homem Suíço não gosta por natureza colar-se para toda a vida com a mesma mulher, a isso trás problemas familiares, muitos deles começam logo no inicio dos casamentos! Em primeiro lugar o homem Suíço tem por natureza a mentalidade de fazerem amor ou sexo, como queira, aos fins-de-semana ou seja uma ou duas vezes por semana, pois o trabalho é mais importante que o corpo! (Prefiro). Por sua vez a mulher Brasileira é tropical e, no contexto a mulher mais meiga à face da terra, qualquer homem, mesmo não falando a mesma língua, ilude-se com a formosura Latina Americana. Conclusão, o Homem suíço não dá à mulher Brasileira tudo que ele precisa, sendo que nem só o dinheiro é que a faz feliz! Depois posteriormente vem os (Cornos), e o divórcio. Caso a mulher Brasileira seja fiel ao homem Suíço, o tempo é uma constante da vida e do cansaço que vem a difundir mais tarde, a reflexão tem a ver também com as mentalidades Suíças, embora os Helvéticos estejam a ficar cada vez mais modernos e menos tiranos, aprendendo os usos e costumes com os europeus e outras pessoas a nível mundial a viver na Suíça. Uns dos grandes problemas depois do casamento e seguido do divórcio, são os filhos que, separando, os mesmos filhos mais tarde tem um pai e um padrasto e que notoriamente se dão vem entre eles, já com a mãe será totalmente diferente. Muitas dessas mulheres voltam a cair na prostituição, uma vez que a vida em terras Helvéticas é muito difícil, e pelo facto de não conseguirem sustentar uma casa com filhos, mesmo tendo direito ao abono da criança e direitos Sociais. E para terminar, já que tinha tanta coisa para contar! A mulher Brasileira é a mulher mais interesseira do Planeta, pelo homem, quando lhe sentir dinheiro, por isso até casam sem amor e fazem amor por dinheiro, mas, não refiro a todas, principalmente aquelas que entram ilegais e querem fugir da desgraça e da miséria a que nasceram e as submeteram posteriormente. Outras fazem-no por necessidade, uma vez que a vida em terras helvéticas é muito difícil. Outras fazem-no por livre vontade e prazer! Mas também há muitas mulheres sérias, aliás há mulheres sérias e menos sérias por todo lado, de Portugal ao fim do mundo…

Quelhas Jornalista português

Autor: quelhas, Maio 1st, 2009

Resp. A preferência de Brasileiros e o ridículo. disse...

COISAS DA SUÍCA

http://coisasdasuica.swissinfo.ch/


Novamente me-deparo com generalizações… mesmo que ao final tente demonstra que não o é…afinal a ultima frase é de se concordar em 100% há pessoas serias e nao serias em quaisquer locais do planeta.
Ja viajei muito ao Brasil e possos garantia que nem todos os habitantes vivem em extrema pobresa. Principalmente no estado de Sao Paulo há locais e muitas tecnologias em igualdade a paises da europa. assim como não todos os alemães sao nazitas, nao todos brasileiros são interesseiros, como europeus que (alguns) se acham superiores, deveriamos ajudar o mundo a ser menos hipocrita e discriminatorio, a nacionalidade não é item de caracter para qualquer pessoa. e na maioria das vezes estes estereoptipos sao degradantes e nunca de boa visagem.

Autor: Rudolf Klaavuniemi, Maio 2nd, 2009

JUNIORES - AF Braga... disse...

1.ª DIVISÃO JUNIORES - AFB

25.ª Jornada

Torcatense 1 - 2 M. Fonte

Classificação:

1. Moreirense, 64
2. Ribeirão, 46
3. Santa Eulália, 41
4. Sandinenses, 41
5. Ronfe, 40
6. Oliveirense, 37
7. Brito, 36
8. Fair-Play, 36
9. MARIA DA FONTE, 35
10. Pevidém, 32
11. Torcatense, 22
12. Vieira, 21
13. Arões, 20
14. Brufense, 12

Última jornada:

M.Fonte - Moreirense


2.ª DIVISÃO JUNIORES - AFB

25.ª Jornada

Porto d´Ave 5 - 1 Monsul

Classificação:

1. Porto d´Ave, 58
2. P. Regalados, 56
3. Palmeiras, 55
4. Laje, 51
5. Rib. Neiva, 34
6. Lago, 31
7. Lanhas, 31
8. MONSUL, 26
9. Cabanelas, 25
10. Inter, 24
11. Frossos, 22
12. Caldelas, 12
13. Oleiros, 5

Última jornada

Frosso - Porto d´Ave
Folga: Monsul

JUVENIS - AF Braga... disse...

1.ª DIVISÃO JUVENIS - AFB

25.ª Jornada

M.Fonte 0 - 1 Taipas

Classificação:

1. Fafe, 66
2. V.Guimarães, 64
3. Fair-Play, 49
4. Taipas, 46
5. Gil Vicente, 45
6. MARIA DA FONTE, 37
7. Pevidém, 37
8. Vizela, 31
9. Brito, 28
10. Moreirense, 23
11. Famalicão, 21
12. Ronfe, 21
13. Amares, 21
14. Delães, 13

26.ª e Última jornada:

V.Guimarães - M.Fonte


2.ª DIVISÃO JUVENIS - AFB

25.ª Jornada

Rendufe 3 - 2 Porto d´Ave

Classificação:

1. Arsenal, 63
2. Lomarense, 56
3. Palmeiras, 54
4. PORTO D´AVE, 52
5. Nogueirense, 51
6. Rendufe, 47
7. T. Bouro, 40
8. ADR Vila, 38
9. Alegrienses, 30
10. Merelim S.Paio, 29
11. Laje, 25
12. Fintas, 14
13. Lanhas, 6
14. Navarra, 6

Última jornada

Porto d´Ave - Palmeiras

INICIADOS - AF Braga... disse...

1.ª DIVISÃO INICIADOS - AFB

25.ª Jornada - Série B

Taipas 0 - 3 M.Fonte

Classificação:

1. Ribeirão, 70
2. V.Guimarães, 63
3. MARIA DA FONTE, 59
4. Fafe, 38
5. Brito, 37
6. Taipas, 36
7. Fair-Play, 35
8. Urgeses, 34
9. Sandinenses, 30
10. Ruivanense, 25
11. Joane, 24
12. Santa Eulália, 21
13. Vizela, 19
14. Vieira, 3

26.ª e Última jornada:

M.Fonte - Sandinenses


2.ª DIVISÃO INICIADOS - AFB

25.ª Jornada - Série B

Porto d´Ave 3 - O Ginásio da Sé

Classificação:

1. Este FC, 66
2. F.Pires, 57
3. Merelim S.Paio, 53
4. Bragafut, 52
5. Merelinense, 45
6. PORTO D´AVE, 38
7. ADR Vila, 37
8. Vizela, 35
9. Realense, 32
10. Nogueirense, 25
11. Ginásio da Sé, 17
12. Maximinense, 16
13. Frossos, 12
14. Gualtar, 9

26.ª e Última jornada

Nogueirense - Porto d´Ave

Veteranos - Maria em luta a 3... disse...

Realense, Vilaverdense e MARIA DA FONTE na luta

Quanto à última jornada, vai colocar frente-a-frente Vilaverdense e Realense, enquanto o MARIA DA FONTE tem, teoricamente a tarefa mais simplificada, ao receber o Ucha. Certo é que sairão daqui os outros dois semi-finalistas da competição, com a certeza de que o segundo classificado vai medir forças com o Braga.

Fonte: Diário do Minho, 05-04-09

Porto d´Ave (Juniores) próximo do título... disse...

Na 2.ª divisão de juniores, da AF Braga, as coisas estão praticamente iguais na série B, onde o PORTO D´AVE comanda, com mais dois pontos de vantagem sobre o Pica de Regalados. Na última jornada, o PORTO D´AVE visita o Frossos e o Pica de Regalados joga em Caldelas.

Fonte: Diário do Minho, 05-04-09

JUVENIS - FINAL TAÇA AF Braga disse...

MARIA DA FONTE - PEVIDÉM

No campo do Joane, sábado, 9 de maio, disputa-se a Final da Taça AF Braga em Juvenis. Os miúdos do SPORT CLUBE MARIA DA FONTE defrontam o Pevidém.
Tragam lá essa taça!

Fernando Fernandes ao Diário do Minho... disse...

PRESIDENTE FERNANDO FERNANDES ACREDITA NA MANUTENÇÃO NA 2.ª DIVISÃO NACIONAL...


O presidente do clube, Fernando Fernandes, embora reconheça «muitas dificuldades» na tarefa, uma vez que a manutenção não está somente dependente do resultado do Maria da Fonte na última jornada, em Viana do Castelo, no próximo domingo, mas também de terceiros.

«sabemos que não dependemos unicamente do nosso desempenho. Dependemos também de terceiros e, se calhar, até de quartos, mas vamos dar o nosso melhor e no final fazer as contas para ver se dá para a manutenção».


PRIMEIRO PASSO É VENCER EM VIANA

«Primeiro do que tudo temos que pensar em vencer o nosso jogo, porque senão vencermos o nosso jogo não teremos mais hipóteses nenhumas de pensar na permanência, depois é só esperar que os nossos adversários, Ribeira Brava e Caniçal, não ganhem e, por fim, teremos que fazer as contas do coeficiente, porque o pior terceiro vai descer e há séries de cinco equipas, menos uma do que a nossa. Somos dos mais regulares nesta segunda fase e de certeza que não será nosso o pior coeficiente»


PRESIDENTE ELOGIA TRABALHO DE DINIS

«se tivesse apostado no Dinis desde o inicio...Se tenho apostado nesta equipa técnica desde o inicio do campeonato, tenho a certeza de que estariamos no grupo da subida, embora subir não fosse o nosso objectivo. No entanto, já teriamos a manutenção garantida.

Com a entrada de apenas três jogadores fizemos uma boa campanha na ponta final da fase regular e agora na segunda fase também fomos das equipas mais regulares. Já disse isso publicamente e admito que errei na contratação do primeiro técnico, mas as coisas, por vezes, não acontecem como nós queremos»


PROBLEMAS FINANCEIROS VÃO SER ULTRAPASSADOS

«Estamos no bom caminho para arranjar soluções para resolvermos os problemas e garantir que no final vai ser tudo pago. O Maria da Fonte é um clube que sempre foi cumpridor e não é este ano que o vai deixar de ser.
Os jogadores tem dado tudo em prol do clube e tem sido pacientes. Neste momento estamos unidos para tentar alcançar a permanência e isso é visível pela postura dos jogadores e da equipa técnica»


CRÍTICAS AOS MOLDES DO CAMPEONATO

«os regulamentos não interessam a ninguém. No ano passado aconteceu-nos a nós e este ano pode acontecer ao Ribeira Brava, que fez uma primeira volta notável e agora corre o risco de descer, só porque ficou em 7.º lugar»


(Diário do Minho, 5 maio 2009)

POVOA DE lANHOSO A CONTRARIAR OU NO SEU MELHOR! disse...

DE LAUVAR E É BEM ACEITE POR NÓS ESTES COMENTÁRIOS SOBRE AS CLASSIFICACÕES DOS JOGOS.

"Viver na rua é não ter dignidade" disse...

5 de Maio de 2009 - 19:24

Para a brasileira Ivaneti de Araújo ocupar prédios não é apenas uma forma de trazer dignidade a famílias de desabrigados. Ela afirma que suas ações também trazem vida a lugares antes relegados ao abandono.
A ex-moradora de rua e ativista social veio à Suíça à convite da ONG Anistia Internacional. Em Berna ela explicou a situação dos desabrigados no Brasil.

Na Europa também se ocupam casas. Os "squatters", a palavra inglesa para denominar pessoas que vivem sem autorização em construções abandonadas por seus proprietários, estão até em várias capitais suíças. Porém Ivaneti de Araújo se admirou ao saber que um dos jornalistas suíços que a entrevistava também fazia parte do movimento. "Ele parecia tão arrumado e educado", comentou rindo.

Para a ex-moradora de rua e coordenadora do Movimento dos Sem Teto do Centro (MSTC) nada menos evidente. Em viagem pela Europa a convite da ONG de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional, ela não queria se limitar a fazer palestras, mas também fazer muitas perguntas. Presente em Berna no final de abril, a tradutora lhe explicou que os ocupantes dos squats são, em grande maioria, jovens politicamente engajados e oriundos da classe média. "Entendi, mas de qualquer maneira, a situação deles é bem diferente da nossa", replicou.

Sua vida foi bastante diferente. Nascida em Guariba, no interior de São Paulo, Ivaneti começou a trabalhar aos oito anos como colhedora em plantações de algodão e amendoim. Aos 14 anos engravidou pela primeira vez e foi viver em Ribeirão Preto, onde trabalhava de empregada doméstica. Já casada, decidiu levar as duas filhas ainda pequenas para viver com o marido em São Paulo, onde ele havia conseguido um emprego de metalúrgico. Depois de uma discussão com o chefe, ele perdeu o trabalho e todos foram parar na rua no início de 1998.

Moradora de rua
Durante nove meses, Ivaneti e sua família viveram sem um teto sob a cabeça nas ruas do centro de São Paulo, uma experiência que nunca mais se esqueceu. "Eu não dormia por medo de ser roubada. Não tinha chuveiro, banheiro e nem porta que pudesse fechar. Tive de aprender a mendigar e sobreviver do lixo", lembra-se, acrescentando também outros problemas práticos da vida na rua. "Sem endereço, não tinha acesso à saúde. Muitas vezes adoecia e não podia ir ao médico. Estava suja e não sabia que endereço podia colocar nos formulários."

A situação mudou depois que a família foi abordada por ativistas do MSTC. Em cinco de outubro de 1998 eles participaram da primeira ocupação. "Foi a do Hospital Matarazzo, com várias famílias". Nesse momento Ivaneti descobriu não apenas a importância de ter um lugar para morar, mas também de não estar sozinha. "Para nós tudo mudou, pois a família passou a ter um endereço para apresentar no trabalho, na escola e na saúde. Muda muita coisa, pois o problema deixa de ser individual e passar a ser uma questão coletiva. É como se fosse um casamento: na saúde, na doença, na tristeza e na alegria estamos sempre em um coletivo. A gente aprende a defender nossas causas", conta.

As ocupações de prédios e terrenos no centro de São Paulo foram seguidas por várias outras. Muitas vezes os proprietários conseguiam na justiça o direito de recuperação do imóvel. Uma das mais célebres que Ivaneti participou foi a do "Prestes Maia". O prédio, que já foi considerado a maior ocupação vertical da América Latina, chegou a abrigar 468 famílias de integrantes de movimentos de sem-teto. Entre idas e vindas, o prédio foi desocupado definitivamente em 2007, após acordo financiado pelo governo federal brasileiro e pela prefeitura. Em abril de 2009 ele foi ocupado novamente por 350 pessoas do MSTC e poucos dias depois esvaziado pacificamente.

Função social da propriedade
Apesar da oposição que sofrem, desabrigados e ativistas do movimento dos sem-tetos como Ivaneti acreditam ter apoio de parte da população. "Somos vistos como um grupo de famílias que acaba incomodando. Mas uma parte da sociedade entende o problema e acha que devemos fazer exatamente isso mesmo", ressalta a ex-moradora de rua. "Eles acham que não devemos deixar o prédio vazio para esgoto, pombos e insetos, que moram melhor do que o ser humano."

Hoje em dia, Ivaneti e mais cinco membros da sua família dividem um quarto simples no antigo Hotel Santos Dumont, ocupado por 120 famílias em março de 2007. "O proprietário não pagava há muito tempo os impostos e os herdeiros estão brigados. Eles nem entraram com reintegração de posse", lembra-se a paulistana. A proposta do MSTC é transformar o prédio em moradia. Seu novo parceiro trabalha como educador social e ela mesma continua engajada na ONG, além de ter sido eleita há dois anos conselheira municipal de habitação. "Recebi 12 mil votos", conta orgulhosa.

Como todos os ex-moradores de rua, Ivaneti gostaria também em ter sua casa própria. Enquanto não realiza o sonho, ela continua militando. Nas suas contas, mais de 450 mil imóveis estariam neste momento vazios na Grande São Paulo. "Quando vejo um prédio vazio sinto vergonha. Toda vez que olho, penso: é mais um? Principalmente, pois na maioria deles sempre tem alguém dormindo na porta. Um morador de rua."

Aos que a acusam de apropriação de bens alheios, Ivoneti tem a resposta na ponta da língua. Para ela, ocupação não é apenas dar dignidade às famílias, mas também às propriedades tomadas. "Elas se tornam habitáveis. A gente limpa e tira o esgoto. Um exemplo é o Prestes Maia. O espaço onde era a biblioteca não era bonito. Ele tinha mais de um metro e meio de esgoto. A gente limpou tudo, transformou o prédio em moradia e até criou um espaço cultural, onde as famílias tinham acesso à cultura e biblioteca."

Alexander Thoele, swissinfo.ch

"É necessária uma anistia fiscal geral na Suíça" disse...

5 de Maio de 2009 - 11:05

Vários países europeus defendem a idéia de uma anistia fiscal como forma de repatriar o dinheiro de seus cidadãos depositado em outros países, inclusive na Suíça.

Dentro da Suíça também existem os defensores de uma anista fiscal. Essa medida excepcional poderia ser um forte estímulo à economia helvética.

A França, a Itália e a Alemanha querem incitar seus contribuintes e repatriar seus capitais com condições atrativas. Se conseguirem, pelo menos 300 bilhões de francos suíços poderão sair dos bancos suíços.

Está na hora da Suíça decretar por sua vez uma anistia fiscal geral, defendem cada vez mais economistas, juristas e políticos.

Para eles, como o senador Filippo Lombardi, é uma questão de justiça: "Por que não proporcionar aos suíços e às pessoas residentes em nosso país a possibilidade de declarar suas economias escondidas em condições interessantes?", questiona o senador do Partido Democrata Cristão (PDC).

Três vezes
Já foram decretadas três anistias fiscais na Suíça. Elas surtiram resultados no plano federal, estadual e municipal. Foi isento de consequências jurídicas o que não havia sido declarado ao fisco.

A primeira anistia foi em 1940, relativa ao sacrífício pela defesa nacional, seguida, cinco anos depois pela segunda anistia geral, chamada de anistia do imposto antecipado.

A anistia fiscal de 1969 deveria, pela primeira vez, melhorar a moralidade fiscal. Ela visava favorecer um aumento das receitas dos estados e municípios. A operação rendeu 11,5 bilhões de francos suíços.

Um contexto novo
Mais de 40 anos depois e em meio às crises financeira econômica e financeira dos últimos tempos, os defensores da medida têm vários argumentos.

O professor de direito fiscal da Universidade da Suíça Italiana, Marco Bernasconi, estima que o momento é oportuno: "é preciso que o mundo político federal se adapte à mutações em curso, sem tardar."

Ele acrescenta que uma anistia fiscal seria bem-vinda em tempos de crise e frente às novas limitações do sigilo bancário nas relações internacionais, mas também que seria uma medida excepcional", de acordo com Marco Bernasconi.

Moral a geometria variável
Aos guardiões da moral e da ética, os defensores da anistia fiscal geral retrucam que "uma medida dessas a cada 40 anos não estimula os fraudadores que especulariam sobre a operação".

"A anistia deve ser rara e excepcional para ser eficaz", sublinha Henry Peter, professor de direito e membro do comitê do Centro de Direito Bancário e Financeiro da Universidade de Genebra, além de advogado em Lugano, sul da Suíça.

"No contexto atual, a verdadeira questão que deve ser colocada é se o remorso moral pode primar sobre a realidade. Mesmo se o mundo político quer continuar a ignorar, basta observar de que lado pende a balança", segundo Henry Peter.

Golpe duplo
Como outros especialistas, o professor estima que os capitais dos cidadãos suíços residentes na Suíça (detentores ou não de um passaporte suíço) totalizariam 2,15 trilhões de francos.

"Supondo que 10% desse montante – ou na faixa de 7 a 12% - escaparam do fisco, chegaríamos a uma soma de 215 bilhões de francos", calcula.

Além da receita fiscal cobrada diretamente (entre 5 e 12%, segundo os defensores da anistia), esses capitais trariam novas receitas fiscais durante décadas, notadamente através do imposto sobre a fortuna.

Dez vezes o túnel do Gothardo
De imediato, são somas colossais que poderiam entrar no circuito econômico, afirma ainda os defensores, que falam da urgência da situação, frente a uma indústria cujo futuro parece hoje dos mais sombrios.

"Sejamos realistas! Haveria de repente muito dinheiro disponível e gratuitamente! Diante de tais números, os planos de incentivo do Ministério da Economia fazem sorrir", ironiza o especialista. Ele lembra que, a título de comparação, a maior obra já realizada na Suíça, o túnel rodoviário do Gothardo, custou quase 25 bilhões de francos.

"Deter capitais não declarados é como não tê-los, me dizia um amigo", confidencia por sua vez Marco Bernasconi. Mas ele continua pessimista quanto às chances de ver uma nova anistia: "há anos que rezo no deserto e trombo com um moralismo que não tem mais razão de ser.".

Nicole della Pietra, swissinfo.ch

Maria da Fonte - o hino esquecido disse...

A21, Música, Política February 3rd, 2008

Na cerimónia de inauguração de ontem, do último troço da A21, foi tocado pela banda da Escola de Música Juventude de Mafra, o Hino da Maria da Fonte. Pergunto-me quantos entre os presentes saberão o que é isso, e mais ainda, o que ele significa. Na verdade, o Maria da Fonte é um Hino Nacional, de valia quase igual à Portuguesa, sendo que o primeiro é normalmente usado para saudar altos cargos militares, e ministros da Republica, enquanto que o segundo é sempre utilizado na presença do Presidente.

Para quem não conhece a letra, que aposto que seja a maioria das pessoas, fica aqui a letra do mesmo, criada pelo maestro Angelo Frondoni, e que foi durante muitos anos a música do Partido Progessista.

Viva a Maria da Fonte
Com as pistolas na mão
Para matar os cabrais
Que são falsos à nação

É avante Portugueses
É avante não temer
Pela santa Liberdade
Triunfar ou perecer

É avante Portugueses
É avante não temer
Pela santa Liberdade
Triunfar ou perecer

Viva a Maria da Fonte
A cavalo e sem cair
Com as pistolas à cinta
A tocar a reunir

É avante Portugueses
É avante não temer
Pela santa Liberdade
Triunfar ou perecer

Lá raiou a liberdade
Que a nação há-de aditar
Glória ao Minho que primeiro
O seu grito fez soar

É avante Portugueses
É avante não temer
Pela santa Liberdade
Triunfar ou perecer

ALICE VALENTE disse...

O traço da imagem inscrita
A não sublinhar que desejo traçado Risca-se a força do traço
De que traço ali se ...

Os Livros disse...

Os livros, para mim, são do mais perigoso que existe no mundo. Lê-los deixa muita gente aturdida e absolutamente convicta de que tem uma mente brilhante, pensamentos longitudinais e vanguardistas.

Não olho a direito para quem estrutura a sua personalidade e regurgita, a todo o momento, frases feitas de romancistas, poetas, filósofos ou ensaístas.

É meio caminho andado para se tornarem pessoas de "sucesso", líderes mundiais, políticos...

Quem baseia o seu conhecimento nas ideias dos outros não pode estar no caminho certo.

Se é daqueles que numa conversa trivial se revê em Bocage, se é daqueles que numa ocasião formal cita Descartes ou, pura e simplesmente, lê para se "instruir", mate-se.

Suicíde-se o quanto antes! Você é um perigo para as espécies que habitam este planeta.


Dedico ao meu amigo Qelhas, por muitos e muitos, longos anos que, se adivinham...

Anónimo disse...

pareceme que o quelhas simulou a sua própria morte para ver se tinha muitos amigos...

PORTO D´AVE, 4º mais bem disciplinado disse...

DISCIPLINA – DIVISÃO DE HONRA

Sábado , 18 Abril 2009

A ASSOCIAÇÃO DE FUTEBOL DE BRAGA EM PARCERIA COM O JORNAL CORREIO DO MINHO E A RÁDIO ANTENA MINHO, VAI PREMIAR A EQUIPA MAIS DISCIPLINADA - DA DIVISÃO DE HONRA DA AF BRAGA OS CLUBES SÃO PONTUADOS CONFORME A ATRIBUIÇÃO DE CARTÕES (AMARELOS / VERMELHOS) A ATLETAS E TAMBÉM COM AS ADVERTÊNCIAS E EXPULSÕES DE AGENTES DESPORTIVOS DE ACORDO COM A SEGUINTE TABELA.

ATLETAS:

AMARELO - 1 PONTO

VERMELHO - 2 PONTOS - (NÃO ACUMULÁVEL EM CASO DE TER SIDO ADVERTIDO ANTERIORMENTE)

AGENTES DESPORTIVOS:

ADVERTÊNCIA - 2 PONTOS

EXPULSÃO - 3 PONTOS


O RANKING APÓS A 24ª JORNADA ESTÁ ASSIM ORDENADO:


1º Sta.Eulália Vizela 65
2º Acad FC Martim 68
3º Arões Sport Clube 78
4º GD Porto D´Ave 78
5º GDU Torcatense 81
6º CCD Desp. Ronfe 83
7º C Caçadores Taipas 84
8º ACD Pica 85
9º Forjães Sport Club 85
10º Santa Maria Fc 85
11º G.D.Os Alegrienses 91
12º FC Famalicão 98
13º Ass.D.Esposende 100
14º Ass.Desp. Da Laje 109
15º A D Águias da Graça 110

Fonte: Associação de Futebol de Braga, 5 de Maio de 2009

JUVENIS DO SCMF, FINALISTAS Taça AFB disse...

OS 23 JUVENIS DO SC MARIA DA FONTE, ÉPOCA 2008/09

Antonio Silva
Bruno Goncalves
Carlos Lamego
David Baia
Diogo Ribeiro
Joao Veloso
Joao Goncalves
Joao Costa
Joao Miranda
Joao Martins
Jorge Esteves
Jose Pereira
Luis Fernandes
Miguel Ribeiro
Patrik Fernandes
Pedro Gomes
Rafael Ferreira
Rodrigo Meira
Sergio Rodrigues
Tiago Soares
Tiago Cardoso
Tiago Carneiro
Vitor Costa

Final da Taça AF Braga
Joane, sábado, 9 de Maio, 16 horas

Fonte: AF Braga

JUNIORES PORTO d´AVE, Líderes da Série B, 2ª Div. ... disse...

OS 25 JUNIORES DO GD PORTO D´AVE, ÉPOCA 2008/09


Anibal Fernandes
Carlos Alves
Claudio Antunes
Cristiano Carvalho
Daniel Pereira
Diogo Rodrigues
Fernando Silva
Francisco Ferreira
Joao Carreira
Joel Monteiro
Joel Sousa
Jorge Freitas
Jose Batista
Jose Vaz
Luis Ramos
Luis Oliveira
Mario Silva
Nelson Cunha
Nelson Vieira
Nuno Dias
Nuno Oliveira
Paulo Silva
Renato Barroso
Rui Oliveira
Rui Ramos

Fonte: AF Braga

"Escolas", CB da Póvoa de Lanhoso, lider Série C disse...

OS 11 «ESCOLAS» DO CASA DO BENFICA DA PÓVOA DE LANHOSO, ÉPOCA 2008/09

Bruno Lopes
Filipe Marques
Joao Costa
Joao Queiros
Joao Dias
Matheus Clemente
Miguel Magalhaes
Pedro Salgado
Ricardo Araujo
Ruben Moura
Ruben Rosario
Victor Pereira
Vitor Ferreira

Fonte: AF Braga

"Escolas", CB da P. Lanhoso, lider Série C... disse...

OS 13 «ESCOLAS» DA «CASA DO BENFICA DA PÓVOA DE LANHOSO», ÉPOCA 2008/09, futebol de 7

Bruno Lopes
Filipe Marques
Joao Costa
Joao Queiros
Joao Dias
Matheus Clemente
Miguel Magalhaes
Pedro Salgado
Ricardo Araujo
Ruben Moura
Ruben Rosario
Victor Pereira
Vitor Ferreira

Directores:
António Fernandes e Nuno Rodrigues

Fonte: AF Braga

Juniores Porto d´Ave subiram! disse...

Segunda-feira, Maio 04, 2009

SUBIMOS!
GD Porto d’Ave vs GD Monsul (5-1)


Hoje não me vou prolongar a falar do jogo. Só tenho a dizer que foi um como qualquer outro, em que encarámos de forma igual e com a mesma vontade, mas que se tornou difícil, por demérito nosso, com alguns erros que não costumam ser usuais em nós, talvez pelo facto de estarmos muito ansiosos por marcar e garantir a nossa subida. Tal golo aconteceu, num penálti, quase no final da 1ª parte, que foi convertido por Paeka e levou à expulsão de um jogador forasteiro. Sabendo que este jogo, poderia ser histórico para o GDPA, tinhamos o dever e a consciência que tinhamos de entrar muito melhor na 2ª parte, e até entrámos, mas numa bola parada sofremos um golo inesperado, mas mostrando muita maturidade, não trememos e partimos à procura da vantagem que surgiu num remate colocado de Chico, dentro da área, que ainda sofre um desvio de um jogador e altera a trajectória da bola, enganando o guarda-redes visitante. Ganhámos ainda mais ânimo e sabíamos que uma vantagem pela margem mínima não erao que os nossos adeptos mereciam, por isso, partimos para o golo seguinte, que surgiu do pé de Paeka e construído pelo de Nélson, os restantes golos, são da autoria de Pereira, num remate dentro da pequena-área e de Gaio, na marcação de uma grande penalidade. Num jogo não muito espectacular, mas prático, conquistamos os 3 preciosos pontos que nos garante a inédita subida de divisão.

Agradecemos a todos os adeptos que nos apoiaram ao longo do ano, dirigentes, familiares, jogadores de outros escalões do GDPA e de outras equipas da nossa série, e é com eles no pensamento que no próximo sábado, nos deslocamos a Prado, para realizarmos a partida referente às meias-finais da Taça AF Braga contra o Esposende. O início do jogo está marcado para as 16h e há autocarro em Porto d'Ave, para levar adeptos e demais, com saída prevista para as 15h. Pedimos a comparência de todos neste grande jogo que vamos disputar.

Luís Ramos

Fonte: http://gdportodave.blogspot.com/

Porto d´Ave - Esposende, meias-finais, Taça AFB disse...

Em Prado, no sábado, 9 de Maio, pelas 16h, jogam GD PORTO d´AVE e ESPOSENSE para as meias-finais da Taça AF Braga.

Traição e crime disse...

"Anónimo disse...
pareceme que o quelhas simulou a sua própria morte para ver se tinha muitos amigos...

6 de Maio de 2009 2:28"



O quelhas ainda não perdeu o juízo para simular a sua própria morte, para saber se tem muitos amigos...

Tenho muitos amigos, não tenho é muito tempo para eles!

Falta de Juízo deve ter o filho-da-puta que meteu a notícia, espero não sejas tu?

A cobardia chega a tal ordem que, a mesma cobardia é inefável, só de um psicopata, dizer coisas deste calibre, a torto e a direito ou por linhas tortas.

O comentador deste acto incrédulo, não tem a capacidade neurótica de medir as coisas.

Se este comentador não é um falhado, parece-o.

No caso de não gostar da minha pessoa, não deveria vingar-se assim deste jeito, havia outra forma de atacar mas, de outra maneira. Pessoalmente.

Assim não tem perdão! A raiva com que descarrega o seu fel, com a notícia falsa e de mau carácter, que fez chegar a todo mundo, apenas, está a incomodar a minha pessoa e família.

Não estou a responder a este insulto, sob pena, a quem é dirigido no anónimato, mas, pelo bom senso.

Defendo todas e quaisquer pessoas, honestamente, contra esta mensagem suja e de mau gosto, não por ser vitima, mas, por ser da forma cobarde que o fazem, tenham-os no lugar e assumam que o fizeram. Afirmem-no!

A cobardia dá lugar à ingenuidade, para descarregar tudo que apetece, no sentido de denegrir imagens e personalidades publicas, ingenuidade essa, lamentável.

Pensem antes de cometer tais desilusões para quem lê nos espaços dos blogues, visto que é lido mundialmente.

Um abraço a partir de Zürich.

Quelhas o autor mais fraco da Póvoa de Lanhoso, só e unicamente para quem o preferir!?

AF Braga Futsal Femininos 08/09 disse...

JOGADORAS DO SC MARIA DA FONTE TERMINARAM EM 21 DE MARÇO NUM HONROSO 4.º LUGAR

A POVOENSE «EM DIÁLOGO» TERMINOU NUM MERITÓRIO OITAVO LUGAR

1. FC Vermoim, 52
2. Gualtar, 44
3. V.Guimarães, 42
4. SC MARIA DA FONTE, 40
5. ACRS Ribeirão, 22
6. Nun´Alvares, 18
7. U.Desp. Vila Chã, 17
8. EM DIÁLOGO, 16
9. Brito SC, 14
10. Arnoso Santa Maria, 0

Fonte: www.zerozero.pt

AF Braga Futsal Masculinos 08/09... disse...

JOGADORES DO ISAVE TERMINARAM EM 7 DE MARÇO NUM HONROSO 3.º LUGAR

1.ª divisão AF Braga Futsal, 1.ª fase

1. Guimarães Futsal, 41
2. Nun´Alvares, 40
3. ISAVE, 32
4. Mouquim, 32
5. CCS Sto Adrião, 27
6. ACR Lordelo, 26
7. AD Esmeriz, 21
8. Futsal Celorico, 14
9. CAR Taipense, 13
10. Pinheiro Torto, 0

Fonte: www.zerozero.pt

Quem luta sempre alcança. disse...

COPY

Quem luta sempre alcança.

O Quelhas já nos habituou às suas escritas de vários temas sistemáticos. Bem hajas caro amigo, tens um futuro pela tua frente, vê-se em ti uma pessoa lutadora e, quem luta sempre alcança. Aprecio a tua amabilidade e vocação para a escrita. Não ligues a críticas, essas são para os críticos, tu és apenas o mestre, eles os escravos. A tua forma e diversidade dos temas têm algo magnético em ti para realçares nos mesmos formas diferentes de pensar. Continua, estás no bom caminho, evolui no tempo e deixa o tempo falar por si.

ANDEBOL - Resultados ISAVE disse...

Camp. Nac. 1ª Div. 2ª Fase Grupo B Zona 2 Iniciados Masc
ISAVE 30-34 Gaia, 01.05.2009


Camp. Nac. 2ª Div. 2ª Fase Zona 1 Juvenis Masculinos
S. Mamede 28-26 ISAVE, 03.05.2009

Fonte: Associação de Andebol de Braga (www.aab.pt)

INFANTIS - AF Braga... disse...

INFANTIS - Série E

22.ª Jornada

Fair-Play - Emilianos
Vizela 1 - 2 Porto d´Ave

Classificação:

1. Craques, 61
2. Pevidém, 55
3. Guimarães, 48
4. Taipas, 44
5. Moreirense, 42
6. Famalicão, 38
7. Sandinenses, 32
8. Vizela 32
9. Brito, 26
10. PORTO D´AVE, 26
11. EMILIANOS, 16
12. Fintas, 12
13. Fair-Play, 19
14. Campo, 3

23.ª jornada:

Porto d´Ave - Famalicão
Emilianos - Craques

ESCOLAS - AF Braga disse...

SÉRIE C - 19.ª Jornada

CB P. Lanhoso 11 - 0 B.Misericórdia

Classificação:

1. CB PÓVOA DE LANHOSO, 57
2. Bragafut, 51
3. Vilaverdense, 42
4. Prado, 37
5. Ferreirense, 37
6. Lacatoni, 36
7. Aveleda, 34
8. Realense, 31
9. Fintas, 24
10. Palmeiras, 19
11. B.Misericórdia, 10
12. Maximinense, 4
13. Crespos, 3

20.ª jornada:

Realense - CB P. Lanhoso



SÉRIE D - 18.ª Jornada

Bragafut - Porto d´Ave

Classificação:

1. Guimarães, 54
2. Bragafut, 49
3. Celeirós, 39
4. Fintas, 35
5. Sp. Braga, 32
6. Pevidém, 31
7. PORTO D´AVE, 19
8. Prado, 17
9. Vilaverdense, 14
10. Fernando Pires, 12
11. AC Amares, 6
12. Merelinense, 6

19.ª jornada:

Porto d´Ave - Prado

Futsal feminino - SELECÇÃO AF Braga disse...

JOGADORAS DE EQUIPAS POVOENSES NA SELECÇÃO DA AF BRAGA DE FUTSAL

A selecção de futsal feminino da AF Braga tem, hoje, a partir das 21 horas, a primeira de três sessões de trabalho no pavilhão de Priscos. As restantes realizam-se no dia 12 (20h30) e 13 (21h00).

Das equipas povoenses foram convocadas para a selecção da AF Braga de Futsal feminimo, da «Em Diálogo» - JOANA FERNANDES e RAQUEL CORREIA», e do «Maria da Fonte», DANIELA ANTUNES e ÂNGELA GONÇALVES.

Fonte: Diário do Minho, 06-05-09

Futsal - AF Braga - 2.ª fase, Manutenção disse...

2.ª fase, Manutenção - SÉRIE B1

6.ª jornada

Isave 5 - 2 Landim

Classificação:

1. ISAVE, 9
2. Aeipca, 9
3. Landim, 7
4. Santo Adrião, 7
5. Lordelo, 3

7.ª jornada

Lordelo - Isave

Mais informação desportiva nos Jornais Povoenses... disse...

A PUBLICAÇÃO DE IMENSA INFORMAÇÃO DESPORTIVA, EM FINAIS DE PROVA, NÃO CABERIA A BLOGUES VOCACIONADOS PARA DEBATER QUESTÕES DIVERSAS QUE INTERESSEM AOS POVOENSES.


DE FACTO, NÃO SE PODE CONTINUAR ATÉ FINAL DESTA ÉPOCA E NA ÉPOCA 2009/10 COM UMA SÉRIE DE LACUNAS NA INFORMAÇÃO DESPORTIVA (O MESMO SE APLICARÁ À INFORMAÇÃO CULTURAL).


COMEÇA A SER TEMPO DE DISCUTIRMOS OS MEIOS LOGÍSTICOS E FINANCEIROS, SEM PRURIDOS E TEIAS, O MODO DE INFORMARMOS OS POVOENSES DESTA CRESCENTE "MOVIDA" DESPORTIVA ENTRE OS MAIS E MENOS JOVENS POVOENSES, NOS HOMENS E NAS MULHERES.


É TEMPO DE SELECÇÕES, DE FINAIS, DE TROFÉUS, DE DEZENAS DE EQUIPAS E PRATICANTES "DEIXAREM DE ESTAR NA PENUMBRA" PORQUE PRINCIPALMENTE O JORNAL «MARIA DA FONTE» POSSA NÃO TER PÁGINAS DISPONÍVEIS, MEIOS REDACTORIAIS E MEIOS FINANCEIROS...


É TEMPO DE DISCUTIR ESTA QUESTÃO NO SEIO DAS REUNIÕES DE CÂMARA E DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL, PORQUE SE OBSERVA QUE MUITA PARTICIPAÇÃO DE POVOENSES EM COMPETIÇÕES DESPORTIVAS É "PURA E SIMPLESMENTE IGNORADA"...


COMEÇA A SER TEMPO DE TERMOS UMA IMPRENSA MAIS FORTE E NÃO ESTARMOS A ESPERA DAS EDIÇÕES DE CORREIO DO MINHO E DIÁRIO DO MINHO...

A CONTRARIAR OU NO SEU MELHOR SÓ NA PÓVOA disse...

ESTE ESPAçO COBRE TODAS OS POST,S SOBRE TUDO QUE ESTEJA LIGADO A CULTURA.

FUTEBOL É CULTURA!

FORçA COMENTEM, ESTE BLOGUE, ASSIM COMO OUTROS,TEM MAIS LEITURA QUE QUALQUER JORNAL POVOENSE E CHEGA INTERNACIONAL A TODOS OS PORTUGUESES ESPALHADOS POR ESSE MUNDO FORA...

PORTUGAL MUSICA disse...

OLA AMIGOS BOA TARDE EU MIGUEL ÂNGELO VENHO CONVIDAR TODOS A ASSISTIR NO DIA 13 DE MAIO AS CELEBRAÇÕES DAS APARIÇÕES DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA DIRECTAMENTE DA CAPELINHA DAS APARIÇÕES DO SANTUÁRIO DE FÁTIMA - PORTUGAL VÁ TE AO NOSSO SITE EM WWW.PORTUGALMUSICA.COM.PT E ASSISTA AO VIVO E A CORES AO 13 DE MAIO EM PORTUGAL . UM FORTE ABRAÇO A TODOS E PRINCIPALMENTE AO AMIGO E A toda a sua família
MIGUEL ÂNGELO
se o amigo poder informar via mail todos os seus contactos seria muito BOM ORAMOS amigo mais uma vez muito mas muito obrigado pela atenção que o amigo nos da

Ângelo Barata
Presidente

Respostas o tema de: 25 de Abril de 1974 disse...

Respostas o tema de:

25 de Abril de 1974

Após 20 anos da morte
de Zeca Afonso: 1974/2007



Olá autor,

ALCÍDIO DE OLIVEIRA, deixou um comentário ao comentário Porque a sua opinião conta! às 00:26, 2009-05-06.

Caso pretenda responder a este comentário, poderá fazê-lo, usando este link.

Comentário:

Cavalheiro:

Tive a honra e o privilégio de conhecer o Zeca Afonso e estou certo que daria uma volta na tumba se ouvisse uma coisa tão feia. Sabe, O Zeca seria grande só por ser uma fantástico poeta lírico do sec. xx. Quando tentar escrever sobre o José Afonso, leia antes a sua poesia.

Saudações cordiais



Comentário:

Conterrâneo:

Não vejo sinceramente porque daria uma volta no caixão, José Afonso se, estou a elogiar um homem "sonso" no sentido da palavra, mas, no entanto e refiro que, o poema vai ao encontro do 25 de Abril de 74 e as lindas canções de Zeca cantadas na rádio nessa manhã primaveril.
Obrigado pelo comentário, aceito, e devo aceitar todos e quaisquer comentários às minhas escritas, pois posso ou não concordar com elas, assim como os leitores que tenham o privilégio de ler minhas crónicas.

http://inovalar.blogspot.com/

Zürich 06-05-2009

www.lusojornal.com disse...

LusoJornal: o jornal mais lido pelos Portugueses de França

Semanário gratuito de informação dos Portugueses, Brasileiros, Angolanos, Moçambicanos, Guineenses e Cabo-Verdianos

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Edição n° 211 de 7 de Maio de 2009

Nesta edição do LusoJornal pode ler:

Destaque:

· Consulado Honorário de Orléans responde a 42.000 portugueses entre o Loiret e o Yonne

Especial - Orléans:

· José de Paiva, Cônsul Honorário de Portugal em Orléans

· Maire de Gidy, Jean-Michel Lopes é de origem portuguesa

· Claude Basílio, o mais novo luso-eleito de Saint Jean de la Ruelle

· A incrível empresa de Victor Mariano

· Limpa Nettoyages: 16° empresa no ranking nacional

· Agribéria: comercializar produtos portugueses nas grandes superfícies francesas

· Ronda Minhota: 30 anos a promover folclore minhoto em França

· Rádio Arc en Ciel, a rádio portuguesa em Orléans

· Grupo de baile kapa Negra

· Portugal convidado de honra do Festival de Loire’09

Comunidade:

· Residência André de Gouveia: Embaixador Seixas da Costa falou do 25 de Abril

· Terras de Bouro recebeu Saint Arnoult-en-Yvelines

· Sucesso para o blog do Embaixador de Portugal

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Política:

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Cultura:

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· Livro: ‘Les Portugais à Paris’ na Residência André de Gouveia

· As culturas lusófonas e hispânicas em debate

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Associações:

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Opinião:

· Raul Lopes: Abril continua a ser esperança para os Portugueses

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Anónimo disse...

ESTE É UM BLOGGER INTERNACIONAL?
OU DA PÓVOA DE LANHOSO?

Sobradelo da Goma disse...

HINO DA FREGUESIA DE
SOBRADELO DA GOMA




Olha que terra tão linda
Olha que terra suave
Fica à beira do Merouço
Nas margens do rio Ave.

É Sobradelo da Goma
Começa no lugar da Vinha
Que fica mesmo encostado
Á Barragem da Andorinha

Nela há dezoito lugares
Um deles é Pioneiro
Que é o de Vilarinho
D’onde se vê o Sameiro

Olha que terra tão linda
Olha que terra suave
Fica à beira do Merouço
Nas margens do rio Ave.

Tem um pouquinho de tudo
Do agricultor ao ferreiro
Também existe ourives
E até um marceneiro

Tem quatro festas no ano,
Uma delas em louvor
De Jesus Cristo Divino
Qu’é o nosso salvador

Olha que terra tão linda
Olha que terra suave
Fica à beira do Merouço
Nas margens do rio Ave.

Tem o Grupo Desportivo
Que serve a freguesia
E para os nossos velhinhos
Existe Centro de dia

Fica entre quatro concelhos
Guimarães, Fafe e Vieira
E a Povoa de Lanhoso
Que é a terra de primeira.

Olha que terra tão linda
Olha que terra suave
Fica à beira do Merouço
Nas margens do rio Ave.




Letra e da música: Abel Ribeiro Poças
Arranjos musicais: Paulo Gonçalves

Castelo de Lanhoso disse...

De castillo a castillo
de Montalegre a Lanhoso,
en el uno sonrisas…
en una bella llanura
con islotes y albuferas;
y desde esta singular altura
con una escultura mariana,
¡oh poesía! Exclamo tu palabra
como el aire que se expande
entre árboles, prados y casas
y con el nombre proprio
del verde futurista…
que el poeta siempre ama.

in, ediciones Cardeñoso, J.M. Dimas – Horizontes de Lenda, Vigo - Espanha, 2003. p. 029

Póvoa de Lanhoso a contrariar ou no seu melhor! disse...

G r i t o s
d o
O c a s o
3
G R I T O S D O O C A S O
direitos reservados a Ximmam Rayadj
contatos para uma publicação pelo e-mail:
fabiobragadealencar@yahoo.com.br
4
Uma Palavrinha Dos Co-Autores
Irregistráveis os Tsunamis de esforçados a angariarem uma simples
fama. Uma oportunidade de terem seus pensamentos divulgados além
fronteira. Homens superdedicados a seus ideais, que nem sempre foram,
em uma determinada época, reconhecidos, meramente por escassez de
caça-talentos – olheiros de Editoras Tradicionais. Muitos sumiram do
mapa antes de se verem no auge, uma alusão aos poetas Edgar Allan Poe
e Augusto dos Anjos. Foram massacrados pela angústia e desolação.
Tiveram seus últimos dias como vermes perambulando numa crosta
terrestre de gente que mais parecia cães e gatos em busca de alimentos e
poligamia. Porém, a lua que cresce a cada dia por sobre os nossos ombros
haverá de nos dizer algo mais que o seu esplendor. Haverá de nos
lembrar a persistir e persistir até atingirmos a magna plenitude, um
plenilunismo decorrente de uma trajetória indriblável. Onde somente os
que verdadeiramente creram na continuidade da espécie e na
continuidade de si mesmos puderam ou poderão sentir esse ardor. A obra
sua sendo, finalmente, terminada. Uma etapa a cumprir, sem prantos e
revoltas contra Deus ou contra os homens como um todo. Pois a
ignorância é fruto de nossa pouca vivência. E as punições aos homens
estão a depender da idade espiritual de cada um.
Há muito você, Ximmam, dispondo de uma identidade alienígena, deu,
com seriedade, o pontapé inicial a um projeto que mal você saberia
descrever em encarnações atrás. Hoje, sóbrio de si, não se aborreça com
as demoras; graças a elas a obra está requintada. Está no ponto para
servir. Parabéns por Gritos do Ocaso e por todos os livros vindouros. A
sua participação nessa coleção imperdibilíssima alcançará percentuais de
elevada grandeza. Aposte nos seus Espíritos Retificadores. Já que Eles
somos Nós, aqui ou em qualquer lugar para lhe proteger. Para lhe fazer
vibrar de emoção nas vitórias de Aconcáguas escaladas. Sem jamais
padecer precoce por falta de aviso.
5
Obra por obra, este livro traz uma nova marca no remake do Espiritismo.
Mensagens não cansativas e destituídas de ultrarradicalismos baratos,
que uma vez nossos pais e avós pregaram e, como podem bem ver na rua,
não trouxeram quaisquer vantagens aos humanos, apesar de vos induzir
a um preservativo mais tarde a se romper, abrindo valas de
desanalfabetizações sobre a única Religião.
Exército Dos Espíritos Superiores
6
I N T R O D U Ç Ã O
Em cima de uma carcomida mesa de madeira comprida, banhada por
uma luz de lâmpada de sessenta velas, a velha e poderosa mão direita vai
tomando notas daquilo que poderíamos considerar o derradeiro capítulo
de uma história: A História Da Minha Primeira Obra.
Esposa e filhos rapazes naquele instante dormiam debruçados sobre
um colchão de casal doado por meu cunhado. A casa estava limpa, limpa
de móveis mas não de anseios. À minha frente um centrinho de tábua-decaixão
cabendo um relógio despertador vagabundo rente a um televisor a
cores de 14 polegadas de segunda-mão, adquirido, com algum sacrifício,
por noventa reais pagos ao dono de uma oficina eletrônica. Já nas minhas
costas o essencialíssimo para que se reagrupe uma família: o botijão de
gás, as panelas e o fogareiro de duas bocas agarrado a uma mangueira e
ao registro.
A minha inspiração e o silêncio se aproximando do silêncio absoluto
davam indícios de que eu me prolongaria pela madrugada do sábado para
o domingo, uma semana para as eleições. Livre da zoeira audiométrica
dos carros de som dos políticos, na tranqüilidade da noite, escorro a tinta
da caneta preta no papel branco e inicio a mais que adiada introdução.
Horas antes, instintivamente, eu me afeiçoara com a técnica de expressão
que ali melhor se encaixasse. Pois, conhecendo bem o método empregado
pelos coordenadores deste projeto, diagnostiquei os copiosos empurrões
que deles sofri, certo do que, inevitavelmente, por estratégia, de mim
solicitariam.
A bexiga cheia de líquido me forçou a uma pausa diurética. No
banheiro, faltando a tampa da privada, urinei cerveja, puxei o fio da
descarga e, em questão de segundos, ajeitei a bermuda e retornei à sala
de estar. Cigarros e doses de aguardente da boa abririam a válvula de
7
escape contida em meu cérebro, de modo a que os ânimos criativos, à
jato, eu os retomasse.
Naquele restinho de caderno grampeado, eu somente contava com
cerca de uma dúzia de folhas virgens, e que me faria indagar a esmo se
haveria suporte a que eu concluísse nove anos e tanto de extrema
abnegação ao livro Gritos do Ocaso.
Os cães nas ruas latiam, mas não tão perturbadores do descanso
alheio. Ocorreu que a concentração havida no desenrolar do texto sufocava-
me a um precedente de leitura mental em demasia, que sequer um
trovão estremecedor atrapalharia a labuta posta em meu desígnio. Meu
medo de hesitar processar ali um trâmite vital à referida obra tomava
rumos de balas perdidas na trajetória de cima para baixo.
Nada de canjerês, as mensagens mediúnicas, como sempre, vinham
que vinham uma a uma a partir de palpites nadando em freqüências
enigmáticas. Ora eu percebia uma fortíssima tendência a martelar idiossincrasias,
vertendo a um sumário biográfico, ora eu declinava a um
dédalo envolvente, onde de lá eu sairia apenas à medida que me dissessem,
via magnetismo, as formas de linguagem comparativas ao todo
da obra. Desde que saciassem a sua autoria e co-autoria, é lógico.
No decorrer disso tudo uma certeza: o lixo que acumulava, eu não o
varreria para debaixo do tapete. Ou seja, eu protelaria aquilo para a
manhã seguinte, mas sem pensar em apagar o conteúdo completamente e
começar de novo. Simplesmente, os ponteiros voando feito hélices e os
meus dedos trêmulos de cansaço prenunciaram um refrão de Basta Por
Enquanto. Eu dizia: Tirarei o cavalinho da chuva momentaneamente
obrigado a dar tempo ao tempo, porque eu escrevera madrugada adentro
linhas e parágrafos que não tinham pé nem cabeça, estavam muito indecifráveis.
Daí eu recolhi o meu corpo a um canto gelado de um quarto
no intuito de me recompor tanto no aspecto físico quanto no aspecto
psicológico. Sem fugir o raciocínio, eu precisava mesmo trocar o motor;
isto é, eu precisava era sim pegar no sono profundo e refazer as energias
como qualquer ser mortal, que defende o adágio : Quem não dorme bem,
não levanta disposto, e estraga o dia seu e de todo mundo. Moral disso
tudo : Somos iguaizinhos a pneus que são recauchutados 8 horas para
uma rodagem segura de 16 outras horas de desgastes.
8
Não pairavam mais interrogações quanto ao mérito da necessidade
da prorrogação do trabalho. Nos dias vindouros, o diapasão desta tarefa
se acelerou a la Schumacher. Às custas do exercício do oitavo sentido, eu
chegara àquele ponto cruzando dados enviados por extraterrestres
pousando em minha órbita. Uma ressalva: Em momento algum os
encostos, em meu pé de ouvido, se apresentavam como entidades oriundas
deste planeta. As práticas multidisciplinares fizeram a diferença. No
limiar da obra eu suspeitei e não havia quem não suspeitasse da integridade
e da competência dos tais. A ambição de que tudo talvez se
efetivasse em milhares ou milhões de exemplares publicados e vendidos
virou doença ultracontagiosa no compasso do nosso convívio. Era como
se eles estivessem me presenteando com um best-seller, na acepção da
palavra. Restava a mim saber depositar total confiança neles, para tudo
terminar bem.
Nesses dez anos de desespero, por eu perseguir uma meta deveras
ilusória, desencadeadora de danos irreparáveis a mim e a minha família,
evidente que eu não agiria tal qual um cínico atribuindo a exclusividade
dos meus prejuízos aos feitores deste projeto, sem garantias de sucesso.
Durante o planejamento e a elaboração da dita obra, basicamente, eu
me virei na informalidade, vendendo o que me desse no quengo, na base
da lei, com ampla folga de tempo, justo pelo fato de que a servidão do
sistema não interferisse naquilo que eu imaginava ser o portão de entrada
a um futuro brilhante.
De atenção redobrada nos sinais, seja na esfera onírica, seja na esfera
telúrica, no período compreendido entre 1997 e 2006, fui forçado a absorver
ideogramas de toda a sorte. Por onde eu pisasse, eu presumia que,
com muita antecipação, alguém bondoso tivera estado nos locais percorridos
pelo solado dos meus sapatos; e diga-se de passagem: os intermináveis
artifícios usados por luzeiros serviram como bússolas a direcionar
o meu caminho de prosperidade.
Não convém citar aqui todos os pormenores dessa aventura. Expor
alguns é o bastante. Mesmo porque adeptos de crenças as mais variadas
costumam outorgar os seus chefes espirituais um estabelecimento de
avisos de perigo e anúncios de boas-novas. Com ênfase nas doutrinas
mitológicas, pelas quais os fiéis se utilizavam no sentido de se prevenir
das catástrofes, havia consultas a um deus para cada acidente de per9
curso. A propósito, na minha opinião, a cultura helênica de louvar superheróis
não se distancia das demais seitas exaltando messias em trajes de
carpinteiro ou de bruxo.
Terça-feira, 27 de setembro, três luares após o esboço da introdução,
incólume de quaisquer crimes de indolência, eu dei continuidade ao
serviço. Passei a limpo os dizeres um a um em um novo caderninho,
relutando repetir anotações anteriores de calibre grosso tais quais previamente
haviam. Entretanto, o indispensável eu não me autorizaria a
cortar.
Do Marco Zero de Fortaleza ao Marco Um da volta ao Recife, mais
precisamente Abreu e Lima, na região metropolitana, estendeu-se um
intervalo de tempo o que eu destaco como útil ao surgimento e ao
aprimoramento da minha condição de médium. Por vezes experimentei
aperreios efêmeros gradualmente ponderando o porquê ou os porquês de
eu ter nisso me envolvido de corpo e alma. Em determinadas situações,
eu saía por completo da rota traçada pelos espíritos coordenadores –
Oozis, Arly, Odder e Jizah -, visto que o fardo das incumbências me
afundava no precipício de enorme periculosidade: o precipício da quimera.
Enquanto essa específica jornada literária durava, perdi as contas das
inúmeras oportunidades por que eu traí a sua amizade. Em um de meus
subterfúgios característico de jogador fazendo corpo mole, eu calculava a
meu bel prazer que naquele espiralado objeto de papel sequer caberia um
ponto e uma vírgula a mais. Nesse ‘Ou Vai Ou Racha’ pela supremacia do
livro, coçando ligeiramente a nuca, jurava que na seção Poesias, sensato,
eu não retocaria as concordâncias da primeira à última estrofe rimada.
Isso significava uma adimplência minha a retificar a segunda seção do
conjunto da obra classificada de Verdades.
Para que se tenha uma idéia do grau de austeridade de meus
trabalhadores diretos e indiretos, só a configuração de meu pseudônimo,
ganhando o formato de Ximmam Rayadj, me consumiu uma temporada
de lida considerável. Os bocas-de-siris evitaram a todo custo soletrar,
sílaba a sílaba, a pronúncia da identidade peculiar ao autor, com a qual o
caro e exigente leitor adiante se fará acostumar. Para vocês verem a
minha dificuldade, sob um luar opaco, sentado em uma cadeira de plástico
de um modesto barzinho, de repente, soou uma voz de relâmpago
dentro de mim, que por sua vez me confidencia alguma coisa similar a
Shima Hayad, Xima Rayat, Shimam Rayad, Shieldmann Wright Adams e
páginas amarelas repletas de homófonas.
10
Por intermédio da ferramenta persistência eu pude fechar questão em
torno do apelido atual. Aliás, no auge da ambigüidade fonêmica, creio
que com pena de mim, me deram uma colher de chá fazendo com que um
tal motoqueiro de uma Honda XR estacionasse o veículo de duas rodas
bem defronte a minha clínica de terapia intensiva, logo que minhas mãos
cheirando à nicotina preparavam o décimo terceiro levantamento de
copos de cerveja Schincariol e o vigésimo quinto arremesso de pontas de
cigarro da Sousa Cruz. Em menos de um mês e meio, uni XR à um DJ de
Djalma Cabeleireiros e arrisquei Ximmam Rayadj, porque também somei
uma seqüência de consoantes M de cor clara contrastando com o mural
azul do meu dormitório, com probabilidade de terem sido rabiscadas por
inquilinos da casa que eu os sucedi.
A prova cabal de que o acabamento do pseudônimo dar-se-ia daquele
jeito mesmo, caiu a exemplo de uma pluma ao vento e não a exemplo de
um meteoro se esborrachando no solo atraído pela gravidade. De maneira
instantânea, os mictórios imundos dos botequins da localidade, para
esse evento, tornaram-se tão perfumados quanto os toilets de aeroportos.
Dos quatro centros de higiene mental que freqüentei naquela noitada, os
quatro receberiam nota dez na fiscalização da vigilância sanitária.
No outro dia, houve uma tentativa minha de mudar o quadro, mas
não prestou. A reprimenda procedente dos co-autores furiosos eu senti
no couro. Pouca comercialização das minhas bugigangas, pouca grana no
bolso. Logo, sem mais bate-rebates, Ximmam Rayadj findou no nome
escolhido por Eles no magno dever de encabeçar a capa de Gritos do
Ocaso.
Caetés I, o maior e mais pujante distrito de Abreu e Lima, lembra
uma Campos do Jordão pequena, não descoberta pelos milionários. A
cem metros de altitude em relação ao mar, o bairro oferece a seus
habitantes 100% de saneamento e toda uma infra-estrutura de transportes,
escolas, templos religiosos, postos de saúde e mercadinhos, além
de boxes comerciais para diversos fins, desde acessos à internet a
barbearias. Mas o forte de Caetés I baseia-se na circunstância de estar
situado em uma vistosa área de preservação ambiental. O verde panorâmico
e os benefícios que isso acarretaria aos meus pulmões, assim que eu
suspendesse o hábito de fumar, corroboraram em grande parte a que eu,
aqui, mantivesse superacesos o pavio das afinidades com a vida e a tocha
da continuidade da vocação de escritor que eu abraçara.
11
Foi em Caetés I que as coisas mirabolantes voltaram a acontecer.
Mesmo depois de eu arrumar as malas no Ceará e embarcar à terra-natal,
o jogo pelejante do quebra-cabeças alusivo à obra não cessou. E por que
haveria de cessar, se o livro para Eles – os co-autores – ainda parecia
uma jóia a ser lapidada? No ensejo, se permitem, eu gostaria de salientar
que a minha nova vinda à capital do frevo e arrabaldes teve como efeito o
fortalecimento da atividade de vendas e, por conseguinte, a sobrevivência
tanto minha quanto da obra em curso. Em Fortaleza, eu deixara quatro
meses de aluguel no prego. Para me fazerem sair de lá, aconteceu algo de
cinematográfico, que eu resumo como um suspense com um final feliz,
apesar dos pesares.
Em um de meus sensacionais sonhos, maus elementos penetram a
casinha de número 22, da vilinha popular do Sr. Pereira, e roubam alguns
utensílios domésticos, dentre os quais o indispensabilíssimo bujão de gás.
Isso não se justifica, mas os ladrões nada amistosos que invadiram o meu
recinto sagrado, inconscientemente, me proporcionaram um lucro exorbitante
no que tange ao quesito orçamento. Pois o charivari gerado pelo
assalto à mão armada fizera com que o condolente proprietário do pedaço
de chão perdoasse as prestações vencidas e, daí, saíssemos da terra de
José de Alencar de ficha limpa no cartório.
Já em Abreu e Lima, minha mulher, Cileide, e meus dois homenzinhos,
Remington e Robson, permaneceram acomodados sob a guarida
do meu sogro Antônio o tempo para eu segurar firme as chaves de uma
toca digna de cabermos dentro. Emburaquei em uma casinha forrada
com telhas de amianto. E como esquentava demais, a minha esposa não
demorou vir com o veto. E nessa folia de trouxa vai, trouxa vem, acabei
morando solitariamente, dado ao fato de eu, desde quando me entendo
por gente, prezar pelos itens privacidade e independência. Sou fã do
ditado: Cada macaco no seu galho. A habitação do ex-pedreiro Sr. Antônio
e da doméstica dona Noêmia, apesar de possuir um terrenão dez de
largura por vinte de comprimento, a sua área construída não convidava
mais nenhuma alma viva a se aglomerar em seus cômodos. Era a sogra
paralítica de cama ocupando um quarto, o cunhado doente mental ocupando
o segundo quarto e o sogro aposentado ocupando o último e derradeiro
quarto, o que equivale sobrar uma saleta ocupada por parentes
roncando um por cima do outro.
12
A finalidade maior de eu ficar no deserto, falando com as paredes,
incidia no trâmite de eu cerzir um vocabulário à altura, sem que ninguém
me atrapalhasse, a ponto de mediunicamente eu restaurar o livro, levando-
o ao que é agora.
Certa vez eu ia caminhando pela via principal e observei uma dupla
de pombinhos manifestada. Eu, ali, deduzi que as aves se esvoaçavam sob
monitoração de terceiros, e as acompanhei, rastreando-as à base do foco
de meus olhares. Estávamos em Junho, mês onde se comemora o São
João. A fartura de milho, nessa estação do ano, explica o motivo desses
pássaros xeretas bisbilhotarem por toda parte. Mas aqueles dois batiam o
recorde de vôo sob a assistência de uma torre de controle velha conhecida
minha. Sob magia, as aves alucinadas iam e vinham rasgando o espaço
aéreo, numa exímia sincronização acrobática de tirar o chapéu, que eu,
leal aos meus bugalhos, de imediato, a associei a uma suposta interferência
de alguém deveras magnífico. O fim da linha da caça-aos-pombos
redunda em uma casa branca de esquina, mostrando uma placa de
aluga-se, dispondo de garagem do lado direito, tal qual a morada nova
que eu sonhara um tempo atrás, ainda quando eu trancava em um cubículo
a patota toda no manicômio do Ceará.
Voltando a esse pretérito, às vezes eu argumento a razão de, por cinco
carnavais, nós nos engaiolarmos naquele amparo tão singelo e tão prenhe
de mistérios. O misto de vizinhança prestativa e retrocesso, por eu andar
mal da pernas economicamente, se conjugou na mais perfeita ordem.
Mas por incrível que pareça, ali, cada integrante da família, em compensação,
obteve êxito, ao tirar qualquer tipo de vantagem no campo
pessoal. A minha cônjuge, Maria Cileide, esteve perto de se diplomar no
ensino médio. Incentivada por sua amicíssima Ana, as duas, à noitinha,
em seus tênis surrados, trilhavam quase uma légua até o educandário
privado, cujo prédio fora arrendado pelo governo para que os retardatários
cursassem o supletivo intitulado ‘Tempo de Avançar’. Em minha
previsão, se tudo continuasse correndo daquele modo, a senhora que eu
desposei há vinte um anos seguiria a reta da faculdade, sem que
arcássemos com as despesas de um professor do pré-vestibular. Fiquei
pasmo ao vê-la aplicar-se, fundindo a cuca sozinha.
Da parte de meus dois garotões, devido à minha renúncia parcial a
uma carreira de autônomo bem sucedida e devido à minha megaobstinação
ao livro, os barbados, agonizando na ociosidade, viviam
desembuchando que estavam à beira de um suicídio. Remington, dos
13
dois, o mais velho, gastava o tempo jogando vídeo-games de máquinas,
poupando os trocados que eu lhe dava. E quando não era isso, ele
arranhava otimamente um violão e uma guitarra tomados emprestado
dos colegas do bairro. Robson, 2 anos a menos que o irmão, por vir ao
mundo com o dom de desenhar, participou do Concurso Unifor Plástica,
e surpreendeu o meio artístico de lá, ao ser contemplado com duas obras
suas no álbum em policromia ao lado de monstros cearenses consagrados
em sua modalidade.
Como forma de amenizar os traumas, eu criava picadeiros altíssimos
de cunho abstrato, alegrando a minha gente ao máximo, para que acolá
não perdesse a esportiva e tocasse fogo no circo do pai palhaço. Não
convém aqui relatar os detalhes a que isso sobrepujasse os seus lúgubres
desânimos. Se eu contasse os capítulos dessa novela, eles emocionariam
mesmo os corações de aço. Noutras distrações, os meus herdeiros se
voltavam a passa-tempos frutíferos, como o jogo de xadrez, muito embora
ao caírem na fria realidade, se vendo na miséria, os pobrezinhos
partissem para a loucura por não conseguirem transpor o obstáculo da
quase prisão domiciliar. Todos os quatro se amontoavam nos limites de
uma dependência inferior a quinze metros quadrados.
Retorcendo o assunto evolução geral da família, o que temos de mais
consistente é que em religiosidade, Remington e Robson não passavam
em nenhum teste. Já em educação os dois nunca decepcionaram. Por eu,
deliberadamente, me recusar a infringir a lei do livre-arbítrio, consenti
que, em casa, rolasse o ritmo black metal, com toda a sua excentricidade
demoníaca. São bandas, muitas delas, tocando partituras que evocam
rituais satânicos. Quem financia isso, não sei, e duvido que alguém saiba.
Só é do meu conhecimento que os jovens manés caem como passarinho
na armadilha dos papas dos metais pesados. Os meus caíram e aí uma
mão de ferro veio e puxou-lhes as orelhas.
O revés primeiro pegou o meu mais velho de sopetão. Numa
fulminante queda de braço com um adversário mais musculoso, o
meninão, por conta disso, é encaminhado às pressas a um hospital de
fraturas na Messejana. Seus amigos próximos, no volante de um carro
ligeiro, prestaram socorros à vítima. Bons médicos consertaram o úmero
do seu braço direito, e, de tipóia, para baixo e para cima, Remington, por
semanas, realizou sessões de fisioterapia para que o osso não atrofiasse.
O saldo positivo dessa ocorrência, no parágrafo seguinte eu descrevo:
14
Meu rapazinho, hoje 2 anos após o incidente, na morada nova, em
Caetés I, restringe-se a ler e a reler a bíblia, estourando os seus miolos.
Aos domingos, ele comparece nos cultos evangélicos, mas me consta que
ele ainda não se converteu ao protestantismo, nem se tornou um
dizimista pontual em função de que já se opõe às teses que eu me opunha
também nos idos de 70 e 80, em que me flagravam entrando e saindo das
missas pregadas em paróquias católicas. A sua admiração ao estilo rock
and roll se estabilizou naquelas composições de popularidade normal.
Não curte nem canta letras de pseudos músicos instigando o macabro
semeio da morte. O infortúnio, concomitantemente, cooperou para que
ele se salvaguardasse de um desastre maior amanhã, ora montando uma
lenta bicicleta, ora guiando um automóvel veloz.
O segundo revés pela inocente adoração ao diabo atingiu o meu
desenhista o tanto quanto. No momento que os bandidos desesperados
por drogas forçaram a porta entreaberta que dava para a rua, Robinho, o
que mais vezes usava o termo ‘Se Matar’, ao vivo e em cores, assistiu a
cena de um gatilho apontado para a sua cabeça elogiável. Eu e Remington
não estávamos lá. Mas graças a Deus os marginais não feriram o meu
geniozinho, tampouco a minha santa patroa. Ambos suportaram o drama
calados. Como recompensa, Robson dá muito mais valor à vida e às
causas naturais. Enfrenta o restinho de crise desenhando remuneradamente.
Inclusive, em um certo mês, faturou uma soma de dinheiro
que possibilitou a aquisição de um moderníssimo aparelho celular.
Quanto a mim, ao meu inegável desenvolvimento, basta olharmos
aonde chegou a obra e acertaríamos na mosca se valeu ou não valeu a
pena a provação de termos nos safado de tragédias sãos e salvos. De
naipes nas mangas, os espíritos sublimes todo o tempo forjaram o elenco
a essa protagonização; como se isso correspondesse a um baralho de
cartas marcadas. Estou convicto pleno de que, de propósito, puseram na
fogueira robôs em carne e osso, para lá na frente poderem reparar os
danos.
Há aqui laudos espíritas de estoque a quem venha me vistoriar pelo
buraco desta fechadura. Não é privilégio meu a companhia dos fantasmas
camaradas. Tê-los conosco é privilégio de todos os que fomentam
uma farda na brigada das missões de paz. Os entes celestiais põem cordas
de refletimentos a quem deseja esticá-las aos decaídos escorregando nas
suas próprias falácias. Na visão Deles, o Espiritismo bloqueia o ímpeto
dos fundamentalistas ateus e refreia a pontificitude dos devotos ferre15
nhos. Atrelado às ciências, o Espiritismo se perpetuará acima dos dogmas
volúveis, que vêm dando tudo o que têm para não serem vergonhosamente
ultrapassados. A despeito disso, os seguidores do Espiritismo aparentam
criaturas comuns. Talvez menos comuns que os semelhantes de outras
teologias, por não pretenderem vacilar perante o risco de pecarem
tantas vezes nas mesmas dosagens. Os espíritas têm consciência de que o
que aprendemos em vidas retrógradas trouxemos à tona na existência
presente. E, com isso, partem para a maratona de descobrir o incognitismo
de vivermos bem ou mal ao longo deste dadivoso encarne. Alijados
dessa preciosa teoria, os não-espíritas mantêm uma estreiteza com as
desgraças prosaicas e quase nada fazem a fim de atenuá-las. E quando
acontece de se desviarem das tremendas cruzes carregadas nas costas,
conquistando ápices argênteos ou áureos, em alguma área em que se
sacrificaram, a medalha e o louro pelas vitórias se deve, singularmente,
ao fator merecimento; e tudo o de mais é especulação inócua. Melhor
dizendo, cada um só colhe aquilo que planta, como reza o ditado. Essa
coisa de pai não dar as chaves do carro ao filho, por pensar que o mesmo,
para conseguir o que conseguiu exija-lhe o que a vida lhe exigiu, não se
leva em consideração aquilo que o filho adquiriu trajando a outra carne.
Talvez muitos filhos morram de acidente nas estradas não porque não
saibam dirigir, ou porque o carro não lhes é cabido. Tais fenônemos são
de uma maneira geral um reflexo do quanto os pais não ligaram para
eles; são pais comodistas, não têm tempo para amar, nem ser amado,
amam a si mesmos. Jogam os meninos aos cuidados da mãe indefesa e
das escolas de fachadas, e nas vezes em que estão em casa, ao lado da
família, preferem que todos se calem diante da atual tecnologia, cujos
computadores, coletivamente pensando, foram fabricados para substituir
as lacunas do papel do pai ocupado.
Está sacramentado que a vigente lei da ação e da reação é imutável. O
infeliz que abuse dela amarga o fado do falecimento precoce. Seja dele ou
de alguém muito próximo, que dependa dele. O felizardo que dela souber
tirar proveito goza o júbilo de envelhecer saudável, acompanhado daqueles
que o amaram ao longo de toda a sua jornada. Para que se alcance
essa meta, a cronologia do espírito conta. Espírito nascido na idade da
pedra rodou mais sobre a crosta terrestre e assim melhor usufrui da sua
longevidade e se sobressai no cardume das concorrências.
No dia em que li O Livro Dos Espíritos e O Evangelho Segundo O
Espiritismo, honestamente eu digo que dessas significativas obras eu não
extraí algo elegível que me acrescentasse. E por quê? Logicamente porque
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devo ter tido uma relativa participação nesse processo; agora se eu represento
Allan Kardec, Nostradamus ou Buda, eu preferiria nem tomar
conhecimento. A equipe é numerosa. Levaríamos séculos retroagindo até
computarmos quem descende de quem desde as caladas das eras.
Girando os ponteiros da hora inédita ao contrário, durante a transição
do meu deslocamento de um teto para o outro, no bairro de Caetés I,
atônito e cismado com a onipresença e onipotência da militância sócia
nesse sutil empreendimento, eu contei aos meus filhos um caso fantástico
recém-ocorrido comigo e que me deixou à vontade para patentear o adágio:
Diga-me com quem andas e eu te direi quem és. Daquela vez os
espíritos extrapolaram, foram além da nossa imaginação, ao adivinharem
com uma quinzena de antecedência quem ergueria o imponente troféu da
Fifa, na Copa do Mundo realizada na Alemanha, palco europeu da maior
competição do universo. Céticos, os meus dois filhos ensaiaram uma fuga
em massa com eu abrindo a boca e pintando o cenário.
Na fase de análise do meu livro, tal como perfilava naquela etapa, a
editora paulista Itália Nova, braço da italiana Milano, a título de
formalidade declara, em bom tom, haver uma segura apreciação dos
downloads da obra remetida por e-mail. Por causa disso, choveram painéis
tricolores gotejando pigmentações verdes, brancas e vermelhas por
onde quer que eu andasse. Em meu juízo, isso tinha ligação com as
manobras espiritueiras me estimulando a uma possível resposta ok, e não
uma rejeição como das vezes anteriores, em que eu submeti o livro aos
diagnósticos das grandes editoras nacionais, tais como: a Companhia das
Letras, a Objetiva e a Rocco, e mais umas dezenas de outras que, aqui, eu
reservo um espaço de congratulação por, respeitosamente, me aturarem.
Peço-lhes que aceitem as minhas desculpas por afinarem as lentes dos
óculos tentando desvendar os emaranhados de textos que enviei no
transcorrer de Gritos do Ocaso.
Ainda envolvendo a minha confusão, em que eu troquei Itália Nova
editora pela Itália seleção tetra campeã de futebol, requisitando maiores
esclarecimentos, eu ponho esta pergunta no ar: Com qual intenção os
Espíritos Superiores planejaram tudo aquilo? No conceito dos espíritas
veteranos, eles agiram de boa fé mexendo no placar como melhor lhes
conviesse? Para mim, o importante é que, não fosse isso, eu não aumentaria
substancialmente o nível de empatia por Eles. Dos antigos 70%,
elevaram-me a um patamar virtual de 90%, em um medidor irretorquível
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de 0% a 100%, conforme estatísticas que eu trago a sete chaves na cachola.
Batendo na tecla enferrujada de como eu vim parar aqui, do que eu
me lembro, os meus primeiríssimos engates de escritor em aprendizagem
se deram em meados de 1997. Nesse ano, eu repassei um apartamento na
cidade de Igarassu, PE, e disparei para Maceió de fusca, asfixiado pela
criminalidade a arrasar o meu Estado. Fomos morar em um imóvel do
gênero no Conjunto José Tenório, na Serraria, bairro de clima bom por
seu irrepreensível relevo de planalto. A ausência de estresse e a facilidade
em se locomover às lindas e aprazíveis praias do litoral alagoano eram
atributos preponderantes a que eu desmanchasse uma personalidade de
sedentário globalizado e assumisse a nova postura de personal trainer de
mim mesmo. Absolvido da clausura recifense, solto pelas ruas, avenidas e
ladeiras da terra dos Marechais, respirando e transpirando oxigênio
extra, quem mais não começaria as suas anotações dos pontos de vista, se
o ambiente atua em uma esfera amigável? A idade chegando e aquela
coisa emanando do ego não pedem que se faça um livro, obrigam. A
princípio, eu recheava os roda-pés das apostilas de inglês aglutinando
frases de puro impacto que chamavam a atenção de todo mundo. Já viera
de muito tempo a sugestão de partir para isso. Não afirmo que seja justo,
mas os escritos novinhos em folha me subiram à cabeça de tal monta que
mais tarde a sua prioridade, ironicamente, se tornaria o pivô da minha
debacle profissional.
No entanto, para não ser apanhado no susto, eu me precavi para não
levar a pior, e procurei me empenhar espelhando-me em uma cachorra a
mergulhar nas correntezas de um rio para salvar a sua própria cria.
Quanto a isso, eu penso que linguarudo algum de irresponsável ousará
me acusar. O básico, dia após dia, estava ali na mesa, à disposição dos
meus entes amados. A alimentação servida nos pratos do almoço e do
jantar não ficava muito aquém daquela servida nas refeições das famílias
de classe média. As roupas é que eu não podia comprá-las de jeito
nenhum. Por isso a intromissão de meus irmãos nisso tudo considero-a
absolutamente decisiva. Afastado um tempão do Grande Recife, mesmo
assim eu, anualmente, mantinha contato com eles de Maceió, João
Pessoa e Fortaleza, onde eu passei um bom bocado, por me livrarem de
um calvário que, outrora, infernizava a minha vida. Nas viagens de
negócio eu, impreterivelmente, os visitava; e os sangues-do-meu-sangue
percebendo que as finanças fracas sequer cobririam os meus dispêndios
com a feira, na base da filantropia, enchiam sacolas e bolsas de plástico,
abarrotando-as com confecções usadas, na expectativa de que coubessem
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em mim, em minha mulher e em meus meninos. Sou grato ao Sérgio, a
Ilza, a Iatheny, ao Régis e ao Marcos. E na mesma proporção sou grato a
uma moça residente da vila em que, por cinco primaveras, eu me estabeleci
na capital do Ceará. Eita figura notável! Que caridosamente, nos
tempos das vacas magras, me fornecia camisas, calçados e calças conseguidos
com a solidariedade do seu patrão, cujo nome e sobrenome a
amiga nunca me revelara. Selma, que Deus lhe abençoe! A você e a todos
os moradores da Plínio Monteiro, o meu mais sincero e afetivo abraço!
Há bem pouco eu citei João Pessoa entre aquelas três capitais
solícitas e anfitriãs que, pela ordem de chegada, relacionei, por abrigarem,
despreconceituosamente, uma família de forasteiros pernambucanos.
Vejam como são as coisas, deu-se na terra de Chateaubriand o
milagre da água se transformando em vinho na preliminar da obra, eu
armando a rede de neurônios na ansiedade de contextualizar a contento
aquilo que saía do bico de uma esferográfica. De súbito, o fechamento dos
versos fluiu na mais tranqüila e calma normalidade. Partindo do pressuposto
de que existia outro alguém ali comigo, e de que das demais vezes
esse alguém me acompanharia aonde eu quisesse ir, ali, naquela empolgação
de marinheiro de primeira viagem deslumbrando-se com um poente
encantado, eu acabei logo me convencendo de que apostei no escuro à
luz da verdade. Lidar com Eles requer contenção dos nervos à flor da
pele. Qualquer um pegaria a sua raia nessa estrada. O diferencial é que os
leigos em Espiritismo desistiriam da corrida na metade do caminho.
Desistiriam antes até do apito inicial. O pecado aqui é insistir em ouvido
de mercador e vista grossa, não conceder-lhes a atenção necessária. Eu
fui nessa, e hei de triunfar valentemente; colecionando homenagens e
homenagens em meu extenso currículo de paranormal. Uma salva de
palmas aos meus Grandes Mestres Oozis, Arly, Odder e Jizah, que jamais
deixaram que me faltassem o pão e a caneta de cada dia, além daquela
providencial iluminaçãozinha nos fins dos meus túneis.
Como então poderei esquecer o que os espíritos falantes aprontaram
intencionando o meu próprio bem? Eu serei tachado de acéfalo, caso eu
não me recorde das associações simbológicas implícitas que marcarão
época no baú nostálgico no fundo da minha caixa craniana. Uma delas
que vez ou outra eu vou remoendo em pensamento inclui um escorpião
na jogada. Se tratava de um desenho na lataria de uma picape parada de
frente a um hotel simples em Teresina, nas imediações da rodoviária.
Fixei barbaramente o meu aguçado olhar naquela beleza de inseto pintado
em preto e branco, mirando-o do alto da varanda da pousada. Ali
nada daquilo viria fazer quaisquer sentidos na hora. Mas na casinha
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coberta por Brasilit o vislumbre ficou muito claro. Um daquela espécie
peçonhenta não foi que me apavorou numa madrugada em que eu me
condoía com uma gengiva latejante? Dei-lhe uma chinelada e o bicho
grudado na parede não resistiu, aterrissou encolhido feito restos mortais
de aranha. Temendo um reaparecimento de novos escorpiões, logo cedo
eu me dirigi ao quartel-general do meu sogro, a alguns quarteirões dali,
com a bochecha inchada, de tão inflamados os dentes, como o mundo
estivesse para se acabar. O exato odontólogo do posto que cuidou de
Cileide, cuidou de mim, mas isso somente com uma defasagem de cinco
ou seis dias. Enquanto o pus não era removido, agüentei os gemidos da
tortura ingerindo analgésicos que não funcionavam. Macaco velho no que
abrange espíritos de posse de instrumentos radicais, ao meu dispor, para
eu não estagnar no tempo e no espaço, matei ali a charada de número
trezentos apenas nesse ano. Iria ao hospício se eu gravasse todas as
charadas desartificializadas por obra e por conveniência dos meus guias
de luz. É eu capengar, relapso em nosso relacionamneto, e haja largadas
de emblemas em forma de bombas sofisticadas, significando elevações
psíquicas navegando em mar revolto.
No tocante à hegemonia da obra, até a sua quinta-essência, houve um
deus-nos-acuda a que as brisas conspirassem em meu favor e eu tratasse
de montar a isca a uma gama de leitores vivendo a plenitude de suas
menopausas e andropausas. Também não deixei que ficasse de fora disso
a juventude displicente, desacostumada a folhear leituras prazerosas,
contrárias àquelas do comércio da futilidade. Enfim, para não ser linchado
pelos espíritas na liderança da opinião pública, tive de concatenar
temas compatíveis aos catálogos impostos pelos caciques editoriais do
ramo, juntando-os àqueles temas indigestos de tolerância zero, fugitivos
do rol de crueza dos fabricantes dos santos dos últimos dias.
Trocando em miúdos, quem ler Gritos do Ocaso saberá de cor e
salteado que Ximmam Rayadj escreveu para os humanídeos que não chegou
a sua vez de provarem em tabelião que excederam os seus 10%
animal. Somente achar que o homo-sapiens tal como ele é traduziria a
imagem e a semelhança de Deus, roubando, mentindo e matando, denota
pessimamente um contra-senso sem parâmetro. Conseqüentemente, dado
ao contrastante tema, obriguei-me e obrigaram-me a disponibilizar
vias alternativas a que saiamos com triunfo de tal argumentação parecendo
se estagnar no fosso da insolubilidade. Nem tudo o que reluz é
ouro. Mas o pouco que reluz já nos é o douro da sabedoria. E nessa nossa
obra haja luz renovadora a quem se ordene a escapar da sua bruxuleante
luz de mesmices. Não viemos com mesmices. Viemos com propostas
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inéditas. Com alfinetadas das boas, doam a quem doer. Tanto faz encontrarmos
mensagens inovadoras e restauradoras na parte Poesias de subtítulo
Poeta do Sol, Poeta da Lua, como na parte Verdades, de sub-título
É Nisso O Que Dá Ser Brasileiro, em que eu despejo um oceano de
linguagens diversificadas, fragmentando-as para que não cansem o leitor
e irritem a crítica. Os meus admiradores poderão se sentir em casa, ao
degustarem as delícias de frases de teores comportando versos de autoajuda
e de aversão a bruteza, mediante aqueles que nos prendem aos
cabrestos da civilidade e da espiritualidade. No geral, a obra ganha
tamanho com as colocações sensacionalistas mescladas com as de natureza
poética. E em meio a essas colocações terrenas jorra um gêiser de
aljôfares resplandecentes trazendo em tempo hábil uma opção do além à
atualização das manchetes abordando revelações.
Pulando canguru, de linha em linha, os textos dos co-autores fincarão
uma estaca marcante no seio de quem se prontifique a acreditá-los. De
outro modo Gritos do Ocaso não superará a barreira do espiritismo
arcaico e em breve ameaçará a posição de vanguarda da ciência nova que
vem por aí.
O livro é socorrista, ao mesmo tempo que é bem humorado, realista e
cheio de Brasil. Nossos irmãos brasileiros, de norte a sul, sem a menor
dúvida vão se ver por aqui. Inegavelmente, fizemos este trabalho, a priori,
não pensando em vassourar a desarrumação no quintal do país vizinho,
sobretudo idealizamos um trator de terraplenagem funcionando todo o
dia e o dia todo, do Oiapoque ao Xuí, programado a somente parar
estando as ervas daninhas da pátria arrancadas e enfiadas nos latões de
lixo da democracia canarinha. Porém, um rosto do livro reflete uma
nuance globalista de autor sério imbuído de eminentes transformações,
quais as que se difundem página a página, deixando de sobreaviso as
nações imperialistas do G 7, quanto a essa estória furada de expandirem
falsidades ideológicas pelos currais do III Mundo.
Isentado de um ser pretensioso e de um ser detrator, que não medem
o comprimento da língua e do nariz, na amenidade, enfoco aqui políticas
externas dentro do que consideraríamos plausível ao contexto formal da
obra. Aqueles que ferem a Constituição dos Legisladores Universais que
se cuidem. Para conter as violações dos direitos humanos nos mandaram
tropas mediadoras de formiguinhas invisíveis, cujo poder de fogo não
haveria parelha na Terra. Se se ligarem que hoje a festa é nossa, e é de
quem vier aos preparativos da cerimônia do relançamento do Espiritismo
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em larga escala, meus contemporâneos oxalá irão constatar que Ximmam
Rayadj não é uma fraude ou um blefe aos que pleiteiam curas de caráter
emergencial, pescando as palavras mágicas de um livro fascinante.
É de suma importância que interpretemos Gritos do Ocaso sob o
critério de se espraiar em um vestígio de pureza nos ventres enodoados
de ódio, bem como o vejamos qual um mecanismo de defesa, destituído
de apostasias, atropelando qualquer aparato nefasto dos livre-atiradores,
que descarregam na gente spams de pretextos que nada são senão
lavagens cerebrais de magnitude internética.
É tempo de novos tempos, novos rumos, novas novidades. Deste livro
em diante, ninguém se atreva a comentar obliquamente que cada palavra,
cada metáfora, cada conjunto de idéias não trarão fluidos de enaltecimento
à alma. Gigantes e nanicos, aqui, numericamente, disputarão,
em pé de igualdade, uma almejada vaga no paraíso, no almejado paraíso
que ora me é revelado. Eis o meu recado. Eis o recado dos deuses
astronautas, que, dos planos superiores, rangeram as suas dentaduras de
ira e convocaram uma legião de anjos sadios, em chamamentos nobres,
no compromisso inadiável de que se consolide a volta de um tal Homem
de Nazaré que desencarnou na Cruz para nos salvar. Porquanto Jesus
voltará não na pessoa do Cristo Redentor, mas previsivelmente na pessoa
de todas as pessoas de bem que lhe escutaram, lhe escutam e lhe
escutarão assim na Terra como no Céu, amém.
Sob uma atmosfera de lição de casa cumprindo, no interior de um
coletivo em movimento, vou dando por encerrado quase uma década de
labor, reunindo as chaves-mestras a que se abram todos os cadeados das
algemas humanas. Exercendo o meu cargo de psicógrafo cãozinho
treinado pelos espíritos, utilizo ali um caderno-rascunho deslizando na
superfície de uma pasta de documentos apoiada em meu colo, cujas letras
tortas, pelo chacoalhar do ônibus, iam saindo de um silente campo
assimétrico e seguiam em direção a um campo de lavas de um vulcão
esgoelante. A rajada de ar produzida artificialmente com a velocidade do
veículo culmina em ventilação na janela refrigerando os meus córneos de
escritor de bem com a vida , de bem com o pseudônimo, de bem com os
meus guias de luz e de bem com a introdução.
Antes que me fuja da memória, do banco de trás, minhas antenas de
radar, com 100% de aproveitamento, captam a matraca de alguém muito,
22
mas muito magoado com a empresa que explora a linha Caetés I- Recife,
contra a qual se diz testemunha in vivo dos abusos de poder econômico.
Pelo o que eu apurei daquele escândalo, o usuário na certa quereria
indenização por danos morais, por viver sofrendo constrangimentos, ao
passar o ridículo toda vez batendo o cartão atrasado na firma que
trabalhava. Para a minha sorte, no tumulto, discutindo em vão com o
motorista, o passageiro desbocado me entrega de bandeja este fortuito
paradoxo: As reivindicações são atendidas integralmente ou parceladamente
dependendo dos índices de telepatias com a resolvedora bola da
vez: o Espírito Santo.
Umas duas semanas, decorridas as eleições 2006, em complemento
àquilo que irei frisar e acentuar, investigando a origem dos dólares nas
malas pretas e nas cuecas, a par com as notícias, daqui do assoalho do
meu quarto espaçoso, vai aí um beliscão que servirá de alerta aos pardais
aflitos, reentrando em seus ninhos de barro frágeis: Por misericórdia, não
caiam de novo na mesma arapuca. As águias douradas não saberão de
coração resgatá-los em dias e em noites de temporais. Por certo, elas
saberão deixá-los no abandono como das outras vezes.
Para finalizarmos sem arengas e contradições tolas, que tal agora os
aspirantes ao prêmio Nobel do Paraguay taparem a audição às réprobas
elites prostituídas, assim que elas rebuscarem o estribilho de um único
sentido apregoando, casuisticamente, que se fizerem tudo direitinho,
como manda o figurino, numa bela manhã de sol, os operários escravos
se libertarão?
Haja vista a nossa combinação de algo para coibir isso, descasco o
abacaxi dos últimos retoques da introdução, e, momentaneamente, eu me
despeço dos distintos senhores cavalheiros arrochando, sem vaselina,
essa outra minha máxima inusitada: A liberdade nasce com o cidadão e a
mesma morre quando o cidadão a vende por uma pechincha.
Ximmam Rayadj
23
P O E S I A S
24
P o e t a
D o S o l, P o e t a
D a l u a
25
D E D I C A T Ó R I A
Dedico sem lisonjeio estes versos ao meu incentivador e genitor
Walfrido Alencar, o alagoano poeta dos poetas , e àqueles que nesta fase
terrena de imensuráveis tribulações portam-se com firmeza, senso de
humildade e perseverança objetivando o bem estar geral, em não
evadindo-se dos compromissos endereçados à erradicação da miséria e
pulverização da violência a assolar o nosso País.
O autor*
* Ximmam Rayadj é pseudônimo de
F. Alencar
Eu
ALFINETES
calado
eu
me abro
janelas e portas brecham as fendas e avenidas
por mim deixadas
avistadas
em
meu silêncio
o medo
substantivo próprio do fracasso
desapropria-me o sujeito prolixo que havia
de predicados tantos
quanto houvessem nas assembléias à sermões e
bate-papos entre amigos
nas tertúlias
daí
receoso do fardo das palavras
aposentei a minha voz de rua
e hoje declamo luta por meio
literário
comboios
de idéias
se movem
acima de nuvens negras e galáxias
céus
justiceiros e impiedosos me amolam
alfinetes
pungentes voltados para o meu corpo
viajando na volatilidade do vácuo
faço do meu plenário
um celeiro
no deserto, e com restos de poemas e metáforas
eu me contento
PÉROLA RARA
vela
tão bela
brava
galera
navega e navega qual pérola rara
sobre a água clara
de um oceano de
anil
tremula e tremula
ao sopro
dos deuses
à força das brisas, à ira dos mares
das tardes de
abril
veleiro
veleja
sem remo e sem rumo
rastreia cometas
no cume das ondas que vão e que vem
ao som das trombetas
ao sabor
de
ninguém
termina
na areia
seu porto
a sereia
alçada nos lemes
que
aos céus nos elevam
no cais da certeza, um ar de virtudes
exemplos que singram
aos
ilhéus
das
seqüelas
labuta e labuta
no
verde-esperança
em sua malha de bronze
sob o sol causticante, com esse troféu que
carrega
navega
sem pranto no azul dos seus sonhos
porque branca
é a vela
sem a qual,
não se
navega
PASSARADAS
eu ando
correndo
ultrapasso os
semáforos
piso em locais fechados, reprisam-se os letreiros
e letra por letra releio
velhos jornais
em estilhaços
prossigo
no nevoeiro
atropelo
camelôs piratas
carroças a milhas me acham entre edifícios e canaviais
os veículos esfumaçam ao me verem voando em
minhas próprias asas
colhendo retalhos
de luas
nos auges da selva de pedra
que
eu
mesmo para mim reservava
atraso-me para
o correio
de cartas marcadas e diários
se é que eu não carimbe
primeiro
o último dos selos à eternidade
revolta-me
a ré dos primatas nas negações suburbanas de
ladainhas terceirizadas
limítrofe à maternidade
dos homens
o parto mecânico das traças
cubro meus panos
de mendigo
com fantasiosas e fornidas plumagens
sem ser notado assim como espírito, atravesso
as pedreiras das blitze
e fiéis a mim meus
pisantes
liquidados
atualizo-me
na
jornada corrida
assistindo desvios e bordéis aprumarem os caminhos
da alma
aprendo a abalroar os fantasminhas
adiantando-me aos pára-choques
rivais
assanhados
pilotos
descabidos
lançam-me por querer de seus
pára-brisas
na viração das altas madrugadas
cato os meus cacos de vidro, engarrafando os resíduos
de anímicas pistas reassombradas
volto ao meu passo
seguinte
e só encontro a felicidade
peço que me acompanhe ao novo mundo a partícipe
de minhas
passaradas
valeram as invasões de faixa dos espectros
prevenindo-me das calamidades
seguem os carros
extra-humanos
penando nas vias terciárias e eu a toda velocidade
aturdido pelos faróis
recolho meus quilômetros
de
estrada
ARTIFÍCIOS
tangendo o furor
das viagens espaciais
incitando a inércia de peregrinos
sem paradeiros
lágrimas evaporem-se como várzeas nos sertões e não mais as veremos
rolar nas
rodovias
depositarei meus votos
em um penedo confidente com as fênix expatriadas
inaugurarei nas metrópoles sem norteios serras de arranha-céus de vidro
tamanha é a minha loucura
daí, desse arcabouço escalafobético
que frisei
no rataplã candongado do meu estatuto
justiça plena seja feita em prol daqueles
que
ajoelhem-se no assoalho aos pés da cruz
desenho a sete chaves maravilhas e teço enredos que tramei sob
esta cela
procuro aclimatar-me a um sotaque atípico, apesar
de
não saber se breve eu
sou chegado
descumpro o ditame das elites no indeciso com esquemas remanescentes
desse
aparato
assim se tenha sempre em cada
esquina
abrações em murais no quadro tísico
precipitem-se
após noutros relevos
nas cores matizes ou combinadas, aquarelas vivas do pincel de um artífice
para que do ponto inicial ao seu delíneo venham novos artifícios, novos
mistérios, e, próximo a cachoeiras de um remanso, fúria, depois bonança
e o meu apelo
e danem-se a fustigar os néons no
obscurantismo
hieroglíficos e esqueléticos transeuntes
nas figuras redefinam as primícias, de acordo com as mesuras das
retículas
atreladas às colunas em desníveis
quando afônicas,
essas linguagens esquisitas
extraídas de um vernáculo em decadência, adiem carrilhões de desérticos
em
desarmonia
ao coligarem-se com eldorados
de asteróides
barulhentos
e parelhos às canções de ninar das mães
mixadas pelos honoríficos deejeys de deus
expandam as ritmias dos sons em alto-falantes exíguos
que toquem
no coração
de alguém
ÚLTIMO ATO
ouve-se
um chamado vindo de
longe
bombeiros mortos-vivos entre as ferragens
retumbantes alaridos estranhos
um hecatombe atraindo os meus
olhares
sobre as criptas
reabertas no ocaso
exércitos salvos no juízo final condecoram os heróis por suas milícias
e mutilados cambaleiam todos a esmo
crianças semipulverizadas
arrancam as batinas dos clérigos enquanto choram, e as becas dos
devassos se consumindo em meio a radiação profetizada
inadiáveis cronômetros não prosseguem
fogo sobre fogo extingue calendários
brandas que eram as brisas portuárias virariam
turbulências no ancoradouro
que houvera
se possível fosse
repelir um incêndio
transportar até aí o salvadorismo dos hércules
com ribeirões de alvejantes sintéticos apaziguá-lo
um inflamado, porém sobrevivente, devolveria ao calamitoso arquétipo a
luz do sol ou a centelha que restasse
para que doravante
um similar a mim , ao seu turno, soerguesse um paiol de protesto sobre
a terra
nem que para se fazer valer disso
fosse
esse o seu último ato
Tu
FOSTE
esgotaram-te as forças
de guerreira
porque um aduaneiro sem docas e navios iguala-se às escunas na
embaraçosa névoa
adernaste
a síncopes
do pretérito
dilúvios engolidos no porvir
da aflição
plúmbeas nuvens somaram-se a teus celeumas
e pelos ralos de uma veneza foste tu entre misericórdias de outrem
e o teu próprio afã
quererias a relva multicor da aurora, sem que se dirimissem as pragas em
um jardim de assépticas flores? inuma os prejuízos onde estiveres e o
envoltório que se lucra em ti se avulte, cubram-te azougadas ramas de
espécies tesas e entesoura-te aos alardes de tua veste púdica
o único que sobremaneira amaste e nessa passarela ainda o flertas
debruça-se no balaústre inerte
e
no assombro das suas plumas clama
por outrora haver ferido uma prisioneira atada
às correntes de sua nau mutante
O VELHO
no furto
dos ventos
e no gongo das veias, o teu andarilhar lento são dunas em uma
ilha
e haja crepúsculos
com dedos ardentes tingindo de rubro
o teu futuro
invivido
não fujam teus passos
das portas secretas nem tema o olhar
o assalto da morte
mas, passe voando
o teu manto enviesado por sobre o arquejo inaudível
o giz da lembrança
desenhe
de branco
a tua face perdida na infância distante; e sejam teus braços
asas que afagam
árvores despidas
no ateliê
de um artista
no vale da noite
o teu sonho de esfinges alcance as estrelas em um céu de cristais
enquanto os azuis se extinguem
o teu espectro sereno
crave miríades
de pirâmides num aquário
sobe as ladeiras do abismo, desce no enterro dos raios
e vai relampejar na superfície soluços
impremeditados
“como poeta
viveste a imaterialidade
dos mundos abstratos
por isso mergulha nos últimos minutos em teus arquipélagos invioláveis
e retorna à casa grande
de teus queridos antepassados
não há dúvida
que és e serás mais do que um poeta
soubeste em teu rodopiar de fibras tecer com as mãos os alçapões de um
tesouro
da fiação vocal o silenciar das guerras
o poeta
comunga com a sensibilidade da alma
e tu sabes muito bem
em que pé está a tua alma, porque nasceste abraçado com a vida
de todas as coisas
e logo que
os clarins de momo
anunciem o reinício dos nostálgicos carnavais, desfila como pássaro de
vidro
invisível na montanha
que ressona o seu canto
até por
desertos impenetráveis”
POR ACASO
já não estás junto a mim, embora comigo juraste inocência
de teu teto expulsaste um vulto e calei-me no susto da inesperada perda
de minha estimada fêmea
dromedário banido de um saara
sou apoquentado da seara que me arvora
decolo em tua nua e crua aterrissagem e convenço-me de que há um oásis
além de ti
em
se ofuscando, em se morrendo sempre no virtual prazeres a se contentar
outros braços de viaduto em nossos ombros
são alas matutinas refletindo-nos em alto-mar
corres como escrava temendo açoite
e
eu conectando-me aos amplexos de um anoitecer
traduzo o teu coração de mim libertado a esvoaçar como gaivota sedenta
rumo ao porto encantado
que flutue em teu âmago a
sofrer
herdaste de mim, teu ex-amante
os castiçais a energizarem as tuas mechas
nos vãos em que te fizeste de enseadas eu fui a tua acrópole, a pirotecnia
de uma primavera
se eu não estou onde estaria
se tu viesses
se eu soubesse que tu renunciarias por acaso, eu voltaria ao meu próprio
ser
ao meu ser amado
FOLHA MORTA

quem renuncie às rotinas telúricas impregnadas de utopias
ao pressentir o amor recíproco
nos desencalhes da fantasia
uma tocha onipresente que irradia e se propaga
pelos quatro cantos do mundo resvala
que faça
enfim
em ti moradia
um amor intumescido que escorra em tuas artérias
e deságüe na reação dos gases
sentimento repentino que sufoque o teu peito
e te acalme
feito isto, conserva o amor
em lirismo e glosa, e não haverás de retroceder a uma folha
morta em uma praça
a um espinho de uma rosa em
uma flora
PRENÚNCIOS DE AMANHÃS
“assinam daqui e dão baixas de lá
na carnificina dos holocaustos transcrita em dossiês de guerra
sacerdotes exumando rimas de salomões, porquanto sua estratagema é o
louvor
no livro póstumo de um missionário
um salvador restrito ao seu próprio clero”
criaste monumentos e cadafalsos
nos campos elíseos de estátuas enfileiradas
bueiros que se movem e espreitam os coliformes lançados dos viventes
saíste à pulso das sacristias
e entraste endeusado em teus novos templos
sucursal do inferno, ojerizaste oráculos pró-kardec
contudo, fizeste mais do que um messias, nos cultos a endemoninhar as
freguesias
se é que foste tu pastor de ti mesmo
vês que não garantiste a diplomacia
se pelos sinos dos campanários se reconhecem as torres
porque de elementos insulares se alimenta a morte
a morte chega aos homens-cadáveres muito antes da alvorada
se nas pregações cristãs que ora trazes
não houver sequer uma excelentia redundante
ou pelo menos prenúncios de amanhãs
MOTINS
eu
egoísta
eu
me devoro
o eu que a ti implora, por que optaste por mim? por que justo por mim
dentre tantos iguais?
ignoras
o
eu que sou
ou o eu que fui
mesmo tendo sido eu e não outro o provedor desses desdéns entre nós
eu
me
amo
apesar de mim
e creio ser honesto o eu te amo que há por ti ou o eu te amei
de tantas horas
tu vens declarando o teu amor por mim
e
eu
entendo a dor que há em si
e, sem a mim, tu vais vivendo
nos festivos ais e uis a sós
tu vais morrendo no eu que te explora
vais renascendo
nos motins de nós
POEMA ILÓGICO DE UM SUCINTO
cego
vejo além das formas
em cor de carne eu me absorvo, pancadas me provocam atritos e afagos
só produzem-me humores
sobra o osso que se
conquista
disputando-o palmo a palmo, alucinações não são contágios, desavenças
quando muito eu parcelo porque inflacionei-me de ira por uma louca
negras noites são
vaga-lumes
um inviolável lacre a teu tesouro
minto eu argüir ao sopro de são tomé, relutantes nós somos
até que se apure
na cavalgada eu sou alazão sem rédea
em meu dorso silencio os teus açoites
e
em teus galopes eu me
asseguro
fuga
ardor, em meu concerto
músicas entoando o meu tormento
se imitasse o som das conchas, há quem ouvisse cascatas de um bêbado
a ressaca por ti é um martírio, tuas enxurradas são vertigens, na maré do
adeus que me leva, sem teclados é a despedida, qual piano eu desafino
mexo em meu ferimento e remexo mais ainda a doce meiguice da
quimera
acordo-me em um ar fresco
comprimido, sucinto tornei-me em minha volta
a tua coisa-viva fez de mim
o ser tacanho que se preza, se bem que insisto na barganha, qualquer que
seja a tua prenda e enxugo o suor da sanha o tanto quanto role em tua
testa
jamais
serei a vala frígida
mina descoberta à mão teimosa, lobo mau em
carcerária observando os fumacês dos
baseados
sem a tua u.t.i eu me auto-medico, recebo alta do divino e me interno
hospitalizado
na emergência de outros
braços
pus
de lado meretrizes
e
as cócegas das donzelas
troquei o começo pelo fim triste e deslizei na vaga espera
se um dia eu fosse nuvem, em branco eu passaria sobre o teu corpo à toa
com perfis de
cinderela
quem se sai de um
abismo, a queda suave não importa, faz de tardes sem delírio
o cobertor que lhe
sufoca
luto
sofro no invisível, encerro minha busca a uma perdida,
e o teu amor se esvai fortuito
aqui, ali e aonde quer que eu siga
SENÃO
herdaste
nada
senão o espírito
roubaste
ninguém
senão o teu próximo
fizeste
tudo
senão o de praxe
amaste
a todos
senão a ti mesmo
descobriste
o universo
senão um grão de areia
conduziste
rebanhos
senão um punhado de ovelhas
removeste
montanhas
senão a tua própria poeira
rodopiaste
a esmo
senão no eixo de um planeta
desfilaste
o teu terno
senão a tua nudez
morreste
em versos
senão em prosas vulgares
renasceste
das cinzas
senão do fluido das massas
burlaste
multidões
senão a consciência ordinária
saíste
de um necrotério
senão da tua cara-metade
deste
a mão ao penitente
senão tua palmatória
ao necessitado
PASSADOS EM BRANCO
lacunas
se preencham

pelos lugares que eu vivi
contigo ao avesso como dois coitados sem teto, temendo algozes de
pés no chão
quiseste chamar a minha atenção
com tuas foices
e
martelos
coube a ti reunir as fortalezas
nas quais
se vigore
atraí-me por um cassino de exóticas beldades e deixei caça-níqueis
aluirem calhamaços no prelo
até lucraria um milhão de dólares nas roletas de marte
sem abdicar das extrações que a ti confiarei
doces delírios e sopros de divas dançando ausentes
nos tempos exatos passados
em branco
hoje reconheço a luz que és tu para mim
e mais vezes reluzirás luzídia como
brilhante
Ele
Ela
MÃE
chispe ao lorde, diva
ninfa, a corte é eterna, herde o lote e luxe
julgue a morte cega
viva a esfera plácida
não sinta o horror da cerca, ganhe a
asa etérea
e voe além dessa fronteira
lisa, desça a serra
mova o lustre zuarte
livre o escorpião da pele a ser poupada
trinque o pote sujo
junte-se ao nazareno, justas são as coisas
em dado momento
plugue
a stella-maris ao horto que semeia
alugue o inexplorável
guarde a sua realeza
siga um
zimbório inflável, suba a rampa ao vértice
e volte-se aos que ficaram
sufragando em sua ausência
IMORTAL
o
homem
que
foi
estandarte divino
na pocilga de hipopótamos insaciáveis
traz pedaços de rosários entre seus dedos e o poeirão
das romarias em seus
sapatos
viu
ideais unificados em sua vigência
nativos coroados na pasárgada, a ida dos expulsos a esse reino e
tecnologias abruptas que emanavam
dos vitrais que espelharam seus conceitos e das ruas expelidas de seus
atalhos fez das paragens seu altar de aclives na fixação de ser outro
imortal
DOR
quando
não se quer morrer
nem viver
como quem
não saiba o que deva sentir
vive-se para viver ou para não se ter de morrer
fecham-se os olhos no sentido de não se ver ou para que se vejam
sem sentir
o que não se queira crer
se a voz se cala
o corpo congela
os pensamentos paralisam no tempo
nem o mormaço nem o vento, somente os nervos de aço corroendo
por dentro
não se sabe se a hora é de ficar
ou partir
pensar ou agir
quando nada mais interessa,
para que a pressa? se a esperança é a primeira
a morrer
a dor da saudade torna a ferir
e o fio da navalha
a socorrer
WALT DISNEY
se é de haver tios patinhas
haja professores pardais
huguinhos, zezinhos e luizinhos, em dia, usufruam de suas mesadas
patos donalds super-bem enlaçados ensinem aos que sequer
compreenderam as margaridas nos apocalipses de seus viveiros, para que
walt disney não mais justifique as presenças dos irmãos metralhas nos
cômodos das casas
depois prossigam as patópolis
em renúncias de tréguas
mickeys e patetas, enfim, libertem-se dos manchas-negras espalhados
porém, os sacrifícios das magas patológicas por uma número um
já não se excedam nas
alices
de países maravilhosos
não mais coronéis cintras produzindo
retratos falados de sistemas penitenciários precários ou
bafos-de-onças em pânico na
recolocação das algemas
exploremos dos mares para os campos
outras minnies e clarabelas conquistáveis e acompanhemos os paralelos
das vovós donaldas cozinhando justiças ocasionais a todos os rebentos
grande é o parque proletário
onde walts disneys com suas mãos
revestidas de anseios cooperam para que façamos das fardas fantasias em
cores de arco-iris, peninhas com as mesmas sortes dos gastões
porque é grande o amor que se irmana nos ticos e tecos, nos três
porquinhos e nas famílias dálmatas, porque é grande a disneylândia
amada, porque grande é o amor aos zés cariocas de nós mesmos, porque
existem brancas de neves e sete anões adoráveis, pinóquios de narizes
menores a desafiar vilões
são assim os moldes de walt disney
além de outros nobres santos consagrados
venham vê-los, lê-los e ouvi-los, é patópolis sacudindo
as fronteiras dos patos-homens
e dos homens-patos
agora somam-se os walts disneys reunidos
com aqueles ali deparados
entre os do norte e os do austral
e aí não estarão perdidos nem ficarão tão vagos, porque as suas
artes serão alavancas a
disneyworlds camufladas
chiquinhos e francisquinhos na retranca
descontarão partidas de goleada
rios que navegarão mobydicks clandestinos, embora esteja em
nosso cerne a repulsa de
amar lobos maus malencarados
porque walt Disney
dispersa quadrinhos de nuvem
e os que nele banhem-se de tintas não haverão de se descolorir
com a sua névoa
assim, o coelho do tempo anunciará outras infâncias, e
desfeita esta homenagem, os
furacões se aglutinem
para inaugurar walts disneys
e esquecer borrões
ADOLESCENTE
idos
os anos lindos e os sim dos
pais
vem a rígida senha dos não
talvez
certo é o filho pródigo em traje azul
movam-se milagres aos rios de
zelos
destrua
o fel da fêmea o macho a sós
reproduza o grão fecundo o ovário ardente
aninhem-se formas sob o sal do ventre
e funda à ferro gusa o amor de
orfeus
lúcido
o jovem empine as suas espadas
da súdita aldeia romana saem
guerreiros
levite sobre as alas que alienam
e una gregos e troianos em seus
novelos
crie-se à solta o bravo
anjo-menino
finque a trava rasa em suas sendas
curvem seus solados às folhas secas
e vete o preito amargo dos
adeus
O PROFETA DA PENUMBRA
o seu
nome
corre em parlamentos e retorna aos sarcófagos
dos
que
nasceram
o seu
manto
é um fino véu olímpico
e
a sua agenda um trinco aberto
aos
prisioneiros
PUNHO DE ESPADA
vós que vos apiedais sôfregos
do autor desmamado dos mamutes ancestrais que
cria leões
nos pastoris dos rinocerontes
tende realmente compaixão desse poeta vulgar
nas boléias em que se deram gratuitas passagens
jura ter visto minotauros adentrarem em suas lendas
dinossauros parindo em seus berços mitológicos
e a simbiose dele com jacarés e cobras-d’água
alega reivindicar os direitos pela criação
na dissimulação ultrajante nos imbróglios do logradouro
desmantela-se todo na areiazinha de seus castelos
e refugia-se feito doido
nos campos minados de um zé ninguém
apesar de tudo, quem de cujo punho nasça uma espada
e de seus malhos uma centelha mágica
faça chuva ou faça sol, aos trancos e barrancos
de colisão em colisão
nos reencontremos
VENTO
sopro
sem origem, sem resposta, sem pé nem
cabeça
assopro
de guardas-noturnos, de aniversariantes
ao se cantar parabéns
toca
novidades aos ouvidões
na escuta mórbida
e circunlóquios interessantes aos surdos de
nascença
tocador
de violino sem cordas, consola em boa hora
os fracos
e
traz agruras nos sons de bitolas
aos que fomentam desafinações
arrasta
folhas exoneradas pela natureza
e papéis de latifúndio em desapropriação
arrasto
de bens móveis e imóveis
por determinação suprema
leva
quase tudo o que se via antes e o irrisório
a se ver com o amanhã
eleva
insignificâncias até o topo, e reduz ao máximo
a imponência das montanhas
migra
aonde haja trégua, aonde persista
a coragem
e confrarias de aliança
imigrante
andarilho dos ares, abre alas entre escudos de aço
e
atravessa gargantas
sem que lhe solicitem pedágio
em suas andanças
venta
porque ninguém é forte que o contenha,
o suficientemente labioso
que
o faça
calar-se
inventa
caminhos
pela frente
uma vez que a vida é trabalho é espinho
e enquanto isso
ele
o
vento
livre
de penetra pelo mundo, sem documento é só
vadiagem
INEPTO VISIONÁRIO
tardios
os seus pulsares sobre a lápide do seu corpo
disperso em brumas itinerantes o vasto feltro
de emergentes rotas ainda incertas
que se vislumbram no imaturo seio
foram-se
nas trevas mil loucuras em devaneios
veladas no amorfo de um hospital solene
das intrínsecas crendices dos beócios aos expurgos nas mesmices
dos ingênuos
sob telescópios angelicais que evidenciam o quanto
sucumbiram aos prazeres da carne
em desenlaces de
meteórica existência
marca
o signo das estrelas mortas noutras eras
o inepto visionário desfalecido
no bruno romper da aurora
saudando os correligionários da imensa falange dos aéticos
e ao longo do cortejo rememora a magnitude em sua
pernóstica irreverência
porém
jamais tornar-se-á poeira cósmica ou haverá de se sepultar com
o temor da morte
a flama mesmo ocultecida do progresso que marcha além das tumbas, e
faz ressurgir sobre os escombros, em outras vinhetas audíveis, os alarmes
a nos dizer aonde iremos e as sirenes a despertar nossos juízos
TRISTE AQUARELA
em um instante a cor lilás destrói sorrisos
no vôo cego de anseios de um pássaro egresso
um reflexo do olhar fugaz
imprimindo sem nenhum receio cópias autênticas, reveladoras, da
face oculta da paz
a partir de seus lábios áridos, descoloridos como um mar cinzento
a erupção de vontades indeléveis de esboçar livres desejos
sobre um plano circunspecto
passa a imitar um vulcão semi-adormecido
no côncavo de um deserto
sua voz impertinente
áspera como o grito da ave de rapina
reproduz um som irritadiço
que interfere nas cigarras que avisam, ao se estar mal-sintonizado
com as estações da vida
se na erudição dos ritmos, na execução da ave-maria
entra no ar em ondas clandestinas
um refrão interminável de total melancolia
repetindo sem cessar, em tom abominável a sua mesma ladainha :
“oh, triste aquarela!
esses cabelos quebradiços cor-de-prata
e essas unhas de ouriços desbotadas
não parecem nem sombras de alegorias
do passado
onde havia o rubor de uma pele macia e uma silhueta invejável hoje só
restaram cicatrizes em demasia, a fuligem sobre os seios desolados e o
espelho abolindo as simetrias de um corpo agora inavegável”
na penumbra do seu quarto
sob um teto em declínio
uma figura em desatino reage no anonimato
remontando cada peça de um cenário impossível
em um canto isolado, na tela invisível
do seu próprio quadro
UM DIA DE PAZ
é dia de paz, um advento de reflexão
as tevês sem as redes da alienação, nos parques e cafeterias de volta a
animação
casais injuriados, arrefecidos, reoferecendo as suas mãos
ainda é manhãzinha sob a custódia de um céu claro
é primavera em cores florindo o ajardinado
a suavidez da paixão em uma tenra idade, monções favoráveis a um
pouso temerário
debutantes na entressafra descolando namorados
vem uma aprazível tarde de maresias
ondas delirantes cutucando velas marítimas amornam os amantes as
areias frias
e guarda-sóis refrescam o diálogo entre famílias
após calcinantes e ininterruptas intrigas
por fim, o expediente de uma noite em serenata
farristas e seresteiros abraçam a madrugada
violas e violeiros detonam sons que reatam amigos e parceiros num
impasse de inimizades
e superam os resquícios fétidos da embolada
e nisso as velhinhas renovam-se empunhando crochês
rogam às vórtices do bem em sua lucidez para que a manhã seguinte
a
esse dia do mês
e que todos os dias a se seguirem fossem clichês
desse dia reinante de paz
com muitíssima gente pacata outra vez
Nós
NO RECÔNDITO
o que thomas-edisonizar do cocuruto aos artelhos
no que nos abrem as caixas-pretas
e nos enferrujam as sandálias, volkswagueando nas serras de santos
ao se bin-ladeniarem a mantiqueira?
o que castrar cubando o que foi feito
se as américas não encharutam o que é profícuo
e o el niño iraquiano se é expandido
ao combinarem sunitas e xiitas o dia e a hora de se petrolibertarem?
o que abecedar no recôndito
essebeatificando-se nas compressas midiáticas
showbiscateando globófilos em heresias
badernantes de recordações excelsiores inexoráveis?
o que dolarizar se quando menos se espera
saltimbancos vindos não se sabe de onde
watergueiteiam os otarianos
nos moldes pseudo-filosofais
ou quando a inflação não há quem a estanque, porque tanques de usura e
ódio não cessam jamais?
o que lady-dianizar após o ciclone devorar o planeta e do continente não
se kodakiarem os sírios para se lograr as wanderléias nos beirais com
robertos e erasmos sem luar?
o que padre-cicerizar se refletíssemos por uma camisa de vênus
que deus de fato é o maior acionista da igreja de dízimos universais?
o que vasquear no fim do túnel quando de 007 tu, deus, nos fizeste
e como a enterprise nos dispuséssemos na velocidade da luz
a te encontrar?
ÚNICOS
às vezes procuramos servir a todos
quando possível
sem negar o substancial a ninguém, em nos prevalecendo das gentilezas
para
efetivarmos enlaces forçosos
que nos garantam a educação e a luxúria
o futuro dos nossos com cacifes
de reis
sem que
percebam nos mínimos detalhes
desatamos as plásticas de sorrisos largos, em ocasiões exigindo etiquetas
e anuências
e em
contrapartida
nos deparamos com os duros reveses, estando o nosso orgulho fadado
a intempéries da causa e efeito e suas leis
não obstante, nem sempre para nós, os libertinos a angústia nos manterá
reféns da deslealdade
pois nem todos os que se dizem nerudas e saramagos
serão lidos e interpretados como isaac asimovs
do novo milênio
por isso não somos nada
e concomitantemente somos tudo
porque se para uns inexistimos, sem nós, outros não existiriam
se somos, para uns,
apenas uns a mais no mundo
para outros,
em seu mundo
somos os únicos
a existir
NEXO
na perplexidade
dos homens
e na convexidade
dos sexos
a aventura incessante
pelo caráter
pela harmonia
pelo nexo
porque
em nosso mundo
de errante
perdemos nossos reflexos
no tempo
somos viajantes
no espaço
crescemos e sentimos
na mente
associamos cordas a precipícios
tendo em vista que estamos sozinhos
na vastidão
de um complexo de rexes
Vós
ORAÇÃO PARA OS PERPLEXOS
“deus queira que o nosso suplício não mareje em vão
não se evapore assim como extintos lagos marinhos
de áridos solos
nunca se escoe pelos marotos ralos do inconsciente, nem se dilua em
mares vermelhos
de marés revoltas por aluviões de ódio”
deus, dai-nos a noção de paz
que transita entre os pássaros, e consolaremos as arribaçãs
cujo hino em vigor é o mote indigno
da expatriação
desfrutemos de tua dádiva uma porção de domingo azul
e do
continente arguto da adoração, na produção de estâncias com aromas
incitantes
encham-nos as atmosferas os bafos afrodisíacos
do verão
cubram-nos o chão os guarda-chuvas de airosos passaredos
dirigindo-se contentes aos pontos
da hígida criação
riscando em ação conjunta
planaltos cobertos de verde
rente a opalinos riachos de um rincão relaxante, em seus múltiplos vôos
rasantes
de libertação
deus,
protegei os vossos filhos ingratos com a vossa santa mão carregada de
caroços de milho
a apedrejar em ótimo estilo as vidraças da hipocrisia
e
com a mesma vossa mão digna, que os ninhos dos pombais apalpe
livrai-nos dos fitilhos das ameaças
que
nos estrangulam o ventre
e dos trilos das temeridades que mormente nos arrasam a alma
desfazei os linhos nas mordaças dos justos em concílios sem fala
e removei os benditos dos seus silos
à penumbra
enquanto renderem os brilhos da alvorada
“com isso as gerações advindas
hão de ser distintas
jamais findem como reféns nos labirintos das arquidioceses irreais das
mandingas
apregoando aleives e retrocessos
nem sejam paridas
como serventuárias dos bandidos à sangria dos pontífices ordinários
e seus crucifixos de latões
cujos gumes nos assassinam nos séculos”
deus, em vossa supra sé interrompei à rigor
o olé da perseguição implacável dos impunes e remidos
julgados como ré e réu
inocentados
a revelia
pelos foros impúdicos da ralé forense de um júri corrompido
da época em que raras vezes palhaços de algodão
não tramavam vereditos
nas pré-cortes inferiores e ilícitas arbitrando como hermes sob injustas
égides
e intimai os títeres titulares que
de viés mentiam
ao se
manifestarem empoleirados
aos coronéis das resistências que judiavam das estáticas estatuazinhas
em pé de guerra
deus, não desejei no ranger de tempo algum
que, ao arborescer,
as árvores sirvam de sombras aos cativos e eloqüentes desesperançados
aos que no desenrolar dos anos
cultivem em seus sedentários lombos
quilômetros de florestas de espinhos nesses seus seres cercados
e depois
colham sem saber
pelos terrenos infecundos e pedregosos, no anoitecer dos arraiais mais
inóspitos e apoéticos
o produto final do amadurecer em seus fúteis ossos do ofício
o fruto
travoso e amargo, putrefecido
status quo de improducentes cérebros
deus, abençoai a todos
indefatigavelmente com a vossa crisma de rodo
a nos abluir
das malevolências
perdoai-nos por nosso jogo de desavenças e adversidades
por termos tido o desaforo de nos compactuar com os blasfemos
e
pelo logro dos perjúrios
arremetidos em favor e em detrimento da sociedade
deus, fazei com
que
nunca
cheguem aos nossos dias o ressentimento das viúvas adúlteras
e a dor descomunal
dos energúmenos infiéis desmoronados
que não aconteçam lufas de lamúrias ou sofrimentos
ou
quaisquer cordilheiras súbitas e intransponíveis no trilhar único de
nossos passos
e desapareça, por vossa vontade
nas cataratas úricas do infinito
o fingido e lúbrico pranto dos demagogos
porquanto seus artifícios de
quando em quando
derramam dilúvios de alarmes falsos
deus, lançai uma célere vigília
da
augusta esfera
intercedei em nossa vida estéril e insensata
injetai ânimo na térrea paralisia dos rochedos
e rápido esperaremos que se locomova neutralizando muito mais cedo
a séria e destrutiva
neurose congênita dos
perplexos
empunhai a vossa temida
e justiceira serra e usai com firmeza essa vossa armação bélica
a dizimar a letargia tépida dos indolentes
e a
maledicência dos sádicos confessos
na preservação das diretas
por retas planilhas, em oposição aos desleais e escribas
narcisistas a surrupiar
gente honesta
deus, in loco
desviai-nos o quanto possível
dos pagodes inversos e dos xintoismos
de iniqüidades
sempre que interpelações sem respostas nos fustigarem quais varas de
catedráticos austeros
abjunções aos representantes do povo
posando de bons mocinhos
que em cpis mais tarde por roubo são descobertos
deus, uni vossa sabedoria aos nossos remotos anelos
em que partilhemos
idealisticamente
de igual para igual
dos flocos supérstites da insônia dos astros escudeiros
senão, estóicos, tombaremos como ases da aviação
naqueles
ataques paranóicos a campos minados de pretextos
só então
nos reuniremos aos álacres
e heróicos, mas sem vanglorismos das graças alcançadas gozaremos
“e ante às estrelas aflitas
soem parílias de adventícios cânticos
prenhe de acalantos e nítidas modas angelicais, notas santificadas nos
salmos
de rítmicas inéditas
ditas orquestrações fenomenais”
deus, restringe-se a vossa psique
e a invicta cúria
as
súmulas condizentes
às artilharias contra os nossos pecados
visto que somente vós e mais ninguém detém a difusa cura
endereçada aos nossos males; e quereis vós
no amém do firmamento áureo
enviar-nos ou não
esquadras de querubins iluminados para o propósito de no desfecho
desta oração
poderem extinguir o fogo-fátuo
conosco em brasas
ou
se consumirão sobre o planeta
homens dementes
em chamas
no limiar iminente das suas sagas
deus, vinde a esta orbe em trevas
como
pluma no vendaval
e de viva-voz anunciai divinal um eco de clamor nas alturas
bem-aventurado esse colossal vulto de pacíficas réstias
e logo que
a introspectiva fé
for afinal por nós concebida
faremos da cardeal e eclética oferenda uma cordial ceia de anestésicas
rezas
que
nesse hipotético
ou real instante solene
um coral de guardiões celestes se aproxime e transmita ao maestral
conferencista
o insólito acorde de nossas novenas
e da abóbada espacial sobre o manto terrestre flua a vossa estética e
redentora imagem
espectro de púrpuro astral envolvente
em meio a um carrossel de prata aos pares de potentosíssimas renas
pura expressão facial
amparada por cândidas prosélitas supremas
quando a
eufonia dos sinos
da torre eclesial paralela
comunica aos
devotos cristãos de similares seitas
a vossa imaculada e sensacional aparição nesta gleba a vossa supimpa e
consagradora presença
assim, mais que o refrão sejamos o vosso litúrgico e jubiloso canto
mais do que
coexistir em vosso oneroso reino
ó, pai! tende a nós,
os ditosos, em vossa companhia
e muito, mas muito mais do que sermos os vossos servos e honrosos
intérpretes a vos retinir
voluntariemo-nos lustrosos obreiros a vos perpetuar vistoso e excelso
em nosso meio, do nosso princípio ao nosso fim
COGUMELOS DE FUMAÇA
graxa em
galerias
graxa até os tubos
graxa
nas luvas e nas indumentárias
graxa
nos maquinários do absurdo
o negro é
piche e gruda na tela
grude na negritude do branco mestiço
enegrece oceanos, polui os recifes
se por esse óleo se morrem e se matam, se por esse combustível a
imodéstia se atura
abunda na crosta tonéis desse líquido
e se
assaltam no asfalto no assento das tintas
escorridas no painel de um
pintor do além
pastoreai os homens os vermes
a
serviço das fardas
cuspi-vos os cogumelos de fumaças
inundai-vos, às escâncaras
os
ácidos nos córregos das águas
Eles
Elas
FARRAPOS DE TARDES
um corpo se desfaz com cinzas de quartas-feiras
manhãs de risos e marmeladas, foliões dirigindo ébrios em
estereótipos de carnavais
jaz alegre um corpo
em afrodisíaca tarde de luz e cor de chopinhos em bares à sonoros
orgasmos
assim a noite vai surgindo aos poucos
sob
a sombra aquecida de lençóis a dois
desfaz um corpo em pleno dia
perante olhares omissos de voluptuosas salamandras que trouxeram
consigo, em seus baús que rumorejam
epitáfios de
drumond de andrade
e o
nunca mais de allan poe
vai jazendo um corpo
entre festins pra lá de fantásticos e os mesmos botequins desiludidos
assim a tarde desfeita de sua
gênese
cai ardendo em tramas
entrelaçando a noite
mais do que um corpo jaz um dia, e com ele trejeitos de gente e dejetos
de gozos se desfazem
jaz um dia e não mais um corpo, cerzindo-se sonhos além
dos fios desurdidos de outras noites assim se tecem com enredos de
manhãs
outros farrapos de tardes
USUÁRIOS
à caça dos cardumes
eles viajam
as margens dos corais são armadilhas, arrastos de sardinhas enlatadas
na prensa de usuários nadando a diesel
às vésperas de um folguedo
andam mais rápidos, a captura das sereias acaba em enguias
a comoção pela fartura são
as ressacas
e os seus balaios, engodos
de
algas-marinhas
às cegas, sempre um peixe morde a isca
a verve dos fisgados é a de uma ostra, a rede que alucina apreende o resto
felizes por assim serem, se afogam em dívidas
à tona
bóiam todos naufragados
a espera do socorro aumenta as vítimas
abrem-se os cuspidores
de emergência
e atrasam-se os mergulhadores
salva-vidas
HÁBITAT GLACIAL
no
sótão soturno de um hábitat glacial
icebergs pontiagudos despontam
entre quatro paredes de um quarto inanimado
espécies devidas, sem vida, abaixo de zero grau
fossilizam facilmente em um fosso ártico
inarticulável
corpos
marmorizados em masmorras de hibernação
aguardam a guarda fúlgida da aurora boreal
o vero indício do indicador veronil
uma avalanche como aval
um abalo sísmico desembalado
degelando as geleiras do presente e toda nevasca de um alasca do
passado
pouco a pouco no pipoco onírico do abscôndito
sonhados iglús em sonhos se derretem
fluem faíscas no fluxo de iscas ofegantes
frígidos esquimós se aquecem esquiando na funda plataforma em
forma de
nuances
como por encanto, desencantam navegáveis oceanos
raios solares, antes opacos
se enraízam na atmosfera, despedem-se as escuridões na obscura terra
festejam os arco-íris com serpentinas arqueadas, e, no reencontro dos
ventos febris e ventosos minuanos, regressam triunfantes as aves
egressas do calvário
VAGÃO DA ESPERA
um trem passa
sobre os trilhos, a velocidade dos pensamentos
das janelas, mesclam-se os semblantes
e tudo antes se misturam novamente
no vagão da espera
um secreto coração trepida
há um joguete de ânsias na distância varrida
é a ferrovia a se almejar
é a encruzilhada com saída
de súbito
ouve-se partir de um túnel extinto
na expectativa do fantasma assumido
o trilar de um único apito
a maria-fumaça rugindo
ao chegar
a estação benigna
e no
desembarque contente
um bando de aves relevantes
ensaia na hora uma melodia
o fim da linha era um sonho, o preço de uma viagem
na bagagem insólita da vida
TUPIS ENCORUJADOS
desce a lenha na taba
haja tupis encorujados
tupã os vê mirins a darem pinotes nas piracemas
e lá de riba, em seu dragão alado, como um guerreiro caetés
lança espumas nos igarapés poluídos de pecados, flechas sobre os pajés
e brasas sob seus passos
iracema, quando menina
indignada, viu jandaias e uirapurus
acuados nas juremas
se recusarem a voar léguas
e lutar como peri para preservar o santuário da devastação
porque suas obscenas plumas envolvidas em samambaias e suas
indolentes garras sem
o brio das jaçanãs
os transformaram em jacutingas
cúmplices da dominação
lampião ressuscita em caramuru
e dá-lhes uma lição
faz as tupiniquins dançarem nuas
sob a mira de um facão
ao redor de uma fogueira nos festejos de são joão faz guaranis virarem
cinzas
nas caatingas do sertão
no mormaço do nordeste, mandacaru no lombo ardente
o diabo faz cabra-da-peste suar até os dentes de cabaça na mão
para o seu sangue
de
sucuri perene
não escoar pelos regatos do agreste inundando a plantação
nas caiçaras não há ciobas
nem araçás deram nos cios, de novo curumins nas itaocas
e caboclinhos correndo em vão
no meio dos corrupios
OUROS DE TOLOS
em várias versões essa novela de que movem-se as
cidades com pressa
as mais das vezes agonizam as massas humanas
as mesmas contorcidas nas argamassas
dos espigões que sobem desesperados
na querência de, a todo custo, se alcançar o último piso
na ajustagem dessa escalada imprópria, curvadas aos sinaleiros
repreensivos, multidões domadas e estarrecidas
dialogam com as paredes das muralhas insensíveis
divisores de ideologias
a boa notícia é que defensores dos direitos à vida, de lentes bifocais de
cima, antevêem as analogias casuísticas urtigadas
pelos esquinões abertos ao domínio
dos cidadãos incivilizados
seguindo os paralelos sem fio
pois
indevassáveis as pontes e as correntezas
se um nematóide rio passa desapercebido; são sujeitos e máquinas que se
afinam
freando imaginações fertilíssimas
de
bestas-humanas falidos; gente que traz em si chips apropriados a seres
cibernéticos auto-destrutivos
tais tipos de pessoas em crise, à beira dos caminhos de abismo
reforçam a tese dos escritores banidos, ao abordarem os calangos
robotizados
e
suas câmeras de fiscalização, monitorando desde umbrais de estepes
seminuas
até cenáculos de chapadas engolidas
pela tara desenfreada dos meios de
produção
e para engrossar essa montra
na calma desmedida dos operários, ao se terem desalmadas estruturas
impedidas de elevações, se vê que
abarrotam seus andaimes arcaicos
dos ligeiros artefatos de aberturas
e a exemplo das brocas invertidas se perfuram no trabalho estimulado à
força bruta
onde permanecerão escravizados
submissos aos aliados
paquidermes
das matrizes sanguessugas
entrementes, circulam nos anais da burguesia
pasquins e periódicos de servidores-peões explicando
a
realidade pura e simplesmente avessa, quando nadam no nada dos saldos
zeros os sem-conta dos bancos dos funis da riqueza insípida
que oscilam e oscilam nessa triste base escalena de anti-democracia
como conseqüência, é geralmente
à tardinha que os sub-produtos do meio se refugiam
em singelas ocas de joões-de-barro, iguaizinhos a bandos de pardais
frustrados e combalidos
dado ao poderio fantasmagórico e vespertino
dos albatrozes espantalhos
já nos pódiuns, quanto aos trustes pelos líderes
ofuscam-se em meio a tudo utópicas e valiosas medalhas
há quem diga que platônicos são os coxos
e manetas que entre si se
atracam
e, no hipotético,
que vençam os mais ágeis nas pistas do truísmo apocalíptico
de iluminautas transcendentais
tudo em razão de que
não se furtam os mares uma vez navegados, munidos de pequeníssimas
caravelas
manobradas por adáctilos e tetraplégicos
porque não há mais sequer embarcações
que sustentem o espírito diminuído dos velejadores
lançados aos cais dos portos fabricando para o mundo daqui
descendentes
de
patotinhas ébrias
pois, a bordo de míticas carrancas inoperantes
ancoram como corsários anciões, nos átrios ociosos, de espadas sem
espadachins
onde zarpam os almirantes com as esmeraldas
e encalham os piratas a verem navios
nos ouros de tolos
desse país
POEMA DO FIM PARA O COMEÇO
se quiseres curtir outra vez
os iê-iê-iês dos lennons e mc cartneys
e
cantar i-love-yous com os sósias de elvis e sinatras
voa
passarinho, voa e entoa o teu canto noutra pátria
mahatma gandhi fez valer
dos sem-terra-livres o seu legado
chutou os penicos dos quartéis e calou os ra-tim-buns dos militares
brinde por nós tintins por tintins nos ôba-ôba siderais
e
ouça as dez mais dos fogos-apagou
de um árido solo a arborescer
ou o chuá-chuá das altas ondas no vaivém dos verdes mares
e se não pensas em ser gagá
sem essa de guevara e seus fidéis ou napoleão e seus iguais
queima o filme do
mata-mata dos fuzis no ra-ta-ta-tá dos arsenais
esfrega a
lâmpada de aladim
e vapt-vupt embrulha para viagem a tua paz
cavalos brancos não são brancos, monalisas não sorriem
super-homens estão no além
e charles chaplins em teus quintais
se tocares tua voz
discando: zero oitocentos, bombas jamais
nem os pio-pios dos papas ou os pop-pops dos rocks escutarás
a não ser os psius-psius das baleias a ressonar em um mirante
e o vrum-vrum a la senna e o tic-tac em tuas veias
ao patinar sobre os montes
martin lutherking cortou o
barato das lendas
e os lengalengas sobre os castelos, os seus reis e os seus brasões
alô-alô, parabéns a você
e muitos anos de vida
aniversariando ao lado da turma dos bobbies
e dos johns
simula as suas ações
copia a sua
arte
não tem medo, medo é ruim
sendo legal o teu currículo, clic-clac de algema alguma irá te aprisionar
triunfa em ti são e salvo e realiza-te
ordena a ti juras felizes
e
extra-extra, tudo jóia haverá de estar
vem depressa, que atrás vem gente
segue em frente ou vai de bandinha
vai por mim, meu camaradinha
te toca no ta-ta-tá de teus clarins e no baticum de teus tambores
desliga o plimplim de teus reclamos e entre em cadeia o eu-te-amo a teus
amores
e assim
que
sentires o independência-ou-morte
saindo dos teus teclados
sem parar, parar por quê?
dá um grau no teu saber e, abracadabra, eis o músico phd
pacifista e libertário
quem avisa, amigo é
olhaí as cascas de banana para quem quiser
não engole cogumelos, pafes-pufes globalizados, não seja alienado
a melhor droga é a gana
cuidado com os elixires daquele mago
foi para as cucuias a camada de ozônio
cai fora dessa cratera montando
nos patracotracos do teu solado
faz iô-iô para cima com teu pé de meia
costura a tua estrela, embala os tricôs da tua sorte
pisa no chão, pisa forte
de leste a oeste, do sul ao norte
senão faremos cara feia, buá-buá...
ai, meu dodói...
por causa das balas de festins nos estopins que nos destroem
e antes de dizer bai-bai a ti mesmo ou acenar um tchauzinho ao vovô e à
vovó ao titio e à titia...
tosse os teus rojões em anos-luz de prosperidades
e as gotículas de atchins do cuspo em flamas
indo e voltando num cometa halley, mandem pisca-piscas de discos
voadores
ao machu-picchu em que nos deitemos
com o boa-noite do nosso pai
fui.
V E R D A D E S
É
N i s s o O Q u e
D á
S e r
B r a s i l e i r o
E S C L A R E C I M E N T O
O caríssimo leitor, aguçado em suas faculdades, tende a surpreenderse
em virtude da implícita semelhança de algum aforismo que incorreu
no vulgo às máximas por mim, este exaustivo autor, desenvolvidas.
Confesso, de bom caráter, estarmos lidando efetivamente com uma
ínfima fração de colocações coincidentes. Reitero, ainda que senhor de
minhas ações, haver essa tal possibilidade. Entretanto, o aperfeiçoamento
lingüístico a esse acontecimento em número, gênero e grau adiante possa
ser interpretado como necessário e absolutamente tolerável dentro do
cronograma em que prontifiquei-me a elaborar.
Metrifico, sem delongas, que, afora a proposição apontável acima
declarada, qualquer que venha compor um simile à literariedade dos
demais textos, láureo em minha razão, peço que decida-se em considerar
o abuso uma mera obra do acaso.
Ximmam Rayadj
“Se pudessem fazer com que o tempo voltasse, ídolos de grandes envergaduras
e gente comum, caso tivessem lido este livro, não experimentariam
o dissabor do adeus antes da hora”
“Obtemperem com premência o nosso vocabulário remissivo; um lustral
de emolumento aos ímpares germinando a lótus das sarças inomináveis;
um lesivo pontal às negaças dos prevaricadores; um arrocho de fachos
dos preexistentes nos elogiosos régulos e gaveteiros de dramalhões”
“Há os que erram porque querem saber,
os que erram porque não sabem o que querem e ainda os que sabem o
que querem, mas mesmo assim erram”
“Lá pelas tantas, quando o onirismo da salvação lhe deixar tantã, arrole
em seu diário de ranhuras, sem espairecer, se o Augusto iria incorrer em
uma infração de remisso, concedendo, aleatoriamente, o Seu autenticado
passaporte ao Reino dos Céus a um personalista, perfilando uma estirpe
telúrica e de iniciativa maria-vai-com-as-outras, que alonga-se no mister
de adimplir uma batelada de benquerença em si e em seus charás, em tal
grau que afoita-se, o pusilânime do pastoril, jugulando, blecauteado, a
tangente à irisação das grupiaras”
“Ante a
insuficiência
nas perícias remancham-se os rabichos revivescentes aos pareceres
duvidosos”
“Pulga que pula
roça o colchão e pulga que não pula ao chão
é
relegada”
“Ficamos cegos, surdos e mudos, bastando alguém caracterizar um diminuidor
de créditos da conta de um outro alguém cansado de praticar a
boa ação de olhar por quem ajudou mais do que foi ajudado no passado”
“Basta apenas
que
a sua luz se esprima no mundo das idéias diferentes, onde todo o
surrealismo vai ver que é
obra-prima”
“Outorgar à genética explanações plausíveis, no reputar das restituições
vivenciais, se configura numa premissa aos reproches a trelosos estudiosozinhos
peçonhentos e respondões, em suporte ao descaramento de promulgar
aeticamente a supremacia de regurgitantes genes virtuosamente
hegemônicos”
“Um pomposo Palace of Prince adquirido ilicitamente, na loquela do seu
vira-vira-virou, é embargado pela malha fina dos tecelões descompatibilizados
com o tricô das tramóias por-debaixo-dos-panos de uns costureiros
judiciais”
“Escancare a sua janela corrediça aos amavios empolgando-o nos arrebóis
de rudimentos frontais, tão logo remaneja cisco por cisco de arrufos a
atrapalhar astronomicamente o telescópio afivelado às retículas da ardidez
do inimaginável”
“Fato
inusitado
seria
crer que na concepção do
Romeu
imperfeito prorrompesse
uma Julieta prostrada
da
sua
semelhança”
“Pátria desenvolvida, saneada e nos trinques, desconsiderando-se os argumentáveis
indicadores, ostenta com aferro a alacridade de um quatro
rodas de passeio na garagem de um a três habitantes auto-realizados”
“A palavrona Deus é flexibilidada de tal monta que, se a esticássemos, daríamos
para compor o hino e a constituição do Universo”
“Um galho sustenta um macaco e dois galhos uma macacada”
“Limoeiro a
produzir
limões que não amargam não estraga os docinhos
de coco
dos boas-vidas”
“Aposte no diálogo eslogando uma apelação inequívoca de se dirimir o
fecho de uma pingue-pongueada controvérsia por banalidades”
“Narinas acarretadas por nojos em canaletas entupidas repelem os bafejos
de relíquias no exalo pressagiante”
“Recorra a uma detalhista visualização quintessencial, inserindo em seus
filetes oftálmicos as lonjuras alcançáveis; não sei se por milagre, mas legitimando
uma simplista ginástica ocular; e, de sua nesga, otimize a capacidade
de focalizar os penates nessa vigência”
“Fofoqueiro que se preza ouve atenciosamente o que os paupérrimos bonifácios
lhe confidenciam e sacramenta a partir daí o que os bônus-fáceis
fazem para enricarem”
“Estudando, tudo dá”
“Na íntegra, nós somos o que nós ingerimos, o que nós expomos e o que
nós percebemos”
“Bolhas de desenvolvimentos são infláveis, se os sopradores preceituarem
um pródigo bombeamento pulmonar ao inoxidável peito de conter a ferruginosa
deflação”
“Quem já se viu menor delinqüente, em sua ascensão, não formar-se em
bandido perigoso, se a prisão primária não o transformou em elemento
que presta?”
“Todo e
qualquer chefe-de-estado
é um assassino
em série”
“Sardinhas viajam na lata e os camarões no frigorífico”
“Débitos, consensualmente, os nortehemisferistas e os sul-hemisferistas
contraem. Embaraçoso, ao Cobrador Ubíquo, é advocaticiamente um
cambalacheiro esquivar-se do cingir dos Paços dos Supremos aos nãocarnais”
“Remuneração aquém do valor suado na maratona semanal, quinzenal ou
mensal empobrece o trabalhadorzinho, capacho dos morta-fome, a cada
massa encimentada nos rebocos da construção, a cada avental manchado
no óleo pastoso da industrialização, a cada quilômetro rodado nas barras
pesadas dos rolos da direção, a cada pelo eletrocutado nos fios descascados
dos novos donos da energetização, a cada contra-cheque magro no
giz riscado dos moços da educação e a cada moléstia dos cachorros na
precariosíssima saúde dessa brava gente apátrida com a rotina de gogos,
aminhocando-se em esgotamentos aborticidas no iodo da terceirização”
“Atualmente
hoje é moda o que no presente agora neste instante
vigora”
“Um ex-AA de STILO à AABB
enFIATiçado impede-se OLD-EIGHTado de um OK
a bar ter”
“Espíritos que só mexem com o que há de bom amparam os espíritas e
não-espíritas em simpósios pelo bem”
“A totalidade estivesse
na homossexualidade, a bomba H anedoticamente nem precisaria ter
sido inventada”
“Quanto
mais grades de ferro aos presidiários, mais grades de ferro aos
residenciais”
“Soltaram as
pedrinhas e os cachimbeiros se danaram a furtar por sua
causa”
“Inspire-se no que procede haver civilizações adiantadas universo adentro
e universo afora e gradue-se Aluno Único em seu curso de Revolucionário”
“Cantar
o
Amor mais que Cantar
ao Senhor”
“Peque em um pecadinho superinusitado, pecando apenas por pecar,
para ver no que vai dar, mas não peque duas vezes no que é pecável para
não rever no que já dera em pecado capital”
“O grandão aí é o tal de que lhe falei. O tal que passou a mão no Banco
Central de Fortaleza. O tal que os da farda relaxaram sua prisão por
comerem bola da alta. Eu não invejo o tal engenheiro cabeça do roubo do
milênio. Eu tenho é muita pena da sua alma, concordam?”
“Sobre a arte de ajudar há de nascer quem me desminta: Posso afirmar
que é a arte mais nobre. Se ajudarmos demais, não há quem não apanhe,
se ajudarmos de menos apanha-se do mesmo jeito. Ajudar certo na hora
certa é que são elas”
“Um punho por uma glória e um punhado em sua memória”
“Chegou a temporada de vagabundinhas na safra. Escondam os seus vagabundinhos
de menor nas Lan Houses”
“Eu pedi a Eles que me mandassem uma grande companheira e há vinte
anos convivo com essa pessoa. Eu pedi a Eles, nas minhas proximidades,
que me mandassem filhos autodidatas e sãos e há dezenove anos eu
tenho em casa um músico e um desenhista sem iguais. Eu pedi a Eles que
me mandassem Lá de Cima, via voz no ouvido, uma caçambinha de
palavreados para eu por em um livrinho em nascimento e há 24 horas,
após cerca de dez sofridos anos de extrema dedicação, estou de posse de
um treminhão de palavreados em meu e-mail da Yahoo a caírem como
livro-bomba nas Book Stores, se um interessado editorzão, meu irmão de
fé nesta empreitada, se propuser a levar esta obra até as suas últimas
conseqüências
Brasil,04 de Fevereiro de 2007”
“Diz a lenda que de pão e circo as minoriazinhas gostam. Gostam das
inutilidades o tanto quanto as suas mentezinhas aceitem, o tanto quanto
os seus corpozinhos se saciem e o tanto quanto vivenciem, até desconfigurar
seus mentecaptismos, para, donas de si, virarem lendas em alguma
nova Mesopotâmia”
“Arrasado, o esposo traído franze a testa, arruma as malas e parte para
outra que de cabeça erguida o tenha como o seu salvador”
“Quem
crê em forçonas além-mundistas crê aquém dos aléns e além dos aquéns
por conta e risco”
“Ela
é Fanta em casa e ele é Soda
na rua”
“Suco da pilantragem se peneira em coadores de projéteis dos tiras inconcursados”
“Comum aos vendedores de sentenças a negação aparente de seu voto
para resoluções de alto teor social”
“Capitalismo talvez vingue, contanto que a exploração de uma tal vez não
nos crucifique”
“Vai amadurecendo, vai caindo; se machucando de mansinho. E os bagacinhos
nesse gourmet de terrenão reempregam os caroçozinhos esparramados
que vitalizarão, paralelamente, insaturáveis areazinhas de semeio;
isso na hortazinha dos camponeses proxenetas da Mãe-Gentil, deusa-
rainha dos simbiontes opíparos da fertilidade”
“Permaneça trepado em riba do murinho, e, trepidante, se compadeça
murando os caribes de um lado”
“Em uma revindita na Atlântida, os nasciturnos presidiários da Terra patuscarão
num percuciente hábeas-corpus nas Rocinhas de Marte”
“Transforme o seu corpo curvo em retilíneo para que não deixe ondulações
na retidão de um corpo na definibilidade”
“Na entrada dos Hipermercados, em um futurozinho desses, a Justiça
autoriza que coloquem: O Ministério Da Saúde Adverte: Os Acima-Do-
Peso É Um Favor Que Retirem-se Destas Instalações, Sob Pena De Serem
Conduzidos Aos Spas E Centros Psiquiátricos Mantidos Com O Dinheiro
Dos Magros”
“Que faço eu da vida sem vocês, meus santos espíritos, escoltas minhas
de tantas horas?”
“Se é para falar de casamento, assim que o adultério ou o chifrotério
vogue, daí a desenfronhar uma elíptica escapatória, sem revirar o teto,
donaire, singularize a licitude do divórcio, em que encadeie uma teta
mamária e categórica de aleitamento ético”
“De espuma e litoral, nós, a estudantada, fizemos recreio. Verdes nos
diretórios de acadêmicas branquicelas ou amorenadas. Rômulos e Remos,
dimidiados na secretaria de transferências, metemos nossas pranchinhas
e nossos pranchões nos canais futuras em louvor aos passados
nas corocas jangadeiras cursadas... E a cada semestre, nesse saveiro disciplinar,
sem critérios, desespecializamo-nos dos horizontinos que ensaiávamos
e ensaiávamos, de licenciatura plena para em qualquer atoleiro
de alunado navegar.... A juventude dos discentes aquém das paraninfas
caducando em suas disartrias e verborragias americaneiras. Aquém das
filosofias nórdicas em que nós, a calourada, havíamos de nos ancorar.
Aquém e aquém das revoadas de iatistas repetentes na gafa palatização a
avariá-los sob a seminudez das coleguinhas pernaltas. Porque lesos e
lisos nos envidraçávamos nas marítimas assentes e correntistas, desde o
fundamental, do estuário desensinando o ensinado... Não obstante, como
o nunca não existe, apaguemos desse lousão de irresponsabilidades o
avelhantado pátio cinza com vistas às praiazinhas do aquém e clareemos
as Salas de Aulas do Renovador de Classes com vidraças para os praiões
azulejantes do além-vida e do vida-além. Ele é que é o porta-aviões da
escolaridade. O pró-Reitor às maturações magistério acima. O Cooperativado
com a UFMM, a Universidade Federal do Mundo dos Mortos. Que,
de apostileiro a ascese, anda carregando as bóias chaves-mestras aos
nadadores robóticos que, lá adiante na degenerescência, se arrependem
por causa de uma graduação sem cruor, levando em conta apenas os
assíndetos a uma inconcussa atalaia de admirabilidades... Ó Senhor das
Frotas para o Encaminhável! De mal a pior estaríamos, nesse nosso
oceaninho de gente-palha, se tua Guarda Costeira de Catedráticos Flutuantes
não taxasse educacionalmente as ondas das capitãzinhas de areia
abarcadas em bancas que não vão nem vêm por sobre um oceanão de
desalfabetizadas e astênicas almas”
“Gatos
mansinhos, de miado
minguado,
não encurralam as ratazanas do deserto nem afugentam os guabirus do
asfalto”
“Se
beber, não dirija;
durma no bar”
“Páreo para as pirraças, dê uma pisa nas maracutaias DDD (deudinheiro-
dançou), na sua anti-amerissagem dos contorcionistas faciais
variando lábios-para-que-te-quero presunçosos, a baterem carteiras em
estilo gangster”
“Na mônade de lêmures insemináveis, às pipas de reprodutores undosos
e clonistas fosfóricos, íncolas gerados nas tripas de místicos ordeiros, ao
copularem iluminadíssimos, na adultez, plasmam por intermédio de miscelâneas
hígidas umbrosos herméticos equipados com a excrecência de
seus suores”
“A contabilidade de figurinhas repetidas mira-se num refugo que avantajadamente
daria para colarmos inumeráveis albunzinhos faltando os caricaturaços
dos grandiosíssimos e raríssimos carimbados”
“Se é de se envolver em uma boazuda soma, há de se responsabilizar por
uma buchuda trama”
“Patrão que proteu se desorganiza de vara em vara tem a sua firma reconhecida
como o bambu do empresariado”
“Flor nascida no giz das madrugadas, que nas rubras ternuras faz delírios,
depois de luas mortas no desejo, é vãozinho de repreenchimentos
merecidos”
“Ao ser flagrado diariamente trajando as constantes vestes, esse alguém
se dá ao cabimento de ser confundido com personagens de historietas em
quadrinhos ou se é ironizado pau a pau com os herdeiros maltrapilhos
dos descasos sociais”
“Naturalmente, naturalize-se um naturista de naturalidade inata, e ature
a desnatureza dos nativos natos de inatividades sobrenaturais”
“O mais ditoso dos povos transpareceria aquele que não devesse protestar
as promissórias dos eleitos assinadas no decorrer das campanhas”
“Descruze os braços e, livres de amarrações, desprenda-os a um dossel
irrecusável”
“A motricidade une-se aos ferraris preponderantes em derriço com verossímeis
escuderias catalisadoras dos estrídulos da vagabundagem”
“No pisca-pisca
das idéias insólitas, mantenha-se ligadão às gambiarras móveis
positivistas”
“Temperamento
dos brutamontes penitencia os macilentos ao funambulismo
de um demissionário”
“O pacote congressal embrulha um desemprego? Eleitoral, desembrulhe
os empacotados desempregando-os com avisão prévio”
“Miniaturas de
Fred Astaire se esmagam debaixo das sapatilhas dos bailarinos de um
Balé Bolshoi”
“Corra
para investir e não morra para
lucrar”
“Em triviais cortejos a pirexias de seduções, desposa a princesinha de
Gales o galego pinçando a maletinha de defumadores de afinco e incitamentos
do Principado de Mônaco”
“Avexa-se às sinaleiras o candidatozinho a enfaixar-se pateticamente no
ambulatório a fraturas de auto-faniquito”
“Depauperize-se em um tecnólogo desasselvajado, de tal sorte que estropie
o aranzel de adesismo a uma erodente escol”
“Olhos cachoeirando cascatas esborram cacimbas de lástimas ou açudes
de dissimulações”
“Reforce os carregos dando apoio aos canaizinhos computados na neurológica
volatilidade, postigos de fontes de dados associando-se cerebralmente,
e rode expansivo e conexo na plasticidade de duas perninhas
passíveis a uma indizível manquitolagem”
“Ninguém
se traduz por alguém 100% mau ou 100% bom,
mas por alguenzinho 100% traduzido em homem, meramente
homem”
“Me remetam um que nessa data de agora obterá a salvação, e, em resposta,
eu lhes enviarei 6 bilhões e meio para agora mesmo por vocês serem
salvos”
“Pároco réu confesso, incriminado por assédio de pirralhas, na cara de
pau diante do júri indignado, pensa convencê-lo, sob as jubas do juiz em
suspense; e, desculpando-se das escapulidas don-juânicas, desmembra
uma musicalidade de capuchinho em seu depoimento, rezando ter ele
sido atazanado, em louvação às micaretas, no proscênio das arengueiras
diabinhas, quase reconvertidas, mandando o V trieletrizadas de um inferninho
primacial às ambas remições”
“Isso é fato: Ao redor de uma Mesa Redomada, transparente e com
motivos tridimensionais, um Quinteto de Controladores detalha aos seus
Supervisores o andamento das coisas em uma certa Estação para Extrações
e Provisões Humanas. A centésima Base de Captação das fontes
biomagnéticas, importantíssimas para haver o destrinchamento psicobiomolecular,
cujo motor plasmante ratifica o porquê das Suas Visitazinhas
Aqui”
“O Cidadão do Mundo Globalizado mora aqui, mora acolá. Mas onde ele
mora mesmo não se vêem indignações sujeitas a um terço dos cento e
oitenta milhões de Filhos de uma Terra conturbada que devia ser rebatizada
com o nome adulterado de Terra de Verá Cruz”
“Atenção passageiros do Vôo 200 com destino a Marte, o planeta vermelho.
Queiram se apresentar ao portão de embarque, munidos de seus
passaportes e respectivos vistos de permanência. Os hispânicos e os
árabes, até segunda ordem, estão com os seus vistos suspensos. Não
tentem os coiotes da Lua. Da última vez que serviram de ponte um piloto
da Us Air Force, bisneto de Bush, não deixou sequer que suas sucatinhas
velhas decolassem”
“Deu no Los Angeles Times: Meia hora antes o cara era pela anistia do
latrocida. Ao assistir o jornal o cara mudou pela apenação de morte ao
acusado. Um mês mais tarde o cara, convertido a uma seita transcendentalista,
arrepende-se. De novo na vida leviana o cara, na tribuna
ante os mestrandos da UCLA, rebate: O que eu acabei de citar é prova
inconteste de não possuirmos opinião própria. Esse negociozinho de livre
arbítrio e de que não somos volúveis cria uma falsa expectativa de sermos
nós mesmos, em vez de sermos um raciocínio marioneteiro coletivado”
“O Sanguinário Estuprador-Açougueiro cortou os quartos da virgem
freira anã com umas duas foiçadas e os comercializou como carne de
primeira na Feira de Santanã
“Dá para sair da frente? Não, não dá? Por quê? Porque você chegou antes,
é por isso? Para lhe alcançar tem você que parar muito, muito mesmo? E
como pará-lo? Não tem como? E como passá-lo? Para eu passá-lo basta
eu estourar o meu crânio estudando 24 horas por dia durante seis séculos
e meio? Obrigado! Muito obrigado! De grão em grão a galinha enche o
papo! De marcha em marcha passada, devagar, vou chegando lá”
“Irresoluta a
dúbia engenhoca do pensar e devastador o boom dessa
engenhosidade”
“Celular que não toca não desentoca um conto do economiário”
“Quando a pauta da reunião se soca em ajudas nem escalariam o Judas
na reserva do reserva a esse soco conspiracional”
“Os esteticistas, opositores dos peladões tonéis-de-banha, num átimo,
modulam parecenças suadamente patrimoniadas no atlético; e, às escondidas,
entes imbuídos, se aguçam, platonicamente, paredros na assopradura
de seus relapsos de exotismo e coronhadas de sublimáveis encaminhamentos”
“No duvidódromo ‘eu pago para ver’, o infeliz castrado de referências, testemunhadamente
picado pelas piranhas e na embalagem agonizante,
quer que a sua exígua racionalidade pife, quer que descarregue um ‘eu dei
tudo o que eu podia dar’ no calamitoso sintoma de divagação, o baterdas-
botas por um triz não demorará a suceder no ranço ‘ora boi no pasto
e ora boi no prato’ nessa sua ambígua e labirintuosa topografia de gincanas...
Somente a salvo dessa presilha vitiliginosa, reacendendo minuto a
minuto a sua pira ‘vem quente que eu estou fervendo’ das labaredas, sob
a gusa dos dragões patriarcais, é que engrandeceria aqui-e-ali o volume
das fagulhas ‘eu sou mais eu’ em sua tenra ou amadurecida idade”
“Prematuro destino de outra vida, além da nave extinta noutras eras,
seios gastos na dor das despedidas e face oculta em busca de galeras”
“Morre pacífico no molhado o mergulhador dasastrado, que, no aquário
azul do atlântico, vivia tirando uma oceânica onda de flipper”
“Barre no seu baile elitista o demérito de se recuperar das baixezas, salvo
engano por abusividades, aproveitando-se da ingenuidade dos não-sócios
pagando, numa noitada, o quíntuplo, se tirados para a dançante valsa dos
bofes aparentados”
“Peruca e
silicone desoriginalizam para melhor
servir”
“Quem esperto se credencie desperto aos rútilos se debandará”
“Mais comprida é a estrada não percorrida”
“Aos auto-suficientes, o novo milênio foi testado nos laboratórios primários
centrados em um inaugural presente”
“Se cada coisinha miúda vier em frações de milésimos de segundos,
vagarosamente em púlpitos, porém no ritmozinho desintervalado, apressar
um pouquinho além da cota estipulável essas infinitésimas miuçalhas
nem um bocadinho nos parece o mais viável. Por conta disso, se
preparássemos com jeitinho a estreitíssima sarjeta na qual as mixarias
hão de trafegar, tornaríamos no mínimo dos mínimos possível desimpedidas
as minúsculas raias de nosso curtíssimo trajeto limpinho de
obstáculos... Na calminha, acessando as insignificâncias transitáveis, evitando
coisa com coisa e pequeninos atropelos e tropeços, enfim poderemos
desinterditar as retidas vazões dos escorrimentos de nossas ínfimas
aspirações às coisinhas de nada”
“Caixa
dois só embolsa
um”
“Marimbondos que detestam ziguezaguear e que seus ferrões não aferroam
não são capturados pelas parabólicas das abelhonas viçosas meladas
de fel”
“Terraços na cobertura realçam como limpadores a visões embaçadas,
quando, a seu talante, você redimensiona os imperceptíveis focos luzentes
preguiçosamente seguidos e perseguidos”
“No centrípeto das turbinas aerodinâmicas, corvos fugidos das abas dos
xangozeiros, em suas vias sacras, enchem-se de asas de anjos nos desvios
aos boeings sugadores das penazinhas ora negras, ora alvas”
“Ponha o profissionalismo em um patamar inatingível às orexias no fuçar
dos prestígios e jubilações”
“De gotas em gotas nos conta-gotas de incriatividades formam-se poças e
poças em idiotas no conta-poças de suas colações”
“A terra da Balbúrdia (recentemente emancipada da Província de Algazarra)
localiza-se na disputadíssima região da Inépcia, cujo regimento
anárquico interno vigente forja concidadãos os exilados da Chacota (ex -
União Maquiavélica), em permanente conflito por Ira, 500 a.c. os Emirados
da Celeuma”
“Vá à caça da besta-fera, e caçoe dos caçadores calçando quarenta”
“É bom parar por aqui, porque de lá vem o mala que lhe diz : PARE!”
“Extraoficialmente denota-se um contra-senso sem precedentes que se
descerrem complexos ideogramas para a comunicação com o lustroso
andar de cima compartimentando-se saudoso aos hieróglifos cavernosos
remanescentes da deplorável subestação anexa ao andar de baixo”
“Sopre do fundo do tórax uma dica ao coleguinha na prova, e aprove o
chutaço no crânio de um amigão do peito”
“Em tempo o seu perfil se faz de areia, entre as nuances virgens de outro
lado, em que se deslize em tardes de primavera”
“No rolo das vigarices, os espertalhões vão saboreando o sumo e os laranjas
chupando o amargor das cascas”
“A mulher
incógnita nasceu de um samba-canção,desceu pelos caminhos da bossanova,
entrou na porta do forró arrasta-pé, deixou uma lembrança de
bolero
e,
cansada, nessa pista, de tanto dançar em vão, transformou-se em
dançarina do silêncio”
“O advento da informática suscitou a desempregática”
“Cabrocha agaletada incha com a ração dos galetistas traçadores nas
ficadas de gala”
“A beleza e
feiúra vão depender do ângulo do feio ou do bonito que as
observam”
“As nossas réstias aos desamparados e aos cativos são comburentes troças
estelares descontraindo-se nos passadiços da solidão. Os nossos rastros
aos romeiros e aos perdidos são esteiras exóticas nos elevadiços da
desilusão. As nossas pupilas aos portadores da cegueira e aos desesperançosos
são faróis peninsulares em seqüência nos ouriços condimentados
no marejo da expiração. As nossas proezas aos decúbitos por climatério
e aos acanhados, tímidos de nascença, são os nossos viços de galhardia
em garbas contendas sob o vigorosíssimo sol das manhãs”
“Dissipadas as cinzentas tempestades, os pedestres reaglomeram-se multitudinários;
e, na fidúcia do extraordinário, continua descaindo sobre
eles a sensação daquela sincrética sova de trovoada”
“É rateado o apurado em podagens a que se quadriculassem o bolão parcimoniosamente;
polpa do prélio aos prescientes na voragem de por suas
melindrosas pás na bolada e futuramente desvanecer o rebolo do memorial
da parcela”
“Uma vez concluído o supletivo, digam assim: leituras Bíblica, Shakespeareana
e Paulo Coelhista primam a uma faina a se enganchar termozinhos
justificáveis no derivado de que se arrecade as zênites emocionais
de um reconhecedor desindianizável, que estranhe por ter se livrado da
alexia pela primeirinha vez, ali, como um haurido estrelejando a uma
porciúncula e revitalizadora epígrafe ventral, quais as que víssemos belissimamente
neonizar naqueles outdoors de gratidões”
“A paixão é um cupido e tanto”
“O que o Nosso Senhor nos diz os surdos senhores dos nossos fazem que
ouvem”
“Por excelência, discar a andrômedas em suas dormidas sintetiza ramais
estendidos a ligações diretas”
“Das cartolas de um mágico caolho as coelhinhas entram e saem sem que
ele dê fé do seu chacoalhado”
“Morda predisponente às vergastantes iscazinhas de veleidades, e, na
ultimação dessa privança, vulnere-se no ataúde do balaio de cabecinhasde-
bagre”
“Vote
em um político que rouba e não trabalha, e ganhe presídios novos
que venham a suprir as carências de habitação,
saúde
e
alimentação de uma boa parcela da população, lembrada apenas durante
o período das eleições”
“Embarque na maconha, voe na pedra do crack, despenque na cocaína e
se espatife na heroína ou no ecstasy”
“Na guerra-santa,
o santo é de barro amolecendo no
fogo-cruzado”
“Assopre
um maçarico de bosques, e gradeie os belvederes
aos cálidos”
“Na ida, se você passar ligeiro por uma estradinha, na volta, passe mais
devagar, e deslumbre-se no atilamento do panoramão que você estava
para amputar”
“Os demônios pronunciados no banal da escolástica: ‘vivenciam duendes
calvos e assustadores os evangélicos que vendaram a inferiorizada esfinge
prodigiosa e cabeluda dos seus irmãos crentes’”
“Pinta
sujeira quando a pinta deserta a
camisinha”
“Industrioso, participe da cúpola sem aderir à corriola”
“Recinto profundamente acomodável infelicita pleutons e lacraias”
“Droga que mata o vocalista em sua fase maior é a mesminha que mata o
drogueiro guitarrista em sua fase menor, na cadenciazinha em que menores
e maiores, artisticamente, se matam em fase de serem fortes”
“Número ímpar prosternar-se-á aos pares no decréscimo da pilhagem
dos sinaizinhos de negação”
“À noitinha, a abolachada lua mais é um cream-cracker esfarelando-se no
espelho-espelho-meu de um selenita de farinha, na baixa das suas delícias
e recheios de gládio”
“Em se tratando de bla-bla-blás, caceteie um trato especial no nexo de
enquadrá-los, tratando dos cassettes, bamba no plexo de embolá-los”
“Barriga de baronesa se engordura nas pelancas do reinado”
“Renegue negociatas de negos abnegados por negociações denegadas, negando-
se a negociar negativamente com inegáveis negociantes sonegadores”
“Favela é o câncer da cidade”
“Troque uma mulherzona de 50 por duas mulherzinhas de 25, e agüente
comentários de o frouxo da mulherada”
“A penteadeira espelhosa refletindo as luzes alumiando o administrável
palácio, no panlogismo da derrocada abrasante, minorada a um vidro em
estilhaços, difundirá a negridão mistificando a decadência do prédio em
ruínas da ingovernabilidade”
“Para ser boníssimo, basta dizer um ‘já-vou’; para ser otimíssimo, basta
dizer um ‘já fui’; para ser excelentíssimo, basta dizer um ‘já cheguei’; e
para ser fenomenalíssimo, basta dizer aos que já foram um ‘já voltei’”
“Origem espiritual e não consangüínea detectam os incopiáveis radares
dos avaliadores virtuoses no mais tardar até que o modus-operandi
sutilmente computadorizado exteriorize-se no arbítrio do produto exponencial
de ígnaros homos-sapiens primitivos ou de benévolos super-homens
interplanetários”
“Sexo não se faz por favor; sexo se faz por amor”
“Revelável à desescravização: Lustrosas as ameias de afetuosidades, de
homogeneízações derivantes de rounds em que boxearam os duros-nasquedas
gazeando em escaninhos de maestrais; daí voejaram dúcteis suficientemente
para serem entrantes em tesouros desamofambados, do rebuço
da subespécie para a espécie sumamente recobrada; espécie a qual
se arregimentam obstetras em intervencionismos de cesárias, cujos plantões
dia e noite a circunstantes ofertarão Azulinos reunidores de assentos
a nomeáveis”
“Estrelazinha inexpressiva na combustão dos palcos solta fumacinhas
detrás das cortinas e fumacês nos escapes dos camarins”
“Ainda me sobraram alguns dedos doloridos na mão direita para eu, um
cronista amador, detonar o mundo no qual eu não gostaria mais de
continuar morrendo cotidianamente, sem vivê-lo sob a mira de meu habitate
adequado”
“Quem me procura no vago, entre o som e uma idéia, o meu canto passageiro
é uma metáfora perdida em minha Voz de Liberdade lentamente a
lavrar sentenças”.
“Humilhações cravadas em sequóias ambulantes liberam fotossínteses de
sandálias da humildade aos abafadouros de plantinhas na arrogância da
genealogia dos emparedados pinheirais”
“Disque-consulta, no âmbito hospitalar, principia o marco de gestores solícitos
imolados em rompantes a dobrar sem filinhas os atendimentos indolores
aos asSUStados”
“Prolixas
serão as desculpas, se pro lixo forem os
resultados”
“O que Eles querem? Exames confirmam que os Fulanos de Deus só vêm
buscar o que não está às nossas vistas: a psicobioenergia, uma hora a
reposições supercerebrais de hiper-humanos, outra hora a mesma substância
essencialíssima que vai das plantas aos animais e dos animais aos
que se conceituam reis dos reis aqui nesse nosso agitado Cantão”
“É do feitio da mãezona Natureza zonar pressagiando represálias às zonas
de antiambientalistas do ecossistema”
“Caminhadas
rejuvenecedoras dia-sim e dia-não destampam anabolizantes à ereção
dos raques da existencialidade”
“No arquétipo dos Quéops e Ramsés do Legislativo, edificações faraônicas
inacabadas embalsamam dispêndios de luxentos prevaricando nos trens
da alegria das múmias paralíticas do Senado”
“Dorme de touca e naufraga o marujo roncador não sabendo na calmaria
antecipar cuidados contra os riscos de uma procela em alto-mar”
“No batente da trabalheira danada, é de hábito pegarem no pesado os que
nas escolinhas não se apegam a uma bronca safada, posto que é o fardo
dos livros”
“Tromba com
tromba pode ser trombada ou dois elefantes trombando, cada qual com
sua tromba”
“O leiser desmaterializador, em atividade, fulmina os pedregosos bustos
dos painhos e mainhas paulificantes, geradores dessa casta de texturas
antiespirituosidade”
“Em questão de plimplins, deixamos de fazer questão por tantos tintins,
que nada são se compararmos com a questão que faríamos para que
reavêssemos um tlintlim de perdas”
“Lábios que praguejam não fomentam castidades”
“Criar insidiosas serpentes em um domicílio contraindica-se a aconchegos
imunes a pérfidos antros de ofídios”
“Numa fisionometria, moldam as formas as ações requintadas pelo burilamento
de biológicos agentes modeladores e através do cerco à assimetria
dos embelezadores autônomos, salonistas de mão cheia”
“Evolução e Integração, por uma amostragem, saem emparelhados de
bracinhos colados, no exemplão fundado em Cosme e Damião”
“Caso esteja nadando na contramão do texto e o maremoto vocabular o
deixe boiando, desatento a lancha do socorro da inteligibilidade, ao invés
de afundar nos redemoinhos de versos incompreeendidos ou afogar-se
imergindo no balneário das semânticas desarticuladas, mergulhe de testa
no seu miniaurélio de bolso ou navegue como hacker de extrema maliciosidade
na barsa de dar água na boca mesmo em capitães de fragatas
escolados; e, na melhora sitiante de um verbístico ancoradouro, vá sondar
a arca do Regente Submarino, efetuando um levantamento das oceanias
de sintaxes e ortografias canais às profundezas da sapiência”
“Desilusões pregressas, decepções em andamento”
“A viga-mestra ruiu e desabou arrasando a sua mobília? Sorte sua ter tido
uma sobrevida à alíquota de recontar as agruras do drama”
“Solado
furado aloja em um dos sapatos os pedregulhos arremessados pelo
outro pé calçado”
“Antes e depois de suas cirurgias de próstatas, perfeccionistas foras-desérie,
metidos em oficininhas diversas, condensam-se em praticamente
toda profissão. E emendam-se enormes elogios a eles, pois o que víamos
machucado, tronxo e desbotado agora vemos com amplitude, nitidez e
coloração”
“Trinta anos de aliança no dedo e só agora você soube que não casou com
uma virgem, casou com uma aquariana? Que sogro perturbado o seu, que
a registrou quando bem quis, fazendo cera para lhe trazer uma identificação
via serviços cartorial e zodiacal!”
“A cruz mais pesada é carregada por cadeias de insípidos não podendo
detectar o quanto fizeram em vidas retrógradas para merecer tamanho
fardo”
“Cumbuca vazia, barriguinha para dentro, nadegazinhas de fora, peitoril
extenuante, olhinhos-jaboticabas, cambito expondo os ossos delgados
constituem o filmaço da subnutrição infantil mundial. E, diferentemente,
primeiro-mundistas indiligentes, em seus ágapes com as amásias, desperdiçam
fábulas sobre alcatifas, expectorando na neutralidade sincrônica
não terem nada a ver com as caretices desses curta-metragens, ditos
em seus seminários: uma sedição ordinariamente protagonizada”
“Motivações, desimpedimentos aguerridos, labores a estercar sedentarismos
e aventurismos arcados em noés de diluviações”
“Simples não passa do indivíduo relutando a um ser polêmico”
“O soquete receitado aos cabeções duríssimos de acreditar, na inserção
dos cremes kardecistas aos inqualificáveis, dá-se por um pente finíssimo
ectoplasmático deslizante, certinho a retraimentos de adiposos unguentos
B.O (bons para otário), caríssimamente postos à venda nas livrarias e
farmacinhas de moto-entregas a leigos e hipocondríacos”
“Vejam só I: Um rio passa sob
as muralhas das pontes e entre as ruas de nós mesmos. Visto que só
matérias infinitas se plantam no
espelho líquido ou na face dos edificados das redes famintas de formas
humanas e vida escassa”
“Dedo mindinho e o seu vizinhozinho desaproximaram-se do polegar por
terem o complicador de um dedinho durinho entre eles”
“Capitão gancho a bordo, desfalque no titanic”
“O Veríssimo
Patrono do Mundo nunca comunicou diretamente ao mundo ser Ele o
Patriarca da Humanidade”
“Se a hora não é essa, sem essa de fazer hora numa hora dessas”
“Sabiá que assobia sabiamente a judeu sabido, sabia, sabichão, que, de
pouso em pouso, posará de anapion a sábio árabe?”
“Dê um bom livro à sua namoradinha, que ela lhe dirá: Poxa! Você se
lembrou que eu tinha um cérebro?”
“Lavre a certidão de uma pujante caidinha pelas psicogravuras e psicoterapias
televisionadas do Luiz Gasparetto e desautentique os certificados
de psicanálises sem fundamento do tal do Padre Quevedo, que alimenta
mal alimentado os famigerados caçadores-de-espíritas, rodando a baiana
para desaprovarem o óbvio, que são os contatos mais que imediatos com
os terrestres e extraterrestres flutuadores da dimensão paralela a nossa”
“As letrinhas
costuram os furões dos pequeninos de idealismos e os palavrões
arrombam enormemente os furicos
dos totalitários”
“Na transa deliciosamente completada paira uma decretação inclusa de
inimitáveis tesões, uma empolgante adição da vívida estimativa de se
auto-enobrecer ao siso do enternecer a companheira por alongamentos
dos vergalhões doces como mel causadores dos ais e uis em transes”
“O friozinho
sobrevem abeirado às tartarugas marinhas e o calorão alteia nas
aleivosias às ambiências”
“Descrenças na vida após a passagem desta para melhor é obra em adiamento
dos trilólogos escribas das seitas leva-e-traz recobertas de sol
menor”
“Não há Disneyworld de alegrias quanto o parquinho estampado no rosto
do mocinho que proporciona devotadamente cavalinhos a carrosséis parados”
“Tivéssemos uma dezena de condes d’eu-a-mão e não dezenas de condessas
d’eu-no-pé, dezenas e dezenas de condados teriam frutos do conde
e não pés de mamão escondendo seus ex-condes à beça”
“É compreensível que não saibamos tolerar as chatices dos gastadores de
tempo com conversinhas vãs. Eles nos tratam como se fôssemos neanderthalenses
similares seus em pleno século XXI”
“Pouca telha
no
cocuruto aeroporta azáfamas de aviõezinhos em
estrepitosa
classe”
“Saibam explorar as suas cabeçonas: O consciente é a parte emotiva, burra,
que está apenada sempre – ‘alguém mata alguém por qualquer besteira’.
O subconsciente é o anjão da guarda. Protege, dá o bizuzão de que
o chefe-consciente não caia de novo naquilo sedutor... Dá para notar que
Juntos Somos Fortes? Consciente + Subconsciente = Menos Atribulações,
Mais Produtividade E Etc. Já o inconsciente, que quase olvidamos, é a
parte que não diz um pio. Porém, é a parte mais sábia, mais rica em
informações... Quem faz o papelzinho de almoxarife é o subconsciente.
Vai lá no fundo do baú e traz para o consciente o que o consciente deseja
naquela hora... Logo, saibam usar as suas cabeçonas para das próximas
vezes em que estiverem bebendo nas mesas ao lado não venham torrar a
minha paciência com soltadas de: Será Que Vai Chover Hoje? Quanto Tá
O Jogo? O Senhor É Assim Mesmo, Não Fala Com Ninguém?”
“Eu bebendo, um compadre, sabedor da minha lutinha contra o que está
aí, na cara-de-pau, se oferece para me fazer companhia na mesa, e eu deilhe
uma dura, ao meu estilo, assim como eu ajo quando invadem o meu
espaço físico de sermão interior. Sem hesitar, eu lhe disse: Aqui eu cobro
cinquentinha a hora. Em domicílio eu dobro o valor, por ter de me deslocar
de um lugar para outro... Instantes depois, o compadre, vazio de
idéias, doido para arranjar alguém a lhe revelar horizontes perdidos nas
madrugadas frias dos calabouços eternos, arrastando a cadeira para debaixo
da mesa, chateado comigo, já indo embora, solta a tigrada para
cima de mim: É assim que você espera que o seu livro venda? Mal eu sou
o seu fã, e você me expulsa?... Para lhe responder, bastou-me ligar o meu
fio de língua na sua tomada auditiva e presenciar a reação de mais um a
esquecer que eu estou ali para entreter quem quer que me veja. Objetivo,
fui grosseiro, mas fui realista, fui eu, coisa que poucos conseguem: Compadre,
leia o meu livro e não me encha mais o saco. Por que será que eu
passei anos para escrever esta merda?”
“Conceda uma prata a quem deseje garimpar uma pepita de ouro e um
rubi a quem almeje lutar para escavar um tesouro”
“CD ROM e PCs perdem feio em interatividade para as libertinas dedadas
nas páginas de grossuras indigitáveis”
“A bonitinha enjoou
de um pãozão e, opugnada por sua boniteza, desencabulou-se com um tal
que não era nem Fleischmann nemRoyal”
“Dramática a monotonia dispersando-se nos alagamentos de clepsidras
turvas, sugerindo sociabilidades. Um grampeador à insolação com os que
se aplacam nos areais ressequidos cara a cara com um riozão de veranistas-
churrasqueiros, grandecíssimos em carvoar atrativos e excitações....
Crescidões, os começadores autonomistas desgarrem-se peitando
os que exageram nos frenesis e nas tempestadezinhas em copos d’água
tomando formas tanto favorecedora como desfavorecedora... Não vêem,
os psicomantes, que é hora de uma farrinha para um prumo apical nos
aceleradores em alta-rotação, que os ajudem a um adiantamento? Não
seria uma maravilha livrarem-se da marcação dos inconstrutivos, amplos
de rejeitos do baixo-escadismo, linear às plantonas carnívoras e venenosas?...
Enaltecidos por dentro e por fora, quando forem os casos, exuberem
a limpeza ética prudencial a uma varredura descongestionando o
empresariado malandro salmourando as mordomias; que nos enfadam
com o seu em-cima-do-murismo, demorando datações para honrar a desescravatura
dos meístas cultores daquela sua conhecidíssima usinazinha
da paração... No que depender de mim, hipercríticos se farão
dessas suas vidazinhas de gado marcado, se corajosamente puserem nas
malhas galegas ou crioulas o ímpeto transformador decalcado e denotado
nestas nossas eletivas coordenadas. O problemão é que todo cuidadinho é
pouco com os crendeiros dos quartéis de fazedores de armagedons. Toda
a adrenalina contra os tiroteios dos remarcadores de desrotulados. E,
teoricamente, galenos aos que de cálice em cálice, em suas trocas de
festinhas, brindam a multiplicação dos pães cadáver a cadáver que pisoteiem;
por certo o cadáver daqueles brigadores no miserê de que não
comungam com os seus jeitos de na facilidade morderem uma lasca dos
indescritíveis enFLORIDAmentos... Para fechar, do modozinho que queríamos,
os metamorfoses ambulantes nascidos dez mil anos atrás, e que
viram Cristo ser crucificado numa TV a cabo, a sargento e a general, para
que nos orgulhássemos dos nossos Filhotezinhos Bonzinhos, os Condolentes
aerosolaram no mosqueiro do Dia de Finados casa-cheia um fax
psiquicamente encerrando esse fuzo a uma força-tarefa de bem-alistados:
‘Na lealdade, desconhece-se, em nosso Chalé Multiestelar, um ser que,
nos linguajares proverbiais, não se reambientou à Seção de Devoluções
do Alheio. Que não se auto-questionou doméstico. Um só ser, considerado
indiagnosticável, que aqui na Terra como no Céu não suou bem
suado para uma voltona olímpica de posse da Taça de Ser Humano do
Século!’”
“Ribeirões de escassa placidez será que cassam a tramitação dos córregos
com fedor parlamentar?”
“Longe os ponteiros da hora invicta que não se redimem dos calendários.
A tarde exalta memórias marmorizadas na quebra dos ergástulos dos
campanários. Flutua a noite sobre as cortinas da cidade cinzenta que se
herdara. E um homem passa com seus pecados e desejos seculares. É que
havia uma rua de paisagem desolada, que, dela, lembranças restantes se
agigantam entre as curvas, as retas e os desvios de algum solitário...
Tecelão de si mesmo, nos lugares comuns ou inconcretos, tais quais fusos
entre indifusos e as lançadeiras que tramam as alegrias e as solidões de
alguém, como ninguém viaja sem distinção, e, enquanto viaja, pensa nas
mechas que se reúnem e se retorcem contritas nos bancos da fiação. Ouve
o apelo das fábricas, vai ao trabalho também... O resultado de tudo isso é
que as horas que morrem das noites, os sonhos e as desilusões urdideiras
do tempo ocultecem os azuis-marinho quaisquer que se contemple”
“O descontrole de um escangalhado operador desencapa as fiações iminenciando
curtos-circuitos em chocadas geringonças”
“Amor quanto mais carnal, mais amor mortal”
“Banqueiros estupidamente gelados são farelos de um mesmo saco às
quimicazinhas do Nº 1”
“Vende-se a
alma
de um corpúsculo recusado, uma ponte-de-estoque
em
liquidação”
“Desejando ornamentações à fachada em acabamento da sua mansãozinha
recém-construída, sombreie-se vagamente na fixação de que providenciou-
se o sumidouro dos bagulhos e metralhas obsoletas no interior
da mesma”
“Onde bregam dois chimpanzés agarradinhos bregam três; se bem que
um deva bregar exibindo suas mil e uma macaquices”
“Exige-se faturamento de um intermediário dos pisos A e C, no deverzinho
desse sicraninho aproximador imbricar os tetões salariais em
desnivelamento”
“Corre os trópicos o tópico que num correio pipoque como um traquinho”
“Uma canoa nova, recentemente construída, sinalizará em seu bojo sequinho
ávidos percursos aquáticos à frente a desenrolarem-se e um intacto
naviozão a naufragar ocultará em sua carcaça encharcada as combinações
das rotas tranquilas ou intranquilas patinadas sobre os piscinões dos sete
mares”
“Deite-se com a dona mariposa e, ao alvorecer, espante-se com uma senhora
lagarta”
“O governo se encobre a elite, a elite encobre o governo e o povaréu descobre
estar em maus lençóis”
“Fedegoso o semestre semiárido? Adubando os seis meses restantes com
plaquinhas de ocorrências, engarrafe olores medicinais na ascendência
das amostras das odorizações de um dezembro perfumado”
“Siri do manguezal, artesanalmente raptado, esbraveja em um tanque de
restaurante, treinado para picar os talonários das viúvas-negras caranguejeiras
e roer os cartões de crédito das freguesias do ó em iguarias de
crustáceas”
“A esmagadora
maioria falecerá precoce em não se habilitando e a venturosa minoria de
tão decrépita e prevenida que ficará”
“Quiséssemos por pretensão nos inteirar de uma nossa ancoragem
pretérita, a computar dessa nidífuga nau em decurso, de submersão em
submersão e de remada em remada, pelos sete mares que navegamos
nessa terra anfitriã nós nos mapearíamos”
“Tudo que estudamos, vivenciamos e aprendemos até aqui é fichinha em
comparação aos seguimentos estudantis no descortinar das salas em que
temos de estudar, vivenciar e aprender”
“Purifique o seu aparelho respiratório sugando os aromas vesperais da
primavera, combativo ao fuliginoso outono das inalações de um cadafalso
em névoa”
“Funções múltiplas caracterizam exceções as mínimas possíveis”
“Buscamos
a homogeneidade, porque difícil é ser a minoria e também porque o novo
apavora”
“Índio
quer pirulito e homem-branco indexar sua
diabetes”
“Refrear uma mentalização de erotismo, contando com duchas friíssimas
no megaempreendimento de puritanizar-se, solidifica o inconcreto de um
cimento amado”
“Teoria sem prática, aí sim é como obrar e limpar o glúteo com coleiformes
fecais”
“A acolhida dos filósofos mortais ateístas, em um ateneu-purgatório,
ocorreria calorosamente não colimassem ali, sob as suas penas de fênix,
as minervazinhas e os herculesinhos a pagarem uma cadeira de espiritismo
com os seus professores que se achavam os Pais da Matéria”
“Sonham
rapazes com seus vendavais nos mesmos sonhos onde sonham meninos
com seus cataventos”
“Na milomania de ajudar recatadamente, não contendo desperdícios,
promulgamos chavões menos virtuosos do que o estalido das chaves pela
filantropia”
“Berra para mamar o bezerro desmamado que, para puxar a mama e ser
amamentado, conta com o anteparo de mamíferos mamóides idênticos,
que, na mamata, venham mamando mensalinhos, mensalões, isonomias,
qüinqüênios e aposentadoriaças nos mangotes secando as tetonas da coisa-
preta”
“Um
reizinho originalíssimo não vira tetéu para tatear
na coroação”
“Pôs-se em fim de carreira quem nos seus áureos tempos apagava no
meinho os pavios das suas sagas”
“Mas quando ouvirmos distante o ‘nunca mais’ muito mais que o ‘nunca’
de Allan Poe e muito além de outros planos siderais, ouviremos tranqüilos
outra Voz: Vivereis mais, muito mais que o nunca mais”
“Infelicíssimo o Seu José esquecendo-se de reclamar os seus constitucionais
direitos, previstos na Carta-Magna”
“O pulmão avariado cresceu o olho no pulmãozinho à meia-sola, serrão na
exclusividade de estuporar os gomos pneumológicos do gemeozinho carae-
buceta daquela placenta, sugerindo o mano com enfisema ao maninho
livre-do-câncer que esse espirrasse-lhe cinqüenta por cento do seu balonário
de oxigênio, recordismo dele matar saudades do arzão bão em que
repiquetearam coladinhos nos troca-trocas dos resedás de suas perfumosas
infâncias”
“Se é
favorável àquilo, naquilo que o é favorável, favorável o
é aquilo”
“Coce um bolsinho lisinho e derrapante na altura do seu joelho e acelere
as pilhérias a descuidistas, agüentando execrações em cerradas queixas
de remessas insolicitáveis de gírias e mais gírias provenientes dos caraspálidas
motoqueiros entregadores”
“Êxitos emanam das ações exatas”
“Aonde
o vento vai leva a brisa; mas, se a tempestade vem, onde havia brisa só
haverá tormenta”
“Teste o seu bairrismo, na subscrição integrada individualizando remediais
e antecipatórios donativos aos avanços da localidade em que beba
da sua água, de provincianos a venerá-lo em um fiambre das serenatas,
ou, vingativamente, numa retornabilidade expressa, beirará as sinalizações,
simbolizando uma cidadezinha assolada por inúmeras pragas e assimetricamente
grafitada sob a insígnia dos arruaceiros pichadores dos
murões das lamentações”
“Ordenar um veterano profeta ao surrupio de quaisquer de suas vírgulas
é antever no balanceamento silábico recair sobre sua choça os travessões
e as barras que se puserem em desalinho”
“Rejeite as tuias de cartas-brancas e moribundas prerrogativas, inflingindo
nos passes das escabrosas reminiscências, reclinando-o às precípuas
obliterações de praxe”
“Seresteiro foi não foi é surrado pelos factótuns no caimento respeitante
ao sacrário da hosanação; e com meia viola e um tantinho assim de repertório,
consorcia-se a um farofeiro desabastecido de galetinho assado,
vodcas e gelos no isopor e a um doleiro na salmoura da agiotagem, matando
carrapato na unha, tendo de recorrer a sepultantes em felonias do
Banco Central estocando as verdonas em tambor”
“Coitados
daqueles que não aprenderam a ler; coitadinhos daqueles que leram o
que leram para desaprender”
“Música de grife duvida-se que provoque otites em roqueiros desarranjados
ou labirintites nos apreciadores da boa ópera em um VIP anfiteatro”
“Estrategicamente infiltradas em um horto colorindo-se de orquídeas
raras expandem-se arrasadoramente as sinistras ervas daninhas”
“O que é dado sob condição retorna sob os lanhos dos miseráveis”
“Titubeia o beato tido pelo pleito bendito o peito de batizar de batina uma
dita beata saída de uma seita novata maldita”
“De frívolas promiscuidades a arrombamentos espetaculares o malaca
progride no departamento de defraudações da faculdade de ciências da
deslealdade e imensamente regride descoordenado ao trancar matrícula
no campus para pupilos de locupletações morais”
“Salivas desperdiçadas em jorros de boatarias se esgotam, mas demora.
Isso desde que a nascente do furinho de reportagem cristalinize- se e os
dutos de evacuação se canalize sintomaticamente em bate-bocas abastecedores
às torneirinhas sedentas de fofocas”
“Praia limpa, banhistas asseados e ecoconscientizados”
“Consulte-se de um a dez no ver-o-peso da relutância de pintar um sete e
de um a mil no bompreço de zerar a três por quatro os oito ou oitenta nos
outros quinhentos das favas contadas num pão-de-açucar”
“Bagaços de laranja regulam o friccionamento gástrico”
“Quanto aos sonhos
que não se consolidam, botaremos a culpa no sonhador que sequer fez
por
onde realizá-los”
“Para nada um peixe dança abismos nas pirâmides ocultas do aquário.
Porque, em menos tamanho, o náufrago de uma noite oblíqua extingue
desejos de sexos nos sábados. Pois entre as montanhas de argamassa e o
asfalto passam homens e mulheres espumejantes perdidos nas boates”
“Bancos de sangue
no vermelho não bancam rubores aos
amarelos”
“Havendo comprovações contundentes, como tapas na cara, e o cornívoro
pé-de-espoleta receie por em pratos limpíssimos um referido escândalo
da sua competência, inequivocadamente estará prorrogando o video-tape
comendo à solta do fechamento de uma novela água-e-sabão, cujos figurantes,
Tião do Açougue e Marcão da Vidraçaria, menstruações atrás,
haviam ensaiado de cor e salteado o pimba na gorduchinha do Zeca
Diabo, corrido o episódio roaz da Dona Flor e seus trezentos e sessenta e
cinco maridões”
“O nivelzinho mostra-se ameaçadoramente raso estando o pico da escala
longitudinal ao Contador de pluviométricas precipitações”
“Não
há Mauricéia mais venerada do que a Paulicéia que nos
dá guarida”
“É sabido que um sopeiro enfeita a casa dentro dos conformes motivantes,
tenha ou não se endividado por autoproduzir-se no que vira em
suntuosas telenoveladas globescas projaquianas”
“A estrovenga não se dá cabos e muito menos vassourões; se é manipulada
na sina de se varrer dela aquela que se acaba como uma quenga
borralheira nos extras dos esfregões”
“Dominguinhos são festeiros nas circunvizinhanças de São Joões que à
pólvora da pirotecnia os folguedos de Junho se acendem”
“Cataratas que rumorejam atraem cardumezinhos de pirarucus cochicheiros
e arrastões de moreiazinhas falaciosas”
“É inconcebível raciocinar espelhando-se em plêiade da palavrinha mágica
e agir tal qual um baita aborígine de flechas e tacapes”
“Se os portões salvadores vierem a se fechar contra si, apresse-se sobre
recifes para em beléns atravessá-los ainda abertos”
“Na opiniãozinha dos superpovoadores de cheira-colas e filhinhos-sempais:
Máquinas copiadoras e mulher são a mesma coisa: Quem tem duas,
tem uma e quem tem uma, não tem nada”
“Teares
de artimanhas tecem desvoltando a gênese dos fiozinhos
enconluiados”
“Presentemente, daqueles queixumes aflorados uma barbaridade em
nossas comadres amancebadas por mera falta ‘daquilo’ correm-se dolorosos
descampados a mercê dos desertores e congeladores da argêntea
nave-mãe de véu e grinalda”
“A mão é santa quando a mente é sana”
“Cultive os néons dos embevecidos Césares nas suas imediações, à medida
em que o seu cartaz de infectocontagiosos letreiros exponha camposde-
força protegidos das sandices com fervores de um traste, que destempere
um bruto no orfanato para pestinhas, e leve-o ao vetor dos
sopradores de tochinhas nos homens-mechas em inflamações de Neros”
“Uma mordida arderá insensível se pessoalmente remanejarmos e lindarmos
os alarmantes látegos da raiva”
“O que seria das alamedas frutificadas em não se embananando nos eventuais
escorregões dessa implantação?”
“Apimente-se num cheque à sua reputaçãozinha barganhada e honre os
alhos de regateios no acebolamento da sua famazinha auto-checada”
“Cartõezinhos da telemassacra, come-come dos orelhões, decepam escutadores
telegastosos e desgastadas teleorelhudas no some-some dos créditos
nas teleunidades”
“Boca pornô fala em reprovação aos porcões de focinheiras nos suinósticosachatamentos
linguais a efetivar frades leitõezinhos”
“Instigue o
tigre, e revelará a lebre que
é você”
“Somente os craques prolongam as suas estadias onde quer que os
estádios estejam”
“Ouro Preto e Olinda, tradicionalmente valorosas, ou turisticamente angariam
aos seus casarios recursos em patrocínios patrimoniais dos bemintencionados
vistoriadores ou lindas patricinhas arengariam na intenção
dos patrimônios de turistas, vistoriadas nas casas de recursos de bem
com os pretos de ouro”
“Jumento criado por cavalo é cavalo e jumento”
“Se o Universo foi uma Rio-Niterói custando a ser terminada, ousa você
concluir-se falto de uma reengenharia à sua ponte do rio que cai?”
“Drible os trejeitos dos injustos e escanteie os bandeirinhas travando os
seus chutões inadmoestáveis”
“Destranque sorridente o canário do seu cativeiro, e altineiros e felicíssimos
os que hão de ouvi-lo cantar”
“No guia eleitoral, o politicão levantador-de-esquife, a impressionar a
classe média tampinha-pisoteada, desembucha exemplarmente, aos modos
de um poliglota, o seu inglês, francês, espanhol e alemão; hipnotiza
novelisticamente os humildes das vassouradas, retalhando capitulações
laboriosas alpinando um portuguezinho do entendedor meia-palavrabasta
nos botequins de segunda aos sábados; e, ao assumir bufando no
pei-e-bufe do pay-day aos panfletários, ninguém assimilará bulhufas por
causa holística de um desalentador linguajar grego, característico de
quem foge de fininho enquanto caloteia impassivamente na malversação
dos envios fazendários à pasta a ele confiada”
“O homem que foi pássaro de vidro na planície de nuvens abstratas traz
pedaços de sol entre seus dedos e farrapos de luas sobre a face”
“O benemerente
explicador, em síntese, estreita o elo separando a pinha de
uma dentada”
“A saidinha dos obesos, na trégua às arduas fisiculturas de emagrecimentos,
é a desculpinha de que sofreriam cabulosos gracejos de esbeltos
quilinho a quilinho queimado debaixo dos malhos secos da lágrima escorrendo”
“Estende-se por milênios o que em biênios submete-se a conservação”
“Impopular
moldura a fotogenia de um chato caluniando na sarcástica asserção
autofotografada”
“Não queremos saber quantos milhões esse figurão vem faturando por dia
e sim quantos desempregados do FHC o mesmo ingressa por mês em seu
quadro funcional”
“Méritos comparam-se às vazantes de grandes alambiques e as honrarias
à simples bebericagens de aperitivos desdosados”
“O mau pagador vampira sempre que o vampiro de um credor interessase
pelo soro RH de um negativo”
“Cinto
naquele que não se expressa
sucinto”
“Toca sem espreita entoca lobo mau vindo das malditas bocas estreitas
das vielas sem saídas; e quem toca saindo das vielas estreitas, entoca a
espreita do mau vindo das bocas de lobo malditas”
“Sob um macrocósmico charivari a madrugar serenando, no impasse da
mídia por um predomínio radiofônico, contando com numerários de
abastados marcianos patrocinadores, as emissorazinhas AM se conformariam
regimentalmente a uma difusão de debates elucidativos e informes
planisféricos, laureando as audiências na senectude lunar espalhadas
babelicamente, cabisbaixos os seus rotundos ouvintes assíduos, ao rodapé
da asfixia por envenenamentos noticiáveis e as FM se engajariam em
divagar cancioneiros mercúrio-cromo, destrilhadas as composições sânies
e soporíferas, na notável incumbência de agraciar os respeitabilíssimos
alienígenas sintonizadores, os que redargüiram a zoeira arranjada
nos anéis de júpiter e de saturno, plutões da silva de tanto os seus tímpanos
venusianos agüentarem lero-lero”
“Espermatozóides grotescos embucham óvulos levianos”
“Castrar o coelho não é a solução. Solução é entretê-lo em duas carteiras:
a do Ministério do Trabalho e a do Ministério da Educação”
“O magistrado do deixa-disso que na copa 70 valia uma camiseta de Pelé
e Rivelino, na de 2002, com a figa de um senhorio, valorizou-se como as
chuteiras do Ronaldo e as do Ronaldinho”
“Casadinhas, os seus tigrões ainda são tigrões ou são angorazinhos miando,
miando por uma lambidinha no pires que já deu muito leite e que já
lhes pertenceu?”
“Ciranda, cirandinha, cirandamos se um Ciro andar. Anda Ciro e ciranda
anda aonde Jacira, a cirandeira, andar”
“Ocupem oceanias sensatas e proclamem a paz sobre o trabalho onde
havemos de ser sempre precisos”
“Retranque sigilosamente as suas apologias no preito de um baú de surpresas,
senão esculhambará a prócera magia da homenagem, ao se perder
o sentido o engavetamento do secreto tributo a ser prestado”
“Felizardos
os que amam e são amados sob a reinação desse eslogan: ‘hão de superar
o impossível os que hão de amar mais que o
amável’”
“Carecido de treinamentos e de lambaris nas panças, esticar as varas aos
pescadores molengas, a marearem numa peixada de tutu-barões frios, no
repuxo dos molinetes limpões, limpões, a sua adrenalina dá bundacanastra
plantando bananeiras em um mar brabo, do mar que não está
pra peixe nem pra peixeiro ou pra amoladores de peixeiras velhas cortando
as barbatanas, guelras e as rabadas das peixinhas ovando e desovando
sobre as ex-camas de peixões da pescaria”
“Extorquem na ladroeira usando uma pistola, e são presos; desgarram- se
sacaneantes labiando fraudalosamente, e são julgados; e sob algemações,
praticantes dos crimes de colarinho-branco, são presos, julgados e condenados;
mas chovem-lhes alvarás de solturas, justo no entendimento
dos promotores, devido ao reboliço impetrado nos inquéritos, satisfazendo
os detidos sem refegos prometendo, caso contrário, botar a bocarra
no trombone ou arrochar uma denúncia vazia, desapontando os oragos
medalhões chapas-pretas, que certo dia esturraram seus pixains a la
regueiros rastafári e suas franjinhas de beatles na pizza que tinha tudo
para ser a Pizza Das Pizzas noticiada”
“Agradabilíssimo o coreto às propagações Viva-Betinho e seus ideais”
“O coisa coisou com as coisinhas, para a coisíssima nenhuma dele se descoisar”
“Prego sem cabeça cuja ponta não crava, torto, só o desenverga a tornearia”
“Ser um Shwarzenagger, sobretudo, o induz a chargear o quinquagésimo
milésimo dos napoleõezinhos”
“O Referendo ao proibimento do comércio de armas deixou claro: Balas
aos que disseram SIM, balas aos que disseram NÂO”
“Troca-se um luxuoso ponto comercial na Av. Conselheiro Aguiar, Bairro
de Boa Viagem, Recife, PE, por um modesto ponto comercial em qualquer
rua, praça ou viela da Praia do Francês, Marechal Deodoro, AL”
“A Maldição da Gula, dirigido por Saci-Pé-de-Milha, está em cartaz nos
melhores mercadinhos Quero-Mais, do tambeníssimo proprietário da
Casa Mortuária revendedora do caixãozão Scania cabine-dupla, cabendo
no aperto os empurradores de carrinhos com 200 kg três vezes por
semana, preenchedores preferencialíssimos do cupom-brinde a uma dessas
moradas novas no excogitável”
“Teme-se o leitorzinho de um livro só”
“Ressaca
de adeus aos chequinhos sais-do-Eno monetariamente passa se o extrato
de ano novo expuser o sal-de-Andrews da compensação”
“Dê cordinhas ao irresponsável e alinhe-se com ele em um extenso e frágil
cordão de isolamento”
“Mosca
vexada se esperneia como quer; mas, sem querer o balé, ela saltita na
chapa ardente”
“Havendo uma única petição a conjuntá-lo e a autoenobrecê-lo, haverão
competições de sobra para um dignitário a fazer-se em seu seio”
“Conhece-se a inteiriça salubridade do bairro nos engarrafamentos dos
tênis amarradinhos”
“Ensangüentados os que escrevem pensando em curar as hemofilias de
uns poucos que os lessem”
“Doutor em cultuamentos básicos de conhecimentos gerais é mais doutor
que os doutorzinhos afundados na bacia das suas teses”
“Aqueles que apostam que a comporta dos Céus é ali arrolam-se em
provas de que insubordinados rondaram por lá e, expulsos, vieram para
cá, desentendendo-se com os comportadinhos desconexando de seus
quadros tais elementos”
“Saia seguro consigo ou consiga uma saia em que se segure”
“Traz o perispírito a sexualidade aduzida não no nulo degelo capitulado
em seu nivelamento por estado sólido anteriormente e sim no refrigerador
incorpóreo das acumulações de aditivos gonadais compondo o
iceberg da uniformização que constitui a vestimenta feminina ou masculina
fisiologicamente ímpar. Aparelho esse desde quando adstringia-se
às prévias formalidades de aliciamento, em que jamais dependesse optativamente
das predileções por estabelecer-se como um adunco embrião
transformista nas várias barrigas de aluguel.”
“Homens-centopéias são péssimos exemplos de lentidão e armadura indefesa;
homens-cobras, exemplos maiúsculos de mobilidade, blindagem
firmíssima e destreza”
“O cemitério está superlotadinho de Bruces Lees mortos logo no primeiro
round”
“Cadê os OVNIS que não se vêem mais? Pesquisadores ufólogos responderam
na ORKUT que é porque aquela fase de seus aparecimentos
fora proposital para nós interligarmos várias pontas umas nas outras.
Com o quebra-cabeças da colonização terraqueana faltando poucas peças
para o seu preenchimento, não é de se estranhar o sumiço dos discosvoadores
dos céus mundiais. Devido aos avanços tecnológico-espaciais, a
detecção das naves dos nossos aliens do Primeiro Mundo Estelar traria
mais prejuízos do que benefícios aos seus robozinhos de carne. Saibam
por que Eles comparecem invisivelmente, acessando o site em implantação:
www.eusoudeus.org.universo”
“Um tico de tiktik nervoso, um pinguinho de revanchismo ainda-tepego e
uma golada de caipirinha essa-é-para-a-pombagira adequam todo e qualquer
distrito metropolitano com camburões repletos de gastrônomos
desidratados, em decorrência do tempero pimenta-malagueta da baiana,
e pingunços atacados na selvageria da incompatibilidade de gênios,
atravessados com a bandeja vai e bandeja vem dos garçons calejados e
seus dez por cento”
“Brasília, Janeiro de 2010. Sai o decreto presidencial penalizando os
prefeitos que não se adaptarem a Nova Lei Urbana proibindo a construção
de casas sem os padrões mínimos estabelecidos pelo CREA. As
cidades que descumprirem essa determinação receberão árduas punições
que vão desde a suspensão do Fundo de Participação dos Municípios até
a detenção do governante municipalista, passível de autuação por entregarem-
no como favelizador reincidente às operações especiais da Polícia
Federal”
“Quanto mais elucidarmos os pepinos ocorridos em invocações do acaso,
mais abobrinhas e cheiros de verdes assenhoreados encurtaremos”
“Bombardeios de preciosismos deve-se a morticínios de analogias, exclusas
as defensivas das metáforas”
“Tinja de azulão
as Alterosas dos seus Cruzeiros e em telões na Pampulha de domingo
a domingo assistirá você em um Mineirão
a azulejar”
“Uma madame Min na conceituação de um espelhinho puído, opaco e a
ponto de estilhaçar-se e uma belíssima Cinderela no vitrôzão transparente
e com uma agradável vista para um marzão cheio de graça”
“Jaz uma
ameba e nasce uma lombriga. Jaz uma lombriga e nasce um
minhocão. Jaz um minhocão e nasce uma arraia.
Jaz uma arraia e
nasce um urubu-rei. Jaz um urubu-rei e nasce uma hiena. Jaz uma
hiena e
nasce um chico do Beto Carrero World.
Jaz um chico
do Beto Carrero World e nasce um tupi do educandário. Jaz um tupi do
educandário e nasce um suplente a suplente de lider da
UNE.
Jaz um suplente a suplente de lider da UNE e nasce um folclorista
ateuzão da ABL. Jaz um folclorista ateuzão da ABL e nasce um mais do
que malintencionado prefeiturável.
Jaz um mais
que malintencionado prefeiturável
e, a escritinha mantendo-se estável, nasce um Presidente da República,
biografado pelos tolos
de
culto, mas avassalador, anti-cristo
e palhaço”
“Cirurgião concludente em subjetividades na Word confessa, assoprando
os castiçais sem velas, não saber decodificar a parafernália usual a um
freqüentador ardeídeo de UTIs, recrutado de sobreaviso, por seu histórico
espiralar um irretorquível manualzinho de apontamentos terminais,
notoriamente listrando sintomas maléficos no fichário psicossomático do
Corel de seu carma”
“Negações aos ginásios de criancices e às torcidas desorganizadas em
corais de fidalguias. Em compensação, Magics Johnsons e Oscares, os
cestinhas de positividades, por um kg. de alimentos arrebentando, ao
darem um showzão cotizado nas NBAs em que visadamente se promovessem
arremessos de três anos-luz nos big aros filões da subsistência”
“Macere o seu estrondoso foguetório de entusiasmo ou surpresinhas
conflagrarão um eco de revés extemporâneo na impugnação do seu vibratório
arrasta-pé de exibicionismo”
“Embaixo de um almofadão descansa acomodavelmente uma bibliazinha
muitíssimo manuseada em dias de mofo por um enfrentador de vencibilidades”
“Que tal um cafezinho pingado na horinha nas instalações de uma cafeteria
e um café-da-manhã descafeinado na suíte hospitalar ao ritmo
hospitaleiro dos cafés-consertos da osteoporose?”
“Truta voadora coagida a pinotar, fula da vida se encatacumba na redezinha-
jazigo ao se cansar”
“Para um enlace duradouro, abra sindicância antes de contrair matrimônio”
“O refém da finura
de um ouro-fino confina pela fé finalmentes refinados no definido fim de
se finalizar em final feliz”
“Sangre como orquídeas selvagens no seu tédio”
“Abroquele-se das amnésias circuladoras a cifrarem buscas invalidadas
insistindo acérrimo na consoante e vitalícia auto-identidade”
“Mova o seu traseiro carnudo ou vire filé de carniça aos vermes ginastas
dos fitness centers do subsolo”
“Literalmente, no fotolito de um relacionamento vigir, exige-se dois chapeados
vigilantes de si em regime gráfico semi-aberto”
“Corre às mil maravilhas o frontispício dos instruídos apegados às linhagens
a homogeneizar-se”
“Trouxa é o sicrano que trouxe nos braços o alívio dos seus maciços ideários
e em sua conscienciazinha o pesar das suas levíssimas realizações”
“Dê no pé e desmarque-se dos pontapezões de justildos em errildos de
tolerância zero multiplicado por zero ao quadrado”
“Vomite vontades incontroláveis na entressafra de clímaxes tolhidos sob
a usurpação dos altímetros da vaidade”
“Honre piamente os seus inadiáveis compromissos, arremedando peremptoriamente
os autômatos da lei, afastando-se assim os irritantes percalços
dos adidos do TJ ou seguramente a probabilidade de ver o seu nome e
cognome encabeçarem o caudaloso listão dos pressupostos foragidos... A
saber que alçando, aliás, todos os demais poréns, oxalá a sua foto anêmica
e indiscreta não venha a ocupar as colunazinhas isso-é-uma-vergonha,
vinheta dos âncoras do telejornalismo sério”
“De um fio se faz um trapo e de um pio uma trapaça”
“Paciência
encarta o menu não cardapiado com
conformismo”
“Cruel a solidão escalena a tripudiar os insones comodistas diluíveis em
piramidais recipientes”
“Insuflam-se horários de se refletir e protelar, e reflexões a inconfidências
no improtelável”
“Vive muito, mas muito mais, quem toma gosto e mais gosto pela vida”
“Mostre-se prestativo aos que rodeiem a sua capitania sem ser previsível
ao cúmulo e requisitado ao extremo, no ônus dos enxeridos quererem
ordenhar os seus testículos e fazerem coalhada dos seus espermas”
“O louquinho que ferra umas rêses a troco de nada é o debilóide ferrando-
se ao não trocar o boi-da-cara-preta por uma vaca-da-cara branca na
donzelice de não ser ferrada”
“A cartilha lida e relida por um ancho proficiente despagina-se pelos
camundongos no fuá dos latões de lixo dos alérgicos ao conhecer”
“Xixi de ladinho respinga nas tampas privativas e asseadas da chuchulimpeza”
“Quem delineia o pânico geometricamente arquiteta o desespero; quem
arquiteta o desespero engenharisticamente empilastra-se na dor; quem
empilastra-se na dor imobiliariamente especula com o sofrimento; e
quem especula com o sofrimento é judicialmente embargado pela morte
súbita; embora a morte não adjudique o desespero nem desaproprie a dor
ou a se empreite no demolir do sofrimento”
“Um diamantão cobiçosamente furtado, ao corta-luz da forra, no sarro de
reavê-lo, o seu Lesinho da Funai esgana os garimpeirinhos que dos Cintas
Largas pseudo-criminosamente tiraram-no mas não levaram-no, por ser
a Reserva Indígena uma estância sob proteção dos lapidadores internacionais”
“Salvas de palmas às palhaçadas não o salvam das chibatas da risada
séria”
“Os retratistas do inócuo desengarrafam-se em um pum volúvel; zanzam
pelas catingas das ruas; incensam o arredor das latrinas; e filamentam-se
na lanugem avoada dos mantos obrados”
“O macroprocessador de neurônios do respeitado enxadrista encabula os
IBMs ultra-sofisticados, surrando-os com seus xeques-mates sem chips”
“Aniquile o inseto a perturbar e durma inocentezinho, inseticida à mente”
“No molejo cirúrgico das suas envelhecidas andanças, previna-se retraindo-
se de artefatos cortantes a lhe esculpirem terapeuticamente os internamentos
seus por arruaças”
“O homem é negro no seu velório. Sem teto, embora inanimado, aguarda
a hora de não ser nada, enquanto é cada vez menos no vão momento da
sua história”
“Sulamericano descaracterizado na bigorna da influência externa nega-se
a ser sulamericano para ser imitação de gringo”
“Desarme-se do nutrir impropício à sua caixa cranial encardida de
provisões perecíveis e perniciosas e acarie os viciosos encaixes das suas
charlatanices mundanas fintando os murros em pontas de faca ao deusdará”
“Uma golfada de petróleo para um engatinhante de mamadeira opacenta
e um espirro de hidrogênio para um andante de prato luminescente”
“Tipão atraente
gruda parecendo adesivo que não larga, ao reter contato
e desgruda automaticamente do envidraçado, no desmanequinamento e
em que a colagem cai seu imantismo da
atração”
“Um gole remetido ao santo não o embriaga, desde que a deferência à
dose-dupla não sirva de despropósito a que se baixe a guarda da sua
vigília”
“Pobretão alteado no espírito de Roberto Marinho, tossindo moedinhas
de 10 e de 5, acha que os trocadinhos obtidos na dureza é humanamente
irrisório; e, inconformado, relembra as bagaceiras dos cruzeiros aos cruzados
e dos cruzados aos cruzeiros novos sumindo-sumindo em sucessivos
contos-do-vigário”
“Ridículo massifica-se no intransigente a averbar o impróprio”
“Expressivos os verbos, se bisonhas as palavras”
“Talvez as Bermudas lavadas secassem rapidamente a favor de Guatemaltecas,
estivesse o varal das Caymãs inclinado o quanto mais para o
Haiti e a Jamaica”
“O varão pinta de cow-boy alourado, alegrezinho qual ganhador de loteca,
em sua optante laqueadura de aventurista em fuscão-preto e brasíliaamarela
aos gols e pálios 1000-marmitas, acompanhado de foliões
parelhos e mulheraças deterioráveis, de lenços descartáveis cheirando a
loló, ao exaurir a abjeta flatulência e o seu malcaratismo de pistoleiro
aculatrado, invejando a insubstituível performance a-gata-e-o-rato dos
adãos e evas em suas acoplagens no mar, na terra e no ar, desvitaminado
de tenacidade e amor a dois, resta-lhe algo assim como a coalizão de
última hora com uma solteirona risonha dá-para-o-gasto, em que, contemporizados,
as bochechas em formatos de maçãs voltem persuasivamente
a reanimá-lo”
“Por concessão do Excelso, apenas foi proposto ao homem o júbilo da
precatória de administrar e zelar pelos bens pertencentes ao Senhor de
Todas as Coisas”
“Beldades de 20
não constam que amamentem por uma de 5 bebezarrões de 60 em
inanição”
“Máquina mortífera compreende uma legislação em transitivo desuso”
“O corruptor atinado a beatices, ao tomar posse, é prestidigitado misteriosamente
dos visores telepáticos do povão; e estranhamente, num passe
de mágica, seguem rumo ignorado, como ele, os referendados encargos a
serem um a um expedidos, vídeo-saturados na bazófia do palanque eletrônico
armado da embromação”
“Sensibilidade tênue e finesses não encontram-se disponíveis em balcões
de drogarias ou em seções de abastecidos supermercados”
“Protagonize uma cigana liquidando a fatura em cima dos universitários
com luvas, chapéus e óculos escuros e enceste os pêsames nos ovos
podres sacudidos por estudantes de psicologia na contra-partida a uma
denunciável espertalhona sem sua tática de ler as linhas vitais”
“Esgotados todos os diálogos, os brutos partem para o agarra-agarra”
“Carregadas companhias cedem em peso à banda fraca das cidadelas
desmuradas”
“Jogo
limpo discretamente se joga. E terminam vencedores os que não
desmentem o adágio de que participar
é a grande jogada”
“A luva beneficente que
por compaixão estendemos para ofertar, martirizada em seus desgastes,
pode ser a mesmíssima a colher doações de gratos misericordiosos, os
virtuosíssimos ex-necessitados”
“Onde se impõem os loucos se expõem aos deslocamentos”
“Nissei budista,
ao que se saiba, não dá Buda ao santeiro do pau-oco
africanizado”
“Puxem o saco, mas sem apertar muito”
“Se por indefinições atormentáveis ocorreu-lhe de frilance a neurastênica
conclusão de ceifar a sua desacorçoada cútis, anualmente inculque cicerone
de si opinando no anônimo sobre a farrapada a que você ia se prestar”
“O homem que foi pássaro de vidro viu enormes montanhas de si mesmo
ofuscando-se em brumas nos espaços”
“Respeite a reta redonda angulando os quadrados a arredondamentos
retos”
“Cocô de louro com mosca dentro é o prato do dia ao esmolér de papo pro
ar no banquete da papagaiada”
“Um feriado aqui e um feriadão acolá e as férias do patrão descontadas
no assalariado”
“Mil dias não bastam para aprender o bem; mas para aprender o mal,
uma fração de hora é o bastante”
“Sobre a esfera em que mourejamos, raciocinamos dez vezes até que nos
viciemos em algo e um milhão de vezes até que nos livremos desse algo
vicioso”
“Recebe propinas o caviloso que desabonou seu protetor da deidade”
“Em poleiro de marrecos as patas têm a entrada franca”
“Felizardos
aqueles que souberam as causas das
coisas”
“Os canhões de técnicos em merchandising chocam-se com as fuselagens
dos tanques dos mestrados em pechincharias”
“Presume-se que o potencial de civilidade contido em nós insinue enxertos
de confiabilidade interina no córtex dos criteriosos capacitadíssimos a
procedimentos injetáveis, se não houver brecadas de vasculhos das agulhinhas
de estercos chupitados em custosas empatias”
“Dr.Fritz, em um amanho admirativo, ambicionou batalhando enfermiços,
nos apensos aos apriscos amiudados da somaticidade, um aparte
de arroubo atinente às aversões arrostando os anosos das basílicas a
parapsicólogos quevedistas besuntados”
“Conversa de
botequim é cadeira de faculdade aos iletrados, porém atentíssimos
bebuns parabólicos”
“Mansões
na beach, faculdades nos States, voltinhas nos shoppings, jatinhos
crosscountry
e
carrões da Chrysler no site dos pobregildos sugerem healthcare sem
sabins, highways em calamidade, hooligans nas ruazinhas, students sem
merendar e os
brazilians do apartheid em suas bibocas gritando
help-help-help
aos saints Edwiges do Banco Mundial”
“Laços maritais sinceros, fundidos no permeio das fiadeiras cármicas a
decotes de transcendentalismos, não serão facilimamente amolecidos por
um supersticioso puxador de nó-cego dessa linha têxtil”
“Tacam-se cores combinatórias sob um lustre imenso, em sustentação às
cores contrastando sobre ilustres em tacos de aposentos”
“Fugir
da justicinha dos homens é possivelmente fácil; mas fugir da justiçona de
Deus é facilimamente
impossível”
“Choverando paralelismos, os psicofracassados banheiristas salientam
anteprojetos coronhas aos meio-lá e meio-cá na duchinha devendo hidrantes
de solucionamentos às possessões: ‘o sabonete escorregou na
sauna, de quem é a vez de apanhá-lo’”?
“Corrija piruetas maneirando perspicácias a pressioná-lo a arremeter- se
sobranceiro e balistico aos escoamentos abismais no decair do chofer das
intimidades”
“Grátis é o primo encostado ao lucro”
“As pancadas no panelaço ociosíssimo dos cascõezinhos bumbam revides
monicas-a-cebolinhas devido a badalação vivida no caviar a jotalhões e
horácios”
“Na Casa de meu Pai havia uma grande avenida. Um portão sem entrada e
uma porta sem saída. Na Casa de meu Pai havia de tudo, inclusive o que
não havia”
“O banzeiro caramujo cartuchame do TRE, desnudo de buenas dichas,
cedilhado a cravar em merdéis, um javali governista bosta e um polarizável
bostinha caititu, em seus coquetéis de toletes legendados, não
cacheiam qualquer calendas na hora agá das cagadas em urnas digitáveis”
“Ximmam Rayadj
por Ximmam Rayadj:
Eu
não me
incomodaria se me aludissem com o Pai do Espiritismo; eu me
incomodaria se me aludissem com o Patricida do Espiritismo”
“Existem boas razões para que acreditemos estarmos sob monitoração
espiritualmente falando. Já se sabe que isso se deve ao fato de a complementaridade
encarnados e não-encarnados trazer bivalências que se
desprendem em ambos, sejam ou não de correntes desiguais. Relembrem
os antigos em uma analogia semelhante. Os povos desde então foram
sendo desestruturados, seguindo a tendência gênica dos embriologistas
aventando que comunicação com os mortos não devesse passar pela cabeça
de ninguém sano. Nem devesse se submeter a objeto de estudo.
Feiosamente esses mesmos transportadores de desfavorabilidades hoje
em meio a debates de alto nível preferem dar um nó nas línguas como
quem cala consente, de ouvir regulados, em número suficiente, no capricho
a expor o que parece ser irrefutável”
“Translúcidos que sejam os federas importados das férulas sob vezos a
nativinhos paparicando os mensaleiros em prisão domiciliar numa Fernando
de Noronha a quem tenha diploma superior”
“Tem sujeitinho aí meu insurgente, que declara pavor a espíritas legítimos,
que não compreende piroca nenhuma sobre poderes mediúnicos e
comunicação com os cósmicos e vem ocupando tempos e mais tempos na
televisão somente para fazer com que os ex-católicos, ex-evangélicos, exateus,
ex-judeus e ex-muçulmanos voltem às suas antigas religiões, que
estão se tornando coisa do passado e não retornarão ao que eram jamais;
se bem que ainda há imbecil assistindo esses programas tentando de
alguma forma influenciá-lo a que aceite o povo do Vaticano dando manchete
com padre de novo transando de batina, o povo de Lutero dando
vexame com pastor de novo enricando à base de maletinha, o povo de
Schopenhauer com homens de colarinhos-brancos dando trabalho ao
Ministério Público de novo roubando as várias prefeiturinhas e o povo de
Israel e o povo de Maomé com guerrilhas dando audiência na CNN de
novo brigando até a morte por um pedaço de solo que lhes dê de vez a
cidadania”
“Um sustinho daqueles chegado em boa hora dá para fazer com que
tenhamos consciência das finalidades, as quais, nós, os devedores do Cartão
do Máster, somos mais do que forçados a saldar”
“Por que eu não falo tanto de flores com amores ? Após determinado
ponto de minha nova vida pude sem margem de erro apresentar relativa
especificidade no que remonta uma mundaiada de rastejadores um
comendo o outro e o resto que vá pro inferno. À medida que tornei-me
adulto mesmo, após a fase compreendida de meus 45 aos 47 anos, ou
seja: após escrever Gritos do Ocaso, posso ser-lhes franco, atingia o
oitavo-sentido, um a mais que o normal, o que sinificava um avanço em
minha mediunidade com o Exército dos Espíritos Superiores. Entidades
Reais que assim gostavam de ser por mim chamadas. Agora se quiserem
saber mais sobre a minha pessoa, adquiram as minhas próximas obras
que quem sabe um dia falem de flores com amores atendendo às cordeirinhas
pulando as cerquinhas da recuperabilidade”
“Passe a borracha nos corpos femininos que lhe prazeraram, e, no espaço
em branco do papel que você fará uma cartinha de amor, que se encorreie
àquela de cujos corpos masculinos um selará amor à primeira vista”
“Cancioneiro daqui lá nada. Bóia na prateleira. Pirataria maior que essa?
Eu lhe ouço e você não me ouve, aé? Dois pesos e duas medidas? Olhaqui,
se há boicotes quaisquer da parte de lá pode muito bem haver boicotes da
parte de cá, e estamos conversados”
“Andar de trem e não de lata-velha sobre dois eixos de cidade para
cidade, como nos padrões europeus, é uma boa para o Meu Povo. Só que
eles não deixam. Não deixam porque cobras corais rastejam e no mínimo
pegam em seus pés. O perigo que faz é essas cobras corais voarem e no
máximo pegarem em seus encéfalos”
“Paiva Netto da LBV, com o microfone deixado por Alziro Zarur, enérgico
e defensivo jornalisticamente não satisfaria as milhares de mães solteiras,
satisfaria os quase duzentos milhões à miragem de um Verdadeiro Pai”
“Voltaram à minha carteira os dois reais que findariam em buracão de
ozônio em meu nicotinado pulmão”
“Ninguém sai da situação em que se encontra senão pela ciência. Mais
específico eu ressaltaria: Pelo Conjunto Das Ciências”
“Onde chegam as velas, chegam os barcos”
“Não
existe senhora não-conquistada; existe senhora
mal-cantada”
“Quantos caroços há em uma melancia? Quantas lavouras um gordão
devora em um ano? Quantas Argentinas vão pelos ralos daqui por descaráter
de corrupção?”
“Para variar, vamos nos unir em torno de uma idealização: a quem andar
ligeiro uma Fórmula 1 e a quem andar devagar 1 como fórmula para que
se adiante”
“Corram as sacolinhas e depositem milhões nos bancos das praças”
“Falemos de Postos Policiais, de injustiçarias pré-fabricadas, de sacis pererês
e seus cachimbinhos infestando os parques, que noutras épocas
serviam para se namorar, parar se pensar nas coisas do quotidiano, para
integrar quem viesse e não para se entregar a bolsa e o celular a quem nos
ameaçasse”
“O esnobe parou o seu carrão defronte de uma cervejaria bem movimentada,
e, como era de se esperar, alguns conhecidos vieram bajulá-lo.
Um perguntou se iria ele entrar na chapa do prefeito. Outro se iria entrar
na chapa da oposição. O esnobe, pressionado por um e por outro para
entrar na política, que seria mais uma sua complementaridade, em um
dilaceramento de esnobismo colossal, responde aos seus bajuladores que
desde quando entrou no espiritismo a sua vida deixou de ser a de um
suscitador de tapinhas nas costas para ser a de um instaurador de apulpos
de quem ri por último ri melhor”
“Enchi o peito de ar e saí caçando os cheiros da vida, em meu primeiro
dia de renúncia a um hábito de 25 anos. O hábito de fumar. Hábito esse
que só não me prejudicou tanto porque me alimentava saudavelmente. A
despeito do sistema que nos forçava a comer baião-de-dois com ovo e
charque... Me preparei para esse dia. Olhei de banda e vi as obras de Deus
encostarem em mim, para me dizer que a única coisa que vale a pena é
sem sombra de dúvida o amor a tudo que nos cerca. Não importava se
esse amor fosse devotado às coisas materiais ou não. Pois tudo vinha do
Criador, por via direta ou por via indireta... A prova final de que devemos
fazer dos nossos corpos aquilo para o qual fomos designados, levou-me a
repensar o tabagismo e toda suas substâncias causadoras de uma série de
grande males... Em um curto espaço de tempo meus pulmões agradeciam
por poderem trabalhar mais purificados. Sem a nicotina, as minhas
artérias bombeavam o gratuito gás dado pela natureza, encontrado em
abundância pelos ares respiráveis... E dessa limpeza vascular o surgimento
de um ser que renascia de si mesmo... Nunca mais cigarros em minha
vida. Crises de abstinências ficam para os despreparados. Para os que não
souberam ver o quanto eu vi quando não havia outra alternativa senão a
de viver, ao invés de morrer na meia idade”
“Fita volteando
a vileza da tesoura permanecerá compacta até dizer:
CHEGA!”
“Troquem fluidos que encilhem flores-de-lis às estivais cintilações”
“Muitos eram os másculos halterofilistas, absolutos dos rabos-de-saia, no
tocante a modulação arrítmica em meio a zoada nos bastidores da gafieira
envolvendo a gestão pública e sambaram, no rala-rala das braguilhas,
pagodes de notas fresquinhas trazidas de bandeja por apadrinhados
passistas assessores das escolas do é-dando-que-se-recebe. Deitaram
e rolaram ao quebra-luz dos gabinetes tertúlicos, classificação prostíbulo,
dos figurões desmunhecados, no advento de bacanais com as gueixas e os
rapagões agenciados, militando em prol das suas obscenas causas. Ou
foram compadres anuentes aos cafetões comissionados do endividamento
externo.
Muitos intencionavam, apoiados em um berlinesco muro, o horizonte
douradíssimo aos seus filhinhos e netos através da idolatria a monumentos
falsos, saídos das maquininhas de ícones de cartas marcadas e
passaportes visados. Mas, no escalafobético continuísmo das submissões,
recuaram ideologismos profícuos pendendo para o viés dos consensos
éticos às corruções zeradas e capinaram ramas e ramas elasticíssimas de
esperanças novinhas em folha, aludindo-as às copiosas vitimas dos generais.
E sobretudo, acobertados pelos vilões impregnados de subterfúgios,
pulverizaram o ardor latente dos intelectuais da tropicália, surrupiando-
lhes o alarido dos clamores antimercantilistas às tessituras das
igualdades.
Muitos equevos da velha-guarda, nos hodiernos frigir-dos-ovos, desocupam
acabrunhadamente as suas patas imundas e desonrosas e estridentes
achincalham abertamente os atuais porcos chauvinistas e o espasmódico
libido comportamental da juventude transviada. Em torno das
praças aposentadas de lutas-livres, aos enxames de pedófilos, trombadinhas
e, eles, os sexagenários Heróis do Dominó, deveriam os ex-tudo-emais-
um-pouco, mais rápido que imediatamente, entre um duque e um
terno e entre uma quina e uma quadra revogar as anafiláticas saturações
agudas, no distintivo à simplificação dos traumas em suas pecaminosas
culpas, ao negligenciarem como pais, avôs, maridos e pátrios homenzarrões.
Muitos sob os favônios dos badalos alucinantes, eclodindo dos empertigados
sinos, típicos de uma erudita sé em reforma, imprimem nos cerumosos
aparelhos de surdez suas escutas de mercadores e economizam
maleducadamente os sinais da cruz, preferindo, na dominical missa das
seis, o vislumbre às musas de seios quase de fora, ao também planarem
as suas atrevidas lentes aos molhes de sacolinhas bésame-mucho, estufadas
por cédulas voluntariamente doadas durante o repensativismo de
semelhantes combatentes de outrora; relinchando que, pondo as barbas
de molho nessa tina lulista, seriam anistiados enquanto em vida das
mãos-bobas em paletós alheios. E debaixo de chuva, dispersam-se de
costas desrespeitando as eretas torres dos mosteiros seculares, ante o
reverbério dos benzedeiros finados eclesiásticos, na passada em que quão
solitários dirigem-se aos interditados prumos de escadarias sobre o mapa
dos casarios sustendo a unívoca elevação personificada, tanto frisado em
procelas de ignotos aos fones propagandísticos das sumidades da Nova
Era (que vêem o que os outros não vêem, enxergam o que ninguém vê nos
outros e olham por todos os que apenas enxergam a si mesmos)”
“Desesperador, superando uma cefaléia contígua ou uns fumos adolescentistas,
dar-se-ia na ambientação canicular ao porte da sociofobia em
periculosas metrópoles ou se enrabichar na politicagem e ver a cobra fumar
utilizando-se do aviltante dispositivo da compra indiscriminada de
votos, dando fôlego à favelização”
“As mudinhas merecem umas bombadas de blandícies contra os grilos
falantes, os cortadores dos dois lados e as pazinhas incansáveis; no cenho
de que, na bonomia de árvores formadas, favoreçam aos falantes grilados,
aos dois lados do corte e aos que descansem em paz”
“Didaticamente, absorver os porquês corrobora com a circulante de que,
sem encapar o professoral, a metodologia graficamente e editorialmente
sobeja e ilustradinha, orfã da verticalização do aprendizado, desintegrarse-
á no sulfúrico ácido da incompreensibilidade multidisciplinar”
“Aconteceu no velório: Não misturem o corpo do farrista de alma preta
com o distinto corpo do presbítero de alma branca para o maquiador
não pintar zebra nos corpos de ambos”
“Sonhando
E entendendo o que é sonhado, os sonhadores haveriam
entendido o sonho dos seus sonhos no entender do
Insonhável”
“O
Homem-Ideal
contenta a si conjugando trabalhismo com pazeamento,
contenta a mulher amada
conjugando sexismo com conformações e contenta os descontentes
conjugando verbismo de A Vaga É Sua
com predicado de Cresça E Apareça que causem contentação
no jugo do
Deus-Ideal”
“Instilar sugéstias na mouquidão das justificativas com axiomas que dão
autonomia a tapar assertivas a quem sustenta essa carga tributária de
autocredenciamento tornará as firulas do dito-e-feito um sebo à amplificação
da estupidez”
“Beligerantemente, desvie o seu radar aos ápteros desassistidos, para que
um pitecossáurico míssil desgovernado não colida com o seu postinho a
pterodáctilos em observação”
“Que bolão. Passou por um, passou por dois, vai entrar na área, vai
marcar. Não marcou? Havia um zagueiro. Um grande zagueiro por sinal.
Impediu com a mão que a bola passasse. Agora é cobrança de tiro-livre na
marca do cal. É pênalti. Xi. Esse batedor vem errando muito no jogo. Será
que ele coloca certo no ângulo? Tem que chutar no canto superior direito.
Pois o goleirão toma posição de defesa no canto direito. Apita o juizinho e
não é que o pé-frio meteu a redonda onde torce a moçada. Foi o que eu
narrei. O Sujeitinho que cobrou para fora precisa é botar o pé no gesso.
Para acertar. Nunca errar. Continuar errando assim, vai se desempregar,
vai perder a Maria Chuteira. Nem mesmo um time do Casaquistão vai
querer a sua atuação por lá... O comentarista ao término da partida classifica
isso como erro imperdoável. O clube da casa cai para a terceirona e
os radialistas todos, um a um caem das emissoras dos esportes para a
Emissora de Títulos Protestados”
“Não case com um caso perdido”
“Coma em descarrego de disciplinamento e em amor-próprio, aos seus
órgãos preferencialmente, o pitéu não plagiário de uma perfuratriz ao seu
biofuncionamento e ao seu caixa labutado”
“Eu perdi duzentos reais numa aposta de jogo, o dinheiro de um aluguel,
e, um ano depois, ganhei cem mil reais, dinheiro de uma casa, botando
uma fezinha tão somente na minha capacidade profissional”
“Feche a sua matraca; entupa-se envergonhando-se dos ataques truculentos;
ou, na ativa captação das ruidosas interferências, um jagunço enfezado
tende a fazer uma fezinha no bicho-de-sete-cabeças com um pito goela
adentro”
“Tadinhos desses aí. Sequer abriram uma página de reeximanação em
toda a sua vida. Também pudera, vieram ao mundo quais animais impensantes
feitos nas coxas pelos becos nojentos da cidade grande e desumanitária.
Os automóveis do ano passam e motoristas não dão a mínima
para os desagalhados. Torcem os seus pescoços na hora H. Radiopatrulheiros
bem que tentam adverti-los sobre o perigo que correm, debaixo
dos viadutos pichados, onde dormem indigentemente sob cheiros fortes
de urina e fezes anfitriando ratos. Pobreza total. De quem é a culpa? Com
quem contar? Contar com os carregadores de dólares nas cuecas e seus
transvios de personalidades? Ou contar com os mega-pastores em seus
Land Rovers movidos a arrecadações de salvos? E para engrossar a
massa, não é que um bacamarte da imprensazinha comprada publica:
Queremos a Pena de Morte a esses aí que não querem nada com a vida.
Isso é extermínio. Isso é reflexivo ao que herdamos dos imperialistas. Dos
que teimam em tapar o sol com peneiradas, na jactância dos Senhores da
Verdade. Mas qual verdade? A minha verdade diverge da verdade dos que
usam e abusam das criaturinhas desassociadas. Tão multi-existencial é a
minha verdade que eu, no vindouro, jamais enxotarei teogramas para o
bem do coletivo, para o bem desses aí aperreados. Não há de ser nada,
Novos Templos virão no atropelo dos dias. Sairão de lá paroquianos com
registros de espíritos-de-fé tocando a boiada de incertos nos brejos livrados
dos estouvamentos. E pelos assentamentos desse rebordo candente a
visão de que esses caras aí na soledade atual, fedendo por não tomarem
um bom banhão, amanhã, com a Nossa Ajudinha de nada, darão graças a
Deus a mão-amiga chegar com a toalha e o sabonete e os baldes de águasbentas,
que quando muito corroborem para inaugurarem uma nova
página em suas vidas de gado não marcado”
“É considerável a esmola desodorizando-se a inhaca das axilas do pedinte;
justo para que haja um rolhão no frasquinho alma-de-gambá calibrando
mais do que aromaticamente as ventas gentis do doador”
“O item é o estilingue quando o éden é a vidraça”
“Dama da noite brilha nos perfumosos saguões clubísticos somente o
expediente em que perdurem as alfazemas a expirarem seu estrelato”
“Era
uma estrela no longe, era de longe que vinha. Ressuscitando as
noites que nos meus olhos jaziam.
Era
uma estrela no longe, era de
longe que vinha”
“Trocados em miúdos, os miolinhos das cambadas cediças de dementes
irrefletidos, as laiazinhas freguesonas de anoteiros de DETRANS imputando-
as por desmazelos, descapacetadas para racharem ao meio no
motociclismo, sincronizam uma similitude com as falanges inquiridas
pelos CREAS, por lajotas despenteando os topetes dos pedreiros, malcapacetados
para ao meio racharem na construção civil. E suturando,
saturadamente, os supra-sumos dos timecos desrespeitadores das Leis da
Física, os broncossauros surfistas do mar vermelho, depois de muitissimamente
olhados, salvaguardam-se dos videotapes dos meios a lhes
racharem ao meio; se consistentes na simultaneidade das capacetações e
aconselhamentos não-descontinuados. Que é significação de sisudez,
intrinsicamente, a supressão dos pretumes substanciosos nas estamparias
Mr.Bean e Os Trapalhões, em colecionamentos de bandagens e
bandagens e gessos e gessos cercando em dias de azar seus capacetes
ósseos”
“Quase tudo que fácil vem na hora tudo quase nesse compasso vai embora”
“Por falta de testemunhas, é a palavra de um gago contra a palavra de um
fanho”
“Em marcha lenta, a lesma se adianta; e pudera se com milímetros de
rodagem a pigméia locomotiva nem movesse uma voadiça palha”
“De ciensciazinha em ciensciazinha encraniadas, mais um sabidinho no
achômetro de que o mundão é pequenininho demais para si”
“Desçam alturas na instantaneidade para que na humildade acres de
bucolismo cortejem naus ebúrneas lançando jatos de luz sólida e elucidativa
do Bem-Aventurado”
“Pecou
o
saci pererê,
ao sapecar cerce a perereca do sapo rei-momo, na saciedade
de
uns pulinhos, sassaricando num zé-pereira”
“Imparcialidade
na imprensa subscreve-se um referencial de decoro, insopitável à
cidadania”
“Divertido o encaminhamento dos textos originais a uma Seleção Editorial
em se nos atermos que a obrinha vai bestselar, e a direção da casa
não a avalie careiramente por e-mail, desgraçando o autorzinho sob acocho
de beneplácito, um qualquer signatário em alguém breviário calculista
de uma volta de ouro e uma volta de prata”
“Big Brother
da ralezada é gratis-per-view pelo
buraco da fechadura”
“Mesmo erroneamente, quem arreda seus dedinhos de um obsequioso,
senil na barbaridade da insensatez, o margearão os dedões ágeis numa
paramedicina hospitaleira a reparar dedógrafos emperrados por erráticos
desapontamentos”
“Havendo
filhos super-responsáveis é elementar haverem pais
hiper-atuantes”
“Em pleno Século XXI como tem gente biruta, boiando nas privadas que
fazem; gente da gente ridiculamente me perguntando se existem Almas
do Outro Mundo. Se entro em contato com os ghosts. Se do Plano
Superior dão Cursos de Formação de Condutores para não mais
encontrarmos os Caminhos da Morte. Por essas indagações se tira que
não é por acaso que sofre essa gente. Mais do que eu no aspecto morte.
Enluteço-me por não ter percebido antes que com a concepção de morte
se pode conviver harmonicamente. Dela revivemos antepassados nos
profissionalizantes que bacaninhas de instante em instante se olham por
espelhinhos de se auferir quem é gente-da-gente, quem é gente-do-bestial”
“Não há mal algum luxar dentro dos parâmetros que vez ou outra socioeconomicamente
não castigue contrastantes na defasagem”
“Ler não implica saber; saber não implica entender; entender não implica
fazer; fazer não implica querer; e, ao querer, se complica no aplico a implicantes
do poder”
“O úbere lacre, na pindaíba do desvirginamento, sela o alteroso néctar do
Apiculturista Serrano. O não desfloramento dessa colméia, por nós inconsumível,
pensem que é falho se encravarem-se na explanatória de que
os papa-méis dos zangões astronautas dessindicalizados dos Abelhudos
da Justeza alagam seus habitatezinhos com azedumes impróprios às suas
saúdes; esses que se maldizem, nos enfileiramentos de exércitos de formiguinhas
aladas, liquefeitos em castigos por adulteração dos sustentos e
inintenção às gulodices de refulgência”
“Por ingerência de um turbilhão de patifes diretores cossa-sacos, glosamse
descontentamentos nos periódicos do funcionalismo relando seus ovinhos
de calefações centuriais”
“A camélia
que era a flor de verdade esverdeou
ao flagrar entre os arbustos o cravo do seu jardim com a rosinha d’outro
cercado”
“Ejacula precocemente o inexperiente em stock car e esportividade”
“Jogue pesado e breque o chumbo grosso, a madeira de lei, o ferro quente
e os trouxões nas costinhas, se as duras penas fossem balofas aos seus
pedais”
“Turismo Sexual é invenção da Mídia.
Que o diga os alemães, os franceses, os japoneses,
os argentinos, os tantos italianos e espanhóis que tocaram e sentiram de
perto a tal da invenção”
“Masturbador das aparências excessivamente engana-se diante dos seus
retratos”
“Acima de todos os elevados das ordenanças, pombos-correios cintilam
gáveas aos Navios-Escola de bacantes. Que desse Empíreo, reposteiro a
assomar na serpeante e azulina relva, eis que nautas Grão-Mestres se
apegam aos almos enunciados e uma Opulência voa sobre os irresolutos
em seus madeiros com suas iniciais gravadas”
“Trem de Ferro se esbelta. Recuam os vagoeiros inauditos. Lembremos
que íamos de cambiteiros de mala e cúia nos arrabaldes por aí. Serão os
desmanches da Estação? Os dormentes e os trilhos? Ou serão as solidões
dos cocares estrangulando caciques-negros coroados nos atuais Quilombos?
Regressemos aos trilhos e outra vez a Estação. E indecisos maquinistas
ébrios, aos gritos em correria, perguntando aos transeuntes ébanos,
foguistas mortos do silêncio: ‘Em que eito de roçado a estrada-deferro
apadrinha? A quais majores e sinhazinhas fazemos um brinde e
trazemos Pixinguinhas de um Pai João?”
“Os tocadores de obras para o seus bolsos, os autênticos homens-públicos
brasileiros dos anos Brasil zero de democracia ao Brasil algum tempo de
democracia, são os típicos indivíduos que não estão nem aí para o que os
outros comentem a seu respeito. Os seus filhos maiorzinhos, por exemplo,
na escola cansam de escutar ‘Seu Pai É Ladrão’, mas, cinicamente,
entre colegas do mesmo time de raposas no cio para meter a mão no que
é dos outros, adoram repetir a frase água-com-açúcar de que ‘Quando
Nós Crescermos Politicamente Seremos Iguais Ou Piores Do Que Eles”
“Quééé...Quééé...Quééé...!!!...Deeeu-se a luuuz??? Hááá luuuz de
Deeeus!..Papaaa...Papaaa...Papaaa...!!!.. Falooou o nome do Paaai??? O
Paaai em seu nome falooou!... Bibiii...Bibiii...Bibiii...!!!...Buzinadiiinhas
para na vez frentear nos espaaaços??? Freeentes de espaçonaaaves lhe
buzinarããão!... Aleluuuia...Aleluuuia...Aleluuuia...!!!... Acreditooou na
nação da eternidaaade??? Eternizooou-se por seus créditos nooutras
naçõõões!”
“Por enquanto, vamos deixar as coisas como estão. Não roubaremos
mais, até segunda ordem, pois levantaremos suspeitas. Os próximos que
nos substituírem, assim que formos exonerados, se não roubarem o tanto
que nós roubamos é natural que se reelejam. Mas torceremos contra,
lutaremos para mamar nas tetas do governo outra vez; nem que para
tanto tenhamos de impor procedimentos anti-éticos, como comprar os
votos de todos os pobrezinhos de todas as periferias entregues à sorte”
“Tendo vocação
para o contrabando ou contravenção nos cedês replicados, nos
ganchinhos da clandestinidade, desdobre-se internamente
em corsário e otorrino das faixonas garras-de-jaguar, no pós- venda a
desarranhões,
ou
um audiófilo axerifado, em reprimenda
triplicada, no pós-vendo os arranhados, enturma-se na superbanda a
ex-CD: Agarra Já O Guará! Em Band-Aids Os Pirateados!’”
“Rejeições e rejeições nas análises dos Conselhos Editoriais foram como
fermento para fazer crescer o meu Primeiro Livro”
“De imposto
em imposto o Tupi pára no
posto da Pitú”
“Antropocentristas em seus albornozes de lendários dardejadores, renascidos
nos burgos de Avezinhas do Paraisão, se desengaiolam em volúpicas
debandagens e reatingem os prosistas que eram. Ganhando volume
se alteiam quanto mais forem as pânrias das lebres. E despoticamente,
luxuriosos, faturadores de Angélicas às avessas, de prima, vão reescrevendo
a história da prostituição infantil nacional. Um passinho de frevo
para implementos de Odoricos Paraguaçus em nova roupagem, de cujos
os projetos um Trajano ocidentalista resolva de uma hora para outra
querer assumir o que chamaríamos de o mais Magno dos Cargos”
“Nos tempos dos generais, em plena lei da censura, repórteres de fuzis
nos pescoços é que davam as notícias aos senhores e senhoras de casa. Os
âncoras dos telejornais os tínhamos como espíritos: sabíamos que existiam,
mas de jeito nenhum nós os víamos”
“Suspenso no espaço, entre uma clareira de estrelas e outra, sonhei haver
um Planeta Metálico Ovalado habitando seres de plasmas a controlar à
distância os passos dos colonos das terras quais a nossa apropriadas para
seres de carnes e ossos assim como eu e você”
“Emende
uma frase com a outra e, dessa coletânea, veja
o renascimento em você, se fielmente
segui-las”
“Os patrícios
em aspirações aos nobéis salgam os seus suspiros
finais”
“Qual
clube de futebol brasileiro que nunca será Série A por vocação?
Quem pensou CRB,
acertou”
“Um hoje é a subtração das mixarias em calcula-dores de uma ontem nos
adendos às capitalizações dos ninhos em computa-dores de um amanhã”
“Não torça para que o pior aconteça porque na pior você ficará, aconteça
o que aconteça na pior das hipóteses”
“Adormeça
entubado com um sonzinho
ao
volante e amanheça entubado com um sininho à sua
enunciação”
“ S E T E D I C A S
D E U M C O N S E L H E I R O A U M A
E X C E L E N T E
T I R A D A D I Á R I A
1ª Dediquem as suas vértebras entronxadas no inclina daqui e inclina
dali, como bambuzal no mau tempo, a umas oito horas de desinclinação,
almejando uma sonequinha na horizontalidade e no conforto, qual um
nenezinho chupetudo roncando imperturbadamente.
2ª Oito horas também ao acabou-acabou dos duros-danados pelos
ganha-pães e eurecas, não rabeando o endosso dos justificadores da coreografia
: ‘O Elmo Dá Uma Descansada. O Ilmo. Sr. Se Cansa Das
Canseiras Do Selmo Sem O Seu Elmo. E A Selma Do Selmo Deselmado Se
Diz Cansada De Descansar Do Descansado, Que É Seu O Eu-Sou-É-Homem-
Para-O-Anselmo’.
3ª Divirtam-se por duas horas com aqueles passatempozinhos de relaxamento,
para desconcentração motora, não irritando-se na inci-piência
dos teminhas fundadamente acionismos de retardações. Uma anestesia o
reconvívio sob a oligarquia dos que lhes majoram em um: ‘Seu Dotô, Essa
É A Minha Palhocete, Na Qual O Sinhô Não Repare As Mobílias Simplezinhas’.
4ª Antes de ranquearem como um figurino de pijamas ou camisolões, se
é que ainda se deitem compostos aos cacoetes das vovozinhas no caritó,
desmarcados dos controles-remotos dos criados-mudos aos bidês, sequenciem
uma meditatória hora dimensionando evolutistas regenciações,
em que cortem o barato dos circuitos de curtos interferidores, com o seu
‘política-futebol-religião não se discute’, lema dos interruptores que nem
sobem nem descem, ou saem de cima.
5ª Duas horas bastam para reconsiderarem as atonias dos automatismos,
racionando-as em pausas cronométricas, e interrelacionem-se com alguns
beltranos portando avenidonas : ‘Amigos A Gente Encontra, A Vida
Não É Só Aqui’, que os desprendam mediunicamente.
6ª Pratiquem, organizados, uma hora de musculação, dança ou esportes
que corporalmente os embelezem mantendo-se em forma. Ou, se dispostos,
calcem os seus pisantes macios e amostrem-se em pré-deliberadas
esticadas de canelas nas redondezas, pasmando os sacos-de-bostas em
cadeiras-de-balanço aos terracistas morre-não-morre de almoçar pílulas
de emagrecer.
7ª E para saldarmos o dia de ativismos, semanalmente, talhando as duas
horas restando ao cadeado de um amanhã por vir, usem e abusem desses
cento e vinte minutões nos reconsertos de seus residenciaizinhos, no
enternecer da pessoa amada e na interceptação dos foras, revendo o desaparelhamento
da falação; quando a mudez os patenteiam mocós diante
dum todo Divaldo Pereira Franco”
“Deus dá o pão
conforme o estômago; mas,
chegada a merenda, pinta o capeta nos toma-cá conforme
as sobras”
“O gigantesco, repensando o seu gigantismo, diminui centímetros no agigantamento
de que anões-gigantes apertassem-lhes as mãos”
“O capital não gira? Retesa-se a liquidez. As mercadorias não evacuam.
As industriazinhas nossas falem. E, no cano da estagnação, os arrasados
arruaçando, os remediados se medicando e as aeronaves superlotando de
civis tacanhos, em debandada, cortejando as potenciazinhas superavitárias,
idem escroques desse Estadinho de Coisas”
“Entontecidas, despriorizando os barlaventos favoravelmente ao turismo
de lá pra cá e às borrascas na ascendente do exportável daqui pra lá, as
naçõezinhas de bússolas cambiais esfoladas em muito remam as braçadas
da especulativa caravela dos retornos aos estrangeiros de cofrões peidando
para o III Mundo”
“Suaves novelos espicham os fiozinhos das lãs de amenidades”
“Patente alguma garantiria definitivamente os logos exclusivos aferindoos
a uma descoberta revolucionária”
“Totalizados os sufrágios, os novatos quatro-anistas entronxam os seus
pescoços, envergam o metal dos seus óculos e temerosos caseiam a candidatura
sob o rodo da municipalidade”
“O que é o que é que entra quieto e na passadeira sai ferrado e, em se
inquietando, entra na ferradeira e sai passado?”
“Umas se embonecam todas, vendo que dessa maneirazinha os troços
rastejem-se durinhos aos calcanhares, implorando umas mordidazinhas
na maciez de seus tornozelos”
“É triste
o alardear da fome.
É triste o matraquear dos homens, enquanto há fome.
É triste
o banquetear na honra prestada ao homem; se a fome desse ângulo é
cisma, cisca sobre um plano humano de tristes abocanhando um
sonho”
“Na
visãozinha dos cata-modelos anoréxicas: Um belo corpo esbelto foi feito
para ser mostrado e em seguida degustado até
o osso”
“Para esquecer o cigarro, acenda o quanto for necessário e o quanto necessário
for a brilhantíssima guarujá de para sempre apagá-lo. Em detrimento
aos tabagistas de isqueiros com incentivos a reacendê-lo, acumule
no cinzeiro das suas prioridades vez por todas a tragável campos-dojordão
de expeli-lo, apagando a cubatão de pafes-pufes de em unidades
reimpeli-lo ao tragá-lo”
“Falta um orgíaco século remanchão a que se anoiteça o dia; se panegírico
a essa noite de astral nos é o limiar dos séculos”
“Repudiar
as erratas alheias é normal; estranho e errado os alheios
repudiarem os erros
dos anormais”
“Por
quaisquer pequenos delitos, se os sentenciados
tivessem de ser
detidos de uma só vez, faltariam carcereiros para trancar
as celas”
“O quase-homem
reapresenta-se sito no animal pensante, ocasionalmente pensador, e
pensem o que quiserem, mas consecutivamente
pensativo”
“Admiram-se o vira-casaca ciente das querelas insolucionáveis corneando
os docentes sacados dos corners das soluções”
“Cinco
foram os que socorreram e quinhentos os que
ao longe passaram”
“O homem que foi pássaro de vidro fez caminhos no vento e prosseguiu,
sem lembranças de rumo, mas, apenas, a poeira do tempo em seus sapatos
e o silêncio das ruas sob seus passos”
“Embaralhar, de jogadinha em jogadinha, cabalas e éticas no SEBRAE,
opção à solidez de microendinheirados, propõe-se que tais intermédios
sejam maneiros. Desmantelo, no Mortal Kombat aos bacarás viciados,
admitir-se-ia padronizar os paus e os ouros, de cartinha em cartinha, aos
naipes de uma Receita”
“Tigela
onde comem os leões, lambem
os filhotinhos”
“Maridinhos mulherengos, daqueles que traem isentados de perdão,
ficam encabulados e convertem-se a bons esposos, ao notarem que
ultimamente deitam em suas camas de uma carola de Nossa Senhora das
Dores à celebrização de uma Marilyn Monroe”
“Sabemos que
dois e dois se somam quatro e não sabemos se quatro sem dois se subtrai
de um em um”
“Artelhos sobrando em um parzinho justinho, de pares em pares tentados,
condoem-se na fôrma ajustadíssima de um sapatão”
“Flor
que exala somente espinhos não
é flor que se cheire”
“O
verso enquanto funde-se à navalha,
o leitor escanhoa seu
cavanhaque”
“Uma baleia engole exageradamente uma porção de cardumes; mas,
nunca irá conseguir devorar completamente os víveres desse oceano”
“Para a economia de copos descartáveis em um cyber café de Aracaju o
seguinte aviso: Adote um copo. Jogue-o no lixo somente quando for embora
de vez”
“Apartamento apertado mal cabe nas quatro paredes duas percatas apartando
em um quarto o quadro de um par em apertos”
“O
governador de si despacha engabinetado às custas dos
colégios eleitorais
subornáveis”
“Enquadre o embusteiro encurvando-o numa tela de retângulos em julgamento.
Trace o esboço de um carne-e-osso indivisível. Para que se o
faça compreensível, não desperdice querosene ou faiscazinhas no seu
delíneo. E, na incolor figuraça redesenhada, não deixe Louvres ou Parises
existentes. Deixe que o vejam no painel do nada. Basta um pouco que a
sua réstia atinja o expressível, na Bienal das Artes Plásticas Diferentes.
Onde todo o justiceiro é um DaVinci e sua Monalisa”
“Narrar proveitosamente a vetusta primazia em haver-se com a láurea da
perfeição, incursionando na caturrice de um amador, impassível sobre o
ilibado tabuleiro de xadrez encurralando o rei sem xequemateá-lo é um
epinício de lúdica tumefação, comparável às anedotas das premiações em
lotéricas captor dos respectivos prognósticos que se lêem”
“Pelos
espaços vazios exércitos da esperança submergem nas sombras volúveis
acariciando as ondas que se baldeiam
na tormenta”
“Chia a chaleira morna xingada pela xícara chocando friorenta”
“Insocorríveis os cerebrozões dos direcionadores de mandriados”
“Cabivel aos desespiritualizados uma petição à morte. Cabível aos espiritualizandos
uma condenação à morte. Cabível aos espiritualizados uma
revogação à morte. E cabível à afugentação da morte uma reencarnação
dos reeencarnandos nos reencarnados de grande porte”
“Antes de haver penumbra, haja alvorada”
“A atenção da mulher redobra quando o homem se expressa inteligentemente”
“Se a ventania emudecesse os uivos do lobo, numa necrópole de matilhas,
ele, recuaria escritinho a um coiote açoitado”
“Nesta vida, nunca descarte uma possibilidade, por mais remota que lhe
pareça”
“Agir rápido, sóbrio e preciso manivelam ao picadeiro dessa acrobacia
dinamismos incomuns, atributos de prósperos velocistas a empescoçarem
medalhas. Porém, momentaneamente, a qual sistematização privilegiaria
o fatalismo estressante, a um egotista distanciamento, se nesse
ínterim forem largadas no obsoletismo do suplício a anguzada de pessoas
realistas empuxando-o ao montículo no cenóbio de suas primordiais metas?”
“Machado, quando cego, de jeito nenhum ele talha; e cego, quando pega
de algum jeito, o machado estraçalha”
“Ecologicamente, lance os chamarizes dos seus arroios de bonanças e lace
os chafarizes das torrentes de tributárias correntezas”
“Desgaseificar a fluidez dos bem-dotados e seus bem-chegados dons, no
feitiço contra o feiticeiro, torrenciais vapores agourentos choverão climazinhos
de más sensações”
“Quando branco ele perde a antiga forma, dando ao velho exemplar outro
sistema de recuperação, qual no poema faz do verso sem rima sua norma”
“Franzem os copistas os silenciadores de dedeiras arretando os áudios
enladainhados”
“A geografia
braceja o carro-chefe coordenador que brande as diretrizes da
rentabilíssima pasta-preta de vendagens”
“Tendente às imposturas dos anticonvencionalistas, as gorjetinhas arbitrariamente
encobertam a evasão no tráfico de bonificações, em defectivas
bissetrizes de vistorias grosseiras”
“Os casaizinhos sussurram em um casório, se esporando em trajes de
galileus e os solteirinhos num velório murmuram ultrajantes aos esporrinhos
de galalaus”
“Intelectual mentirosamente há de empatar com o valor intrínseco do
espécime inteligente; conquanto que a intelectualidade precise um determinado
grauzinho no calado ascendente do saber. Todavia, engessa-se a
caixa-de-inteligência do calouro de cerzimentos e amadurecimentos Benjamin
Franklinianos preenchendo a la Einstein os pré-requisitos amparando-
se no rendimento tenaz e mercadológico de um Bill Gates”
“Não quiseram transferir a capital para Parnaíba, agora agüentem o
chuveiro elétrico de Teresina, que funciona só quando um piauiense ousa
suicidar-se”
“O artesão, dando tapa em parede, que porventura nasceu com uma
bagagem de construtor experimentadíssimo, instantaneamente é aclamado
instrutor brunido a especializar uma récua de engenheiros de obras
feitas”
“Noventa e nove não é cem, mas quebra um galhão de um matematicozinho
desnumerado”
“Tufões são deveras preocupantes aos que inibitoriamente previram para
os quadrimestres um sol nascente flamejante”
“Nunca dê férias ao seu anjozinho da guarda para o demoniozinho não
ter uma chancezinha de comandar o seu destinão”
“Dissemine o magno degredo dos pássaros migratórios transpondo os
empecilhos da existência, ao romperem seus lacinhos simpatizantes, convergindo
britanicamente em bandos aos territórios longínquos, porém
altruísticos e seguros”
“Carnês de prestações com mensalidades reajustáveis por velhacaria espetam
decênios em ultimatos nos devedores pós-fixados aos agulheiros
da inadimplência”
“Unhas afiadas
arranham acintosamente as pregas das cicatrizes na convalescência
do
adúltero irrecuperável”
“Sigilo em uma cova funda se enterra; qual a vantagem de cavoucá-lo no
propósito de desenterrar sequioso?”
“O burrildo esfrega o burraldo”
“Sobre uma centenária pontezinha semi-destruida, cruzavam-se desatenciosamente
os brotinhos e as coroas, os batutas e as brocas, os maçons e
as escórias; radicalidade o desumanitarismo dos cristãozinhos, caminheiros
à decrepitude. Seja como for, a quem interessar essa, uma agulhinha
no palheiro, a pontezinha, com seus dias contados, animava um quadrinho
em que, bagunçadamente, vinha servindo-lhes de sustentáculos balança-
mas-não-cai às invertidas rotas de míopes interligações”
“Hão
de totalizar suas equações restritas a priori os dígitos de incalculáveis
precisões”
“Palhoça a se manter empire state durante a rigorosa invernada não solta
as frangas desmanchando-se à toa em epocazinhas amenas de paz e
amor”
“Regue a planta o suficiente no que renda-lhe uma floricultura”
“Desoxigenaram os pântanos, as lagoas e os riachos. Emprediaram os alagados,
os pastos e as encostas. Imberbes a matusalenizarem-se, contarão
com a laminazinha reamolável dos aparadores de excedentes em barbas,
cabelos e bigodes”
“Torça a válvula do registro da imunidade, invertendo o fluxo das aberrações
Saddam Hussein, 100% da votação”
“O tutano
que o duque tutela ducado algum tutelará sem que
se eduque”
“O chulo literariamente art-noveau deforma em demasia o sacro devoté
de Santa Luzia, a guardiã dos cegos, em uma garáge de moralité na via
crucis da sensualidade”
“Engrene os seus pulsos se morosas estiverem as ignições aos seus anseios”
“Branco por ter-me aqui realizado, sobre um plano mais branco do que o
dia, quando o norte de mim se distancia e ao sul de meus sapatos sou
deixado”
“Não nos deram asas e voamos. Nos negaram a indumentária e nos agasalhamos.
Do abc nada nos disseram e pós-graduados nos pronunciamos.
Nos puseram presos às amarras da materialidade e galhardos nós fomos e
nós nos libertamos. Significativamente, contudo, nos presentearam com
um curioso espírito e aliados a ele franciscanos ou tomenses nos óbitos e
nos nascimentos nós nos imortalizamos”
“A
expressão controla as tonalidades e as variantes à aproximação
do iluminismo nos
caricaturados”
“Quanto mais áreas de lazer, mais vitalidade para os cidadãos das cidades;
o que significa menos gastos para as Secretarias da Saúde”
“Se eu não reencarnasse tantas vezes, os meus conhecimentos viriam de
onde? De tudo aprendido nesta vida feito um animal qualquer? Ainda
bem para o meu bolso que pensam opostos ao que penso. Só assim há
mais gente dissidente da filosofia do morreu-acabou ardendo por uma
lidazinha nesse meu livro”
“Hitler, o herege interlocutor austríaco-alemão, comovido sob a epigrafia
do superiorismo, madurando lidas de encompridamento da frenopatia
teutônica, pertransindo torrões e seus reinóis enlurados na ignávia, com
nérveos nipônicos imperantes e Mussolini a coencetarem o avassalamento,
deixaram na lona 60 milhões, e destes l0% vinham do judaísmo. A
santificação dos germanos procumbe e a Guerra Fria inimiza os salmistas
a superintenderem os antropóides sumariados de Moscow a Havana e de
Washington a Hong Kong. Stalinistas e Monroístas feriram os tratadozinhos
não-proliferação armamentista, continuando os radicalíssimos palestinos
e seus priminhos, moscas e dardos da anti-socialização, a ensangüentarem-
se na Faixa de Gaza e em demais pontões de deslatifundiação,
que biblicamente hasteia-se numa área conflituosa de messias achandose
generalíssimos muitissimamente acima de Jesus... Murão de Berlim
posto abaixo, o superno Grupão dos 7 e a ONU em mantenças à indissolubilidade
dos Mais Ricos inculpam os monarqueiros dos Últimos Dias e
seus fundamentalismos ultrarreligiosos por uma entesante anormalidade
que ponha em xeque a Nova Ordem Mundial. Maometanos unipolarizamse
e respinga no ar esta crua historiografia: ‘A Europeização se favorece
dos esbanjamentos que se atribuem aos focos de unidirecionamento bélico
dos Fazedores de Américas e, gradativamente, com base naquilo que
ensinaram e aprenderam com o mundo novo e o mundo velho, reconquistam
as empatias e o postão de primeirões do Planetão dos Brigões até
não se sabe quando’”
“A identidade do cidadão de bem não é aquela que ele carrega no portadocumentos.
A identidade do cidadão de bem é o seu endereço. Os esconderijos
são lugares típicos de bandidinhos e putinhas que temem botar a
cara para fora da janela que dê para uma via mapeada, senão os vizinhos
infratores mas-nem-tanto os chamarão disso e daquilo e os denunciarão
à polícia”
“Estacionado está o objetozinho imóvel que parou em uma indeterminada
pole position, e fraco de arranque, por culpa das baterias arriadas,
dá-se a ligeira impressão de não decolar da parada porque aguarda
sanções enérgicas dos maçantes, mas utilitários empurrõezinhos”
“Invente o amanhã, desinventando o presente”
“As ações,
incidindo nos verbos, coibem com acinte a inércia dos sujeitos
indolentes”
“No Nordeste, do jeitão que a papelada circulava, esmolinhas de 10 em
espécie iam aos operários que fabricavam e pratinhas de 10 iam às espécies
operariadas que faziam das praças as suas fábricas”
“Fuja
dos que se dizem salvos e aproxime-se dos que se salvaram
dessa enganação”
“Os espelhos encaram desde um rostinho enamorado, lacaio de uma finaflor,
a um coraçãozinho desatinado, lastro de um desamor”
“Restabeleça as suas primícias em locaizinhos apropriados a fornecerem
condições razoáveis de se reestruturar condignamente”
“Mal o pinto cocoricou, e bem já quer piar de carijó”
“Dentro do estabelecido, marca ponto o empregado símbolo, obedecendo
fielmente o receituário de sua organização, ou o acionista minoritário
marretando os pregões desenvolvimentistas dessa macroempresa”
“Em
prefeitura vaca-leiteira mama um governante nepotista de
cada vez”
“Construa a sua alma-gêmea
tijolo a tijolo, vida após vida, e posteriormente, desassentados dos divãs
da
bigamia, sejam então empossados com bodas de platina no castelão
futurístico, reservado àqueles que antigamente,
no xilindró da amargura, recitavam a modinha do Waldick:
‘Eu Não Sou Cachorro Não’”
“Prioritariamente, a vivaldina estratagema a desoficializar o terno de madeira
redefine-se no acumulador de vaticínios às refrações dos repentinos
meandros cadavéricos; certos de que se subestimamos os possessos a nos
afligirem, indeterminadamente caímos em um desfiladeiro viscoso com
despachos de velas de cores, haja vista os lúciferes subjacentes acenando
que irão revesar conosco nos turnos das maldições”
“Entrose-se com a Britannica do Paraguay; e, nela, você vagará resmungando:
‘Nem Falklands As Malvinas Nem Papua A Nova Guiné’”
“O genuíno remédio administrado ao racista aconteceria de ser a ingestão
de drágeas contendo antibióticos à prova de KuKluxKlan ou a suspensão
capsular intra-anal do neguinho filhote de Madame Satã”
“Gentilmente,
dê uma dura no seu corpo mole e no duro amoleça
duradouramente”
“Se os justos,
justíssimos, herdarão a Terra, correto, corretíssimo, a reencarnação para
a nossa índole aperfeiçoarmos”
“Não se produz armamento destrutivo superior ao inconseqüente divisor
da homótipa geometria lauta”
“Tantas são as muralhas, se bem que tantas são as tentativazinhas de saltos
sobre elas”
“Raciocine uma Paris ou uma Roma na autocracia de pincelar, numa pintura
eclipsada, uma Itu de alheamentos a esse cenário”
“Peixinho danado, que livra-se safo das mandíbulas de uma orca feroz,
escapole com facilidade da fisgada do arco de um anzol e do puxão das
redes de arrasto fajutas dos pescadores queimadinhos, por excesso de
exposição em sua arca ao sol”
“Ganhar
uns trocados qualquer um ganha; fazê-los se multiplicar é que é receita
para o leão”
“A face
do mal, no intento de confundi-lo, se disfarça gerando a face do bem,
na diferenciação do joio e
do trigo”
“Santo Antônio de araque nem casa nem faz milagre”
“Canta o cantador suas cantorias e acalantos bem cantados, pelos recantos
sem canto ou decantados, a encantarem nos quatro cantos os cantaroleiros
dos cânticos desentoados e os cantorzinhos cantantes de cantigas
à cantagalo”
“Arrisque a sua vida de pré-suicida em esportes radicais, que é saudável
para a conta bancária do médico traumatologista”
“Dinheiro que muito se confabula acaba cedo na cuia dos cinderelos da
fábula do cambalacho”
“Exclua-se de dar sopa ao azar ou terá de zerar os fiados dos sopões para
não virar o ensopado dos excluidos”
“Pau que nasce
tortinho
é desintortado por um retinho processando-o num
compensado”
“Antiquado e deselegante no conclave das xuxas e hebes européias consumistas
é novidade recente às betes e vilmas vestindo-se como as afegãs
na idadezinha da pedra”
“Vibra
dobrado
o fulano da pleura com o fôlego de duas lâminas
de aço”
“Senta no banquinho o bundão e abunda as suas duas bandas glúteas”
“Nunca
ressalte à quilo o que valha a pena salteado
ser ouvido”
“Um dia
sem que se lute por uma boa causa ou por um combate às
péssimas manias
interpessoais, é um dia de luto para muita
gente”
“Certos canalhas não se endireitam, copiando e maltratando os bichos, no
usufruto de saciarem seus escusos e seviciadores caprichos”
“Espiam pelas brechas os que broxam em suas certezas”
“Revista de gatonas peladas bole com o emperucado morto do bloco eujá-
fui-bom-nisso”
“Ao desconfiarmos da madureza de meia-dúzia de vultos, insculpimos
brigadas corrosivas às compleições das dúzias e dúzias que nos sepultam”
“Não compre discos musicais que não tragam no rótulo o prazo de validade
das composições”
“Os chorões extraem gracejos de risadinhas, que irão choramingar assim
que os desgraçados lhes derem o extratozinho de um trote à toa”
“Pandemônio ficou para hospício”
“Segundo os papagaios, na perrice da senilidade tântrica, de paquera em
paquera a mocinha recebe a menção de galinha emperiquitada e o rapazinho
leva as honras de gavião galanteador”
“De concreto no kardecismo tatua-se em decalques de idas e vindas na
nave imperativa dos enlaces sentimentais; uma jamanta descendo a
ladeira sem freios às ciências pouco contemplativas, enfocando homeopáticos
arrebites, na posologia de se autorizar as licenças conjugais
apreendidas, aos que detiverem uma plangente ruptura dos seus aneizões
nos dedos; e indiretamente um trator caterpilar às octogenárias profetizas
casamenteiras que, em suas bolas de cristais opacas, preconizam o
fornecimento dos tiquetes de persuasão aos modelinhos que, por afinidades
somáticas, culturais e financeiras, pleiteiem o selo de pretendentes
a um tico-tico-no-fubá firme e um enforcamento a dois comercialmente
lacrado”
“Jura o júri, juridicamente juramentado, a jurisdição da jurisprudência
jurisdicionar, sem esconjuros, ao jurista jurisconsulto, ou, este, adjurará
aos jurados que não jurem injuriosamente

“Aprenda a tirar proveitos e mais proveitos das casquinhas de civismo e
potenciação nos mananciais de cascudos revigorantes das sevícias
punitivas e drene sadiamente as cascatinhas às exegeses em casquinhos
de purificações”
“Rato tarimbado de arapuca sente o faro”
“Curto e grosso: discurso vai e discurso vem e o abiscoitado atenciosamente
é arrastado sob expelimentos de minuanos sobressalentes do
misto de carismático e viajado ciclone humano”
“É balela uma estendida de mãos sem segundas intenções. Promover
ajudinhas sem olhar a quem custa-nos o olho da cara em reparações.
Cria-se um clima passageiro de já ganhou as portinhas do céu naqueles
sujeitos de alma a ser lavada a qualquer preço, e é só. Fazer valer a pena o
pouco ou o muito ofertado lapida uma jóia havida dentro de cada um de
que se espera a sua luta pessoal contra a obcecação ao comodismo e, em
termos relativos, contra as superfluidades, contra os jeitinhos brasileiros
errôneos de lidar com esta questão. A mando dos Navegantes do Laser,
quando o assunto é ter ou não ter piedade dos pobres de espíritos, pobres
de moradias, pobres de cidadania e pobres do nascimento ao dia em que
as balas perdidas os levarem a um novo inferno, o que me veio à mente
Deles eu interpreto como fonte de inspiração aos filantropos emersos em
subjetividades. Para acabarem de uma vez por todas com essa frescura de
que devam ou não devam adotar, benevolamente, possíveis elementos
manchetes-policiais de amanhã, peguem esta frasinha que me fora lançada
do infinito espaço, estudando-a, do começo ao fim, e, depois de algumas
horas a alguns anos, materializando-a em seus egos, vão ver o
quanto os controladores do vôo bíblico estiveram longe ou perto de evitar
catástrofes. Diz aí Espírito Santo: A arte da divisão dos pães é a arte ainda
deformada, ainda a arte das artes, a arte que Deus ainda não teve o
prazer de 100% dominar, segundo o nosso entendimento”
“Quanto a segurança nos transportes de passageiros, por via terrestre, em
casos de acidentes, inúmeros os que nascem de novo do desastre; e em
catástrofes aéreas, raros os que ressurgem do pó cinzento das ferragens”
“Erraram
os caminhos? Individualmente desencravem
os
espinhos!”
“Sancione a bandeira-branca, sob auspiciosas cantilenas, e com ela se
resseque o chororó aos litros em seus torós de sangue”
“Desempena-se no gole, balanceia-se no gelo e retifica-se no galo da madrugada”
“O
maior engano do pilantra é imaginar que todo
pilintra é otário”
“No expresso canelinha, o combustível de preferência traduz-se no gás
indispensável a que se vença as rejeições às distâncias”
“Complique um o quanto quis Zé e sempre haverá um QIzão pra dez
complicar”
“More solitariamente em seu cantinho sombrio e desventilado, e hospede
em sua estalagem abafadiça de solitude os sósias das almazinhas penadas
no exercício de uma sucção de um penumbroso anfitrião cortês”
“A vogar umas aluadas lorotas simbolistas e claudicantes, escandalizadores
os ultralendários que deferirem os nana-nenéns emanentes dos
lobisomens”
“Os que só ligam para a cabeça, desprezam o corpo; os que só ligam para
o corpo, desprezam a cabeça; por isso, ligue a cabeça ao corpo e o corpo à
cabeça e por um lado preze de equilíbrio e seja homenageado e por outro
preze de uma estatura apreciadíssima e seja querido além de amado”
“Desambientado, o forasteiro suspeita de que seus vagos movimentos
incitem sinópticas curiosidades ou artificializem estimulativas brincadeirinhas
de mau gosto”
“Greves reinvidicatórias francas e lícitas, absolvidas dos piquetes e tumultos,
despontam no leque das garantias nominais de não fenecimento”
“Pilha que falha
não quebra o galho e empilha em cima de um ferro-velho encalhado e
filha encalhada é
um quebra-galho
que
não falha em cima de um velho ferro empilhado”
“O ideal seria que nascêssemos prontos para a Terra Prometida. Mas,
como Deus é superpaciente, para isso Ele fornece o tempo que nos for
necessário”
“Muito pouco se
sobra do nada mais que resta, se tudo de maior ao todo demasiadamente
se entrega”
“A vareta do pioral bate nas portinhas de quem arreganhou os janelaços
da incompreensão e nem municiou ares de veraneio às obsessões momentâneas
do imaginável”
“Efetivo barato, exército desbaratado”
“Sem o imprescindível aconselhamento daqueles com um de seus pezinhos
no Nirvana, os metaleiros inaugurariam as Sepulturas de velhotes
dos idos dos Rolling Stones antes mesmo de pedir a bênção aos papas das
novas bandas”
“Branco
por ter-me em versos libertado, de um pássaro de vidro que havia, de sua
asa incolor a geografia do seu único vôo desplumado”
“De
baforada em baforada esportivamente a caipora segue tragando direto
para o bueiro”
“O Serro
Indiminuível posta-se no alvor da geléia
atômica condensando- se em caldeirões colossos de um Onipotente
Mago”
“O
vadio recusa-se a se mexer porque vive espertamente apoiado numa boa
escora”
“Frutas, verduras e legumes adicionados a fatias de carnes brancas magras,
associados a alimentações energéticas não-gordurosas, líquido em
abundância, abstinência à nicotina e consumo moderado do álcool regimentam
os expoentes operacionais ao seu modus-vivendi, se, entrementes,
espargirem-se nessa listagem salubre exercícios de enrigecimento
muscular, sem que avacalhe nas indispensáveis caminhadas nos calçadões
pra lá de Bagdá”
“Por reencarnarmos, e se tendo a absoluta peroração disso, relaxar o
reingresso acerca do hemisfério impalpável dinamita uma décupla edificação
de encolhimento e insegurança sob as vigas soerguidas nesse
atualíssimo galpão incubando as rapsódias da clemência”
“Lidar diretamente com seres de carnes estragadas desvitaliza o biólogo
cético e despreparado, que, para desDARWINizar-se, contará apenas com
o meio gol de virar a página de que viemos todos do mesmo tronco”
“Dane-se
a foice que foi-se pelo fosso no esforço de um osso; dano se fosse o osso
pelo fosso no esforço dessa foice”
“Chega
de hibernação, se dermos uma arrancada em nosso motorzinho que
inverna”
“Tolos os indóceis que indisponibilizam equipamentos inovados na resposta
imediatíssima de desenvolverem em si uma pitoresca progressividade”
“Se é de tiritar numa cordinha bamba, xerografando uma maricas, em
segundo plano decline-se pára-quedisticamente bem amaciado por um
capim fofinho”
“Fuga se resume no desespero de causa”
“Êxtases obtidos, alegrando-se em papais e mamães, na correspondência
tática de dois superamantes, confeccionam sorvetes diet love com coberturas
de inorgânicas satisfações de ambos”
“O diabo mora ao lado”
“Polivalência
requer aptidão, esperteza, jogo de cintura e infraestrutura dos
fundamentados magnificamente
estabelecidos”
“Ao
moer o bagaço remoído de seus males, escorrerá em suas doces moagens
o mel moído nas moendas dos seus açucarados
lemas”
“Celebridade do Rio de Janeiro, com pose de cristo redentor, a passear
num vilarejo não notificado pelo recenseamento, paga pedágio em um
auto, abençoando seus moradores, encamisado no padroeiro efêmero dos
enjeitados pelo IBGE”
“Uma frase muda uma idéia; uma idéia muda um comportamento; um
comportamento muda um regime; e um regime muda uma nação”
“Sobre as pedras do IML, o desconforto predomina desmaterializadamente,
incomodando-se os esfaqueados, tremendo de medo dos contraataques
dos baleados injustamente”
“Dunas
a se moverem compõem lazeres noutros
lugares”
“Juquinha, recuperado, perdoa os castigos do pai-de-criação, os puxões
de orelhas das titias e os socos e pontapés dos irmãozinhos”
“O
que adentrasse numa agulha sairia de linha desacochando-se
os nós
na
maleabilidade”
“Fortões com biotônicos para rasgar testamentos queimam as suas resistências
ao constarem homúnculos biocatequizados nas páginas amarelas”
“A História disparadamente inclina-se a três módulos dos antigos aos
contemporâneos: no princípio, era vital se salvar a própria pele; em
seguida, seriam salvos os que pensassem em proteger a pele dos demais
com seu legado; e atualmente, a batalha cerimoniosa incide no salvamento
do espírito, vivendo na pele as freqüentes expiações terrenas e
celestiais”
“Em maloca casa de Irene e Dona Benta, diametricamente repuxada
demanda quartinhos extras e quartinhas frescas, na indulgência permeabilizante
às dependências simplezinhas, mas ausentíssimas de chistes a
desentetados”
“A prisão jamais fará com que o detento hipermoralmente se recupere;
apenas a cadeia é um ponto de encontro de mal-elementozinhos com as
mesmas apologias e idiossincrasias na saidona de não terem sido capturados”
“Imbecis prevalecem-se dos sujeitinhos subjuntivos e ranhetas, assim
classificados; e, em se respaldando nessa sempiterna nomeação, os imbecis
atravancados pelejam no desligamento dos nódulos das discussões”
“Poupem
os retalhos, que deles se farão
o forro”
“Ontem quisemos. Hoje queremos. E na posteridade irá querer o que
queríamos, querendo ou não querendo, um mal-me-quer querido”
“Rode um pião na doida e zonzo, a cair pelas tabelas, indique precisamente
aonde se situará o seu caixão e vela”
“Contemple astrões cintilantes, desmusicalizados os alardes, despistando
o rancor e a inveja dos enciumados astrinhos cadentes”
“Bugiganga sobretaxada em alfândegas sobrecarrega o bolsinho da brasileirada,
e como nunca inviabiliza o negoção dos sacoleiros de São Paulo a
Miami e de Caruaru a Cidade Do Leste”
“O ‘girimum’,
inconformado
com esse seu apelidinho, requereu ao tabelião-verdureiro que o
denominasse
de abóbora na tabuleta,
juramentando que dessa maneira poderia o jerimum-caboclo
processar
mais leite”
“Soubéssemos diferençar os cromos matizes em nossas oficinas de belasartes
domésticas, na indecisão dos contrastes, sequer externaríamos
naqueles murais, sob julgamento, uma banheirona espumante transpondo,
perante os entendidinhos, os silogeus nesse nosso painel repintado
às pressas”
“Já
viu
doido a picotar uma cédula de cem ou a não embarrilar
o
petroleozinho à banda-voou
do Iraque ou, se bobearmos, de brinde, não levar também a florestazinha
cortada pela linha do equador?”
“Adiante-se no ensino de um palestrante animador, e estorne o alunozinho
displicente autocreditando-se no discípulo inveterado de um contagiante
orador, do tipo que não entorpece a turma”
“Meus parabéns a você, meu caro rapaz! Não entrou na onda das propinas,
participou da desratização da Câmara e do Senado, que fabuloso!
Mas, em meio a todo esse elogio reside um porém. Você se esqueceu de
você. Fez tanto pela sua nação, e muito pouco pelo sentimentalismo em si
mesmo. Por isso corre nos telejornais que você se separou pela décima
quinta vez. O que é que há, meu amigo? Você só tem cére-bro para uma
coisa e não para outra? Case com uma corna. É a única cura aos cornos de
nascença, palavra de quem entende de casamento duradou-ro, e esse
alguém sou eu. Que fiz por merecer bodas de alguma coisa”
“Lavagem cerebral detalha-se em desassociações cognitivas dos referenduns
ramificados nos troncos da psicodramatização, descritivo aos monopolizadores
rolamentos ideológicos reimplantados à mácula de duvidosos
pretextos. Obviamente, no agendaço casuístico a descalendariar o contribuinte
e vulnerabilizá-lo aos trapos, impossibilitando-o proveitosamente
de sacar o seu crânio e balear a Sua Majestade: O Governo”
“Maiores as concentrações urbanas, maiores os homens, maiores as
virtudes e maiores as pecaminosidades”
“Interiorzão calminho que é uma beleza. Tranquilizante pra lá de umas
horas aos Saraivas enlouquecendo na Marginal Tietê. Acolherá mais e
mais os americaninhos dos centrões em buscanças de laçadores de
Habib’s enquibados, de retalhadores de Pizza Hut amussarelados, de
palitadores de China in Box arrozados e de rasgadores de Mc Donald’s
ensanduichados. Ô trem-bão. O xixi no matinho. As bandazinhas no
largo. E os silvos dos tamanduás nos quintaizões. Que pena que venha a
pressão dos moderninhos nos empórios. E os merceeiros do setor cedam
para uma nova balconização. Ma-óia, não é que eles tramam então a
porqueira da marca ‘Ha Hut in Donald’s’? E, por má escolha da rotulagem
da lanchonete, na inauguração irrentável, uai, os tiriricas valentes
arriscando um comparecimento aí quem diria-nos que poderiam ser
outros senão o China, O Hut, o Mc e o Bib’s? E, não deixando por menos,
Hut China Mc Habib’s Donald’s Pizza in Box nos ladrões de autorias,
agilíssimos no fecha-fecha da tranqueira de fast-food; daí para que os
quibes, os arrozes, as pizzas e os sanduiches nesse bafafá não terminem:
in Ha Bib’s Box, Hut Donald’s Mc Pizza China, Mc Bib’s Pizza in Ha Box
China Hut Donald’s”
“Entre nós,
vagueiam os adjuntos historiados como susténs
proclamando mobilizações:
HÁ VAGAS”
“Na vazante da fundição, reaproveitável consta ser o que se recicle, sem
se decompor sobre os entulhos das lixeiras bolidas por carniceiros catadores
de latinhas de bebidas e caixinhas de papelão”
“A grandiosidade de um aplaudido constata-se no incremento das suas
benfeitorias, afora os embates às suas letárgicas e fraudulentas maquinações”
“Um lembrete: andam sós os atalhos à espera da tração de seus passos”
“Quem trai dá a alguém o direito de ser traído”
“Faz tempo que noutros tempos Virgulino ou Capitão fez sacudir as terras
secas com as botinas de um dragão”
“Tire de um amarelão solar o pincelzinho desacortinando manhãzinhas
molduradas nas telas das noitonas de enluarados”
“Não é sair por aí distribuindo promessazinhas e dentadurazinhas que se
conquista o coração das pessoas. Aí você estará contribuindo isso sim
para encompridar a listona dos interrogados pelas Comissões Parlamentares
de Inquéritos”
“Um chama
o outro; o outro chama mais um; esse um chama os demais, até que a
equipe de uns e outros por demais se complete”
“Para
os pula-muros: O homem só tem duas alegrias na vida: o dia em
que se casa com uma tigresa e
o
dia em que a jararaca morre”
“Gaúcho gamado na pernambucana meio-índia, meio-holandesa, meioportuguesa,
meio-angolana, esse carreteiro truncado italo-germânico,
vidradão na morenaça, maluquinho na capotada do seu chimarrão, ajeita-
se com uma batida de pitanga e de cajá, nos preparativos a uma raspadinha
oxente, arretado com os seus tchês de rapidão”
“Ausentes dias de festa: lanceiros, lanças, espadas; bandas de pífanos estrilando
no tropel da cavalhada. Lá na Vila de Urucu, Quincas Gomes imperava.
Ranger de um carro-de-bois, muitas caboclas na pequena estrada;
trazidas por suas avós para serem batizadas e casadas na igreja como
gente. Lá na Vila de Urucu, Quingas Gomes imperava. Mateu: O socó de
boi é seu! Sai da frente negrada! Que estão chegando os guerreiros com
seus bombos e ganzais. Quincas Gomes nem se via de tanta soberania.
Onde está o Senhor de Engenho? Onde estará a sinhá? Hoje gritos de usinas
rebentam pelos espaços do progresso em correria”
“Bobinhos marcam bobeiras de bobagem em bobagem, para um diazinho
bobo, como bobalhões porretas, competirem em pé de igualdade com os
bobocas, os bobões e os abobalhados ao rebobinado bumbunzão da boba
serena”
“Querendo cientificar-se cartorialmente de que o que faz embasa-se no
que é certo ou errado, relate ao seu tabelionato vale-tudo, uma concessão
mundista do Notário Confederado, e autentique seus ubíquos caráteres
no livrão, em ordem alfabética, popularizado por relacionar em letras
garrafais os codinomes das personas non-gratas”
“Morra cantando no amor que tortura”
“Pés andejos de pernada em pernada, sob o índigo domo estrelado, estão
a par das pisadas acentuadas dadas sobre a Terra, indicadas nos golpezinhos
sem fair-play sofridos em pernoitadas com desnudadas e depiladas
pernas”
“Goze no mesmo gozo de alguém...é mais gostoso”
“A partitura
acusticamente imaginada ecoa na maestria a filarmônica da estigma de
afamadas orquestras”
“Siglas
volúveis são partidos em
mil pedaços”
“Destacando a direitinha não perca o canhoto em sua disparada”
“O propósito da permuta de idealismos intensificou o impedimento simultâneo
havido em meio a uma conversinha pra boi dormir”
“Pelo andar da carruagem se conhece a necessidade de ir e vir”
“A Terra é uma escola de inscrições grátis onde bilhões são alunões do
sambódromo sonolento do Nosso Deus e que não resistem às férias com
descontos no trio elétrico do Seu Satanás”
“Responder às colocações de petulantes quantifica-o naqueles que instintivamente
se amarrotam em um revide”
“Papai-Noel traz brindes nos Natais se, ao sombreamento das arvorezinhas
piscando, couberem espaçadas irmanações cristãs encomendadas”
“No vulgo, os porões são esconderijos aos ladrõezinhos de joinhas e os
sótãos as escotilhas acessando os grandões dos desmandos”
“Quase VASP, TRANSBRASIL e PANAM os fumantes caminhadores mexericam
em um fumódromo viajarem de TAP e AIR FRANCE, sabotando
a festinha de biscoitos crocantes dos não-fumantes sedentarinhos, ao
condenarem-lhes com altas taxas de glicose em um vôo charter de graça
até a morte pela TRANSALÉM”
“Fixo no cabresto, um bocó sob as rédeas de um torturador desbocado”
“Rico, no Brasil, vai mesmo para o presídio quando, por azar, o juiz e o
júri competente se declaram seus inimigos particulares”
“Amigo de ladrão grande é ladrão grande”
“Caranguejo
decolando reto, na curva do S oscula o aparador, e é bandeirado como o
Schumacher desse extrativismo”
“ Nem Corisco
nem Brilhante, nem Moraes e seu irmão, ou Onório ou Silvino desregrado
e valentão fez cabra inventar caminhos entre os espinhos de cão. Nas
caatingas do Nordeste o Rei era Lampião”
“Em lavabos, supermovimentados, estenda uma das suas durinhas, com
durex, no que se visibilize algo como: ‘aqui neste cubinho, você empentelha
um: acelera suino a sua sujismundice, ou emperfuma-se num: vai
que é sua homem-de-deus’”
“Tenha a alma de luta dos bravos heróicos”
“Entre os modelos populares, um zerinho cheirando a leite sai da agência
puxado por seis zeros na traseira, com dois ou três na dianteira choramingando
o seu peso”
“Os vândalos jovenzinhos desobedientes incorrem na autoprostração, em
repreensivas mutilações dos seus membros, tensos a um rechaço de foro
íntimo, na finalidade dessa turminha ressarcir-se dos ágios cobrados nos
reclamos niilistas, tencionando os alvarás da leviandade”
“Violoncelo na menor pausa menos preza um ouve-dor”
“Ao inflar, o balão inchado congestiona o tráfego intenso dos pássaros”
“Mas que mancada substituir um manco por outro manquita manquitolando
só melhorzinho”
“A re-educação possibilita-nos equacionar os repetentes sofismas a nos
cercearem e a desaprovar os descalabros das classezinhas assíduas a nos
desmerecerem”
“O bucho-de-guaru que de posse de uma taça de vinho se embebeda
terminantemente não garante consumir em um porre a tancagem de uma
adega”
“UNIMED gratuita, ISO 10000, enfermarias de qualidade em altas de
BRASIL”
“Conterrâneo
experto, tirano adáctilo destituído, legislador austero, patriotismo
renovado, País sem as algemas e regiamente sanado,
safo do entreguismo”
“Dedurar a atadura do denominador-comum dos nomeados assim e
assado com a ditadura, regimentada ao mando anônimo de um mandante
linha-dura, que manda e desmanda em seu mandato, é pura manobra
anômala esse manômetro denominado comunismo, termo este manipulado
sanguinariamente tal como sinonimozinho de sectarismo demoníaco,
no amoníaco dos mandados a amedrontarem manadas de nômades
dominadinhos, para que se mantivesse na manha o enduro à manutenção
dos mancebos mandõezinhos, os manos, senão os mesmos, de uma
castinha de Marajás”
“Então quer dizer que a cidade é uma enseada? Há sempre um bar na
cidade? Uma porta entreaberta? E um sorriso de mulher?”
“Colocamos no papel muitas das coisas que gostaríamos que acontecessem
com nós mesmos”
“Quatro rodas voadoras movidas a gasolina, em aerovias transitadas por
jetsons e suas magnéticas espaçonaves, constantemente são multadas no
sensitivismo dos aero-radares caça-calhambeques a serviço dos redobradores
de esforços a fazer recuar os indices dos poluentes dos ícaros
insistindo em queimar os combustíveis fósseis da quase falida Petrobras”
“Quando
há duas na jogada, uma faz o papel da atriz principal, outra faz
o papel da dublê”
“Escolhemos países que se afinem com os nossos atributos de mais ou
menos baderneiros evoluidinhos”
“Pregue na versão infernal os seus sermões de moralismo, lixando os
eufemismos dos dráculas, das familiazinhas Adams e dos quebradeiros
caras-de-jaca, e retruque aos linchamentos das más-línguas e dos papafigos
a lhe torpedearem com suas salivas lixo-atômico contaminadas”
“Não fale de azul e de amarelo para quem desde o nascimento é daltônico”
“Virada a folhinha de dezembro, os que celebram em extensiva exultação,
são ninguém mais e ninguém menos que aqueles manezinhos que nesse
reveillon, em panetones anteriores, muito pouco ou nenhum pouco haviam
o que festejar”
“Traga o lirismo sadio dos fortes”
“Fechar
a cachaçaria por volta da meia noite policialmente, na
afobada prudência de coibição aos maus costumes,
hilaria
os intelectuólogos barzeiros
convictíssimos plenos de que não é introduzindo
a
Lei Seca que de uma hora para outra o demonismo
se matrizará em
um
modismo
de
santidão”
“Ao despedir-se da linha de montagem, aplique-se na desenvoltura hidramática
da embreagem ministrando extra-sensoriais sinergias e amplie o
interlagos rendoso no circuito preparadinho a Fittipaldis enesimamente
adiantados em dissipações de descaminhos”
“Nas vésperas de São João ou São Pedro ouvia-se um estrondo ecoar pelo
espaço e um clarão no lombo da serra, onde na borda da mata a negra
dançava coco até apagar o fogo que o diabo tinha em seu couro desde o
pecado de Adão”
“Uma
vicissitude como contra-peso e uma virtude no pesinho a se
contra-balançar”
“Ficar rico torna-se um problema no momento em que aqueles que o
enriquecerem começarem a roubar ou a mendigar”
“ F I C H A D O C R I M I N O S O
Religião
Qualquer uma desde que seja o deus
Profissão
Qualquer uma desde que seja o patrão
Mulher
Qualquer uma desde que seja o gostoso
Formação
Qualquer uma desde que seja o superior
Família
Qualquer uma desde que seja o bonzão
Comida
Qualquer uma desde que seja o primeiro
a garfar
Amizade
Qualquer uma desde que seja o chefão
da gangue
Cadeia
Qualquer uma desde que seja o detento
mais detido da cela
Funerária
Qualquer uma desde que seja o defunto
mais aparentado dos velórios
Morte
Qualquer uma desde que seja o falecido
mais vivo dentre os não-vivos que dividirem
uns palmos abaixo da terra”
“Desgostoso, o nababo cinquentão, o refinado dadá da porrinha, lambido
igualmente um caroço de manga ou de pitomba, joga a toalha derrubado
e enraivecido por suas asneiras de baratinha tonta aerosolada E, aos
escapa-peidos de uma frívola mocidade, vira copos e jarras a la canabrava,
ao compasso de um cavaquinho do grupão de pagodeiros, sentinelado
a cabo de garotões barbichas, serradores de on-the-rocks, mixados
coloridamente, e tiazinhas, beliscadoras de acepipes, guerreando por seus
Fomes-Zero em partida amistosa... Na prorrogação dessa catimba finalizadora
de livramentos, os jeitosos francos atiradores de papais-corujas
nas banheiras de hidromassagens conduzem-no copiosamente em macas
sem rodinhas, especialíssimas a contundidos garrinchas pernas-de-pau”
“Xingamentos em um pastoreio de carneirinhos, sobra para a ovelha-negra
as autorias desse bodão”
“Estão abertas as inscrições ao concurso de garis do Lixeiro da URB dessa
Regional Galáctica. Os interessados deverão trazer nesse endereço ecumênico
um curriculum-vitae de ordeiro polidamente faxinado e um
limpíssimo atestadozinho criminal emitido pelos trihões de juízes da
Poeirazinha Policial-Cósmica”
“PC Farias,
o collorido, se descoloriu, não se sabe por qual
liquid-paper”
“Casamentinho por ambição é como pluma aguardando desencontros por
chegadas de El Niñas”
“Por causa de um projeto de lei de algum pastoreco congressado, se fosse
para não falar da vida alheia, psicólogos e jornalistas-paparazzis, e outras
categorias de gente trabalhadora, entrariam ainda mais no limite dos
cheques-especiais”
“Não sinta pena de ninguém. Sinta-se apenas obrigado a fazer o seu dever
de cidadão. A sociedade prospera, prosperando o elemento 1 e o elemento
7 bilhões. Falhando um, falharão todos”
“Brasileirinho, Você não cultuou o quanto é um Brasileirão. O quanto
esse nosso Brasilzinho arde na propensidade de um Brasilzão. O quanto
as nossas riquezazinhas, no plural, não são riquezas, são independências
continentais. São Babilônias Floris. São Brasis em tecelagem. Da
maluquez do trogloditismo Estado-Unidense à madureza estereotipada
nos Homens Verdes-Amarelos-Azuis-E-Brancos de Verdade”
“Aos mais-vendidos seccionam-se pilares reforçados, potenciação de
marcenaria suplementar objetiva aos compartimentos divisionais a cargo
de folheados pesadíssimos”
“Secularizada a aviação, metamorfoseadas as aeromoças e os aeroportos”
“Tirem o chapéu às arrumadeiras cor-castanha de singelas cabanas, com
cafés no bule, e retirem os céus das caftinas e seus chapas no vide-bula
singular aos castelos em desarrumação”
“As maldades embutidas nos âmagozinhos dos patronatos engrossam as
veiazinhas cardiovasculares, se, nos dissídios, os glóbulos resolvam dar
uma de grevista, até que se pactue quem é branco e quem é vermelho”
“Paráfrases capengas, paroxismos na peia”
“No tranco de cercilhar o seu calo, o arrombador, em exsudação, enfurnase
num quichute 38 explodindo num 45”
“Feminilidade particulariza-se no sorvedouro da margarina controladora
de cozimentos que se apuram na churrasqueira dos seus tálamos”
“Tribute, febril de imparcialidades os trôpegos que nos privam dos tinos
às uberdades”
“Dá um
qüiproquó medonho acatar de imediato qualquer teoria
recém-revelada”
“Desteatralizada, trinchada do auxílio dos degraus, uma escadinha, ainda
que defeituosa, ensaiaria um iracundo provimento para a peça falando da
Joana D’arc e a Santa Inquisição”
“Quem embarca em navios de promessas se vê ancorado em ilhas da
fantasia”
“Desfralde a bandeirola dos odiosos e doravante suscetibilize-se de uma
rajada tão ventosa a ponto desse estandarte perverso aventar míseros
molambos com manchonas do mal”
“Universalidades hão de se desapocalipsar em uma caixa-preta a ser
arrebentada e aberta cinquenta anos antes da cartada final”
“Quem somente experimentou a metade já é um bom começo para experimentar
o resto”
“Aqui ainda cabe alguma coisa: Perdoem os Maguilas lonados, que, em
ringues de lutadores imbatíveis, não lhes faltarão cadeiras cativas para
refazê-los em um Novo Cinturão”
“De Lá do Alto
Alguém lhe vê se de Cá em Baixo você olhar para

e enxergar como ninguém o
Alguém de Cima”
“A Serra da Fumaça comparava-se a um tacho emborcado que de tempos
em tempos fumegava. Impossível também de ser escalada, a não ser por
quem tivesse tutano de cobra e fosse por outro lado para romper a mata
virgem e as virgens Tribos do Além”
“Transversal ao ranking das republiquetas, os índices de corrupção
prefaciam na marra as minudências”
“Novíssimas tramontanas
em tchacas-tchacas nas mutchacas bem que se consolidariam resgates de
ugas-ugas nas madrugas aos romances assim-assim
promitentes”
“O tempão desperdiçado na radicação do só-jesus-o-encelesta, em negociozinhos
topa-tudo-por-10%-da-meganha, bambão na querência de se
evangelizar cordeirinhos de auditório faltosos por desditas de igrejismos,
caber-lhe-ia uma proveitabilidade proselitista você-decide, redomando as
capelinhas toldadas com desculpem-a-nossa-falha, se seguissem o versículo
em: na-casa-do-meu-Pai-há-muitas-moradas e o frevinho baiano de
improviso em: na-casa-do-Senhor-não-existe-Satanás”
“É o fim do começo assim que vilões em becos desencontrados varrerem
para sempre o terrível redemoinho que os perseguiam desde a faixa dos
antigos tempos de seus cenários”
“Compositores-autores das poesias-jornais, com largadas de ‘VOCÊ Sabe
Que Eu TE Amo’, em pesques-e-pagues das claves e verbetes a ritmificar
e letrar quais Tchaikovsky e Jobim, gripam numa tauxia melódica, ao
fisgarem do-re-mi-fa-sol-la-si-do nos viróticos caderninhos do beabá às
musicalíssimas tretas do harmonizável”
“Melhora o usuário de ambulâncias onde melhor couber a funilaria dos
diagnósticos analisados em um estaleiro melhorado para os retoques às
melhorias de sua patogênica e corrosiva necrose”
“Se, encarapuçado em seu ray-ban de dez mirréis, você topasse com um
estimadíssimo confrade seu, que desde o festival da Record andava desaparecido
em um cadilac 63, equipare os pormenores da revisão completa
e afinal verifique o quesito de qual hippie do iê-iê-iê nesse Rock in Rio em
Lisboa passeia num Eco Sport grudadinho numa dona sua-sua e de mais
ninguém”
“Uma lojinha
de parábolas supre bem um quarteirão de lógicas, mas nem todo o
suprimento de lógicas logisticamente armazena-se em lojões de
parábolas”
“Despressurizada,
a cabine voa pelos ares sem quaisquer atentados
fundamentalistas”
“Livre-se do excessivo que não lhe presta e não doe nem um pouco o pouquinho
que lhe resta”
“Veste envitrina, mas não doutrina”
“Capitalismo insaciável, que discrimina, e como discrimna o social, comporta-
se em Alfa 1 como o principal vilão das debacles em Delta 3”
“Proprietário de biombos honestinho não escreve: ‘vende-se esta casa’,
escreve: ‘vende-se esta coisa’”
“Os Joões necessitam das Marias, na condição de que elas não dêem aos
Ricardões”
“Incinere o padecente trunfo que de você se apodere; e, do braseiro a essa
transitoriedade, engracem-se ultramarinas porfias pactuantes com as sucessoras
cremações”
“Em um istmo de joguetes, confluem desprendimentos metrificados na
foz desses dois afluentes: trêfegos os subalternos a vestibularem indefinidamente
nas intangíveis brenhas, à primípara da prebenda classificatória
aos andaimes triunfais”
“Os
de ontem hoje aqui não comparecessem, do amanhã ali quem falou
não iria compartilhar”
“Presenteie um bote salva-vidas a um comodoro enlutável, e esse o
repassará um petroleiro ao marinheiro estreante”
“Ao
empresário sonrisal, um milhão nos roletrandos em Las Vegas toma
doril nas milharezinhas das federais, em caipiroscas de reaplicação
dos seus dólares
de
fígados-furados”
“Inventando modas, de invenção em invenção, modele-se no Inventor
dos inventores que nunca em tempo algum, inventivamente, desmodelou
ou desinventou, nos modos inventados, alguns de seus modelos de
inventos; inventos esses nunca temporariamente reinvenções ao Mode do
Inventável”
“Apenas os que mais sofrem sabem direta ou indiretamente o quanto
fizeram, neste ou no outro mundo, para merecerem tamanhas expiações”
“Havido uma comoção nas desgraças crônicas e milagrosamente os oprimidos
delas sobreviverem, caberiam aos malíssimos governantes, insatisfeitos,
revolucionarem as formulações de perecimentos etnicamente
incorretos”
“Diga-se de passagem: Neste nosso reprodutouro de bolas nas redistas
coelhas, mãezinhas de menores botando a chupeta em talvez Bandidos
Da Luz Vermelha em latas de nestogeno, adianta alguma coisa incutir
nelas que não devam reproduzir tanto assim em nome de uma elitezinha
com pavor de se manchar em cruzamentos, tais quais os de supermercadões
com ar condicionado e os de praiazinhas limpíssimas, que para
chegarmos lá somente de carro zerado?”
“Clame por retaliações em pandarecos e, na pedreira dos nervozinhos aos
trecos, um paralelepípedo fazedor de salamaleque o endurecerá com mesuras
que-deus-o-tenha”
“Terror dos sete pecados, mortais de quaisquer cristãos, o seu reino era
um rifle no ombro, punhal na mão, chapéu de couro estrelado, um colete
engalanado e balas no cinturão. É lamp, é Lamp, é Lamp, lamparina,
Lampião”
“Filosoficamente falando, ater-se às teinhas ateístas, entediado em termos
teológicos terminantes, entesam os detentores de setentrionais teses,
aterrando-se tenuamente as campânulas dos feéricos e tensores tentáculos
das retenções”
“De
paleontólogo pai a paleontólogo filho o esqueleto de um
dinossauro
é
restaurado”
“Rei, deposto, que somos de nós, não nos atreveríamos a ser majestade
de vós”
“Os pessimismos engordam as discórdias; as discórdias engordam os
desagrados; os desagrados engordam as suspeitas; e as suspeitas cogitam
gordinhas nos spas dos rumores”
“Virilize-se e avergalhe a cruciferária pelota, que a fotomontagem de um
frangueiro se agraudará em São Taffarell ou em Santo Rogério Ceni na
peanha de um São Gilmar”
“Essa foi por pouco. Muito por pouco mesmo. Um chutão no ângulo. Por
que não entrou? Passou raspando. Tirando tintinha da barra e do
travessão. Achamos que ia estofar o barbante da rede. Que ia guardar
onde papai-coruja arma a sua dormida. Um tá-lá, tá-lááá de causar
impressão. Mas, a chuvona de papeizinhos picotados é para o O X O que
vinga. Um Maraca num choramingado que não se publica. Desce o
visitante o tunelzinho dos desclassificáveis e depois do banho, com todas
as Letras, parte pra outra em Companhia dos rebaixados”
“Os medíocres mamulengos excepcionalmente ameaçam enfeitar-se em
um manequim paradigmático, quando vão licenciando-se da ideofobia de
incendiar os seus recortes e adereços de fantoches, e quando no teatrinho
das rebelações geocármicas enquadrarem-se nos convencimentos seus e
dos outros que têm de dar um bota-fora naquela titerização vista como
Bolinhas De Gude Nas Mãos De Uns Poucos”
“Bijouteria
enquanto moça, prataria enquanto noiva e joalheria
enquanto esposa fiel”
“O
mecanismo da cachola não dispara sisudo, o corpinho de viola
volta e meia no rebu embola como bola
na
bola do mundo”
“No intuito de arrancarem o que lhe pertence, até prometem-lhe mundos
e fundos autenticados nas melhores lábias pseudonotariais”
“Acaricie uma margarida e o apreciamento da perfumaria será em seu
louvor”
“Gratifica-se santificadamente os talentos que fazem a história, gradativos
em analogias condizentes, os ensaístas dominando classicamente o
português, sem desmetrificarem as tabiques construintes de fonoaudiológicas
lingüísticas, os samaritanos, que em religiosidade tipificam um
abolicionista dos calvários, os misturadores da química a reformular as
poções que nos fundem a todos, os timoneiros phDs da física contornando
os alçapões motrizes das invectivas fuleragens, os toutiços dos poliglotas
internacionalizando fonêmicas padrões às compreensibilidades, os
pugnazes que em marketing obtêm rentabilidades idôneos até debaixo
d’água e os pré-universitários eriçando aos áulicos cursinhos do taludo
Magnificente, numa pagadoria de proventos aos que se remirem nas
apostilas a sublinharem”
“Caroneiros dos rabos de foguetes derretem os seus traseiros nos cometas
Halley”
“Se gosta,faça! Se não pode, basta!”
“Una as extremidades acontecido em duas visões antagônicas, respeitando
as polaridades in vivo dos visados nos olhômetros opositores”
“A função da rapariga do desonesto a delinqüir restringe-se no judiar dos
detetives perdigueiros, docando às suas contonas bancárias, em aplicativos
dolarescos, o coeficiente dos casos tipo Coroa-Brastel e Econômico,
maquiando a casa-da-moeda do maridinho em caribenhas suisselândias,
correndo o risco diário da Interpol apreender as quantias tidas como repatriáveis”
“Na oca dos desqualificados suburbanos, com o mesmo tanto de lapadas
que a leoa do circo, consentir, despótico, impiedosamente os miseraveizinhos
viverem sem distinção, deambulando em desvalia nos imbróglios
condimentados dos cortiços metropolitanos, presumimos, nós, os antianti-
socialistas, uma cautelar pataxó-no-fogo de providencialismo, ornato
esse aos contrasensos e indisponibilidades, englobando o deplorável
nível de narcisismo, usura, irresponsabilidade por nepotismo, que patenteiam
os atrozes dinásticos das regalias a seus coniventes castiços da
gema, que de belos somente o vestuário”
“O
fato é que a
enfática falta do fator facção facultaria factuais falcatruas a fatiarem as
factíveis faculdades dos
fatídicos
façam-isso, fáceis de
faturarem”
“Uma delegacia em cada esquina não resolve. Uma igreja em cada
esquina por si também não resolve. Mas uma empresa, seja ela qual for,
em cada esquina por si não somente resolve em muito a criminalidade
como cria condições aos semi-escravos de se emanciparem, concorrendo
em áreas antes jamais a eles disponíveis”
“Ergue-se descarriladamente dos pélagos de confins psicóticos um
atemorizante trem-do-além, uma tocandira de óbices aos viajores sonâmbulos
propínquos dos cruzamentos”
“Contistas
fundos-de-quintal, brechando as neguinhas
banharem-se na bica, os puladores de cercas-elétricas aos casados nãocorrespondidos,
e etc esnobam ao imortalizarem-se jô-soaresantes, em
florilégios atribuintes aos seus
carnívoros porta-a-porta Diabos-Da-Tansmânia,
inspiracionais de
Vale A Pena Ver Mil Vezes De Novo.”
“Trancafie uma das angorás de um bichano manda-chuva e aborreça- se
aos montões com as miadeiras do Frajola tranca-ruas em seu pé”
“Principiantes nos questionamentos pluralistas, turbinem decibéis em
megahertz de indagações transmissíveis, maior que alto-falantes pênseis
de mercadões, e de troco pormenorizem as cacofonias frontais às egocêntricas
e petizes povoações”
“Queimem-se na caldeiraria dos desamores, suas quebradoras-de-galhos
dos casadinhos que não esquentam a cuequinha em caminha nenhuma”
“Toquinhos de amarrar bestas não prendem garanhões indomáveis”
“O enrolão,
após enrolar o enrolado, finge rolar um pranto e
se safar do
rolo”
“Sabadão de aleluias aos catolicozinhos pra-frentex não é diferente de um
sabadinho normatex de embalos fonados disque-sex”
“Vejam seus sonhos removendo as horas”
“Tornemos de nossos fantasiosismos e inspiradamente recitemos: ‘Quando
as fibras reenfibram a fibra que temos, semidesfibrados confeccionaremos
a fibra das trancinhas com procuração das rendeiras de fibra do
Mártir de Jerusalém”
“Em vias de regra, disputam-se torneios em que vencem os maiorais;
campeonatos são conquistados pelos menos ruins; incontáveis os títulos
ostentados na base da regularidade. E há enfim os que consagram-se
competentemente não por serem os maiorais ou os mais regulares, e sim
devido a somatória de garra, técnica e bravura de heróis, reveladas no
palco monumental da decisão dos tais”
“Na certa, as criticazinhas tisnam o quádruplo em tecnicolors; e tome
melhoral e cibalena o que não perlustre as suas tréplicas nesse prismado
poligonal de confrontações”
“Branco o papel, negro o teclado”
“Empregado
metido a patrão se dispensa antes de falir
a
companhia”
“Teco-teco, em uma rotina socialmente participativa, consequentemente
o marginalizado chupa-dedo, ao eximir-se, por dessituar-se, está suscetível
de execráveis tablados vexatórios. Desestimulado, ele se auto-picotará
como bomba-relógio, espatifando-se de um flanco ao outro; e, desse trapiche
de pauperismo, arremessará copiosíssimos fragmentos de pestilências,
danosamente circado em reações adversas”
“Pensou uma Princesa Diana,
apareceu uma peruazinha
encastelada; pensou uma Barbra Streisand, apareceu uma jararacazinha
insociável; pensou uma Sharon Stone, apareceu uma gatinha
palaciana; pensou uma Simplesmente Maria,
apareceu na choupana uma tigresa assanhada para seu tigrão”
“Nos rios se navegam desejos clandestinos”
“O apetitoso auê da vida é enriquecê-la ao molho da vivacidade, não a
temperando com as impalatáveis substâncias de um toxicômano”
“Lições inerentes ao clubão dos 13, do massagista ao presidente do
conselho deliberativo, não se limitariam de sã consciência apenas aos
tapetões e às marcas divisórias do gramado”
“Repreenda
salinamente os sapinhos dos sadismos perecando no seu doce e
sururuzento lago e escasseie
sapiente os repetecos das sapecagens dos cururus, sapateando lagoenses,
zambetas assim que nem patos”
“A União faz-se à força numa democracia Mister Universal”
“As energizadoras santidades da prole luzista, alicerçadas no magma da
metavitalidade, periodicamente escalam seus robôs colheitadores, os ETs
de Varginha, aos sortidos plantéis das irradiações abarrotados de voltes
em rotatividade”
“Espírito bom que não fala palavrão de incentivo moral é mais assombração
do que espírito”
“Cristo na cruz sofreu relativamente menos que um pobre mortal. A
diferença incide na magnitude do gesto Seu, indicando generalizadamente
a Nossa perpetuação”
“Quando a necessidade obriga, racista desde quando nasceu escapole
para cruzar Dumbo com Mogli às barbas do Rei Leão”
“Se você se
acha um animal altamente racional, ao se ver interiormente,
admita o trote”
“Turista-mochileiro, bocó a transpassar os pauls politeístas, prescindindo
tabernáculos e desatento às rosas dos ventos, nem documentado de
antecedentes de bom romeiro ele usufruirá das tarifas baratinhas nas
viações ampliando concessões aos benquistos estradeiros”
“Um curtidor do
alcoolismo brabo, esquentador de calçadinhas, entregue às baratas,
já nas últimas por cirrose hepática, conferencia
suplicando a finada santa prefeita que use a sua entendível
fonoaudiologia eleitoral e o bacana, nesse seu público-alvo, assegure uma
reencarnaçãozinha num botequeiro
Van Dame;
para que no seu reemberço, na futura admi-nistração dela, haja
politizações compensatórias dos seus votinhos pré e pós pagos, na
evolução do canequeiro do ‘bota mais uma para que o aguardenteiro caia’
ao referência do ‘bota todas a um metrado em voltas ao mundo
inderrubável’”
“Um chama o outro;
o outro chama mais um; esse um chama os demais, até que a equipe de
uns e outros por demais se complete”
“Um desses que saíra da casca do ovo um milhãozinho de batidas de asas
aquém de mim, em sua arrancada de número um, dirigiu-se a uma
Federação Espírita e a uma Catedral Pentecostal pesquisando o precinho
mais em conta a um lava-jato em suas penas manchadinhas por pousos
em lugarezinhos barrentos e pouco salváveis. Na primeira porta que
bateu vira uma duziazinha de gente doando agasalhos usados e cestas
básicas aos flagelados das últimas enchentes, gente essa que lhe
assegurou: Aqui o rebolado é outro. Voemos mais alto se descarregarmos
os nossos pesos de terreiro em terreiro baixados. Na porta seguinte que
batera vira um monte de gente orando sob uma prolixia sacerdotal. Meio
lá, meio cá, assimilou melhor os parágrafos novos em folha ali proferidos,
pois estava ao seu alcance bibliagens de caráter barateiro que faziam
prescrever as suas penas pesadas igualando-as às asas de um anjo; muito
embora houvesse de em moeda corrente ter de dar uma ajudinha a Deus,
ou a quem o representasse, para que Deus em pessoa lhe ouvisse, lhe
perdoasse, e não sujeitado ao seriado de peixeiradas de Aqui-Não-Há-
Troco-Para-A-Oferta, o Quase-Deus enfático pediria-lhe o favor de um
desapenamento com uma dessas da rua que lhe dê a luz na próxima
porta”
“Invada o seu resumido alqueire com ouriçadas vegetações, fruteiras de
toda a sorte, levas de animaizinhos de estimação e habite em um residencial
parque zoobotânico, onde caiba poupudamente uma percentagem
túrgida da fauna e da flora, exceto o bichólogo-paisagista e integrante do
Green Peace, arquiteto-mór dessa criação”
“Obre uma obra a um pobrezinho, e abracadabra se abrirão sobremodo
nobérrimas obrigatoriedades”
“Entre gostar e amar há uma diferençazinha enorme”
“Amigo fantasia ninguém senão aquele que pressente o calar dos tamborins
do outro”
“È desinteressante citar o quanto a BR era a transamazônica e sim com
quantos buracos se pôde resistir sobre ela”
“Vira-latas posando com as coleiras de pitibulls entram numa roubada
em postinhos de zoonoses a vacinações”
“Crer nas
tolices é canja; disso até as penosas das granjas
não duvidam”
“Silhuete o seu fardamento nu e uma patriotada de bem-vestidinhos investirão
musculosos na massinha modelada a invejar escultor”
“Versos
de sangue germinam
como
sementes de heróis”
“Detonaram os tântalos sobre os aldeões e deflagraram-lhes pósteras traquinagens
os curdos dos subúrbios vingadores, no day-after dos xaropinhos
em carroções e carrocinhas empurrando coca-da-boa”
“Houve uma vez que quando Washington DCentralizava os passamentos,
Brasília DFinia sua imperpetuidade”
“O monstro
oculto comete atrocidades do
elemento-surpresa”
“Fixando-se às vitrines fisiológicas, pule para o lado de lá e tente precisar
do lado de cá o traslado cintilante a se destrinchar na imaginativa aquisição
clareada pela lanterna consciencial da sua racionadíssima e intransferível
hombridade”
“O que adianta projetar incessantemente, se não dispõe de um tempinho
para por em prática a sua invenção e muito menos de folga para que nos
deliciemos com os insumos da sua criatividade?”
“Papo de botequim é assim: As loiras e as morenas parecem umas deusas;
no entanto, daremos uma oportunidade àquelas que de santas não têm
nada”
“Na metamorfose da masculinidade propriamente dita, o garotinho quer
crescer e multiplicar e fazer, o adolescente quer crescer e multiplicar e
sem fazer; e o adulto, sem crescer e sem fazer, quer por díspares termos
multiplicar”
“Tecnologias invadindo as nossas docas, em lacrados containeres, esvazia
a casona de nocas nas despoupanças dos vinténs” “Começa com a cara
feia e termina mascarado”
“Meninice era exilar-se na infantilidade ouvindo a chuvarada violencelista
tocando os pescoções dos cisnes numa indômita ginástica aquática”
“Quantos não balancetearam os despachados, minúsculos de maioridades?”
“Seres extraterrestres horrendos, produzidos pelos grandes estúdios
cinematográficos, fazem com que a gente pense que somos meio malucos
e malucos e meio; tanto é que constroem ETs nas fábricas de brinquedo
de Hollywood só para mostrarem que os deuses lucas-spielbergs são
americanos do norte lindos de morrer, o que não passa por minha cucalegal
o estouvamento de virarem copiosamente o universo de cabeça para
baixo”
“O Síndico das Gerais, na presteza de uma tarefa perfectível,
voluntariando- se como um sênior solidário, esse assistente sem
honorários, será portanto reembolsado com todos os abonos, fidalguias e
comendas do Divino”
“Xampu a fibras oleosas e anticaspas, prestes a um certificado do IBAMA,
incidentalmente ofusca as luminárias, em função dos carecões brilhosos
de gorilas desimplantados e da plumagem alvíssima dos pavões misteriosos”
“Cidadão abstêmio, que se silencia arrolhado face a face pegado às
injustiças, desconhece o batuque dos macetes arbitrais a enchampanhálo
nas varas cíveis”
“A igreja
consiste num preservativo
de aprisionamento fortuito gabaritada a desacostumar as anomalias
oriundas de uma intransigência
ao pacifismo”
“Em prefações de prospectos aos milicas brontossáuricos, via-se e vê- se
que, arqueologicamente, o trabuco do general Custer precede o míssil
patriot do coronel Collin Powell”
“Quem
não se embutica no inacreditável, desauxiliado pela forcinha dos anjos
guarda-costas, guarda forçosamente as marquinhas das zebras em suas
calças jeans da moda”
“Saiba por mim
que existe solução para tudo; inclusive para
a morte”
“Despesas supérfluas e gastanças a torto e a direito num instantezinho o
prepondera passadismo, introduzindo-se os dedos lisos na perambeira da
desembolsada cédula”
“Um bodezinho sortudo, no assalto da puberdade, insemina uma cabrita
de saltinho baixo, em um producente curralito aos berreiros saltadores”
“Reparou que indiferentemente encosta um fresco condicionador em seu
ouvidinho, tirando-o para frescar? Em não agüentando um BTU a mais as
suas frescuras, peça a um reparador de ar condicionado frescão que com
ele vá gelar noutras arábias”
“Trampolim, a sucumbir num vacilo de leve, trinca na palpitação, aos
moldes dos rachas em partidos como o PMDB”
“Se tu quiseres perder peso de consciência, agenda uma entrevista com os
santos-homens que dão conferências navegando nas ondas cerebrais que
tu és capaz de captar”
“As
verdades soldam cada ciência a um logro e os segredos cada chave a um
mistério”
“Juntaram-se a feiosa e o horroroso; e dessa conjugação macabra nascera
em uma sexta-feira treze à meia-noite o mostrengo primogênito de
uma série de terror”
“Compactuado está o calhorda enquadrado numa rodela de ovacionados
sem motivo”
“Enquanto a cadeira-elétrica é fuga urdindo o engano, a energia da alma
refaz o perfil de areia do executado”
“Viu o jornal do último Sábado? Não trazia o mesmo batetê do último
sábado de carnaval? O mesmo noticiê do último Sábado de Aleluias? O
desporquê do último Sábado que se viu Cristo Ressuscitado? Trazia e
bem trazia as últimas de um Sábado que para nós, os primeirinhos,
reproduziríamos como a última matinê de um Sábado aos últimos em
ultimatum’”
“Sinta-se a vela e os anjos protetores o vento”
“Mate como um marchante e marche como um matador”
“Grudarão em você histéricas coroazinhas, fazendo-se de amigonas e, o
aconselharão a tranqüilizar-se. Alguns carinhas confirmarão categoricamente
que enlouqueceu e está a um passinho de ser demolido como
velhos sobrados. E, amalucadamente, haverá gentinha maldosa tendo a
audácia de predizer que entrou em pane, e prosseguem caboetando-o,
falsamente, de assinar um pacto com a Al Qaeda de Bin Laden. E,
aproveitando a deixa, nessa baixaria sem baixos e contra-baixos, os
engraçadinhos o recomendarão, murmurando excomungados, que visite
um pai-de-santo, no trato de descarregá-lo, ou um padre irlandês, no
ofício de prover um seriado de exorcisação. Com todos na sua corcunda e
você não se tocar, autointitulando-se o sinhôzinho da situação, pé na
tábua; e, no pega-pra-capar desta estorinha bem ou mal contada, dirão as
boquinhas escovadas, fuxicando alto e claro e em bom som, qual
psicótico, na mureta das viuvinhas esclerosadas, primeiramente se
amarrou na camisona-de-força apertadíssima, posta pelos ajudantes,
faixas-pretas de sumô, das clinicazinhas em beiçadas de daqui-ele-nãose-
sai e daqui-ninguém-o-tira”
“Regrinhas de imoralidades não há quem as cumpram, exceto as quadrilhas
metidas em sacanagens”
“A única coisa prolíférrima que levamos para as dimensões mais nobres,
com certeza, é a nossa cara-metade, conquistada através de empenhaço
mútuo”
“Viajantes que somos transgredimos a concórdia das vivendas da deidade,
ao passearmos borbulhantes na efervescência dos planetazinhos de
barulhentas plagas”
“No
cigarrinho da exaustão dos coitos, o desanuviamento cancerígeno de um
ai-coitado”
“A certinha acertou com o certo uma certa certidão, que certamente os
certificará das certitudes em suas incertezas”
“Por incondicionais efeitos reencarnatórios, preditos pelos orientais,
codificados por Kardec e cognatados à lamparina da psicologia em exercício,
não há aquele esconso, ou não, que talvez não precise desativar os
reatores das belonaves às punições aos malefícios”
“A cozinha industrial no sufoco, fermentando palhas e pulhas, aos
relinches na cavalgada dos quentões desempreguistas, engendrada sob a
cavalice dos baluartes doentios mijando lavas pró-modernização, ferve
folgadamente, numa multinacional panela de pressão, e nas remexidinhas
em alfas-romeo, em mitsubishis, em peaugeots e em chevrolets
para nacionalizá-los, que são diabéticas rapaduras sertanejas para os
cavalos-do-cão roerem, se, no mingau ralo da globalização automotiva,
discussam gananciosamente sindicalistas em ebulição cavalar, coiçando
de 40 HP a PH mil, sob garrafadas de capim-santo, em escrutínios 10 a
10 dos enviadíssimos cavaleirozinhos da távola socorro-minha-eguinhapocotó-
sumiu”
“Gravidez seguida de estupro é desaconselhável que se invalide; o
currículo espezinhado, no bater da praticidade abortiva, diminuiria a
moral da nefasta gestante-assassina a um pódium comparativamente
inferior ao baixo pedestal de quem a violentasse”
“Tinhoso, o títere timocrático de uma titânica tirania, tira tintim por tintim
o titânio e os tirocínios dos tísicos de timbres timoratos”
“Solucionamentos sob travas às alternativas de se atenuar as pândegas de
uma acirrada aprovação, bastante pretensiosa, em trâmite sobre liberação
e aplicabilidade de recursos retidos, no standby da Câmara, é mera
protelação palavrosa e reacionária dos congressistas, intimidados aos
pulinhos dos muros ante os paredões da Alvorada, em se armando uma
arquitetação avulsa no enquadramento esquemático suprapartidário de
se espicaçar a verba”
“Com isso e aquilo embutido nos juros, quem é esse aí que vá nessa de
jurar os seus pagamentos?”
“Não houvessem as exceções, as fábricas parariam no meio do expediente,
e em chamas”
“Na selva de pedra, impressoras ao retrovisor da unidade racional, os
ônibus a diesel comprimem em seus corredores noventa por cento dos
municipezinhos sacando pelos vidrões os dezinho por cento no conforto
dos seus carangos a bicombustível”
“Quebrem os grilhões da existência para fugirem de seus cárceres”
“Se
a Kaiser for, dê Skol e Brahma e Schin
e Antarctica”
“A Censura já passou ou não já passou para escritores e editores agora a
publicarem textos de cordeiros assinados por lobos de péssimo caráter?”
“Em
Vosso Reino, Vozes de Vós entre Nós. Mas
Rei
Um
Só que é Vós”
“Magnetizador freguezinho estilizado dos turfes e maçonarias, ensennase
em um figurão loquaz, inscrito nos sacerdócios dos núcleos da grãfinagem,
correspondendo-se chique e bem-falante, aventurando nesse
glamour folclóricos viciozinhos de linguagens, sob os polpudos átrios dos
enlevos radiais, e beliscadas verbosas em abruptos cateterismos nauseantes,
quite com os cartolas socorrendo- se em cajados perfurantes a
bonecas infláveis, ao cadastrarem-no no cerne da velharada dos saldões
ermírios-de-moraes, por considerarem esse singularizador um bonachão
chico-anisio e de fidelidade inenarrável... Destinando-lhes imerecidas
probidades, a título de provectos mecenas honóris-causas, nas jubas dos
fariseus adorando os enchimentos lingüiçares, enlastece-se cultuador das
chancelas é-pegar-ou-largar, nas elocuções ressonantes do puxa-saquismo
umbilicado”
“Cachacinha da boa custa bem menos do que uísque e incendeia os
córneos dos mesmos sete quentes e um fervendo”
“O barzinho, ali de um joca do pendura, covil de cobrinhas criadas em
devo-não-nego-pago-quando-puder, ilhado por pregoeiros do se correr o
bicho pega e se ficar a bicha come, no metiê dos computas enzoneirados,
estatisticamente vox-populariza-se seguríssimo, o inroubável quartel-general
dos poliproblemáticos cuspideiros do eu tô querendo é bronca”
“Pegar uma estação de televisão e fazer dela mais um veículo de informação
inútil é o seu administrador se aliar aos mais terríveis fabricantes
dos meios de destruição em massa”
“O Sport sagrou-se campeoníssimo do brasileirão de l987. E, aos
extremados flamenguistas, esse CBFístico reconhecimento descora- se na
balela de um mosaico a se descrer. O que responder ao SBT Reporter de
06 de março de 2003, ibopeando ao entelar o verdadeiríssimo documentário
tio sam da clinicamente morta, operada de aneurisma, escrevente
sã do palindromo ladrilhando as 10 horinhas extracirúrgicas, em
que se viu reencarnante de sua prestigiosíssima capa irlandesa de cor
rosê?”
“Inafiançáveis os guerreamentos de tutores ultimando as jucundidades
de heroizinhos-americanos, prezando-os ganhadeiros, ôfegos no esconder
dos padecimentos, galgantes em uma desmuçulmanização furbesca;
pretextando que as ponderações se exauriram e vantajoso da parte dos
invadidos o calhe a uma cristianização procelosa. Ninguém é cego para
não ver que por trás disso tudo, tudinho, uma inverossimilhança, uma
fatal desdolarização, uma União Européia fabulista a reassumir o fúlvido
leme disciplinador como epônimo, como safreiro das linhaças aos implumes
irrefreáveis. Mas de volta à Casa, não nos deixemos vilipendiar de
que não haverão os choros e as velas. O trágico the end. Sonhos e Sonhos
pelos sangueodutos do Islã; nos quais filmadoras historiam cinematograficamente
um Novo, Novo Vietnã”
“Aluga-se estes metrinhos quadrados de alvenaria, uma ex-gráfica e
editora, a infundir nos oito milhões e quinhentos mil kilômetros quadrados
de tupinicóides o reverso à navegabilidade na leitura dos eternizáveis
de toda uma esquadra”
“Liberdade qualificadamente assistida realça com a lépida correição no
engajamento de reintegrar joviais delinqüentes”
“Torturar, odiar e recriminar o judeu mercenário, errante e pagão não
corroboram em se deter imissões de ganância no gólgota dos justiceiros.
Tampouco proceda afiançá-lo a bodes expiatórios descendentes de etnias
perseguidas ou penhorá-lo por especulações induzindo geniosos holocaustos”
“Houve subordinações demorando dercis gonçalves; inverdades ampulhetando
uns airtons sennas até desacreditá-las; e uns cids moreiras
mentirosos que duraram algumas mamonas assassinas, mas que foram
Romários e Bebetos para nos desfragilizarmos”
“Essa é boa :
me chamam de débil mental do hospício por eu dar uma de que sei coisas
que não sabem um terço da
metade!”
“A idolatria, por ser uma fabriqueta de icônica e fantasiosa exaltação, é
conjecturalmente dispensável na maquete de um usinaço milenar de
introspectivas psicossomáticas cíclicas, desobrigando o cartório de ritos a
fanatismos e adorações”
“Esses
apostadores compulsivos nem de raspão porta-retratam a intrepidez
de um aventureiro por arriscar;
mas,
muito mais, o anverso patenteado nos palermas
rendidos ao lambe-lambe da utopicação
de
amoedar”
“Inflação se combate com teias de aranhas nas prateleiras de produtos
remarcados para o alto”
“Se um é pouco e dois é bom e três é demais, quatro e cinco e seis excedem
mais ainda, por fazerem número em balancetes de contabilistas
mãos-de-vaca”
“Estabeleciam os estatutos em um Estado desestabilizado, no bate-estacas
de uma estação, os estadistas instáveis a desestatizar estabelecimentos
estatais, cujo estático e estapafúrdico status quo no estaleiro
estaria, pelas estatísticas, estagnando a estabilização estatutária das instâncias
dos estadozinhos em gestação”
“Detrás das grades é considerávelmente digno de uma Time o ABC da
desestruturação latina, na ousadia guevariana de um antissistema Monroe,
xiitando a algo da quinta avenida, protagonizando numa aulinha que
parecia improibitiva aos lampeõezinhos de nós”
“Picaretagem
essa de folhear papéis de padre que não
é a realidade da rua”
“Primeiramente iremos remover um a um das áreas invadidas e realojálos
nos ginásios das escolas municipais, estaduais e federais. Sorti-los de
mantimentos e refeições 5 vezes ao dia. Coisa que nunca tiveram.
Também providenciaremos com que fiquem repreparados para um bom
convívio social. Bem ali nos COHURBS (Conjuntos Habitacionais Urbanos),
financiados com a participação das iniciativas privada e estatal;
mais centros de reeducação do que depósitos de humanos, os abandonados
pelo Sistema Anterior, nesse lugar, têm tudo para por um fim
em suas desarrumações pessoais. Se tornarão cidadãos de C maiúsculo,
prestadas todas as assistências. Só que há dois poréns : Da nossa gestão
em diante passaremos o trator ou explodiremos toda e qualquer
construção irregular que lembre o Governo que nos Antecedeu. Estamos
todos empenhados quanto a isto. O porém dois é que os moradores dos
COHURBS viverão lá não gratuitamente nem eternamente. Com o baixo
custo do aluguel, haverão de economizar o bastante para voltarem a
caminhar com as próprias pernas. Abrindo portas e janelas de residências
que nada tenham a ver com aquilo que dava a impressão de ser esconderijo
após pequenos assaltos. Tudo já está definido. O Novo Estado aos
tiquinhos vai se reapropriando das léguas e léguas de loteamentos
clandestinos incitados por vereadores dos partidos extintos que faziam da
Indústria da Favela um meio de se abancar Hiluxados. Em breve, os
locais da pouca vergonha virarão Parques Para Todas As Idades. Também
ali serão construídos hospitais, universidades pública e particular. Mas
há um detalhe: voltando à questão do que fazer com tantos individuozinhos
viciados no que não presta, para que se evite com que não se
reambientem nos conjuntos habitacionais não-permanentes, monitoração
dos corredores dos prédios às áreas de reaprendizagem garantem a
morada da maioria; enquanto a minoria insistente, se tiver saudade da
malandragem, não há outro jeito senão fazê-la conhecer outro caminho, o
caminho das Casas de Passagens guardadas até os dentes”
“O espelhão de cima reluz uma duplazinha asteroidada, abaixo de um
planetário. A duplazinha tudo em cima repica debaixo de um lençolzão,
no universeco desse poeiraço. O lençolzão acima de uma caminha redonda,
no interlunismo de um quarto minguante, machuca- se na judiação
cosmo-cosmo do buracão negro por baixo. E o buracão negro, embaixo
dos que estão por cima, pede a deus-netuno que dê em cima dessa baixeza
nupcial cometada, para não mercuriar-se ao sofrer uma baixa, logo que
o jupitolomeu partisse a vênus, de cima até em baixo e atomicamente
soterrasse as suas entradinhas satúrnicas o anelzinho ao cimo nada
amarciante de uma pluta na urânica decimazinha soleira das embaixadas”
“O que dissemos em sentenças encomiásticas e diremos nas sentenças
dispersivas, em uma Pompéia a retificarmos esse obtuso mundão forense
que não se emenda?”
“Ninguém deve adulterar o cotidianíssimo colorido das manhãs e das
tardes”
“A economia informal dá estiletadas no coco dos doutrinados e os escalpos
dos doutorandos são revendidos pelos mascates a peso da pedra filosofal”
“Fruta podre intromete-se na cesta das comestíveis para acidentalmente
ser digerida como a gostosa”
“Desprendimento
enredando vandalismos insulta puro e simplesmente os
rendeiros noturnos das
cortes marciais”
“Longe os grilos, longínquas as esperanças”
“Mulher
beba, beba, não há tatu, tatu, que
a agüente”
“Na Groenlândia de ninguéns, alguém é o viking dos conquistadores”
“Requebre os seus quadris inflexíveis, na torção do agito bemhumorado
de torcedores vacinados em imunizações aos desânimos, e contorça as
suas colunas retorcidas pelos torcicolos e bicos-de-papagaio quase o
parando”
“É preferível um terço do dicionário praticado na ponta da língua do que
em um quarto uma enciclopédia empoeirada na estante de ponta a ponta”
“Outra vez
é de novo uma novidade repetidas
vezes”
“Escalar uma montanha não condiz com a estupenda façanha de se embandeirar
o seu topo”
“O
facílimo tornou-se menos fácil, ao facilitarem-no certas facilidades; e
facilmente, sob facilitações, sobressaltou
um dificílimo”
“No erguimento de um trofeuzão brônzeo-prateado, o disputante coroado
no certame sente que deveras solenemente se permitirá a carimbar em
seu ermo o píncaro da comemoração em estremecimento, havendo unanimidade,
dentre os oponentes estrepados por ele, cativando-o nos
ambidestros escrivães das numeradas ou dos setores de arquibancadonas
altíssimas, consistindo, eqüilateral, o volta-olímpico Campeão dos Campeões”
“Dízimos às Casas Espíritas distam-se dos carros-fortes de coletas miseravelmente
a fundos perdidos”
“Um crime por metro quadrado, nos quarteirões de alavancada periculosidade,
soma-se ao cabedal da inconsistência e cumplicidade dos politiqueiros
ovados, de tolerância mil menos mil, envolvidos como alcatéias
lobiando os lobões dos subornos... Provocadores diretos ou indiretos de
resultadozinhos negatividade-esquadrante, aptos os bolonas-murchas a
um afamiliamento pneumático... De sorte que em suas raízes quadradinhas,
a tirar de tempo os ex-perto de um mãos-ao-alto, deixam vazar
no finalzinho de uma entrevistazinha pré-paga que o queijo do reino do
produto interno bruto exclui em sua comidaria os ratinhos queixudos dos
minifúndios, mais precisamente os catitas quadráticos a fuçarem a nata
dos ratões herdeiros do colonialismo, a vagar como inquilinos celistas das
ratoeiras disformes, infestados de danações”
“Zere a sua mente criminosa, em pontuações de honestidades, no placar
de relativas desproporções, e discrimine, relativamente com pontualidade,
o seu ente placardista proporcional aos desonestos em zerações”
“Desenvolva
o médium que há em você e compartilhe tudo do bom
e do melhor”
“Plante
um amorzão legalzinho e os espinhões em florzinhas
se
transformarão”
“Enxugue
o remoso mar da burocracia ou de outríssimo modo vosmecê
arcará com as indenizações dos refugiados pelos desserviços

“O fresco do velho não embarca para nos proporcionar sua herança. É
mais fácil nós morrermos do que o traste. Vêem como ele dorme! Vêem
como ele faz ginástica!Vêem como ele come! Nós já passamos dos quarenta
com cara de sessenta e o diabo do velho com setenta vem aparentando
ter a nossa idade. Numa boate as gatinhas preferiram o velho a
nós. Perguntaram se nós éramos os seus irmãos mais velhos. Sabem o
que devemos fazer manos? Ou vamos assassiná-lo à la Hitchcock ou
vamos de hoje em diante se regrar à la Drauzio Varela e à la Judas
Arrependido. Pensando bem, ele, o pai bom, é que anda na linha, com sua
retidão que nos causa revolta. Teremos de copiá-lo em vez de matá-lo, já
chega os processos contra nós, por nosso mau caráter. Tornemo-nos
caras bacanas, mudemos os nossos costumes de bandidos e ovelhas
negras da casa. Comecemos as nossas boas ações dobrando os salários de
nossos empregados mal-tratados. Voltemos às nossas esposas. Levemos
as crianças aos parques. Hasteemos a bandeira da paz em todas as
praças. Aí esqueceremos a fortuna de papai. Porque outras fortunas
maiores encontraremos. Ouvi dizer que o amanhã pertence a Deus e o
presente somos nós que fazemos. É pegar ou largar, manos. A hora é essa.
Li que as imundas pegadas no chão deixadas por um malfeitor também
são substituídas por cheirosas pegadas no chão deixadas por um elemento
socialmente recuperado, livre das pantinhas dos seus implacáveis
condenadores ”
“Crianças,
os
seus paizinhos lhes ensinaram
a não dizer nomes feios? A resposta é Não?
Puta-Que-Pariu!
Vivem lhes mandando ler obretas que impressionam pelas capinhas, mas
cadê os conteudões? Cadê as pornografias artísticas?
Qual santo brasileiro comigo irritar-se-á em falazinhas:
‘Quanta baixaria!
Se a minha filhinha de quinze aninhos abrisse
essas páginas e se assustasse, ela, de
tanta pouca-vergonha
escrita, perderia o bebê’”
“O vago é branco; noturna a sombra; indiferente o anseio”
“Enem para a que vai e neném par a que fica”
“Ai de nós desasilados infantes da Serra Imorredoura. Nós que esvoaçávamos
de pássaros e rastejávamos de répteis, com cutelos tinindo nos
coros desafinadores. Eis que rangem os sacramentos. Os foles dos que
subiram e por Lá mesmo ficaram. Turbilhando arrojos para adivinhações
de Aléns. Vá lá que ouvíssemos os hinos das catedrais desertas. As rádios
no sermão das montanha. Aonde escafederam-se tenentes-capitães de
leais aos seus confinos... Nascíamos de sete meses. Sete vedetes ali nos
divinam. Morríamos com os sete pecados, que nem Padim Padre Cícero
de santo se intrometeria. Éramos Eles. Os que despiam as iemanjás
criancinhas. E que em cristóvão colombos ardíamos por ancoragens incertas...
Quem de nós o atrevido a um saravá aos escudeiros? Ou aos que
cavalgam no dorso de invencíveis quaisquer? Oxalá venceremos falantes
quais Negociadores Super-Homens, por que não? O quão sonoro formos,
descruzaremos o nó dos nós dos eletronautas apertadores de botões. E
abriremos com os calendaristas da mudez patética novos e novos
universos a ecoar microsystems de tweeters embutidos em cada globinho
pleno de civilização... É para a causa das causas epopéicas... Logo-logo
reassumam os relógios do Pulsador Invicto. D’onde plantaremos colônias
na infinitude do azul-marinho Paterno. Os Daqui Aqui se estabelecerão. E
os de Lá para Lá regressarão, se cumpridas as metas de nos angelizar, de
nos desconfrontar, escapando da machucação em sovas de reservistas dos
exércitos de brutamontes. Caberão a nós por fim nas engenhocas hedonistas
e limitar as tiragens de Homens-Morcegos de namoro com as criptas
a nos inutilizar. Esses monteando a saturnal dos lázaros. Gafanhotos
em ledices de aves-do-paraíso pobremente gandaiando em zoos de
humanos degenerados... Que tudo reaconteça. Mas, não mais conosco de
monarcas infringentes. Não mais conosco de operariado a labores como
deseletrocutar os quedistas marasmando em sórdidos pára-raios... Diremos
aos Puxadores das carruagens de fogo a bilhões de milhas por
segundo que desembestados viemos e se pudéssemos seríamos, em favor
dos seus e dos nossos, o Elo ligando os pipoqueiros de espoletas aos
constituidores de Homens-Luzes de densidades conforme o desenvolver
da antimaterialidade... Coitados de nós ainda no vermelho. Ainda na
alazinha dos Homens de Esperança... Pois do que do verde para o azulbrilhoso
eis que nos resta o intervalozinho do amarelo a dourar. Cuidemos,
no entanto, dos oceanógrafos de nós. Prestando a atenção naqueles
aligeirados que ao Cruzeiro do Sul nos elevem, quais viajores recruteiros
de bem-venturosos recuperáveis. Vertente a que deixássemos aos que
estivessem em percatas juvenis o tombamento dos nossos caminhos
como sendo Patrimônios da Humanidade”
“A véia cuveve mais seu véio, mas seu véio num veve mais cuscus cum a
véia”
“Quem diria que ele chegasse ao plátano. E o facundo vulgarmente
chegou e disse-nos: ‘Cheguei no vivedouro floril porque sou chegado a
uma chegada na petúnia e chegadão a uma cheirada numa dessas hortências
chegadinhas’”
“Formolmente, o conservadorismo acadêmico dos arquimedes formados
nas coxas mumifica nos museus para assuntozinhos aleatórios as perduráveis
coxinhas das meninas da Era do Rádio, na fatura pós-morte das
galinhazinhas dos ovos de ouro”
“Umas Bezerras DuBois; um Bezerril DuBuá”
“Aja na moderação de um longevo, versando o baldinho de água fria,
como de costume; eficabilíssimo hidratante às queimações uma- brasamora
de impetuosidades insustentáveis, a virem desabar escaldantes no
errão do Soldador da caldeira interestelar em decesso”
“Fundam sons e idéias de
metáforas as charangas pró hospedarias em fusão com os belchiores de
malas abertíssimas para ritmar”
“Se o seu
eu
não for por nós, nós dois nos
lascaremos em uma casca
de ‘noses’”
“Gosto é discutível, quando no cardápio semanalmente das prontinhas
comerciais, os chamados PFs, tornam indegustáveis ingredientezinhos e
quando quinzenalmente os paladares esfriam sob o dissabor dos descontões
alimentares, ao se lanchar as folhazinhas envelopando nadinha
dentro”
“Lamas ao dalai-lama enlameado lamentavelmente declamando a elas, as
suas seguidoras, laminhas de um hoje-eu-vou-me-dar-bem”
“No lixão ignoto das graficazinhas de impressos que rareiam, os fascículos
futricários a pungir rabiscadores moldurando quadros e quadros
de insolvências”
“Enconluie-se com os mafiosos e faça jus a uma expedição licença-prêmio
nos resorts siberianos de paraísos fiscais árticos”
“Paradoxalmente aos viveu-morreu, se todos ralamos aqui uma só vez,
pergunto: Por que há muitas ferinhas domadas que em menos de quinhentos
anos não irão dotar-se como algumas outras de poucas décadas
de dotação?”
“O cemitério, rosca de passagem obrigatória, o point dos penadinhos de
heterogêneas linhagens; de capacidade esgotada, o ovante jeito a se confortar
os ferazes elencos que o loteiam dar-se-ia carbonizando as enxovalhadas
ossadas, em incinerações instantâneas... Resolvida essa equação,
os gasparzinhos camaradas mudariam do endereço parque da saudade
e erigiriam, nesse ergástulo, sua nova epifania: ‘A galeria das cinzas
dos calungas interpretando a angústia solitária dos gênios’”
“Guiamuns da Guiana Francesa são iguaizinhos aos de Goiana, Pernambuco”
“O tempo é uma planície difícil de se conter”
“Na dúvida, não duvide nem calibre uns alvitres papos-furados ou
reencha pitacos pejorativos, embalonando-o em pneuzinhos de fragorosos
arrependimentos, já que a recauchutagem irremendável dos borrachudos
só o faz é ver balões e zepelins de seus ex-entusiastas”
“Borboleta que aseia na Ásia engolfa uma azia ao USAr a cozinha dos
gafanhotos”
“Quando a cidade é ausente tece o vento calendários”
“O bolachão buliu com a broa quietinha; e, na inquietação dessa padariabordel,
o buliçoso só veio a se aquietar na pausa das bolachas marias, ao
descuidarem-se do bule quentíssimo em seu biscoito, dando o bizú do
molha-molha os tarecos cheinhos de buraquinhos, por ele, quietamente
desfarinhados”
“Garrancheia em portinhas de banheiros o filosofozinho cagado a melarse
socratesando confúcio da sua privadinha a remerdar platão”
“A pena de morte, reconhecidamente uma execução sumária, a basear-se
em um artificiozinho nazista e intolerável, no rol dos consensuais, diagnotiscam-
na os especialistas em pisaduras de pesarosos meando-a às
modalidades gritantes de aniquilamento. E, na pesagem desse ritual
funesto, esplanada de uma pericárpica conscientização, o inquilino do
viso palústrico, enfurecido e vilipendiado, atarefa-se de um pelancudo
reagasalhamento no filtro perau do acrimonioso reduto, sob repúdio, em
que desta feita reaja com uma sede descomunal de vingança”
“Estalam futurologias de sendeiros os hospedeiros a letristas procedentes
dos anais impublicáveis”
“Quase tudo era
vazio de um passado que se compunha num presente
indefinido”
“Ararinha-azul, meu amor, como
vai você? Como é que você sai e nem por segurança somos avisados?
Está passando bem, não está?
Que saudade de você aqui em nossas
matas”
“Desorientado, particularmente, refere-se ao titio que delega tardiamente
ao vovô a exclusividade de decifrar inclusive o emaranhado das sujeições
tão cansativamente desvendadas por seus sobrinhos”
“Os picassinhos e os picanços adquiriram notoriedade, elegendo-se o
desigual picassionismo sustentado pelo emérito enquadramento fincado
no brinco apical de seus picassos”
“Em trinta dias,
trinta cavalos galoparam por trezentos cavaleiros acavalados, para
atenderem a três cavalheiros sem cavalo, mas
com
o comando da cavalaria”
“Confidencial: Tamanha coincidência os desencarnadozinhos, em suas
instâncias preliminares, conferirem junto às etnias desfavorecidas, liame
das enumeradas vertentes histórico-sociológicas, a periodicidade às suas
reentrâncias ao hemisferiozinho das cincadas, nas tácitas inteirações
varando vivencialidades, incalculáveis viéses congêneres das filiações.
Monoteístas, desafetos dos bruxos convictos (autênticos acendedores
encandeando panacéias de faustos boticários), a despeito dos pombinhos-
correios nas pousadas em pavilhões reparadores de endividamentos
postergados, coorporativamente sobrepõem-se a esses sortimentos de
radiestesiantes conclamações, e, em agrado aos lanceiros flechando as
panquecas do autoritarismo, lhes é peculiar os massacres diminutos e os
sacrifícios dos justos, no sismo de imperarem sobre espécimes de criaturas
híbridas, fabricadas na pegajosidade da nudez poliândrica, em que
coubessem-lhes a perpetuação dos aburguesados, amos das violações”
“O senhor Penedo, originário da Penedia, desposou a senhorita Rocha
natural de Rochedo e procriaram Pedrinhos e Pedritas nas Pedras
Rochosas, fronteira com São Granito”
“O salão
das caboclas parecia uma espécie de senzala comprida, em continuação
da casa principal. Prestada a
Lei Áurea, de lei,
as caboclinhas, que prestam, acasalam-se nas salinhas especiais dos
compridos, a continuarem o parecer do senzalismo nos áureos”
“Repense uma
Antártida oculta em outra Antártida, tênue de Terra-do- Fogo a sua face,
e vagueie nos icebergs de lâminas a tingir poentes”
“Pretenso a renunciar provisoriamente às estratosféricas trenas orçando
à progressão individual, a areia movediça da gravidade se encarregará
sozinha do labor de drená-lo degringoladamente camada de ozônio abaixo,
remembrando a sua auto-estima as profundidades do ócio”
“No pierrô das columbinas, em um carnavalzinho onde o folião atira
confetes frevando ao custo do erário dos extorquidos, a maquiavélica
máscara-negra, sua parceirazinha, lança perfumes em lenços enfeitiçados,
nas botadas de uma pré-feitura ao vereador para lá de enganadinho”
“Leiloa-se em 2.200 d.c a coroa espinhosa restaurada do Nazareno.
Ninguém excedidamente a arremata. Não por ela não ter pertencido ao
Mesmo. Ou porque a Sua passarela sobre o nosso estradão nada significasse.
Não houve quaisquer lances mínimos da parte de um douto
museólogo e de quem quer seja. Carinhosamente em honra à Sua Palavra
aos direcionamentos para as pazes. Desembocadura sensibilizável de que
o que valoriza-se no confessionário de Deus, indebativelmente, é a defendida
divisão das posses de conscientíssimos ricaços acumuladores de
bens, mas de bens não-materiais”
“É esse aí que aqui e acolá diz que disso não passaremos? Acha que só
chegam Lá que tem isso aqui? E quem não tem isso mais isso e aquilo
outro é nada elevado a nada? Aqui...Ó...para esse que disse tudo isso a
nosso respeito. Por que não vai tomar Naquele Lugar? Do Lado de Lá, por
aí você tira, quantos daí esse daqui para Lá não mandou? Justo os que
não tinham isso aqui e outras coisas mais para lhe dar. Aí é que tá.
Continue assim. E, nisso, O de Lá do Lado de Lá, o fará com que mendigue
: ‘Ei, você aí me dá um trocadinho aí’ àqueles dali do alto; que
descerão para Cá, não com essa de dar isso aqui para que ele chegue Lá,
com tudo em cima. Mas, com tudo de Lá de Cima, para que o isso aqui
dele, lá em baixo, transferisse-se a esses vindos de Cá, que para ele, sem
cacau aqui, não valiam sequer o cocozinho do caqui no caco”
“Tome a muleta de um aleijadinho e rapidinho acionará um Michelangelo
à sua ré engatada”
“Deite-se no colchão da ambição e veja logo o mar de rosas se
transformando em espinhos para furá-lo”
“Em aldeota churrasqueada rodiziamente, rodando rebanhos de mentecaptos
descrentes, notabilize-se por menear simulacros, encaçapando
ordenamentos a uma expressiva superioridade, e desencaixote videos
surtindo sessões umbandísticas e ilusionismos impressionantes, pastoreando
essa bucólica plebe. A seguir, iluda-os, entupindo as suas feirinhas
e mercadinhos de maquinaços pega-caboclinhos com moedinhas de
25, aos mais pra lá do que pra cá nada melhor que mandar mascar 7
metros de fumo-de-corda das tribos de Arapiraca, e preparadinhas aguardentes
pau-de-índio da braba a baixote juru que se meta a valentão. Ao
desacordarem de suas origenzinhas frugais, os bolsa-esmolistas dos
cartões anti-cidadãos, em retribuição a essa viagenzinha lunar, o classificarão
nas cercanias do indianato como o seu principalzão gestor e
coletor das indiazinhas com biqueiras de bálsamo. E nessa barbada
aquinhoará toneladas de auríferas prendas, centavo a centavo, oferendadas
sacolisticamente pelas ovelhonas pseudo-batizadas que, sob alucinógenos
infalíveis, se imaginarão cândidas exaltadoras do reverendo com
cacife marca-maior de curandeiro salvador-da-pátria”
“Os aços se derretam. E os seus átomos se reaglomerem para fazer portais
não de aço, mas de inoxidáveis avenidinhas”
“Professorinha-saúva, especializada em folheamentos político-educativos,
reitora excelentíssima de todo o formigueiro, encarca no morrinho
das rainhazinhas mandonas a tradução folha a folha da Constituição dos
Estados Unidos”
“Sobre o rio nascem pontes; sobre as pontes desesperos”
“Nunca mais suas retinas de fuga e assombração”
“Mensageiros de Gandhi e Guevara repudiam as entregas de SEDEX
PARA O TRÁFICO, e soltam cães-farejadores no combate aos libertadorezinhos
em AR 15, militando sem quaisquer causas por sobre
cidades em pânico na reptilidade de uma tal de Coca-América”
“Leis e mais leis vigoram majoritariamente aos digressos antropófobos e
minoritariamente aos supressórios na redutibilidade da desnaturalização”
“A liberação dos narcóticos não-controlados pelo Ministério da Saúde
nem tão cedo ocorrerá por questão de usufruírem de bens ilegais na
moleza os lavadores de dinheiro sujo, gangsters da era moderna, que se
metem na alta sociedade travestindo-se de pagadores de impostos em
dia. Ainda, com a sua disponibilização mais acentuada e com o seu recolhimento
de taxas para os cofres da União, passaria a ser desinteressante
o contrabando de drogas alucinógenas, uma vez que o preço da
mercadoria baixaria muito, acarretando sérias conseqüências de danos
aos seus transportadores sem credenciamento estatal... No que diz respeito
aos dependentes que se expandiriam com as vendas abertas dessas
drogas, parte da arrecadação do governo central teria de ser devolvida em
forma de tratamento intensivo dos viciados, bem como promover vasta
propaganda de prevenção na imprensa privada... Aí eu queria ver se continuariam
existindo ladrões de galinha, formigas-operárias dos Comandos
Arbitrários, aumentando a população de defuntos perfurados, tudo
por uma tragadazinha naquele embrulho amargo que lhes custa hoje o
olho da cara, e que, nesse amanhã que talvez não venha, lhes custe pouco
mais que o valor de uma lambidinha doce naquela embalagem de bala
confeitada”
“Isso eu escrevi em 2003: A síndrome de crivo oposicionista rola
proporções paradidáticas, ao estenderem os caçulinhas esquerdistas o
tapetinho cor de acerola, posando de seu como marechais em um
protetorado e sob boicote os seus partidariozinhos gagás e epicentristas
continuem taxativamente do contra, cantando nostalgicamente: ‘quem
sabe faz a hora, não espera pelo faxinão no PT’”
“Meu propósito aqui na Terra não é o de ter uma disciplina de servo bem
criado, daqueles que possuem o que constroem em vida, trabalhando
para o sistema. Vim para cá por uma porta estreita aberta pelos meus
deuses no único fim de provar aquilo que tentei provar na existência
anterior: a tão sonhada tese de que reencarnamos. Para que isso se
concretize não serei eu sozinho que efetuarei tais provas. Por aquela
mesma brilhosa porta de luta uma leva de agentes especiais do Grandioso
Exército, em missão de adiantamento geral, também embarcou rumo a
essa ditosa aventura. Os lucros virão. E virão não com dinheiro vivo, mas
com toda uma família minha viva, e bem viva”
“A pastilha do asseio que não se exaure, no farfalhar das halitoses a uma
rouca resenha, saca-se do chiclê seringando o mentol interiorano das
conotações fresquinhas”
“Na solenidade da celebração de núpcias, uma considerável súcia dos
convidados, comparecendo em peso à cerimônia, ao peitar os veludosos
pombinhos, cochicha em alcovitice, na campainha exploracional da
uniformidade à belezura atlética dos recém-laçadinhos, como pretores à
duplicação dos seus ativos financeiramente. Quase ninguém comatoso da
retaguarda apercebe-se do esgar de que consolida- se a aceitação conjugal
no cordame de uma Glória Menezes e um Tarcísio Meira e se encaminha
a papeleta parcelar a uma matriz confederativa humanizadora, num
pedido de sucursal da ternura, transcendendo apáticas e passionais molduras,
na progênie de ourivessarias aos pródromos em álbuns de casamentos”
“O ateu praticante obviamente por remanescer-se do espadachim cabrito
covardão, que o é, desconsidera a eficientíssima Espada de São Jorge, na
transata perfídia de esgrimir os cabreiros, em seus desarmes traíras aos
cabras de fé”
“Para tapear o babaca, o bonequinho é maquilado e repassado a ele pelo
dobro, como sendo importado e original de fábrica”
“Uno na urbe laboratorial de molejos cirúrgicos às pontiagudas andanças,
retraia-se dos artefatos cortantes a lhe esculpirem os internamentos nas
suas arruaças”
“Os
sacrifícios dos justos já não se evaporem
pelas batalhas
inversas”
“Vejam só II: a roseira, estampilha cativadora dos namoros proibidos,
entre um e outro fungado dos narigudões e narigudinhos, escamoteada,
entorta a boca do balão ao cetro do seu infeccioso espinho”
“Bastavam um psiu e um ossinho suculento e o lulu, ou lalau, de orelhazinha
e bundinha arrebitada estaria sacramentado como o seu bichinho
no judiciário de estimação”
“Prefeito ardiloso e excessivamente cômodo arregaça as mangas justo na
tribuna em que vê perigando o complô da bancada firmada na cassação
do mandato bambo”
“Cosmonautas em pânico inaugurem universos”
“Nessa misantropia dos eremitas modernóides, extrínsecos os roxos
ovóides em seus visuais. O individualismo de asteróide potencializado os
reduz em molóides pintassilgos de gaiolas eletrificadas aos gaviõezinhos
humanóides ou os marcam em tímidas mulazinhas-sem-cabeças, porquanto
a sua aparição exclusivamente os afamam no filmóide: ‘Sorria,
Que Você Está Estrelando No Planetóide Dos Vigiados’”
“Júnior, o canivete penetrante que ao peitão do inimiguinho você desfere
mesmeia o punhal que para o seu umbiguinho aponta”
“Reza a bíblia que satanás e sua turma desceram dos céus numerosamente.
O bastante para dominarem demoniacamente os nativos daqui em
quantidade dez vezes maior que eles. Só que nessa História há um
detalhe que não contam: Os contingentes de anjos progrediram, entre
uma e outra aprendizagem na escolona Renascer; que, formados pelos
Mestres Superiores operando táticas revolucionárias de ensinamentos no
breu do planeta, de tão responsabilizados por missões de sucesso buscando
a fraternidade dos irmãos terráqueos, em questão de dez décadas
já se coroarão como reis dentre todos os residentes do globo... Baseado
nisso, fazendo uma progressão lógica, satanás e companhia limitada ou
se convertem, em pouco tempo, ao socialismo angélico, ou, por força
maior, acompanhantes dos novos capetinhas nascidos dos homens-macacos,
em terceira-classe, voarão a bordo de escoltadas naves policiais,
com destino certo nos centros de recuperação espiritual espalhados pelas
esferas habitáveis nos confins do espaço sideral ”
“Quebrem o silêncio dos rochedos e gravem os seus cantos nas penedias”
“Foi um dos seus tentos? Respira um tanto aliviado? Congratulações por
tentar e por conseguir dragar o seu dilúvio! Tintas injetáveis desse seu ar
biosférico nos tontos tristonhos com as borrachas nos cangotes”
“Em um torrão
de brancosas, uma torradinha torreia em microondas
de prosas”
“Passe vaselina
na crocodila matogrossense, mobilizado a envernizar o couro de uma sua
jacaroa amazônica”
“O lugarzinho
não lhe convém? Inconveniente que se culpe as pracinhas e os boas
praças dogmáticos, em permanecendo no distrito pé de serra
desconveniado sob um luarzão
impróprio”
“Testes de paternidades a pensões alimentícias recusadas por quizilas e
negligenciamentos dos papa-raimundas, nos revoltosos w.os em descomparecimentos
aos caixas para retiradas das depositárias, encarrilham
numa purgativa convocação orçamentar do peladeiro da Associação Esportiva
dos Homões de Naerdenthal ao jogadorzinho do Íbis Futebol
Clube dos Hominhos de Merda em Pó”
“Não exija colares que não lhe inspirem pérolas”
“Após um enfadonho chá de cadeira o caboclo é atendido pelo xá do Irã”
“Potentosas
lunetas focam as mensuras das partículas adensando
na fluídica mapoteca no anil desbotado;
clarividentes e paranormais no etéreo entrevêem insuspeitáveis vagidos
de desencarnados, abonados por uma gama de legistas como entes em
decomposição
e
sob a custódia
do carcará”
“Pisquem os seus faroletes aos lumes das decentes lanternas e o fulgor,
notado no ecúmeno, quem quer que o visse os identificaria irradiando
iluminosidades”
“Refrigerantes pepsi em vasilhames de coca-cola são descolamentos de
vendagens que mercadologicamente não colam”
“Tapinhas-de-amor-não-doem à moda antiga retroagem à rabugem preexistida
nas garanhagens degradantes dos acasalamentos de bárbaros e
rameiras trogloditas ancestrais”
“Meditar recluso em seu sossegado retiro tranqüiliza-o melhor que pilulazinhas
de soníferos a discernimentos”
“Vozeirão a espanar ambientes, no assentar do poeirão, bestializa-se em
um ácaro zumbindo”
“Aplicável aos mecanólogos: Uns rodam as bolsinhas no capô de subsistir;
outros deitam e rolam no câmbio automático a concentrar jactâncias,
opulências e o poder; e, não obstante, balançam os chaveiros os
que põem mola em seus chassis formativos a sobrepujar sucateadas
noções científicas. No entanto, os rudimentares pinos nos eixos efetuados
a uma motorização de norteamentos do ego, em compilações dos pontos
gês diretivos, extraordinariamente serão badalados na Oficina dos Mecânicos
Celestes, se concomitantemente não se desasseverarem os laboriosos
plantões sazonais propugnando a laudatória junção dos guinchos
rebocadores às correntezinhas a lhes fixarem as estreitezas”
“Casarões
em superlotações de fantasmas, não colocam em polvorosa os
mantenedores do ocultismo”
“Por que elidir os imaginosos mirins categoria super-leves, nocauteandoos
similarmente a um Mike Tyson, e, em seus impropérios, concebido o
quarentão, pesem os fraquejos nas obras-primas de quaisquer impreteríveis
Acelinos Popós das artes?”
“A deduzir dos lunáticos, quem sonha com as coberturas raramente se dá
conta de firmar a base a essa antecipação”
“Segundo uma
conclusão
dos magos
do
espiritismo:
Fazer opção sexual condiz com
fazer re-opção sexual;
já que precedera à concepção uma opção sexual na
preexistência”
“Os que percebem pelo faro e chegam tranqüilos à dianteira agem como
colonos pioneiríssimos e arrematam carradas de anódinas prosperidades;
os que percebem secundaríssimos no andar da carruagem atuam como
escravozinhos braçais e arrecadam aos puxavantes das carretilhas salarios-
mínimos em um apanhado a desvalorizar os archotes da serenidade;
e os que percebem atrasadíssimos no esgotamento dos carretéis personalizados
acutilam-se entre a cruz e a espada no perro das álgidas carroças,
vergando os seus espinhaços na baixa da égua, paradinhos no que rumo
dar aos gumes da respeitabilidade”
“Ouça-me
para não enfrentar um terço do que
eu enfrentei”
“Nomeadamente, os hóspedes psicografados pelo mineirinho do século,
proximamente ao seu representável desencarne, talvez tenham explicado,
via livro, como fazer para os galináceos criarem dentes; e os protéticos e
dentistas veterinários, obturando Marxilares em decaimento, implantam
nos banguelos micos-leões-dourados incompletas dentições de André
Luiz e Emmanuel”
“Não tenho nada contra ninguém; desde que ninguém tenha nada contra
mim”
“Evaporaram solimões os que em suas esferazinhas luxúrias e carestias
não saem dos mississipis-missouris do seu cômputo”
“Daqui a uns quinhentos jurunas o renascimento das matulas desta taba
nos patíbulos aos tamoios outros, presentões da continuidade”
“Enquanto a tarde é fuga urdindo o engano,
o sol desfaz o dia conquistado”
“A televisão
ou
instrui
ou
pega
o
beco
temporariamente,
em virtude das exibições anti-higiênicas,
ringindo com zurrados atrativos
e
amolgando
os telebirutas sob entrocamentos invertidos,
na comunhão dos incautos”
“Esterilize um terreninho fértil e se estique mortão no álveo dos fetos sem
nascimentos”
“Saque o que comporte nas bordinhas do saco e ensaque uma eternidade
no borderô de se rebordar os remendos no fundão do mesmo”
“Mutile os arvoredos, sombrinhas que nos sombreiam, e o sombra do
mancha-negra vem por trás para nos assombrar”
“Contrate
um personal trainer luminoso e
um musculoso e una o Céu e a Terra
ao seu dispor”
“Não é melhor ficar na Belíndia como cidadão simples do que ficar na
Ameuropa como cidadão nenhum?”
“Você levou uma
cantada
daquela menorzinha de fio dental e
perdidamente apaixonado pela esposinha o malandreco quixotesco
deixou escapar essa? Você, um maconheiro de escolinha, ao lhe
emprestarem uma cocaína, fez pouco do
carregador
de pacotinhos
dos mantimentos traficáveis, em substituição da branca colombiana
por uma mulatinha desposada? Você que rodou de secretário
municipal a
embaixador em Portugal, cracão
em
corruptíveis ajeitadas
e, envelhecido burocraticamente, o safadão, no balancinho das
mãozinhas, alisa apenas a vulva da espirituóloga com quem é
casado? Então, por qual motivozinho você,
um foderoso incompatibilista
deste mundecozinho, resolveu acasalar-se logo aqui, nesse puteiro de
raparigos destrenados?”
“Era para a finalíssima de 1950 o bombeamento dos didis em seu quengo,
com djalmas santos de esotéricos dísticos, zagalos do enigmático ao seu
arredor, na sistemática de preenchimento das lacunas neomaracanãzenses
que o azucrinam quanto o assunto é esvaziamentos eventuais da sua
bolinha de dar dó”
“A tarde
é
um disco de chumbo na calçada sem
tempo”
“Na CEASA dos boçais famosíssimos, o quilo de um Edson Arantes, a
sambar na Seleção, correspondia a uma grama do que um Dom Diego
consumisse, ao bailar tango”
“Por dilatado que houvesse de ser o percurso, se avançássemos lentamente
milhas e milhas passo a passo fulcrado em simplicidade, perseverança
e coordenação tridimensional, de certo culminaríamos nos bulevares
da romaria e êxodo homérico, gamadão na adutoras do inesgotável
manancial. O remador que de braçada em braçada aspira benesses na
caquética barquinha da emancipação, acovardado do enfrentamento das
pororocas a desaguarem rodeando o Palácio do Almirante das Frotas
Reais, claudica em seus danúbios de navegação e paulatinamente desonera-
se curvado em seu convesinho de paspalho. O audacioso limpador
de botas, cumpridor da religiosa ofertazinha dominical, despreparado e
aposto à insanidade, desguarnecido de habilidades que o confortassem,
ainda levando-se em consideração o não calote às suas orações, esse
Indiana Jones evangelizado sequer teria uma chancezinha de se enveredar
ofensivo em uma selva hostil e encará-la com a mão na frente e a
outra atrás, exatamente na tentativa de abertura, e por determinação
pessoal sair-se incólume através das catracas dos infortúnios, nos triatlons
da provação”
“Há noites em falso como boca de alçapão”
“Todo pão-duro, para economizar, rói as cascas das bisnagas no café
matinal, ajunta os miolozinhos a reforçarem a refeição do meio-dia e as
migalhas irão traçar devagar no couvert da janta, em um truque de extrair
lucrando até o último farelo da massa”
“Os edifícios marchem sobre as colunas dos mortos”
“Adivinhar os palitinhos em uma rodada vale uma branquíssima cinqüenta
e um; avalie acertando paradas e mais paradas sequenciais, contando
e recontando na pauleira os paus durinhos por uma loiríssima
suada de um e cinqüenta”
“Se,
de repente, todo mundo no mundo, que pudesse ajudar,
começasse, ao mesmo tempo, praticar uma nova forma
de assistencialismo, em dez anos quem morasse no
planetão
estaria assistido e bem pago”
“A concorrência
enxota o danado aos placares de um a um e o
cartelismo isola o safado na ensacada de
dez a zero”
“Preliminarmente, desconhecia a datinha fúnebre do seu prematuro
desaparecimento quem, nas semifinais da sua partida, divergiu dos olheiros
de boletins alertando como agir para adiá-la”
“Tergiversações às exéquias de purulentos enterros, às expensas de um zé
do caixão, vascularizam animadoramente bananas de dinamite resolutas
às recíprocas de préstimos com ideológicas falsidades”
“Vegetariano papudinho, antigamente um amantezinho da macarronada,
encolhido o seu papo de pelicano em uma lipo, ano a ano se desvê na
fossa de uma papada”
“Domine o dicionário e freqüente o ambiente dos poderosos”
“Mofando em sua órbita, o astrônomo incoerente e bitolado, no verdão
emboscando os seus largos de absolutismo, satelitizado, em um interrogatório
encaixando generalidades e questionamentos na sua seara específica,
ao ser intoxicado pelos organizadores de uma palestra sobre extraterrestres
e objetos-voadores-não-identificados, é reprovado, por ligarem-
no a um embuste, nesse advogado do diabo de ufólogos ali a repugná-
lo. Tartamudo e inconsulente, sob a ribalta dos ETizados, desmente o
irrefutável, perdido no espaço, quanto aos tópicos e miudezas dessas
guerrinhas nas estrelas pertinentes a sua alçada”
“Colha do seu viveiro botões de azaléas perfumantes, modificando um
casão sem odorizadores florais e transpire ramalhetes cheirosíssimos em
seus poros de comendador das ninfas dos palacetes ajardinados”
“De seu pássaro ouça outros segredos”
“Uma prenha virada ao avesso, decorridos os nove meses, engatilha, sob
compressas, uma viradinha novinha para que depressinha se embrenhe
na viração da mãe preá”
“Os que se enrascam nas galhas dos prestanistas crescem inchações de
galos nas suas moleiras e vêem passarinhos em duplicatas os rodearem”
“Em casa, uma dona encrenca; na rua, uma encrenqueira a criar caso”
“O direitozinho que o assiste de você se desvencilhe no forunzinho que o
cegue”
“Ressurja sempre em cada pranto”
“Põe-se
em pé o bisaco
inflado
por grãozinhos que nutrem”
“Um formador de clássicas bolações, um pensador dos irritadinhos,
anelando digitados saturnos de bibliazinhas que pastores não lêem, um
academiável da vez, em briguinha de letrandos e encanudados, sujeitarse-
á, o televisável talentão, a uma opinatória prelando-o de não-escritor,
no mal-estar de estar sendo esferado por gramaticistas raposas-velhas
das redações?”
“Numa tacada de ensinucar-se em um brigadeiro, ao suplantar turbulenciazinhas
orais, geriatrizes de denominadores supersônicos, não se prevaleça
das aterrissagens vertiginosas encampando trocadilhos aerosugestivos,
na irrestrita volição de se forjar brevês para redecolagens convergentes,
em que o turbinassem com encômios a aviadores de concordes e
lear-jets de brinquedo”
“Lembre-se que o espaço é breve e o tempo exato ou impreciso”
“Empregássemos
os maloqueiros, expatriássemos os americaneiros,
erradicássemos os corrupteiros,
enfim, seríamos do Oiapoque ao Xuí
o que se pode chamar de ptíssimos, pmdbíssimos, psdbíssimos e suprapartidaríssimos
brasileiros”
“O mosquito exterminador aedis aegyptis enquanto aerosóis não dizimálo
de frufru em frufru, muriçocas e pernilongos de zunzum em zunzum
massacram os nossos bumbuns na plangência das suas picadas”
“Quicando os enlastecidos marcadores a uma enumeração providencialista
reunidora de cadernetas de poupança, adiará facultativamente,
sem paraninfos, a colação de seus graus de exeqüibilidades”
“Sem culpa
e
sem medo siga a sombra volúvel dos que proclamam epitáfios
de si mesmos”
“Imundícies pecando confiantes no perdãozinho de Amélias, comentadamente
sem choro e nem vela se estrepam na tremedeira dos desdéns de
pasmos confidentes”
“Pálpebras
eriçadas é o show-room de que o cochilozinho dissipou o cansaço e
renovou a visualização dos indispostos e fadados chô aos maus
olhados”
“Noticiário na coqueluche do esconde-esconde dos cronistas sabotados
força o desinformadozinho a subir em um pau de sebo, como orangotango,
no óbolo de se vasculhar o que é peia e o que é peão dos fatos e
fotos de orgãozinhos mixurucas, malgerenciados por editores e redatores
Bonecas Suzy e Barbie, oblongando uma panelinha de assinantes João-
Bobo em seus jornalecos”
“Constantemente implementamos algo que a entrevistadores atrás prescrevíamos
não condizer com o mais indicado. Isso, portanto, deve-se de
tal monta a ordenação progresso-contínuo, ao dar-se o nosso aprimoramento
por diversificadas janelazinhas correcionais, independentemente
das persianas laicistas ou acortinados ortodoxos que desprendemos”
“Essa Humanidade desde os primórdios divide-se em três atavismos
predominantes: A primeira trabalha e ganha por isso. A segunda ganha
sem essa de trabalhar. E a terceira sem eira nem beira dá rasteira nos que
trabalham e ganham para se sustentar”
“Almazinha ferida, sanguezinho derramado”
“Se fizer o papel de palhaço, em matéria de gabolice, parta de que na
frente dos levados guris seus roupões emprestados não dêem manchetes
com as estampas e avisos de cobrança do alfaiate”
“Na carnificina da lutinha armada terceiro-mundista, riscando os militantes
de uma causa por salvo-conduto, tombam, desflexibilizados, os
que ignoram o precinho da guerrilha enfiada em seu ser diminuto”
“Frase em pára-choque de carreta dá a impressão de ser autêntica
somente aquela escrita pelo próprio caminhoneiro”
“Qual insinuação benéfica ou peripécia ilibando prismas emblemáticos e
inconclusivos a posteriori originariam messianismos de indutores derrames
regenerativos ou irredutíveis curativos reparadores a chagas reversíveis,
a não ser conciso pleno o clinicado delegadamente analisar de onde
se deu o disparo à morbidez de mais uma de suas internações?”
“Na quietude das horas parasitas vagam pensamentos circunflexos em
busca de palavras indescritas”
“Caia o trono imponente sacolejado pelas nádegas de um falso lider”
“A tarde sendo linda, a noite será mais bela ainda”
“Espetinho de gato
sem atestado de óbito executa o panaca do cliente em sete
espetinhos”
“Denúncia infundada
e jornalismo sensacionalista dão ao que falar na
portaria da imprensa raidiofusiva, escrita e televisada; tudo para o
ouvinte, o leitor e o video-maníaco manterem os ouvidões colados, as
cabeleiras arrepiadas e os quatro olhos vidrados na noticiazinha
evasiva, presunçosa e atrofiada ou na edição extraordinária verídica,
oficiosa e diligenciada”
“Pinte-se de camaleão na paródia de rechear a molho pardo
livremente a sua carteira e de leão na cama se pinte um carteiro
pardal-molhado com o livro da paróquia que se recheia”
“Na farra do
nelore dos subalimentados, dentinhos que mastigam na flacidez de uma
alcatra, na dificuldade de um acém, se maltratam no
coxão duro”
“Deixem as coisas parecerem como são para não quererem que vocês as
coloquem nos lugares em que estavam”
“O critério do paliativo simplifica-se na cura superficialíssima da enfermidade.
E de erro em erro médico a bula adverte: ‘A doencinha retrocede
eficazmente no reloginho natural do seu fortalecimento, interagindo o
farmacêutico caseiro na prescrição que ele em particular e a sua psique
patologicamente se rotulem exclusivistas da química dos pauzinhos à sua
reabilitação’”
“Equívocos que cometemos em comitivas de antes, se impuséssemos
neles os prefixos de digestas restrições, emocionadamente hoje nos deliciaríamos
com as nossas feijoadas de acertos, a contragosto do chéf apimentando
ceticismos da cozinha adversária”
“Irrenováveis as linhazinhas, inconsertáveis as paralisações”
“O probleminha da sogra é querer poder fazer amor bem feito como pode
fazer a filha quando o seu marido tem tempo para ela”
“Compulsoriamente,
o então velhaco de anteanteontem, paradão numa liminar, se não
recomposto legalmente, explora
suas redondezas
no destorcimento de um insolente estelionatário, propenso a ingressar
com brevidade, montado na
garupa
de um morteiro, naquela
desabonadora corja dos barnabés dos cargos a
saqueadores”
“Os autores
do cortejo fúnebre também trazem as
coroas de flores”
“Passeata de terror arpoa nas áreas ribeirinhas dos batimentos de bielas
nas falésias íngremes das marchas-rés ao encontrão das bifurcações periclitantes,
depenando as tanguinhas dos mangue-boys e mangue-girls em
ilhotas sucateadas”
“Espirre bafos de Vasco da Gama em uma Columbia ou Discovery torrando
e anseie o posto imediato ao reinventor da NASA, nos guidões dos
OVNIS, invisivelmente indo e voltando”
“Recolha em suas mãos os filamentos das pautas circunscritas na eufonia”
“Decretando-se conjuntamente uma queda brutal e a falência do vitasay
couber recurso medicamentoso, o baque é substancialmente menor do
vice intencionalmente bombado nos aerofólios dos ombros larguíssimos
de um decaído clínico-empresarial”
“Se quase, quase, você deslanchou. Faltou um trechinho insignificante a
que se pusesse em olímpias, imagine a enormidade já galgada, ao debruçar-
se da varanda de um arranha-céus altissimamente invejado. Nisso,
sepulto de sagacidades, a tripular a gangorra das ascensões imperseguíveis,
atente para o bandeirante matusquela que, lá da bocada, urge lhe
atocaiando e, no recôndito, espreitando-o, fulminantemente conclui,
nessa plastificação frente-e-verso, que no sulco de alocar-se rente a sua
posiçãozinha imperial, fosco, se enlamearia no rebolar de encarnações
em encarnações apostolando sobre os sete costados das apologéticas
rampas, entreatos da pexotagem”
“Você escolhe. O varjão do comodismo aparentemente é assentável. Ou
você acampa em uma matinha aveludada em flora ou, incendiário,
desocupa a zona de desmatamento gradual”
“O Brasil
não cresce e não se organiza mais devido ao fatódromo do
brasileiro comum ainda se fotogenizar naqueles que eram ‘primeira
página’
no Diário de Lisboa uma vez colunado por Pero Vaz Caminha e
nos que eram ‘página-policial’ no Diário de Pernambuco uma vez
assinado por
Princesa Isabel”
“Nem venha com essa de que sem ver o desconhecido nada feito em
matéria de crer. O babaca se revela como aquele cara que acha que é
fantasia de maluco o anúncio de revelações antes do tempo; e paga caro
por isso. São os babacas os dependentes de drogas por decepção própria e
falta de amor à vida. São os babacas os usuários de coletivos prensashumanas
por não se respaldarem em educação profissional. São os babacas
os típicos escravos eternos que não se desenvolvem e ainda contemplam
as fortunas dos doutores que, para eles, são doidos e meio”
“Cocos maduros que caem do alto e não rolam se esborracham aos seus
pezões e choram”
“O substrato do
improrrogável verte ao apogeu os cavadores posicionando-se nos
interstícios dos panteãos aos endeusáveis”
“Desaferrolhar a indevassável porteira venusta aos cristãozinhos semcéus?
Um Jesus restritivo a deliberar protomártires seus nessa entradazinha
facciosa? Os celsos haveriam, cooperativados, de supor que Deus,
dessa consideração, pareceria um policultor superlativamente mais néscio
do que o próprio homem. Aflui na semeadura geodésica contingentes
de fetozinhos incultiváveis, em acres demograficamente densos do globo,
prenunciando uma destruição em massa por terem necessariamente de
aparoquiar-se amparados sob antagônicos credos... Retomando essa conjetura,
o homem, nesse interregno, um ríspido camponês, à sinopse
argumentativa, supera estranguladoramente o Agrônomo Todo-Poderoso
na gerência dos plantios. Pois, no ensejo de inventariar culturas, concluídas
as variabilidades testadas em mudas, posfaciando experimentações
exsurgindo do látex interdependente, o homem perscruta, extático, o
condicionamento da temperatura amovível e impontual, horizontaliza os
declínios causados pelas erosões, separa as sementezinhas com melindre,
visando o seu crescimento sadio, e, nas estiadinhas ressecantes, comumente
irriga o arado decerto a não ver frustradas as safras analisadas e
pré-capinadas de grão em grão”
“Na oportunidade em que a terrona gira, volta e meia os pescocinhos vão
se embolando e meia volta a volver os juizados vão virando de pontacabeça”
“Adiante o Big Ben um segundinho e toda a Londres se desatualizará”
“Óbus de terrorismo parte da bandalheira dos que comungam veementemente
com o amicíssimo compatriota Zé Pelintra anarquista e
rezam de joelhos oraçõezinhas satânicas para o masoquista islãmico de
diabruras globalizadas”
“Dezenas de coisas nós vemos e não acreditamos porque discordamos ao
não compreendermos. Dezenas de coisas existem e não cremos porque
estão em desacordo com o que enxergamos impensáveis. E dezenas e
dezenas de coisas jamais vimos e jamais existiram mas acreditamos
porque estivemos de acordo com os casuístas que fizeram com que assim
nós enxergássemos”
“Dissecam incolumemente as evidências satisfatórias os julgadores pororocantes
de togas, ao encavernarem pulgões detrás das nucas e ao
taparem os solões com as peneiras; desenvelopando após mansões em
Búzios ou apartamentões em Fortaleza. Enlutados os seus amigos-daonça,
animicamente, zarpam de encontro ao Foro regrando corrigendas a
magistradinhos depenadores de legislações. E, sob as lupas a focar hologramas
de indecências, os Paladinos batedores do Martelo Imparcial, de
camarote, satirizam os produtores de suas cócegas urinárias, quando os
vêem nos ringues pró-Sansões versus Chapolins... E quer queiram quer
não submetem-se aos Lavadores Palaciais desinfetando seus ternos de
anarquizados com limpantes multisensoriais a nhacas de matreiros que
advogaram bestamente enrabichados com os maletões dos injustiçandos.
Que, isolados nas Tribunas do ‘Qualé A Graça?’, de inocentes a réus, os
bacharelões culparão um ao outro por patifarias de preteritamente não
berrarem as contundências e incriminações que empanzinassem os ânus
dos gaiatos do ‘Proponho Que Não Vazem Nada E Faremos Com Que
Nadem Em Nossas Piscininhas’... Alijados desses vampirões sugadores
das economias dos que se escravizam, chateiam do Diafragma Brioso no
ardor a um veraneio regenerativo nem que fosse numa qualquer maloca
de Dona Noca janela a janela com os desafortunados, heranças de suas
más intimações. Para que no trâmite dessa megaexpiação, efetivamente,
eles pós-doutorarem-se não nos alguéns de linhos escuríssimos que esporravam
carochinhas aos pequenotes do bumba-meu-boi e sim nos
ninguéns escurecidíssimos linhados de pequeneses nas carrocinhas dos
bumbos: ‘Porra, Meu, O Que Foi?’”
“Todo guru maqueia um mimi escaldado em quiromancia, ao emburacarse
nos barracões de zinco da populaça. Entretanto, turvam-se as adivinhações
de cigano à oblação de elucidar as metonímias da quimera quantiosa
em hospedando-se nas reverenciadas tendas platinadas da Divindade”
“Derrote o medo incabível, valorizando a sua estima”
“Reporte
o seu
maravilhamento na travessia de uma desertificação e medite
na sordidez dos beduínos banidos de seus
oásis”
“Represente-se no canal do Educador Multi-mídia, operando em sintonia
fina e universalizando aquela Vossa Mensagem, Mestre”
“Não
abra os olhos para
as
trilhas
de
vinganças”
“O computador acusa: Os eleitores de baixíssima escolaridade e os
analfabetos políticos desinteressam-se pelas CPIs dos candidatos retoricos
e, amealhados de quinquilharias, dão ponto aos perdulários dos
chefinhos das MPs municipalistas, que roubam mas trabalham”
“Mas quando tudo é de novo, de novo esperanças tem”
“Incorpore a corretora do cão inibida em sua raça e vá latir na bolsa dos
infernos com o diabo e companhia limitada”
“Ocê premeditando flamas à torrezinha de madeira muda de badalismos
doces, que coloriam os receosos na pressa dos natais, os entrestecidos
docê a reerguerão dos carvões procê cear depressivo, pois os jingle-bells
nocê soarão dos seus ais”
“Granizos de toda a ordem tomam-se como entraves determinantes
debulhando o quanto fomos eivadas ervilhas em uma sementeira, ao
rechaçarmos os desígnios do Financiador de Subsídios, no quão Ele tem
nos facultado na trepadeira em que amadureçamos nessa vagem de
redenções”
“Dê ouvidos à canção dos pássaros que vivem sem pátria”
“Quem
desinstrumentado
com
seus lábios sorri, ferramental com seus
bugalhos
lacrimeja”
“Matrimônio
aninhando cônjuges assemelhados à razão da cobiça
mixa notadamente sob o revertério da espoliação
recíproca”
“Suor e poupança se desgastam na euforia”
“O Cristianismo
dissolveu a fórmula no ensaio e o Espiritismo do
ensaio para a solução”
“Mescle a alvura do plenilúnio com o brancor da Via Láctea e gasinho
encaneie-se em biodutos de níveas galáxias, enlarguecendo alvejantes
aerólitos de solidariedades”
“Viaje bastante mesmo
para se aperceber do que dá lucro
noutro lugar”
“Humoristicamente, o riscador fagulhado por palitos de fósforos acesos
não sentaria suas duas mãozinhas sensíveis em uma fornalha, perigosamente,
para uma equiparação de qual dessas brasinhas uma é corisco e
outra é lampião”
“FGTS aos
seus batráquios descontadores desbloqueia os nossos fundinhos na volta
dos que não foram”
“Festeje de pássaro o azul de antigos dias”
“Lutemos por uma ALCA unindo-nos do Canadá à Argentina ou da
Argentina ao Canadá enlutemo-nos na desunião de quem CALA”
“Déssemos um décimo a um desses sem mima, os desce-mais mimariam
aos que dessem-lhes um cimo”
“Oi, Ximmam Rayadj! Crê em Nós agora? Como é possível, não é?
Espíritos lhe dando uma colherzona de chá. Você aí de seu com um baita
livro guardadíssimo no seu Emailzão. Tomou um susto quando o deletou,
não foi? É assim mesmo meu jovem camarada. Pensava que nós, os
Espíritos do livro, é que éramos os vilões da história, vejam só! Ainda
bem que uma editora o enviou de volta, após o carnaval de 2006, logo
que você teve a coragem de tê-lo consigo para sempre. Pois bem,
Ximmam, o segredo entre nós acabou. Somos uma equipe. Acima do
normal. Os mais fortes espíritos que toda a Terra já conheceu. Somos os
Espíritos Santos inaugurando uma Nova Era a quem queira nossa
orientação. Aos que não quiserem, caixão e vela preta. Pior dizendo,
ficarão a boiar e a boiar nesse marzinho de 6 e meio bilhões de pessoas
como barcos sem rumos. Essa é também a sua oportunidade de nos
conhecer melhor, leitor. Não tanto quanto o Ximmam Rayadj, é claro.
Mas é um bom começo”
“O
sambalato, em um bandolim elástico à nacionalização, ducheia
friamente o espantoso Tarzã da
ianquização”
“Neva
enquanto a nave o leva; e leva a neve a lava que, de leve ao
vê-la, é como vela na vala do novo elo
a valer”
“O que
Freud não explica é explicado por cada um desses que são
governamentalmente ignorados”
“O grande problema da terreca Brasil incide na questão de se eliminar a
indústria da seca, a indústria da analfabetização, a indústria da cultura
inútil, a indústria da superconcentração de renda somadas à indústria da
deslatinização”
“Todas as repúblicas promiscuamente recomeçassem já a saquear as
riquezazinhas alheias, fardados no uniforme plasmático, não nos perdoaríamos
por rapar todas as munições que já nos devolvessem às trincheiras”
“Com a mira certeira de uma águia e os sensores apurados de um
morcego se fazem homens mecânicos e incisivamente pertinazes. Com a
intuição periscópica de um felino e o instinto de arribação da avezinha
migratória se fazem homens navegantes e conscientemente audazes. Com
a virilidade de um búfalo, a rapidez e elasticidade de um puma se fazem
homens valentes e ostensivamente ágeis. Com o levedo do coletivismo de
uma colméia e a circense extroversão de um golfinho se fazem homens
construtivos e predominantemente sociáveis. Com a providente noção de
amanhã de uma raposa e o olfato qualitativo de um canino se fazem
homens econômicos e irrepreensívelmente perspicazes. E frente a essas
infindáveis exemplificações de comportamento, desfiladas por milhões de
especiezinhas vivas, a paternalisticamente inundarem a crosta dos habitates,
bem ou mal é assim que se fazem todos nós, os homens, admiráveis”
“Se as profecias
deixarem de repercutir também na casa do vizinho, ambos terão em
breveo seu muro aumentado”
“Lastima-se o essencial na insossa exibição da escalada de virtudes e
ovaciona-se a essência na íntima anulação dos onerosos defeitos”
“É contemplado na partilha festejada dos bens, desfiando um lote da
propriedade de seus finados; multiplica extorsivo o parco latifúndio, no
remix batido das remarcações permitidas; patrocina o êxodo e o aniquilamento
dos sem-terra; e proporciona às gerações afins um legadinho
coronelista de raízes carcomidas, fruto das desapropriações indébitas e
maus tratos aos peões e bóias-frias, o ruralista pedra-ruim sepultado na
catacumba espaçosa que do devenir herdou”
“À clareira
aclarada dos claros, na claridão das clarividências, são
declarados esclarecedores esclarecimentos aos não-clareados de
claríssimas claridades, pelos que às claras se declaram mais esclarecidos
e com clarões de maior clareza”
“Dos dias tão ingênuos, as noites transformadas em mito”
“Licite o verde;
senão, no rubro eclipse, formará um parentesco litigioso
com o que expandir soprando das chamazinhas da comarca em
consumação”
“Calendários invictos inauguram distâncias”
“Somos rochas encravadas
para sempre no ventre de uma montanha; ao mesmo tempo somos
pétalas efêmeras o bastante para
não permanecermos toda a vida
terrena nos braços de uma perfumosa
flor”
“Através da luz navegue; porque a luz tem força, porque a luz tem forma,
porque a luz tem cores; além do que a luz é leve; e se de luz nós nos
fizéssemos, levaria-nos a luz para onde fosse”
“Como servem às filharadas as lapas de senhoras fartíssimas de proteicos
colostros”
“Não
reclame com estupidez e insensatez. Educadamente e civilizadamente
conteste”
“Sua o sueco no suéter que possua e demarque na dinamarquesa a
marquesa que é só sua”
“O melhor amigo do homem decorre do próprio homem; quando este
atingir o ponto de se descrapulizar de algo intitulador que o rotulava de
escravão de si em primeiro grau”
“Há uma ruazinha de pedras luminecidas pelo sol da noite em que eu por
diversas vezes me estendi na ebrietude dos carnavalecos de onde eu tirei
curetagens”
“Meus
Espíritos não me são tão austeros, são compreensíveis com os meus
defeitos, me perdoam, e
não me largam na mão um segundo. Mesmo porque excesso de
severidade e brabeza reproduz grande desconfiança
nas pessoas letradas, ou vividas demasiadamente.
Quem dá uma de durão, de machão, camufla por trás desse seu gesto
repressor um caráter
muitas vezes mais desabonador do que aquilo que
deixa
a entender”
“Em meus laudos, daqui a algumas décadas vocês poderão conferir. Em
até cem anos haverá uma grande convulsão na sociedade: Os Ricos Vão
Virar Menos Ricos E Os Pobres Vão Virar Menos Pobres. E Os Homens
Que Não Quiserem Nada Com A Vida Vão Virar Menos Homens E Mais
Macacos, Pois Serão Mandados Embora Para O Longínquo Espaço, Para,
Em Qualquer Esfera Mundo-Novo, Algum Primata Irmão Chamá-los Outra
Vez de ‘É O BICHO!’”
“Arrede
um
miau-miau
com
a pancinha
a orar em estrépitos que
o au-au
desse cerimonial
secundará de um
eu-eu”
“Zoma,
desorbitada do jeito que está, me faz recordar os Boroguayas
quando da vez que em 650 antes de Klus o
imperador
Rolfan III decretou a lei para capar
os Moutoréus, que,
ao invés de
gastarem os seus tempos se educando e se especializando
profissionalmente, preferiam a companhia das Trendas, que eram as
meretrizes da
época, vendendo os seus corpos por umas fumadas de ópio e alguns
goles de vinhos seco e tinto. A fonte
de
renda dos escravos
fujões vinha dos
roubos e furtos que faziam ao assaltarem os súditos da Sua Majestade.
Presos, os Moutoréus se
recuperavam, conhecendo algum
ofício, mas quando se reintegravam
à sociedade,
passavam a cometer
delitos compatíveis ao restante dos súditos, como
atrasar
as contas,
comer,
beber e não pagar, além de clonar os uniformes dos guardas
imperiais para poderem entrar em festas restritas
a
amigos de Lulo,
como Zó Dorseu, Rob Jefson e Valeriam, os boladores da caixinha
Amansa-Leão”
“Minha Pátria não é essa aqui nem é essa acolá. A Pátria Que Vai Nascer
não tem saneamento básico precário. Não tem asfaltos irregulares. Não
tem orlas entregues às moscas e aos cocainados. A Pátria Que Eu Sonhei
não tem paredes pichadas. Não tem e nunca terá políticas arruinantes.
Politicas emanadas das políticas, seja religiosa, seja filosófica que foram
reprovadas, que não deram certo. Que levaram pau. Apesar de tudo,
políticos assim de moral arrasada, por minha conta, terão sim senhor
uma cadeira cativa cheia na História do Brasil. Os netos desta geraçãozinha,
mais adiante, é certeza que os reconhecerão pelos vulgos: Fulano O
Rei Da Pizza. Beltrano O Rei da Suíça. E Sicrano o Rei das CPIS”
“Antes de mais nada, agradeceríamos as Cataratas do Niagara e as do
Iguaçu pela cordialidade em gotejarem os seus hálitos e institucionalmente
amenizarem os 360º em dizimação nuclear. Gratos, lá atrás,
seríamos aos Pacificadores dos Canários dos Reinos, instrumentistas de
impeachments aos furiosos de nacionalidades arrasadas. Que, nesses
fervorosos dias, os proferimentos dos Fogos-Apagou destinem-se em
massa, tropas aquém do Holocausto, aos agrupamentos dos militares sob
calabres de pretextuosos em rimas de avánte-gárde. E pelo amor dos que
nos amam acima de qualquer gema preciosa e nos querem nos escadões
indeclináveis do Pacto de ‘Unidos Para Sempre’, frívolos e odaliscas em
chaminés extenuem-se sob os Olhões das Tecelãs de Raios; as clarividentíssimas
Marias Mães de Deuses rancorizando os solteiros esguios no
isolamento das fortitudes supérfluas que os estraçalham... Visualizando
através das cerrações dos últimos dos últimos dos moicanos atirando
para o alto, se as nevrites dos inglorificados não se agremiarem no lugarcomum
dos bombardeiros, se a criançada dengosa ressonar das maternidades
de parturientes pitonisas, se editarem rotarianos consequentes a
iridescerem os amparos em dificuldades, se aeronautas em jangadas
iluminadas branquearem os nescedouros de enterrismos detestados,
esses que, neste instante, estrelarem nos gentílicos de antenomes insoletráveis,
para o nosso glamour, hão de se alinhar aqui entre nós em
corpo e alma. Para isso, desativem o quanto mais cedo as inferiorizadoras
ogivas no fio da meada. Tão só pressionem o botãozinho à solidariedade.
Amplifiquem o vasto seio endurecido, amamentador de atas envidadas à
reedição dos desarmes. Aguentem a chuvinha sem pé nem cabeça
passageira. Quando menos esperarem , no novo contexto, serão o vento e
não a folhinha que cai da árvore. Serão os másters em vetação aos ostracismos.
Abençoados por Coveiros do Triunfal. Inumando os locatários de
toda uma derme infrutificável... Sendo assim e em assim sendo, ao que
correspondeu-se com os malditos as cavernas dos aliens o seu refúgio. Ao
que impregnou-se na santa ignorância dos simplíssimos por natureza o
seu reescalonamento nas Tias do Pré Primário. Ao que desgraçou-se na
eliminação virtual aos seus governará em calabouços rodeados de
escorpiões e ratos. E os candelabros bruxuleantes nesses exílios o visionável
axioma de que é nos desencarnes, nos ofuscamentos, nas banições, o
reencarnar no pirilampo que o acorde; bastando um piscar cintilante do
Acendedor Original... Olhando-se espelhadamente, por essas e outras,
por bem ou por mal e tudo o mais, um sem-número humilhando-se em
protesto às protuberâncias dos animais prepotentes não escolhe intimamente
o seu cantinho ao Sol, mas meramente o radioso Astro de
dimensões a encantar Nós Todos”
“Se de
palavras vierem os espinhos, esperem que é delas que virão as
flores”
“Renuncie
pelos que nunca sofreram o desespero
dos séculos”
“O lado oposto à
direção é o itinerário ao posto sem sentido; e o
itinerário do sentido oposto é o posto
ao lado sem direção”
“Máximas e mais máximas não minimizam os máximos dos mínimos
diminuídos”
“Repeteco:
Faça
chuva ou faça sol, aos trancos e
barrancos de colisão
em colisão
nos
reencontremos”
Aos meus filhões, Remington e Robson, pela paciência com
painho ; à minha super-esposa, Cileide, pela extraordinária
convivência, e a todos os anônimos , desde o garçom e o seu
guardanapo de papel aos inumeráveis funcionários de acessos à
INTERNET, onde concluí as digitações , sob a eminente
coordenação dos meus Amigões Ocultos.
E sob a proteção daquela que significou para mim o mais
radioso exemplo de vida; falo da senhora Dona Rilda a minha
mãe; que, agora, os Bons , ninguém mais que os Bons estejam
ao seu lado, do outro lado. Do ladão onde haja tribunais e
justiças se processando, de acordo com as leis cósmicas
instituídas pelos Legisladores Universais.
a esses em especial
parabenizações
X i m m a m R a y a d j
Contatos de publicação, favor enviar e-mail para
fabiobragadealencar@yahoo.com.br

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China and Russia put the blame on some screwed up experiments of US for the earthquake that happened in Haiti.
Chinese and Russian Military scientists, these reports say, are concurring with Canadian researcher, and former Asia-Pacific Bureau Chief of Forbes Magazine, Benjamin Fulford, who in a very disturbing video released from his Japanese offices to the American public, details how the United States attacked China by the firing of a 90 Million Volt Shockwave from the Americans High Frequency Active Auroral Research Program (HAARP) facilities in Alaska
If we can recollect a previous news when US blamed Russia for the earthquake in Georgio. What do you guys think? Is it really possible to create an earthquake by humans?
I came across this [url=http://universalages.com/hot-news/what-happened-in-haiti-is-it-related-to-haarp/]article about Haiti Earthquake[/url] in some blog it seems very interesting, but conspiracy theories have always been there.

Anónimo disse...

Im looking at buying an ebook reader from amazon and I need somebody to tell me the differences between the apple ipad and the kindle (I know the ipad isnt available on amazon yet [img]http://www.freesmileys4u.info/pics/O/e.gif[/img])

Sorry if this is in the wrong place, I'm new to this!

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Just found a competition to win an apple iPad at http://www.ipadbuy.org/win_ipad_laptop_tablet so i thought i'd share it.

The survey only took 30 seconds, its worth a go at least :)

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1. Changes in the mechanism for displaying thumbnails in the taskbar.

2. Pop-Up lists for the panel

3. Pop-Up lists for Remote Desktop

4. Applying the settings of the taskbar

5. Multitouch zoom

6. Invert selection

7. You can search for music by artist

8. View the contents of the search results

9. Intelligent indexing after installation

10. Reducing the length of playback sounds system

11. Changes in the panel Devices and Printers

12. Changes in the mechanism of extraction devices

13. Support for FireWire-cameras

14. Reduction in section in system

15. Improved driver support

16. Reducing the paging file

17. Assigning a letter to boot with two OS loaded

18. Naming the section reserved for the system.

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I have listed then in my blogspot, I try to cover as many tv shows and matches as possible, to help others like
me to watch their favorite sports or tv shows online for free.

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The French gourmet cheese Bleu d'Auvergne has a wonderful aroma, a rich taste; the saltiness increases with the incidence of veining. The overall flavor is piquant but not overly sharp. Bleu d'Auvergne started life as an imitation of Roquefort, using cow's milk in place of sheep's milk. Legend has it that a peasant, around 1845, decided to inject his cheese with a blue mold that he found growing on his left-over bread (the motto being, waste not, want not). And thus, the gourmet cheese Bleu d'Auvergne was born. This French gourmet blue cheese comes from the region of Auvergne and the cheese is made from milk of Salers and Aubrac cows. The rind is very thin and so the cheese is usually wrapped in foil. The cheese is rich and creamy with a pale yellow color and scattered holes and well-defined greenish-blue veining. We cut and wrap this cheese in wedge of 8 ounces and 1 pound.

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Hope to get some help from you if I will have any quesitons.
Thanks and good luck everyone! ;)

Anónimo disse...

[quote]TOKYO – Nearly a half million people in Japan were ordered to higher ground on Sunday, as coastal areas across the vast Pacific region braced for lethal tsunami waves. But only small waves appeared, and there were no reports of damage.

Areas ranging from Sydney, Australia, to the Russian Far East to the Hawaiian islands conducted evacuations and warned residents to be on the lookout for large waves following the 8.8 magnitude earthquake that devastated parts of Chile on Saturday. The Asia-Pacific region waited in suspense for almost 24 hours, the time that scientists predicted it would take shock waves from the powerful earthquake to race across the ocean in the form of massive waves.

But the predicted time of impact came and went, with only waves of up to 10 centimeters reported near Tokyo and of up to 90 centimeters further north along the Japanese coast. The same was true across the region, where officials breathed an almost audible sigh of relief.

“Luckily, these waves are far smaller than the agency’s forecast,” said Kazuaki Ito, director of the Information Institute of Disaster Prevention, a Tokyo-based non-profit group that advises on natural disasters.

The tsunami warning was lifted in Hawaii on late Saturday after waves of about 1.5 meters were sighted, without any apparent damage. Beaches were briefly cleared of swimmers, and tourists were sent to upper floors of hotels. But nations further west left their alerts in place for much of Sunday, even after waves proved small, in case of additional tsunamis triggered by the huge Chilean temblor.

Nations took the warning seriously in a region where raw memories remain of the deadly December 2004 tsunami in the neighboring Indian Ocean that killed nearly 230,000 people in 14 countries.

Some of the biggest preparations were taken by Japan, where meteorological agency officials issued the nation’s first major tsunami warning in 17 years. They initially said they expected walls of water up to 3 meters, or 9 feet, high.

In Tokyo, train lines and highways in densely populated areas along the edge of Tokyo Bay were stopped for hours. Further north, officials said they ordered the evacuation of some 570,000 households from coastal areas mostly on the main Japanese island of Honshu, a areas that has seen killer tsunamis in the past.

Television news programs showed elderly residents in Iwate prefecture sitting on blankets in school gyms that had been turned into makeshift shelters. In the hilly port city of Hakodate, on the northernmost island of Hokkaido, residents sat on hilltops for hours on Sunday watching the sea.[/quote]

I was watching on & off the MSNBC coverage and frankly not impressed with their 'scare' tactic coverage - based on scientific fact and investigation the after-effects would be obvious but hey what's with checking things first these days.... granted the potential for loss of life was there but could news channels act again like news channels - reporting the facts not paranoia & spreading fear.....plus I don't want to hear at the end of it all "Thank God he saved us"....if you believe that surely God caused it in the first place too...

What do you think about all these tsunamis thing?



_____________________________________
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I have got to were specifically there, residing and clear-headed to perform precisely that which I obtained to achieve to carry on, especially now when we discover ourselves inside a economic decline, surviving in these kinds of monetary emergency condition, I wish to accrue all of the total sources! IHence from illegal prescription drugs, my transition to [url=http://buylegalbudscomreviews.info]legal bud [/url]. I am not anymore a narcotics customer now and that is a being successful I like to brag of. It's not been basically uncomplicated, having said that I had to flatten my awareness, offered that my kids are hoping for me to take care of them!

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In recent years travel by plane has become significantly more complicated. There are so many different configurations for flights and types of fares. Dire economic circumstances have caused airlines to raise rates and charge extra fees for everything from baggage to blankets. There are complex rules about what you can and cannot carry in your luggage. It can be very difficult to determine whether you are getting the best deal or the best services when you buy an airline ticket. The internet makes the navigation of airlines, airports, and flight itineraries easier, but, even so, be prepared to do some research if you want to find a flight at the best price.

Here is something up front that might save you time and money right off the bat. If you are traveling within the United States mainland, always look at Southwest Airlines first. Southwest is almost always the best deal you will find. However, Southwest itineraries do not appear on the major travel websites, so always go directly to the airline's website for information. Plug in your travel plans, and you will get a list of all the flights that are available. Southwest typically charges more reasonable prices than other airlines, and there are no hidden fees. The price you see is the price you get although tax and the government fee that is attached to all flights does apply. For lower prices than you can probably get anywhere else look at the "web only" fares, but keep in mind that these fares are not refundable.

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In 1959 phentermine first received approval from the FDA as an appetite suppressing drug. Phentermine hydrochloride then became available in the early 1970s. It was previously sold as Fastin from King Pharmaceuticals for SmithKline Beecham, however in 1998 it was removed from the market. Medeva Pharmaceuticals sells the name brand of phentermine called Ionamin and Gate Pharmaceuticals sells it as Adipex-P. Phentermine is also currently sold as a generic. Since the drug was approved in 1959 there have been almost no clinical studies performed. The most recent study was in 1990 which combined phentermine with fenfluramine or dexfenfluramine and became known as Fen-Phen.[citation needed]
In 1997 after 24 cases of heart valve disease in Fen-Phen users, fenfluramine and dexfenfluramine were voluntarily taken off the market at the request of the FDA. Studies later proved that nearly 30% of people taking fenfluramine or dexfenfluramine had abnormal valve findings. The FDA did not ask manufacturers to remove phentermine from the market.
[url=http://www.buyphentermine1.com]buy phentermine online[/url] Phentermine is still available by itself in most countries, including the U.S. However, because it is similar to amphetamines, it is classified as a controlled substance in many countries (including Australia). Internationally, phentermine is a schedule IV drug under the Convention on Psychotropic Substances.[1] In the United States, it is classified as a Schedule IV controlled substance under the Controlled Substances Act.
Looking forward, Phentermine is being studied with another medication for obesity. The experimental appetite suppressant drug Qnexa is a mixture of Phentermine and Topiramate.
Phentermine, in doses clinically used, works on the hypothalamus portion of the brain to release norepinephrine, a neurotransmitter or chemical messenger that signals a fight-or-flight response, reducing hunger. Phentermine works outside the brain as well to release epinephrine or adrenaline causing fat cells to break down stored fat, but the principal basis of efficacy is hunger-reduction. At high doses, phentermine releases serotonin and dopamine as well, but such doses are never used in clinical medicine.
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Thanks, and Be Careful

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1 – Zindagi Do Pal Ki
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3 – Tum Bhi Ho Wahi
4 – Kites In The Sky
5 – Fire
6 – Zindagi Do Pal Ki (Remix)
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Anónimo disse...

Everything about horse betting

So what is wrong with horse racing? Well, for lack of a better answer... horse racing. By that we mean the tradition mired establishment of horse racing where "because we've always done it that way" seems to be the golden rule.
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Horse racing is one of the world's oldest sports. It is followed world wide with ardor and passion. The aspect of betting, adds a flavor to the races and people are turned into millionaires over night. Money flows in and out of hands in this sport making it exciting and thrilling at most times.

The Triple Crown, like so many of our best traditions, wasn't created, it grew into being. During the late 1800's three different tracks created races to test the new crop of three year olds. These three races, the Belmont Stakes, the Preakness and the Kentucky Derby were held in the same year for the first time in 1875. It wasn't until 44 years later that Sir Barton (1919) became the first horse to win all three. The term, Triple Crown, wasn't coined until 1930 when Daily Racing Form's columnist, Charles Hatton, used it while covering Gallant Fox's winning efforts.

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Barbaro with Edgar Prado on board has won all 6 of his lifetime starts, 4 of his wins in 2006 and all at distances of a mile or more (his first 3 races were on the turf). Barbaro will be the odds on favorite for the Preakness. Gone are the double digit returns when we picked him for the Derby so most of us are left looking for horses to combine him with for the exacta, trifecta and superfecta wagers. Even though we want to see him win, at the probable scant return for a win, one must look to see if there's a horse in the field that can best him.

Anónimo disse...

If you’re like me when you first saw the term “arbitrage sports betting” you just said, “huh?” You may even be reading this article because you were wondering. It is a relatively little method that can actually allow you to make money no matter who wins or loses. Kind of like heads I win, tails I win!

Everyone who is involved in any kind of gaming, gambling, or betting as heard the stories of legendary people who have supposedly created the next foolproof betting system and have used the system themselves to help them to avoid losing and get higher profits over the long haul. The fact is that there is not a system in existence that can guarantee you that you will definitely be successful and never lose.
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It appears that the United States legal system is closer than ever before to cutting off ties with any type of online gambling within its boundaries. This includes poker, casinos, and sports betting among others. Generally speaking, anything that has to do with transmitting money via the internet as far as gambling is concerned is being cracked down on quite harshly.

In the preceding part of this discourse I concluded that (a) the greatest hazard for you as a typical, well-balanced sports Bettor is that you may continually lose more than you win and thereby regularly exhaust your betting funds, and (b) to thoroughly analyse the likelihood of that happening you need to properly address the following questions:

(i) What things could possibly go wrong that would cause you harm?
(ii) How likely is it that those things will go wrong for you?

Anónimo disse...

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Anónimo disse...

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I will keep this short and simple.

I was experimenting yesterday afternoon.

I went to google.com/trends to see what keywords are hot right now.

I found the term Shauna Raisch. It was “Volcanic Hot” (as hot as you can get)

Did a [url=http://ppc-tricks.us/how-to-get-indexed-in-20-minutes/]google search[/url] and found 700 results, and 500 hundred real competitors.

Although since then theres now 1000 results (see what google means by volcanic hot?)

So I clicked on the Shauna Raisch link. There google gave me the most popular news articles and blog posts. So I copied the first one I saw. I highlighted the entire blog post, copied and then pasted into bukisa.tk
Or if you would rather not go through my affiliate link: bukisa.com

The title was Shauna Raisch Photo, and so was the tag. I posted it with the correct details.

So now that my article was finished i copied the link to my article and submitted it to mixx digg and delicious.com and posted the link with the title of the story as my tag (shauna raisch photo).

The last thing I did was go over to pingler to tell google that my article is ready. They came, and put me on top of google for the keyword: shauna raisch photo. And im also on the first page of google for shauna raisch (1700 competitors so far).

So just before i wrote this article I used another hot google keyword trend. This time it was hard to rank for, 225,000 results, and just under 2000 competitors already. In twenty minutes using the above method I got to number eight on google, out of 225,000.
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Anónimo disse...

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YASA video Converter(, ) is an universal video file converter,you can freely convert movie video and all type of music video to any formats you want.YASA video Converter(, ) supports all popular movie video and all type of music video formats, such as MPEG-1, MPEG-2, MPEG-4, AVI, WMV, ASF, DVD, VCD, SVCD, VOB, PSP Video, iPod Video and so on, you can even interconvert movie video and all type of music video between those above-mentioned formats. YASA Video Converter(, ) also provides all kinds of options for users to control the movie/music video specification and quality of outputting.An easy-to-use interface allows you to enjoy converting video files without frequently consulting reference materials.
Main Features of YASA video Converter(, ):
Supported the following video file format:
For input video file format:
MPEG, WMV,ASF,AVI,QuichTime, mp4,3GP,DV, Real Video, Animated GIF,Macromedia Flash,FLV,FLI/FLC;PSP video(mp4),iPod Video,MPEG Audio(mp2, mp3),WMA,WAV,AU, MPEG4 Audio(m4a),Real Audio,OGG; AAC; Raw AC3,NUT Open Container Format
For output video file Format: AVI, MPEG, PSP Video file, ASF,iPod Video,VOB,MP4.....
here is an example of how to convert movie video (take converting avi to mp3 format for example)
1.click"file"-chose "add video file" in the popup menu, add movie video you want to convert to YASA video converter
(This step can also be realized by directly click button on toolbar)
2.After input the avi movie video, proceeding to the next step:choose the movie video output file format
Here we choose (MPEG-4 video format (*.mp4) format.
3.Click to start converting.
yeah! That is very simple, just several click of your mouse that you can convert all type of music video and movie video to your favorite formats.
If you are an video converter expert, we also provide with you abounding video converter settings such as bitrate settings, frame settings,codec settings and so on.
Whether you are an video converter expert or not, our YASA video converter can always supply you with good movie video and music video converting quality.YASA video converter will never make you disappoint.
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Anónimo disse...

Playing bingo needs more than luck or skills and techniques, contrary to what most believe. Bingo, just like any game of chance, comes with rules and regulations that players should observe. Being a player comes with responsibilities and etiquette.

Winning the Game

The moment you figured out you won, you must immediately yell BINGO, and it should be loud enough for the floor walker to hear. The pot money shall be given to the winner once their winning card is confirmed. Well, in winning or once you know you just won, the most important thing is that you shout the winning word BEFORE the time elapses. If the game proceeds and the next number is mentioned and you failed to shout "Bingo", your winning card is disqualified. Therefore, this is the rule you must know.

There may be cases when there are two winners, and in this case the pot money shall be divided equally among the winners. Supposing there are two winning cards, the two winners will share half the prize money.

Bingo Game Rules

Bingo rules are basically the same no matter in which Online Bingo hall you play. But still it's good if you know these rules by heart. If it is your first try, then ask for handouts and inquire from pros regarding the game rules. Nonetheless, the ideal thing to do if you have questions is to ask the floor walker and not the person seated beside you. You should clarify things and doubts before the game starts because asking too many questions as the game proceeds could well distract you. This guideline also applies to those who are newcomers at casinos, those who play roulette for the first time.

Bingo halls demand an age limit of 18 years old. If you are below this age, you are prohibited to play. Some bingo houses ban alcohol inside, so players aren't supposed to take liquor nor drink it inside the venue. Smoking may also be restricted inside the venue, as there are designated smoking sections.

Take note that some Bingo houses don't allow food but some do, so it basically depends on the venue. Policies vary among different venues. For instance, some bingo halls allow reservation of cards, while others don't allow it. Some allow people to leave the venue in the middle of the game, others forbid it. But there are general policies observed in all bingo houses, such as disqualification of tampered bingo cards. There is no way you can get away with a tampered card because the walkers are adept at identifying authentic cards from tampered ones. You could be banned from a bingo establishment if proven liable of tampering a card. Hence, you should play honestly.

Interestingly, some venues offer special bingo games for kids although some halls don't allow players to have companions while playing. Suppose you bring kids with you, don't let them run around the venue and bother other gamers. They should behave well whilst you play and the game proceeds. Play quietly and don't recite the numbers you desperately want to come off because you'll be much of a disturbance if you do. Decorous playing is expectant of all players, even those who play roulette at casinos. Also, having a valid identification is important because you don't know you might win and need to present credentials.

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